Igreja católica se mobiliza mais uma vez contra o aborto

Da Radiovaticana.org

As Dioceses de Taubaté, Lorena, Caraguatatuba e Guarulhos, todas localizadas no Estado de São Paulo, se uniram no último sábado, na missa solene celebrada na Catedral de Taubaté, para começarem um projeto de iniciativa popular com o objetivo de apresentar uma Proposta de Emenda à Constituição do Estado de São Paulo que garanta a inviolabilidade da vida humana desde a concepção até a morte natural.

Segundo o coordenador da Comissão Diocesana em Defesa da Vida, de Taubaté, Hermes Nery, as dioceses pretendem recolher pelo menos trezentas mil assinaturas, que representam 1% do eleitorado do Estado de São Paulo, para viabilizar o projeto. As lideranças religiosas da região temem que o Congresso Nacional aprove a proposta de descriminalização do aborto.

“A Constituição Federal já declara que a vida não pode ser violada, mas não deixa claro desde quando. Queremos explicitar na Constituição Estadual que a vida começa na fecundação e segue até a morte natural. Queremos tornar São Paulo o primeiro Estado da Federação com uma lei que proteja a vida humana de forma integral” – sublinhou Nery.

“Acho importante esta iniciativa, tendo em vista que todas as pesquisas indicam que o povo brasileiro é pela vida e, portanto, contra o aborto, pela proteção da vida humana, desde a concepção”, frisou o bispo de Taubaté Dom Carmo João Rhoden.

Dominus Vobiscum

Papa afirma: Bispos católicos devem emitir juízo moral em matéria de política

Do portal ACI Digital

Essa vai para quem continua pensando que a Igreja não deve  falar sobre política. Vai também para os bispos católicos, sobretudo para os que ainda andam em cima do muro. Ao receber nesta segunda feira, dia 29 de novembro de 2010 pela manhã, um grupo de Bispos das Filipinas ao final de sua visita “ad limina”, o Papa Bento XVI reiterou, como disse no último 28 de outubro a um grupo de prelados da CNBB, que os bispos têm o dever de “emitir um juízo moral também sobre coisas que afetam a ordem política, quando o exigirem os direitos humanos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas”.

Em seu discurso em inglês, o Santo Padre explicou que “a Igreja sempre deve tratar de encontrar sua voz própria, porque é a proclamação o que faz que o Evangelho dê frutos que mudem a vida. Graças à clara apresentação do Evangelho da verdade sobre Deus e o homem, gerações de filipinos, religiosos e leigos, promoveram uma ordem social cada vez mais justa”.

Às vezes, continuou o Papa, “essa missão de proclamação corresponde também a questões pertinentes à esfera política. Não é motivo de surpresa, já que a comunidade política e a Igreja, embora justamente separadas, estão ao serviço do desenvolvimento integral de cada ser humano e da sociedade em seu conjunto”.

“Ao mesmo tempo, o dever profético da Igreja requer que seja livre para pregar a fé, ensinar sua doutrina social e emitir um juízo moral também sobre coisas que afetam a ordem política, quando o exigirem os direitos humanos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas”, acrescentou.

Para esta tarefa, o Papa pediu à “Igreja em Filipinas que busque desempenhar seu papel em favor da vida humana da concepção até a morte natural, e em defesa da integridade do matrimônio e da família“.

“Nestes âmbitos promovem verdades sobre a pessoa humana e a sociedade que se derivam não só da revelação divina, mas também da lei natural, uma ordem que é acessível à razão humana e portanto proporciona uma base para o diálogo e para o discernimento mais profundo por parte de todas as pessoas de boa vontade. Do mesmo modo, avaliação o trabalho da Igreja para abolir a pena de morte em seu país”.

Uma área específica onde a Igreja sempre deve encontrar sua voz própria “é a da comunicação social e os meios de informação. É importante que os leigos católicos peritos nas comunicações sociais ocupem o lugar que lhes corresponde para propor a mensagem cristã de uma maneira convincente e atrativa. Se o Evangelho de Cristo quer ser levedura da sociedade filipina, toda a comunidade católica deve prestar atenção à força da verdade proclamada com amor”.

O Papa Bento XVI exortou os bispos filipinos a “proclamar a palavra de Deus que dá vida”, ressaltando a tarefa da Igreja em “seu compromisso com as preocupações econômicas e sociais, em particular com respeito aos mais pobres e fracos da sociedade”.

Embora seja “alentador ver que este compromisso deu seus frutos, graças à participação ativa das instituições católicas de caridade de todo o país”, no entanto “muitos cidadãos ainda seguem sem emprego, e sem a educação ou os serviços básicos adequados”, disse o Santo Padre.

Finalmente o Papa elogiou os esforços dos bispos das Filipinas, sublinhando deste modo seu “compromisso permanente na luta contra a corrupção, conscientes de que o crescimento de uma economia justa e sustentável só será obtido quando houver uma aplicação clara e coerente do Estado de Direito em todo o país”.

Dominus Vobiscum

Papa Bento XVI fala a Igreja do Rio de Janeiro

Texto base desta matéria, foi publicado no portal Zenit

O povo carioca vivenciou nesses dias cenas de uma guerra a muito tempo anunciada. Era inevitável que um dia acontecesse isso. Infelizmente muitas pessoas morreram. Muitos pais perderam nessa guerra trágica os seus filhos. Muitos filhos perderam pais. Pessoas foram vítimas de balas perdidas… Nesse cenário de luta e guerra, a Igreja está presente ajudando como pode e fazendo o seu papel de ajudar o próximo.

No último dia 25, Bento XVI expressou sua solidariedade à Igreja e à população do Rio de Janeiro. Segundo informou a arquidiocese do Rio, na manhã deste último domingo, o arcebispo Dom Orani João Tempesta recebeu um fax do núncio apostólico, Dom Lourenzo Baldisseri, transmitindo a solidariedade do Papa. Eis as palavras do Santo Padre:

Com profunda mágoa vi as notícias dos graves enfrentamentos e as violências destes dias no Rio de Janeiro, particularmente na comunidade ‘Vila Cruzeiro’.

O Papa não se omitiu: Assegurou “a sua oração pelos mortos, pelas suas famílias, e pediu que responsáveis que ponham fim às desordens, enquanto os encoraja restabelecerem o respeito da Lei e do Bem Comum”.

Achei fantástica a colocação do Santo Padre. Ele falou sobre por fim as desordens e estabelecer o bem comum. Só fazendo um parênteses aqui. Sabemos que a guerra que hoje acontece no Rio de Janeiro, já estava mais que anunciada. Sabíamos que aconteceria. Só não sabíamos quando. O Papa não tomou uma posição “pacifista”. Ele foi coerente com a vida real. Ele disse que estava rezando para que se colocasse um fim na bagunça que virou o Rio de Janeiro. Há quem pense diferente, mas eu acredito que em certos casos como esse do Rio de Janeiro, a paz só vem quando existe alguém que “imponha a ordem”.

O arcebispo do Rio de Janeiro afirmou a Radio Vaticano nesta segunda-feira que a cidade acolheu com agradecimento às palavras de apoio do Papa. Segundo Dom Orani, agora que as forças de segurança ocuparam duas áreas difíceis e que antes eram dominadas pelo narcotráfico – Vila Cruzeiro e Complexo do Alemão – a situação é mais tranquila. O arcebispo afirmou que Igreja está próxima das pessoas que sofrem pela violência nessas regiões pobres. “Há padres e comunidades da Igreja que trabalham sempre pela evangelização. A Igreja é muito presente e próxima do povo”, disse. Nesses dias de violência no Rio, em que a polícia e o exército avançam sobre territórios dominados por grupos de traficantes, ao menos 40 pessoas morreram nos confrontos, e 181 veículos foram queimados.

Dominus Vobiscum

A grande obra prima de Deus – O ser humano

Sabemos que Deus é o grande criador do universo. Pelo menos é essa compreensão que nós católicos temos a respeito da criação. Nós cremos que não existe o acaso. Diante da complexidade das coisas, é difícil entender que tudo isso tão meticulosamente ligado seja fruto do acaso.

E falando da criação, é importante frisar que dentre tudo que foi criado nesse universo, o ser humano é a criatura mais perfeita e mais complexa criada por Deus. Além dos detalhes físicos e biológicos que são detalhadamente ligados entre si, o homem difere dos outros seres pela capacidade dada por Deus de entender o mundo. Enquanto os outros seres vivem no mundo, o homem é capaz de transformá-lo. O homem é dotado de inteligência, e mesmo que alguns seres humanos não utilizem a ferramenta chamada cérebro, ele a possui.

O homem é capaz de escolher coisas complexas, refletir, questionar, interagir. Os outros seres passam pelo mundo sem sentir alegrias, tristezas, dúvidas… O homem pode se emocionar com a beleza, com um belo por de sol, com uma história, com o sorriso de uma criança… O homem tem a capacidade de sentir a dor do outro e ajudá-lo (ou não).

Podemos construir coisas, fazer o bem, criar vacinas, máquinas complexas… Podemos nos comunicar, amar, se relacionar com outros… Podemos comparar situações, analisar problemas,  domesticar animais, aprender uns com os outros… Podemos confiar. Fazer amigos. Partilhar experiências.

Nenhum outro ser no universo tem a possibilidade de fazer tantas coisas como o ser humano pode fazer. Temos a potencialidade de fazer o bem e o mal. Deus nos deu o livre arbítrio. Isso é muito importante. Embora Deus queira o homem perto Dele, Ele permite que o homem escolha a distância Dele.

Deus quis fazer o homem a sua imagem e semelhança. É a sua obra prima.

Olhando para você e para todas as suas características, você pode perceber quão grande é esse Deus! Você que tem tantas qualidades, tantos dons, tanta capacidade de fazer o bem… Você é a grande obra prima do Senhor. Deus pensou em você assim. Para Deus você é perfeito! Você é perfeita!

Enquanto o mundo tenta te fazer uma pessoa complexada, com medo de mostrar seus dons e capacidades, Deus quer te fazer sair da casca, mostrar o que você tem de melhor, pois Ele te criou e sabe até onde você pode chegar. Uma coisa eu tenho certeza: Cada ser humano só vai atingir o seu potencial pleno como ser humano, quando se aproximar daquele que o criou.

Com relação a você, Deus só tem um desejo: Que você esteja tão perto Dele, como Ele está perto de você. Qual o artista que não quer estar perto da sua obra prima? Qual artista não fica triste quando vê sua obra prima ficar distante Dele?
Então… Por não se aproximar do seu criador hein criatura?

Pense nisso carinho.
Dominus Vobiscum

Contribuição da religião para a política

Texto base desta matéria, foi publicado no portal Zenit

As perguntas que não querem calar: Porque querem diminuir o papel das religiões na sociedade? A quem isso beneficia? Quem ganha com isso? Se vivemos numa sociedade democrática onde todos tem direito a vez e voz, porque querem minimizar o papel da religião na sociedade?

Nessas últimas declarações sobre o papel da religião na política, o Papa fez referência a sua encíclica de 2009, Caritas in Veritate. Neste documento, ele rechaça a afirmação de que a Igreja interfere na política: “tem uma missão ao serviço da verdade para cumprir, em todo o tempo e contingência, a favor de uma sociedade à medida do homem, da sua dignidade, da sua vocação” (n. 9).

Ora, se a Igreja tem a missão de servir a verdade, se a Igreja quer favorecer a sociedade e o ser humano, porque querer calar e silenciar a Igreja senão para defender a mentira, denegrir a sociedade e minimizar o ser humano?

Ainda falando do Santo Padre, ele advertiu quanto à promoção da indiferença religiosa ou do ateísmo, algo que cria obstáculos para o nosso verdadeiro desenvolvimento, porque torna impossível que os países se beneficiem de vitais recursos espirituais e humanos. Os países desenvolvidos economicamente exportam em ocasiões sua visão redutiva da pessoa humana para os países pobres.

Se a sociedade prescinde da contribuição da religião, pode cair no erro de prestar demasiada atenção às perguntas sobre “como”, e não o suficiente para as muitas questões do “porquê” que estão na base da atividade humana, afirmou o Papa.

“Quando prevalece a absolutização da técnica, verifica-se uma confusão entre fins e meios: como único critério de ação, o empresário considerará o máximo lucro da produção; o político, a consolidação do poder; o cientista, o resultado das suas descobertas (n. 71).

Só uma observação: Atentaram no que disse o Papa sobre a politica? Com a absolutização da técnica o “político” considerará apenas a “consolidação” do poder. Isso é preocupante amigos. Muito preocupante….

Para evitar isso, é necessário que o cristianismo tenha um lugar na vida pública e que se unam razão e fé, purificando-se uma à outra, diz o Papa no número 56 da encíclica. Se não há este diálogo, a humanidade paga um enorme preço.

Algo digno de recordar da próxima vez que alguém disser que a religião deve ficar fora da política.

Dominus Vobiscum

Como se encontra Deus?

Pax Domini! Realmente é bom mesmo reencontrar com vocês todos os dias aqui no blog. Melhor ainda é poder partilhar com vocês estas reflexões que espero de todo o coração, possam ajudar você que é católico a crescer e aumentar a sua fé. Por enquanto o blog ainda está funcionando a marcha lenta. Ainda estou sem net em casa. Estou usando uma lan house para enviar os textos. Mas em breve o blog volta a pegar fogo.

No texto anterior, eu disse que nosso coração é inquieto. Esta tal inquietação é própria da nossa essência, pois Deus infundiu isso em nós e só Ele pode preencher nosso coração. Também ontem deixei a proposta de você buscá-lo, de você desejar encontrá-lo para viver essa experiência de um coração plenamente realizado.

Pois bem. Talvez ontem você tenha guardado algumas perguntas: Como se encontra Deus? Qual o caminho que devo trilhar? Existe um caminho lógico, racional para esse encontro? Deus realmente existe?

Vamos as respostas. A primeira delas é: Sim, Deus existe. É possível ter esta certeza dentro de você. Basta olhar o mundo ao seu redor. Cada coisa no seu lugar. Tudo se encaixa. Se não fosse o homem que ao invés de ajudar o criador, destrói a sua obra, tudo seria perfeito. Olhe para você. Cada órgão, cada coisa no seu lugar. Tudo funciona perfeitamente. Das células do seu corpo até os membros do mesmo, tudo se completa. Existe harmonia em tudo.

Há quem afirme que a criação é uma obra do acaso, mas sinceramente eu não acredito nisso. A probabilidade matemática para o acaso é tão pequena, tão ínfima que quase inexiste. Os grandes matemáticos que estudam a tal “probabilidade”, recentemente chegaram a conclusão que entre o universo com sua complexidade ser criado por um ser e ser criado meramente por acaso a probabilidade da primeira opção é muito maior.

Por que? Ora, por causa justamente dos detalhes, da complexidade. Cada coisa pequena é meticulosamente ligada a outra, que liga a outra, que liga a outra…

Por essas e outras é possível enxergar que existe um ser maior. Existe alguém que em um momento qualquer, fez todo esse mecanismo girar. Não cabe a Igreja afirmar como isso aconteceu. Isso é papel da ciência. Mas com certeza por mais diferente que seja a explicação da origem de tudo, do gênesis, não se pode excluir Deus.

Porém não basta só saber que Ele existe. Muita gente afirma isso. Saber que Ele existe não sacia o seu coração. Isso só acontece quando o encontramos. E como fazemos para encontrá-lo?

Hoje em dia existem muitas pessoas que afirmam ter encontrado o caminho para Deus. Muitos afirmam que com seu “esforço pessoal” conseguiram chegar a Deus. Longe de mim criticá-los ou afirmar que estes tais caminhos são “seguramente” uma forma de achar a Deus, mas o fato é que Deus quer tanto ser encontrado por nós que, ao invés de esperar que nós trilhássemos um caminho, Ele mesmo nos mostrou o caminho correto e seguro para chegarmos a Ele.

É como uma pessoa que convida a outra para a sua casa. Convidar não adianta. É preciso deixar o endereço e as referências para que o convidado chegue a sua casa. É possível que o convidado tendo o endereço e as referências prefira trilhar um caminho próprio para chegar a casa do amigo? Sim é. Mas qual é a forma fácil? Seguir as indicações, o mapa e o endereço que o próprio dono da casa deu para que a pessoa chegue de forma rápida, simples e segura.

Com Deus é a mesma coisa. Ele deixou-nos um caminho. Ele se revelou ao homem e mostrou como Ele o encontraria. E mais não só fez tudo isso como ofereceu alguém para nos guiar até a sua morada.

Talvez você tenha percorrido outros caminhos para chegar a Deus e tenha se frustrado nessa busca. Talvez as pessoas tenham dito que o caminho seguro do qual falarei amanhã é antigo, velho e obsoleto, e que não vale a pena trilhá-lo. Mas eu asseguro:  Se é antigo assim, e até hoje muitos caminham por ele, é porque é cheio de êxito.

Amanhã começaremos a falar sobre ele. Por hoje fico por aqui.

Dominus Vobiscum

Fundamentos da relação fé cristã e política

Os cristãos convictos dão testemunho à sociedade de que é legítima uma ordem de valores. Neste sentido, o cristianismo tem um papel fundamental, “ao colocar os fundamentos e formar as estruturas de nossa cultura”. Critique se quiser. Mas estas palavras não são minhas. São do Papa Bento XVI.

Infelizmente, a Igreja no Brasil tem se mostrado perdida na hora de eleger representantes. Quando falo Igreja, não falo dos padres e bispos. Não da CNBB, que por sinal com o “Ficha Limpa” que partiu das suas idéias, fez algo importante já nessas últimas eleiçoes. Quando falo da Igreja, falo da Igreja que sou eu e você. Sei que não é fácil aparecer católicos verdadeiros com interesse de entrar na sujeira da política. Sei que os poucos que aparecem, tem dificuldades em entrar neste meio e saírem intactos.

Os que aparecem com pompa e honra nos púlpitos da vida, afinam na hora de defender os fundamentos da nossa fé. Preferem fazer como judas: Se vender por trinta moedas, ou talvez até menos. Na hora do “pega pra capar”, de dar a cara para defender os valores cristãos, eles fogem, como o “inimigo” foge da cruz. Embora o Papa tenha feito vários discursos sobre este assunto para o mundo inteiro ouvir, eu tive a impressão de que suas palavras se encaixaram como uma luva dentro da situação sócio-política que vivemos no nosso Brasil: A nação que tem a sua maioria católica, elege um palhaço como deputado. Existe algum problema em eleger um palhaço? Não. O problema existe quando no momento dele defender suas propostas ele não diz nada e só faz brincadeiras. O povo não votou no palhaço, mas nas palhaçadas do palhaço. Políticos que se elegeram como católicos, se colocam lado a lado com pessoas que não veem mal nenhum, uma jovem mulher assassinar seu filho no próprio ventre.

O Papa neste mesmo discurso citado acima, lamentou a crescente tendência dos países em eliminar os conceitos cristãos de casamento e família da consciência da sociedade, sobretudo nas novas leis e projetos que são criados. O Papa assinalou com ênfase, que a Igreja não pode dar sua aprovação a iniciativas legislativas que aprovem modelos alternativos à vida matrimonial e familiar. O difícil é perceber que os católicos, que muitas vezes se dizem defensores da fé, elegem pessoas que desejam destruir a família e os valores cristãos. Ao contrário disso, é preciso que coloquemos pessoas que assumam os valores que a Igreja ensina. A Igreja não quer destaque. Até porque isso ela já tem pela instituição que é. O que a Igreja defende são os valores que o cristão tem e traz para sua vida.

Se olharmos para outros aspectos, como por exemplo a biotecnologia e a medicina, ao invés de termos pessoas que fundamentem leis que sejam pautadas no valor da dignidade humana, vemos políticos que fazem leis que elevam a vida o ser humano a nada vezes nada.

Político católico precisa ter fundamentos católicos. Precisa ter as raízes do seu trabalho fincados no Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Político relativista não pode ser eleito por católicos. Quando isso acontece, percebemos que infelizmente a grande nação católica ainda não é tão católica assim. Coloca no poder as cobras que irão nos morder, não acabando com nossa comida e bebida, mas com os seus valores mais íntimos, como a família, a vida e a fé. Para manter sua TV a Cabo e sua bolsa sei lá o que, acabam colocando no poder pessoas que lá na frente vão votar para nos proibir de professar nossa fé ou falar o que bem entender.

Fico com Papa Bento XVI, quando ele diz que: É imprescindível defender a validade universal do direito à liberdade religiosa. Se os valores, direitos e deveres não têm um fundamento objetivo racional, não podem oferecer um guia para as instituições internacionais.

O povo católico é igual ao boi: Se soubesse a força que tem, aquela cerquinha de arame farpado não o segurava nunca. Temos tanta força, mas não sabemos usar. O PT teve medo quando viu que os católicos ficaram contra o aborto de tal modo que a nossa futura Presidenta teve que às pressas mudar seu discurso e se colocar a favor da vida. Ah! Se o povo católico abrisse o olho…

Como este texto é baseado nos discursos do Santo Padre Bento XVI, termino com esse pensamento do Sumo Pontíficie:

A fé cristã é uma força positiva na busca de uma fundamentação os direitos da dignidade natural da pessoa, ajudando a razão a buscar uma base para esta dignidade.

Dominus Vobiscum

Por uma nova geração de políticos católicos

Como havia falado anteriormente, uma das características desse novo tempo do Blog Dominus Vobiscum, é que decididamente eu irei sempre que achar pertinente falar de política aqui. Óbvio que como este é blog é católico, o ponto de vista  aqui é plenamente pautado nos valores católicos. Ontem eu falei sobre algo que é um dos pontos de vista que trago comigo: Fé e Política precisam se misturar. Não posso negar que estou decepcionado com o voto dos católicos. Mas prefiro acreditar que esse voto “errado” não foi por leviandade, mas por falta de formação. Então vamos tentar aqui fazer a nossa parte. Quem sabe se cada um fizer um pouquinho, daqui até as próximas eleições conseguiremos mudar algo.

O curioso é que, lendo uma matéria do portal da Zenit, que pautou o post de ontem, e que fala da ação dos cristãos norte-americanos na hora das suas recentes eleições, fiquei muito feliz de saber que no mundo inteiro, os católicos tem acordado, e na hora do voto, os valores de fé que eles tem, levam para as urnas. Infelizmente aqui no Brasil isso ainda é uma ilusão. Os católicos elegem abortistas, defensores do homossexualismo e muitos outros. Coisa lamentável…

Existem políticos que se dizem católicos. O problema é que entre o ser e o agir existe uma grande diferença. Ser católico consiste em viver uma vida voltada para o Senhor. Não apenas frequentar as missas dominicais, mas viver a sua vida pautada no evangelho. Político frequentador de missa tem muito. Político católico… Nem tanto. É mosca branca. Não podemos mais aturar políticos católicos (do IBGE) que vão as Igrejas quando se aproximam as eleições.

Na mensagem enviada com motivo da Semana Católica Social Italiana, Bento XVI pediu uma nova geração de católicos que se apresentasse e se mostrasse na política. Esta participação precisa se basear em uma sólida formação intelectual e moral, e precisa permitir a formação de princípios éticos baseados em verdades fundamentais, de modo que as decisões não se baseassem no egoísmo, na avareza ou na ambição pessoal. Como eu sempre digo: O Papa Bento XVI não tem medo de por o dedo na ferida. E ele continuou dizendo: Em um momento em que os políticos costumam cair no desprezo ou no ridículo, o comportamento sócio-político, com os recursos e atitudes espirituais que exige, que continua sendo uma alta vocação, à qual a Igreja convida a responder com humildade e determinação.

Quanto ao papel da Igreja, o Papa disse: A Igreja tem um legado de valores que não são coisas do passado, mas constituem uma realidade muito viva e atual, capaz de oferecer uma pauta criativa para o futuro de uma nação.

O Papa escreveu esta mensagem após seu discurso sobre as relações Igreja-Estado durante sua recente visita à Inglaterra. Dirigindo-se aos políticos e líderes no Westminster Hall, em Londres, Bento XVI afirmou que a religião não é um problema a ser resolvido pelos legisladores, mas que ela tem uma contribuição vital a dar à política.

Bento XVI ainda afirmou: Não é que religião imponha suas crenças. Ela ajuda a guiar a razão para a descoberta dos princípios éticos. Portanto, a religião precisa da assistência da razão para se proteger de formas distorcidas como o sectarismo e o fundamentalismo.

A religião tem um papel legítimo na vida pública e não deve jamais ser marginalizada. Portanto é justamente nesse tempo onde os políticos saem dos palanques e da caça de votos e começam a mostrar quem realmente são, que devemos começar a trabalhar para fecundar no coração de católicos verdadeiros o gosto pela política ética e pautada em valores sólidos.

Hoje precisamos de católicos que trabalhem na política e não de políticos que trabalham para ter imagem de católicos. Que Deus suscite também aqui no Brasil uma nova geração políticos católicos e suscite aos católicos uma maior atenção na hora do voto. Eu ainda tenho esperança, ainda que seja para daqui a quatro, ou cinco anos.

Dominus Vobiscum

Por que nosso coração é tão inquieto?

Oi. Estou de volta para conversar com você sobre o seu coração e obviamente sobre o meu coração também. Calma não sou cardiologista. Sou apenas um ser humano que costuma exprimir seus sentimentos usando a palavra coração como tantos outros.

Muitas vezes quando usamos esta palavra, nos referimos a sentimentos, emoções, sensações ou coisas que não são tão fáceis de explicar. Onde nascem as nossas alegrias? Onde permanecem nossas dores, angústias e medos? Onde guardamos projetos, sonhos, pessoas? No coração. Ou ao menos no lugar que chamamos coração. É normal ouvirmos as pessoas dizerem: “Você mora no meu coração” ou simplesmente “Trago este sonho no meu coração”. É deste coração que falo agora.

E falando em guardar coisas no coração, gostaria de fazer uma experiência com você. Imagine seu coração como um lugar enorme, onde você pode colocar sonhos, pessoas, projetos, planos. Agora imagine a sua vida desde quando você se entende por gente. Quanta coisa, quantos sonhos, quantas pessoas já estiveram “dentro” do seu coração. Você já colocou sua felicidade em tantas coisas, tantas pessoas… Se formos olhar desde o início de nossas vidas, por maior que seja esse “espaço”, ao longo de nossa vida, colocamos tantas coisas dentro do que já deveria estar abarrotado não acha? Seu coração não deveria estar plenamente satisfeito?

Por que temos a sensação de que quanto mais coisas colocamos em nosso coração ele ainda permanece vazio? Por que parece que buscamos a resposta à uma pergunta que sequer conhecemos?

A resposta é simples. Mais simples do que você possa imaginar. A verdade sobre o nosso coração é a seguinte: Nada e nem ninguém (ao menos nesta terra) pode saciar o vazio do seu coração. Por mais coisas e pessoas que você coloque lá dentro, nunca essas mesmas coisas ou pessoas podem preencher seu coração. O coração do homem é inquieto porque ele busca algo e somente quando encontrar este “algo” ele será plenamente preenchido.

Só Deus preenche e completa o coração do homem. Isso também faz parte da obra e da criação de Deus. Ele mesmo colocou essa inquietação em você.

Senhor criaste-nos para Ti, e nosso coração vive inquieto enquanto não repousar em Ti. (Santo Agostinho – Séc IV)

Só Deus satisfaz. (São Tomás de Aquino –  Séc. XIII)

Ele mesmo ao criar o homem, inscreveu no coração dele o desejo de o encontrar. Só é plenamente feliz aquele que o encontra. Se você não concorda com isso, pode chorar, espernear e tentar tirar a calça pela cabeça. Pode fazer birra e beicinho e dizer que prefere ir por outros caminhos. Você tem uma vida inteira para tentar preencher o vazio do seu coração com outras coisas. Muitos tentaram. Ninguém conseguiu. Pode ir. Se Deus não te obriga, também eu não te obrigarei. Quem sou eu.

Quanto mais um ser humano se afasta de Deus, mais ele se aproxima do nada. Quanto mais ele se aproxima de Deus, tanto mais ele se distancia do nada. (São Tomás de Aquino –  Séc. XIII)

Porém contra fatos não existem argumentos. Quem se encontrou plenamente com Deus pode perfeitamente testemunhar: Depois desse encontro, o coração de quem o encontrou parece que encontrou a sua metade. Parece com uma peça de um quebra cabeça que ganha sentido quando a outra peça aparece e encaixa perfeitamente.

Talvez você hoje se encontre afastado de Deus por causa de pessoas, por causa de problemas com pessoas na sua paróquia ou grupo. Mas nunca esqueça que um dia você se encontrou com Deus. Ele te atraiu. Te chamou. Te trouxe. Não é justo se afastar de Deus por causa de pessoas. Não é justo com Deus. Não é justo com o seu coração.

Se você já teve esse encontro com Deus, se Deus te atraiu um dia e se revelou a você, diga-me uma coisa: A partir daquele encontro, você não se sentiu uma pessoa mais completa, mais digna, mais valorizada?

Quem não tem Deus não tem nada. Quem tem a Deus tem tudo. (Santo Afonso de Ligório – Sec. XVII)

Por outro lado se você nunca teve esse encontro com Deus, fica aqui um conselho e um convite: Busque a Deus. Ele é fácil de encontrar. Queira. Lute. Feche a porta do seu quarto e peça que Ele se revele a você de alguma forma. Não são pessoas, coisas, sonhos e planos que vão te completar como ser humano. Só Deus pode fazer isso.

Não adianta ficar correndo de braço em braço, mendigando atenção, carinho, amores vazios que começam mal e terminam piores do que começaram. Carência não se mata nos braços de ninguém. Isso é só paliativo. Carência se cura. E a cura dela tem um nome: Deus.

A proposta de hoje é a seguinte: Olhe para o seu coração e busque a presença de Deus. Peça que Ele se revele a você. Peça essa experiência. Se determine a querer Deus.

Sinceramente, gostaria muito de ler o seu comentário a respeito deste texto. O que achou? O que ele despertou em você? Qual a sua experiência com o texto?

Até a próxima. Dominus Vobiscum!

Esquenta o debate entre fé e política no mundo

Do portal Zenit

Não é só no Brasil que o debate entre fé e política anda pegando fogo. No contexto das eleições norte-americanas, voltou a ter força o debate sobre as relações Igreja-Estado e as crenças religiosas dos candidatos. Os especialistas especularam sobre o modo como a afiliação religiosa afetaria as eleições, especialmente diante de assuntos tão controversos como a reforma da saúde e as mudanças nas leis de imigração. No início de outubro, os sete bispos católicos do Estado de Nova York publicaram uma declaração para ajudar as pessoas a avaliarem em que candidatos votar. Os católicos – afirmavam – devem julgar os temas políticos através da lente da fé e não se guiar apenas pelo próprio interesse ou lealdade a um partido.

Os bispos mencionavam alguns temas, como os relacionados à vida, à guerra, à educação. É raro – admitiam – encontrar um candidato que esteja de acordo com a Igreja em todas as matérias, mas nem todas têm o mesmo peso.

Após recomendar o documento de 2008 intitulado “Formar as Consciências dos Cidadãos Crentes”, publicado pelos bispos dos EUA, os prelados de Nova York indicavam: “O direito inalienável a viver de toda pessoa humana inocente pesa mais que outras preocupações em que os católicos possam usar seu juízo prudente, tais como enfrentar melhor as necessidades dos pobres ou aumentar o acesso à saúde para todos”.

Animavam os católicos a tomar tempo para estudar as posições dos candidatos e concluíam com uma lista de perguntas que as pessoas deveriam se fazer antes de decidir em quem votar. A questão do impacto da fé na política é um tema a que Bento XVI se refere sempre. Em uma mensagem de 12 de outubro ao cardeal Angelo Bagnasco, presidente da Conferência Episcopal Italiana, o Papa afirmou que é necessário que a política e a sociedade se guiem pela consideração do bem comum. Os valores cristãos são úteis não só para determinar aquilo que abarca este bem comum, mas trazem uma contribuição indispensável, acrescentava.

Para os desavisados de plantão: Fé e Política se nisturam sim, e hoje um dos poucos países onde essa “distinção” erroneamente acontece chama-se Brasil

Dominus Vobiscum