Como se encontra Deus?

Pax Domini! Realmente é bom mesmo reencontrar com vocês todos os dias aqui no blog. Melhor ainda é poder partilhar com vocês estas reflexões que espero de todo o coração, possam ajudar você que é católico a crescer e aumentar a sua fé. Por enquanto o blog ainda está funcionando a marcha lenta. Ainda estou sem net em casa. Estou usando uma lan house para enviar os textos. Mas em breve o blog volta a pegar fogo.

No texto anterior, eu disse que nosso coração é inquieto. Esta tal inquietação é própria da nossa essência, pois Deus infundiu isso em nós e só Ele pode preencher nosso coração. Também ontem deixei a proposta de você buscá-lo, de você desejar encontrá-lo para viver essa experiência de um coração plenamente realizado.

Pois bem. Talvez ontem você tenha guardado algumas perguntas: Como se encontra Deus? Qual o caminho que devo trilhar? Existe um caminho lógico, racional para esse encontro? Deus realmente existe?

Vamos as respostas. A primeira delas é: Sim, Deus existe. É possível ter esta certeza dentro de você. Basta olhar o mundo ao seu redor. Cada coisa no seu lugar. Tudo se encaixa. Se não fosse o homem que ao invés de ajudar o criador, destrói a sua obra, tudo seria perfeito. Olhe para você. Cada órgão, cada coisa no seu lugar. Tudo funciona perfeitamente. Das células do seu corpo até os membros do mesmo, tudo se completa. Existe harmonia em tudo.

Há quem afirme que a criação é uma obra do acaso, mas sinceramente eu não acredito nisso. A probabilidade matemática para o acaso é tão pequena, tão ínfima que quase inexiste. Os grandes matemáticos que estudam a tal “probabilidade”, recentemente chegaram a conclusão que entre o universo com sua complexidade ser criado por um ser e ser criado meramente por acaso a probabilidade da primeira opção é muito maior.

Por que? Ora, por causa justamente dos detalhes, da complexidade. Cada coisa pequena é meticulosamente ligada a outra, que liga a outra, que liga a outra…

Por essas e outras é possível enxergar que existe um ser maior. Existe alguém que em um momento qualquer, fez todo esse mecanismo girar. Não cabe a Igreja afirmar como isso aconteceu. Isso é papel da ciência. Mas com certeza por mais diferente que seja a explicação da origem de tudo, do gênesis, não se pode excluir Deus.

Porém não basta só saber que Ele existe. Muita gente afirma isso. Saber que Ele existe não sacia o seu coração. Isso só acontece quando o encontramos. E como fazemos para encontrá-lo?

Hoje em dia existem muitas pessoas que afirmam ter encontrado o caminho para Deus. Muitos afirmam que com seu “esforço pessoal” conseguiram chegar a Deus. Longe de mim criticá-los ou afirmar que estes tais caminhos são “seguramente” uma forma de achar a Deus, mas o fato é que Deus quer tanto ser encontrado por nós que, ao invés de esperar que nós trilhássemos um caminho, Ele mesmo nos mostrou o caminho correto e seguro para chegarmos a Ele.

É como uma pessoa que convida a outra para a sua casa. Convidar não adianta. É preciso deixar o endereço e as referências para que o convidado chegue a sua casa. É possível que o convidado tendo o endereço e as referências prefira trilhar um caminho próprio para chegar a casa do amigo? Sim é. Mas qual é a forma fácil? Seguir as indicações, o mapa e o endereço que o próprio dono da casa deu para que a pessoa chegue de forma rápida, simples e segura.

Com Deus é a mesma coisa. Ele deixou-nos um caminho. Ele se revelou ao homem e mostrou como Ele o encontraria. E mais não só fez tudo isso como ofereceu alguém para nos guiar até a sua morada.

Talvez você tenha percorrido outros caminhos para chegar a Deus e tenha se frustrado nessa busca. Talvez as pessoas tenham dito que o caminho seguro do qual falarei amanhã é antigo, velho e obsoleto, e que não vale a pena trilhá-lo. Mas eu asseguro:  Se é antigo assim, e até hoje muitos caminham por ele, é porque é cheio de êxito.

Amanhã começaremos a falar sobre ele. Por hoje fico por aqui.

Dominus Vobiscum

Fundamentos da relação fé cristã e política

Os cristãos convictos dão testemunho à sociedade de que é legítima uma ordem de valores. Neste sentido, o cristianismo tem um papel fundamental, “ao colocar os fundamentos e formar as estruturas de nossa cultura”. Critique se quiser. Mas estas palavras não são minhas. São do Papa Bento XVI.

Infelizmente, a Igreja no Brasil tem se mostrado perdida na hora de eleger representantes. Quando falo Igreja, não falo dos padres e bispos. Não da CNBB, que por sinal com o “Ficha Limpa” que partiu das suas idéias, fez algo importante já nessas últimas eleiçoes. Quando falo da Igreja, falo da Igreja que sou eu e você. Sei que não é fácil aparecer católicos verdadeiros com interesse de entrar na sujeira da política. Sei que os poucos que aparecem, tem dificuldades em entrar neste meio e saírem intactos.

Os que aparecem com pompa e honra nos púlpitos da vida, afinam na hora de defender os fundamentos da nossa fé. Preferem fazer como judas: Se vender por trinta moedas, ou talvez até menos. Na hora do “pega pra capar”, de dar a cara para defender os valores cristãos, eles fogem, como o “inimigo” foge da cruz. Embora o Papa tenha feito vários discursos sobre este assunto para o mundo inteiro ouvir, eu tive a impressão de que suas palavras se encaixaram como uma luva dentro da situação sócio-política que vivemos no nosso Brasil: A nação que tem a sua maioria católica, elege um palhaço como deputado. Existe algum problema em eleger um palhaço? Não. O problema existe quando no momento dele defender suas propostas ele não diz nada e só faz brincadeiras. O povo não votou no palhaço, mas nas palhaçadas do palhaço. Políticos que se elegeram como católicos, se colocam lado a lado com pessoas que não veem mal nenhum, uma jovem mulher assassinar seu filho no próprio ventre.

O Papa neste mesmo discurso citado acima, lamentou a crescente tendência dos países em eliminar os conceitos cristãos de casamento e família da consciência da sociedade, sobretudo nas novas leis e projetos que são criados. O Papa assinalou com ênfase, que a Igreja não pode dar sua aprovação a iniciativas legislativas que aprovem modelos alternativos à vida matrimonial e familiar. O difícil é perceber que os católicos, que muitas vezes se dizem defensores da fé, elegem pessoas que desejam destruir a família e os valores cristãos. Ao contrário disso, é preciso que coloquemos pessoas que assumam os valores que a Igreja ensina. A Igreja não quer destaque. Até porque isso ela já tem pela instituição que é. O que a Igreja defende são os valores que o cristão tem e traz para sua vida.

Se olharmos para outros aspectos, como por exemplo a biotecnologia e a medicina, ao invés de termos pessoas que fundamentem leis que sejam pautadas no valor da dignidade humana, vemos políticos que fazem leis que elevam a vida o ser humano a nada vezes nada.

Político católico precisa ter fundamentos católicos. Precisa ter as raízes do seu trabalho fincados no Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Político relativista não pode ser eleito por católicos. Quando isso acontece, percebemos que infelizmente a grande nação católica ainda não é tão católica assim. Coloca no poder as cobras que irão nos morder, não acabando com nossa comida e bebida, mas com os seus valores mais íntimos, como a família, a vida e a fé. Para manter sua TV a Cabo e sua bolsa sei lá o que, acabam colocando no poder pessoas que lá na frente vão votar para nos proibir de professar nossa fé ou falar o que bem entender.

Fico com Papa Bento XVI, quando ele diz que: É imprescindível defender a validade universal do direito à liberdade religiosa. Se os valores, direitos e deveres não têm um fundamento objetivo racional, não podem oferecer um guia para as instituições internacionais.

O povo católico é igual ao boi: Se soubesse a força que tem, aquela cerquinha de arame farpado não o segurava nunca. Temos tanta força, mas não sabemos usar. O PT teve medo quando viu que os católicos ficaram contra o aborto de tal modo que a nossa futura Presidenta teve que às pressas mudar seu discurso e se colocar a favor da vida. Ah! Se o povo católico abrisse o olho…

Como este texto é baseado nos discursos do Santo Padre Bento XVI, termino com esse pensamento do Sumo Pontíficie:

A fé cristã é uma força positiva na busca de uma fundamentação os direitos da dignidade natural da pessoa, ajudando a razão a buscar uma base para esta dignidade.

Dominus Vobiscum