Estudo sobre o batismo de Jesus:: Porque precisamos entender bem o Batismo de Jesus?

Pax Domini! Continuamos estudando o nosso Catecismo da Igreja Católica e hoje vamos responder algumas perguntas que geralmente são feitas quando se fala desse episódio da vida de Jesus. A primeira delas é qual o significado do Batismo na vida de Jesus.

O Batismo de Jesus é, da parte dele, a aceitação e a inauguração de sua missão de Servo sofredor. Deixa-se contar entre os pecadores; é, já, “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1,29), antecipa já o “Batismo” de sua morte sangrenta. Vem, já, “cumprir toda a justiça” (Mt 3,15), ou seja, submete-se por inteiro à vontade de seu Pai: aceita por amor este batismo de morte para a remissão de nossos pecados. (CIc§536)

Para você entender o significado do Batismo de Jesus, é preciso voltar no tempo ainda um pouco mais. Precisamos conhecer uma antiga profecia que está no livro de Isaías…

Quem poderia acreditar nisso que ouvimos? A quem foi revelado o braço do Senhor? Cresceu diante dele como um pobre rebento enraizado numa terra árida; não tinha graça nem beleza para atrair nossos olhares, e seu aspecto não podia seduzir-nos. Era desprezado, era a escória da humanidade, homem das dores, experimentado nos sofrimentos; como aqueles, diante dos quais se cobre o rosto, era amaldiçoado e não fazíamos caso dele. Em verdade, ele tomou sobre si nossas enfermidades, e carregou os nossos sofrimentos: e nós o reputávamos como um castigado, ferido por Deus e humilhado. Mas ele foi castigado por nossos crimes, e esmagado por nossas iniqüidades; o castigo que nos salva pesou sobre ele; fomos curados graças às suas chagas. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, seguíamos cada qual nosso caminho; o Senhor fazia recair sobre ele o castigo das faltas de todos nós. Foi maltratado e resignou-se; não abriu a boca, como um cordeiro que se conduz ao matadouro, e uma ovelha muda nas mãos do tosquiador. (Ele não abriu a boca.) Por um iníquo julgamento foi arrebatado. Quem pensou em defender sua causa, quando foi suprimido da terra dos vivos, morto pelo pecado de meu povo? Foi-lhe dada sepultura ao lado de fascínoras e ao morrer achava-se entre malfeitores, se bem que não haja cometido injustiça alguma, e em sua boca nunca tenha havido mentira. Mas aprouve ao Senhor esmagá-lo pelo sofrimento; se ele oferecer sua vida em sacrifício expiatório, terá uma posteridade duradoura, prolongará seus dias, e a vontade do Senhor será por ele realizada. Após suportar em sua pessoa os tormentos, alegrar-se-á de conhecê-lo até o enlevo. O Justo, meu Servo, justificará muitos homens, e tomará sobre si suas iniqüidades. Eis por que lhe darei parte com os grandes, e ele dividirá a presa com os poderosos: porque ele próprio deu sua vida, e deixou-se colocar entre os criminosos, tomando sobre si os pecados de muitos homens, e intercedendo pelos culpados. (Is 53,1-12)

Se você estudar atentamente essa profecia, você perceberá que alguém (inspirado por Deus) profetizou a respeito de Jesus Cristo. Essa profecia tem o nome de Profecia do Servo Sofredor.

Quando Jesus vai ser batizado Ele não traz em si nenhum pecado, e por isso, ao fazê-lo, Ele assume sobre si o papel desse servo sofredor. Ele se oferece, se coloca nas mãos do Pai para assumir o lugar de todos nós. Por isso é que João Batista vem afirmar: Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado mundo. Jesus é o cordeiro manso que se coloca no altar para ser imolado.

A esta aceitação responde a voz do Pai, que coloca toda a sua complacência em seu Filho. O Espírito que Jesus possui em plenitude desde a sua concepção vem “repousar” sobre Ele. Jesus ser a fonte do Espírito para toda a humanidade. No Batismo de Jesus, “abriram-se os Céus” (Mt 3,16) que o pecado de Adão havia fechado; e as águas são santificadas pela descida de Jesus e do Espírito, prelúdio da nova criação. (CIC§536)

É importante perceber que ao fazer isso, Jesus também toma para si a característica de ser “Novo Adão”. Quando o “Adão” primeiro pecou e desobeceu a Deus, recorde-se que ele fora expulso do paraíso, ou seja, sobre Adão e consequentemente sobre toda a humanidade, os céus se fecharam, o paraíso se fechou. Em Jesus pela sua obediência a vontade de Deus, temos novamente a possibilidade do céu, do paraíso.

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Evangelho do Dia: Até os cabelos da vossa cabeça estão contados

Naquele tempo, a multidão tinha-se reunido; eram milhares, a ponto de se pisarem uns aos outros. Jesus começou a dizer primeiramente aos seus discípulos: Acautelai-vos do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia. Nada há encoberto que não venha a descobrir-se, nem oculto que não venha a conhecer-se. Porque tudo quanto tiverdes dito nas trevas há-de ouvir-se em plena luz, e o que tiverdes dito ao ouvido, em lugares retirados, será proclamado sobre os terraços. Digo-vos a vós, meus amigos: Não temais os que matam o corpo e, depois, nada mais podem fazer. Vou mostrar-vos a quem deveis temer: temei aquele que, depois de matar, tem o poder de lançar na Geena. Sim, Eu vo-lo digo, a esse é que deveis temer. Não se vendem cinco pássaros por duas pequeninas moedas? Contudo, nenhum deles passa despercebido diante de Deus. Mais ainda, até os cabelos da vossa cabeça estão contados. Não temais: valeis mais do que muitos pássaros. (S. Lucas 12,1-7)

Comentário do Evangelho do dia feito por Santa Catarina de Siena (1347-1380), leiga da Ordem Terceira de São Domingos, doutora da Igreja, co-padroeira da Europa

[Santa Catarina ouviu Deus dizer-lhe]: Ninguém pode escapar das Minhas mãos. Porque Eu sou aquele que é (Ex 3,14), e vós não sois por vós próprios; vós sois enquanto fordes feitos por Mim. Eu sou o criador de todas as coisas que participam do ser, mas não do pecado, que não é, e portanto não foi feito por Mim. E, porque não está em Mim, não é digno de ser amado. A criatura apenas Me ofende na medida em que ama o que não deve amar, o pecado. [...] É impossível aos homens saírem de Mim; ou permanecem em Mim constrangidos pela justiça que lhes sanciona os erros, ou permanecem em Mim guardados pela Minha misercórdia. Abre pois os olhos da tua inteligência e olha para a Minha mão; verás que é verdade o que te digo. Então, abrindo os olhos do espírito para obedecer ao Pai que é tão grande, eu vi o universo inteiro fechado naquela mão divina. E Deus disse-me: Minha filha, vê agora e que saibas que ninguém Me pode escapar. Todos aqui estão, seguros pela justiça ou pela misericórdia, porque são Meus, criados por Mim, e Eu amo-os infinitamente. Seja qual for a maldade de que padeçam, terei misericórdia para com eles, por causa dos Meus servos; e atenderei o pedido que me fizeste com tanto amor e tanta dor. [...]Então a minha alma, como se estivesse embriagada e fora de si, no ardor cada vez maior do seu desejo, sentiu-se simultaneamente feliz e cheia de dor. Feliz pela união que tivera com Deus, gozando a Sua alegria e bondade, completamente imersa na Sua misericórdia. Cheia de dor ao ver ofendida tão grande bondade.

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Estudo sobre o batismo de Jesus:: O que significa a expressão “Epifania”

Bom, como estamos estudando o Batismo de Jesus e o catecismo no fala sobre Epifania, penso que seja interessante que saibamos o significado dessa palavra. Por isso fui atrás de descobrir o real significado e encontrei algumas coisas muito interessantes que por si, merecem um post a parte.

A expressão Epifania do Senhor vem do grego Ἐπιφάνεια, e significa a aparição; um fenômeno miraculoso. Embora havido diversas manifestações “miraculosas” a cerca de Jesus, a Igreja celebra como Epifanias três eventos (dando maior destaque ao primeiro):

1.  Epifania aos Reis Magos (Mt 2, 1-12);
2. Epifania a São João Batista no  Jordão;
3.
 Epifania a seus discípulos e começo de Sua vida pública com o milagre em Caná.

Pax Domini

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A grande promessa do Sagrado Coração de Jesus

Do ACI Digital

Entre as muitas e ricas promessas que Jesus Cristo fez aos que fossem devotos de seu Sagrado Coração, sempre chamou a atenção a que fez aos que comungassem em sua honra as nove primeiras sextas-feiras do mês seguidos. É tal, que todos a conhecem com o nome da Grande Promessa.

A Devoção ao Coração divino de Jesus Cristo começou a ser praticada, em sua essência, já no início da Igreja, pois os Santos tiveram muito presente, ao honrar a Jesus Cristo, que tinha manifestado seu Coração, símbolo de seu amor em momentos augustos. Contudo, esta devoção, em sua forma atual, deve-se às revelações que o próprio Cristo fez a Santa Margarida Maria (1649-1690), sobretudo quando em 16 de junho de 1657, descobrindo seu Coração, disse-lhe:

“Eis aqui este Coração que amou tanto aos homens, que não omitiu nada até esgotar-se e consumir-se para manifestar-lhes seu amor, e por todo reconhecimento, não recebe da maior parte mais que ingratidão, desprezo, irreverências e tibieza que têm para mim neste sacramento de amor”.

Então foi quando Jesus deu a sua servidora o encargo de que se tributasse culta a seu Coração e a missão de enriquecer ao mundo inteiro com os tesouros desta devoção santificadora. O objeto e fim desta devoção é honrar o Coração adorável de Jesus Cristo, como símbolo do amor de um Deus para nós; e a vista deste Sagrado Coração, abrasado de amor pelo homens, e ao mesmo tempo desprezado por estes, nos deve mover a amá-lo e a reparar a ingratidão de que é objeto.

Entre as práticas que compreende esta devoção, conformes com o fim da mesma, sobressai a da Comunhão das nove primeiras sextas-feiras do mês, para conseguir além da graça da penitência final, segundo a promessa feita pelo próprio Sagrado Coração a Santa Margarida Maria, para todos os fiéis.

Eis aqui a promessa – Uma Sexta feira, durante a Sagrada Comunhão, disse estas palavras a sua devota serva:

“Eu te prometo, na excessiva misericórdia de meu Coração, que meu amor todo poderoso concederá a todos os que comungarem nove primeiras sextas feiras do mês seguidos a graça final da penitência; não morrerão em pecado nem sem receber os sacramentos, e meu divino Coração lhe será asilo seguro naquele último momento”.

O que é necessário fazer para obter esta graça: Comungar nove primeiras sextas-feiras do mês seguidos em graça de Deus, com intenção de honrar ao Sagrado Coração de Jesus.

Como pode ser feita: Pela manhã pode ter a Comunhão geral em boa hora, e à tarde uma função mais ou menos breve e solene ao Coração de Jesus expondo ao Santíssimo, explicando ou lendo a intenção do mês, o algo sobre ela, rezando as ladainhas ou algum ato de desagravo ou de consagração. Caso de se poder fazer isto à tarde, pode ser feito tudo pela manhã na Missa de Comunhão ou na Missa vespertina se houver.

Quando não há função ou culto público ou não se pode assistir a ele, faça-o em particular o que se faz por outros em público. Para o qual se pode rezar as ladainhas do Coração de Jesus ou alguma consagração ao Coração de Jesus.

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Estudo sobre o batismo de Jesus:: Porque o Batismo de Jesus é o início de sua vida pública?

A vida pública de Jesus tem início com seu Batismo por João no rio Jordão. João Batista proclamava “um batismo de arrependimento para a remissão dos pecados” (Lc 3,3). Uma multidão de pecadores, de publicanos e soldados, fariseus e saduceus e prostitutas vem fazer-se batizar por ele. Jesus aparece, o Batista hesita, mas Jesus insiste. E Ele recebe o Batismo. Então o Espírito Santo, sob forma de pomba, vem sobre Jesus, e a voz do céu proclama: “Este é o meu Filho bem-amado” (Mt 3,13-17). É a manifestação (“Epifania”) de Jesus como Messias de Israel e Filho de Deus. (CIC§535)

Os três Evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas) falam o batismo de Jesus por João Batista nas águas do Jordão. E nos três evangelhos, e este evento é descrito pelos biblistas como o início do ministério público de Jesus. De acordo com as fontes canônicas, Jesus foi para o rio Jordão onde João Batista estava pregando e batizando as pessoas.

Da Galiléia foi Jesus ao Jordão ter com João, a fim de ser batizado por ele. João recusava-se: Eu devo ser batizado por ti e tu vens a mim! Mas Jesus lhe respondeu: Deixa por agora, pois convém cumpramos a justiça completa. Então João cedeu. Depois que Jesus foi batizado, saiu logo da água. Eis que os céus se abriram e viu descer sobre ele, em forma de pomba, o Espírito de Deus. E do céu baixou uma voz: Eis meu Filho muito amado em quem ponho minha afeição… (Mt 3,13-17)

É preciso contextualizar você. Naquele tempo, João Batista havia se tornado um grande pregador. E muitas pessoas iam ouvi-lo. Gente de toda a região. Todos os dias, dezenas, talvez centenas de pessoas iam a ele. Ali ele pregava, e depois, as pessoas que desejavam, eram batizadas. Era um batismo diferente do batismo que temos hoje. As pessoas ao ouvi-lo, se arrependiam e iam as águas, onde ali por aquele batismo, se arrependiam de seus erros e começavam uma nova vida.

Um dia Jesus foi até João.

Nesse dia, muitas pessoas ali estavam. Veja estou frisando isso para que você perceba que o que aconteceu naquele dia não foi um fato visto apenas por Jesus e João Batista. Ao contrário, as pessoas que ali estavam também viram aquilo e ficaram estupefactos com o ocorrido. Me diga: O que você faria se você estivesse em um lugar onde do nada, o Espírito Santo aparecesse em forma de pomba sobre a cabeça de alguém e uma voz vindo sabe lá de onde dissesse: Eis meu Filho muito amado em quem ponho minha afeição… O que você faria?

Por esse motivo é que dizemos que foi a primeira manifestação pública de que Jesus era o Filho de Deus. Veja, quando Jesus era criança, Simeão, Ana, os Magos do Oriente, a estrela, o anjo… Tudo isso e todos eles foram sinais claros de que Jesus é de fato o Filho de Deus. Mas sendo que nessas ocasiões, só Maria e José estavam presentes. No dia do batismo de Jesus, isso tudo aconteceu a vista de centenas de pessoas que depois sairam dali falando para os outros tudo que aconteceu naquele dia.

Nos próximos posts, vamos continuar a estudar sobre esse dia tão importante para os filhos de Deus.

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