E enfim começa a Santa Semana…

Semana Santa

A Semana Santa é para os católicos a mais importante de todoas as semanas. Nela celebramos de forma intensa, como que em um grande retiro, a Paixão, Morte e ressurreição de Jesus Cristo. Ela se inicia no Domingo de Ramos, que relembra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém e termina com a ressurreição de Jesus, que ocorre no domingo de Páscoa.

Em 325 d.C, o Concílio de Niceia, consolidou as datas religiosas, fazendo com que a Paixão, Morte e Ressurreição fosse comemorada por uma semana. Historicamente falando, existem relatos de festas em homenagem aos últimos dias de Cristo, pouco tempo depois de sua morte, porém estas festividades eram comemoradas em dois dias apenas (sábado de aleluia e domingo da ressurreição).

Cada dia da comemoração faz referência a um acontecimento a saber:

Domingo de Ramos - Abre solenemente a Semana Santa, com a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Jesus é recebido em Jerusalém como um rei, mas os mesmos que o receberam com festa o condenaram à morte. Jesus é recebido com ramos de palmeiras. Nesse dia, são comuns procissões em que os fiéis levam consigo ramos de oliveira ou palmeira, o que originou o nome da celebração.

Segunda-Feira Santa – Em alguns lugares é conhecida como segunda-feira de trevas. Nesse dia realiza-se a o ofício de trevas.

Terça-Feira Santa – Neste dia são celebradas as Sete dores de Nossa Senhora Virgem Maria.

Quarta-Feira Santa – É o quarto dia da Semana Santa. Em algumas igrejas celebra-se neste dia a piedosa procissão do encontro de Nosso Senhor dos Passos e Nossa Senhora das Dores. Ainda há igrejas que neste dia celebram o Ofício das Trevas, lembrando que o mundo já está em trevas devido à proximidade da morte de Jesus.

Quinta-Feira Santa - Na manhã deste dia, nas catedrais das dioceses, o bispo se reúne com o seu clero para celebrar a Celebração do Crisma, na qual são abençoados os óleos que serão usados na administração dos sacramentos do Batismo, Crisma e Unção dos Enfermos. Com essa celebração se encerra a Quaresma.

Neste mesmo dia, à noite, são relembrados os três gestos de Jesus durante a Última Ceia: a Instituição da Eucaristia, o exemplo do Lava-pés, com a instituição de um novo mandamento (ou “ordenança”) segundo algumas denominações cristãs, e a instituição do sacerdócio. É neste momento que Judas Iscariotes sai para entregar Jesus por trinta moedas de prata. E é nesta noite em que Jesus é preso, interrogado e, no amanhecer da sexta-feira, açoitado e condenado.

A igreja fica em vigília ao Santíssimo, relembrando os sofrimentos de Jesus, que tiveram início nesta noite. A igreja já se reveste de luto e tristeza, desnudando os altares (quando são retirados todos os enfeites, toalhas, flores e velas), tudo para simbolizar que Jesus já está preso e consciente do que vai acontecer. Também cobrem-se todas as imagens existentes no templo.

Sexta-Feira Santa – É quando a Igreja recorda a morte de Jesus. É celebrada a Solene Ação Litúrgica, Paixão e a Adoração da Cruz. A recordação da morte de Jesus consiste em quatro momentos: A Liturgia da Palavra, Oração Universal, Adoração da Cruz e Rito da Comunhão. Presidida por presbítero ou bispo, os paramentos para a celebração são de cor vermelha. Este dia recomenda-se o jejum para todos os católicos. Apenas os que estão sob ordem médica ou dispensados pelo sacerdote estão isentos do jejum.

Sábado de Aleluia - É o dia da espera. Os cristãos junto ao sepulcro de Jesus aguardam sua ressurreição. No final deste dia é celebrada a Solene Vigília Pascal, a mãe de todas as vigílias, como disse Santo Agostinho, que se inicia com a Bênção do Fogo Novo e também do Círio Pascal; proclama-se a Páscoa através do canto do Exultet e faz-se a leitura de 8 passagens da Bíblia (4 leituras e 4 salmos) percorrendo-se toda história da salvação, desde Adão até o relato dos primeiros cristãos. Entoa-se o Glória e o Aleluia, que foram omitidos durante todo o período quaresmal. Há também o batismo daqueles adultos que se prepararam durante toda a quaresma. A celebração se encerra com a Liturgia Eucarística, o ápice de todas as missas.

Domingo de Páscoa – É o dia mais importante para a fé cristã, pois Jesus vence a morte para mostrar o valor da vida. Esse dia é estendido por mais cinquenta dias até o Domingo de Pentecostes.

Durante a Semana Santa estaremos escrevendo textos especiais para você conheça a doutrina desta semana e participe com intensidade deste tempo de graça que vivemos. Pax Domini

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Estudo sobre a Igreja Católica Apostólica Romana:: Quem estruturou a Igreja? Jesus, o papa, ou os homens?

Igreja Católica

Devido ao Conclave e a eleição do Papa Francisco, acabamos por interromper nosso estudo inicial sobre a Igreja. Precisávamos dar destaque ao que como Igreja vivemos nestes últimos tempos. Porém agora a tendência é que as coisas voltem a seguir seu rumo e que possamos retomar as postagens dos nossos estudos catequéticos. Vamos lá?

O Senhor Jesus dotou sua comunidade de uma estrutura que permanecerá  até a plena consumação do Reino. Há  antes de tudo a escolha dos Doze, com Pedro como seu chefe. Representando as doze tribos de Israel, eles são as pedras de fundação da nova Jerusalém. Os Doze e os outros discípulos participam da missão de Cristo, de seu poder, mas também de sua sorte (cf. Mt 10, 25 ; Jo 15, 20) . Por meio de todos os esses atos, Cristo prepara e constrói sua Igreja. (CIC§765)

A Igreja tem em seu fundamento uma estrutura que fora definida pelo próprio Cristo: Os apóstolos e dentre eles um chefe. A Igreja, instituida por Jesus, segue esta estrutura desde o seu início. É importante entender que os bispos são os sucessores dos apostólos assim como o Papa é o sucessor de Pedro.

“E eu te declaro: Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus” (Mt 16,18-19).

Pedro é a pedra sobre a qual Ele quis edificar a Sua Igreja. É preciso notar que o Senhor diz “a Minha Igreja”. Usou um pronome possessivo “Minha”; ela é propriedade Sua, é o Seu próprio Corpo, e Ele a quis construída sobre o Papa. Não existe outra. Se houvessem outras Ele teria dito “minhas igrejas” ou “todas as igrejas”. E mesmo que houvessem “outras igrejas” elas estariam edificadas sobre a rocha que é Pedro. Diante de um versículo bíblico tão claro, não se pode inventar!

Antes que algum desavisado venha com a velha conversa fiada que a hierarquia da Igreja é “invencionice” dos homens, eu afirmo que ela é pensada por Deus, e até hoje quem a contesta, tenta de alguma forma (sem sucesso nenhum) refazê-la. Esta hierarquia é encontrada em diversas partes do Novo Testamento. Perceba que em diversas passagens, Pedro “encabeça” os apóstolos de Jesus.

“Eis os nomes dos doze apóstolos: “o primeiro, Simão, chamado Pedro; depois André, seu irmão …” (Mt 10,1-4).

“Ao amanhecer, chamou os seus discípulos e escolheu doze dentre eles que chamou de apóstolos : Simão, a quem deu o nome de Pedro; André seu irmão…” (Lc 6,12-16).

Após a ressurreição de Jesus, continua Pedro sempre citado em primeiro lugar: “Tendo entrado no Cenáculo, subiram ao quarto de cima, onde costumavam permanecer. Eram eles : “Pedro e João, Tiago, André …” (At 1,13).

Os estudiosos das Sagradas Escrituras afirmam que O nome de Pedro é mencionado 171 vezes no Novo Testamento. João apenas 46 vezes, é o segundo mais citado. É Pedro, o primeiro Papa que muitas vezes “fala” em nome dos demais apóstolos:

“Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!” (Mt 16,15-16).

“Pedro começou a dizer-lhe: “Eis que deixamos tudo e te seguimos” (Mc 10,28).

“Então Pedro se aproximou dele e disse: “Senhor, quantas vezes devo perdoar a meu irmão quando ele pecar contra mim ? Até sete vezes?” (Mt 18,21).

“Disse-lhe Pedro: “Senhor, propões esta parábola só a nós ou também a todos? ” (Lc 12,41).

Outro ponto interessante para conhecermos a estrutura montada por Cristo, tendo Pedro o destaque entre os demais. Após o discurso sobre a Eucaristia, quando Jesus testou duramente a fé dos discípulos, foi Pedro quem tomou a palavra para responder por todos. Repare que Pedro usa a palavra nós, pois fala por todos:

“Então Jesus, perguntou aos Doze: “Quereis vós também retirar-vos? Respondeu-lhe Simão Pedro: “Senhor, a quem iríamos nós ? Tu tens as palavras da vida eterna. E nós cremos e sabemos que Tu és o Santo de Deus”(Jo 6,67-69).

Esta hierarquia definida pelo próprio Jesus Cristo e não por homens como afirmam os protestantes se conserva até hoje. É claro que na atualidade o catolicismo se espalhou e foram necessários outros bispos para cuidar da messe do Senhor. Não sei quantos bispos a Igreja Católica Apostólica Romana tem exatamente, mas todos eles tem a mesma missão, cada um cuidando da sua diocese. Para auxilá-los existem os presbíteros (padres) e os diáconos. Foi assim que o Senhor pensou na Igreja, foi assim que Ele a quis. Não adianta querer reinventar a roda. O que é, simplemente é e continuará sendo por todo sempre.

Continuamos em breve! Dominus Vobiscum.

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Irmão de Leonardo Boff faz severas críticas a Teologia da Libertação e sai em defesa de Bento XVI

Clodovis Boff

Frei Clodovis Boff – Irmão mais novo de Leonardo Boff

Recebi o link desta entrevista e achei importante não apenas repassar como geralmente faço no facebook, mas sobretudo deixar aqui no blog esta entrevista no intuito de não perdê-la. Este tipo de material é importante ter em mãos, afinal não é sempre que vemos alguém tão de dentro da Teologia da Libertação dando o braço a torcer e reconhecendo os erros deste movimento que já foi rechaçado por Bento XVI. A entrevista é do irmão do conhecido Leonardo Boff, que um dos maiores teólogos do movimento (se é que podemos chamar assim). Em maio de 1986, os irmãos Clodovis e Leonardo Boff publicaram uma carta aberta ao cardeal Joseph Ratzinger. O artigo analisava a instrução “Libertatis Conscientia”, em que o futuro papa Bento XVI visava corrigir os supostos desvios da Teologia da Libertação na América Latina. Os religiosos brasileiros desaprovavam, com uma ponta de ironia e uma boa dose de audácia, a “linguagem com 30 anos de atraso” no texto.

Em 2007, o irmão mais novo de Leonardo Boff voltou a falar. Mas, dessa vez, o alvo de suas críticas foi a própria Teologia da Libertação – movimento do qual ele foi um dos principais teóricos e que defende a justiça social como compromisso cristão. Ele censurou a instrumentalização da fé pela política e enfureceu velhos colegas ao sugerir que teria sido melhor levar a sério a crítica de Ratzinger.

Em entrevista à Folha de São Paulo, frei Clodovis diz que Bento XVI defendeu o “projeto essencial” da Teologia da Libertação, mas o critica por superdimensionar a força do secularismo no mundo. Eu achei a entrevista muito sensata, claro fazendo algumas ressalvas as “críticas” que ele faz a Bento XVI. Mas leiam vocês mesmos a entrevista na íntegra e tirem suas conclusões. Ah! Os grifos são meus…

Folha de São Paulo – Bento XVI foi o grande inimigo da Teologia da Libertação?

Clodovis Boff - Isso é uma caricatura. Nos dois documentos que publicou, Ratzinger defendeu o projeto essencial da Teologia da Libertação: compromisso com os pobres como consequência da fé. Ao mesmo tempo, critica a influência marxista. Aliás, é uma das coisas que eu também critico. No documento de 1986, ele aponta a primazia da libertação espiritual, perene, sobre a libertação social, que é histórica. As correntes hegemônicas da Teologia da Libertação preferiram não entender essa distinção. Isso fez com que, muitas vezes, a teologia degenerasse em ideologia.

Folha de São Paulo - E os processos inquisitoriais contra alguns teólogos?

C. Boff – Ele exprimia a essência da igreja, que não pode entrar em negociações quando se trata do núcleo da fé. A igreja não é como a sociedade civil, onde as pessoas podem falar o que bem entendem. Nós estamos vinculados a uma fé. Se alguém professa algo diferente dessa fé, está se autoexcluindo da igreja. Na prática, a igreja não expulsa ninguém. Só declara que alguém se excluiu do corpo dos fiéis porque começou a professar uma fé diferente.

Folha de São Paulo - Não há margem para a caridade cristã?

C. Boff – O amor é lúcido, corrige quando julga necessário. [O jesuíta espanhol] Jon Sobrino diz: “A teologia nasce do pobre”. Roma simplesmente responde: “Não, a fé nasce em Cristo e não pode nascer de outro jeito“. Assino embaixo.

Folha de São Paulo - Quando o sr. se tornou crítico à Teologia da Libertação?

C. Boff – Desde o início, sempre fui claro sobre a importância de colocar Cristo como o fundamento de toda a teologia. No discurso hegemônico da Teologia da Libertação, no entanto, eu notava que essa fé em Cristo só aparecia em segundo plano. Mas eu reagia de forma condescendente: “Com o tempo, isso vai se acertar”. Não se acertou.

Folha de São Paulo- “Não é a fé que confere um sentido sobrenatural ou divino à luta. É o inverso que ocorre: esse sentido objetivo e intrínseco confere à fé sua força.” Ainda acredita nisso?

C. BoffEu abjuro essa frase boba. Foi minha fase rahneriana. [O teólogo alemão] Karl Rahner estava fascinado pelos avanços e valores do mundo moderno e, ao mesmo tempo, via que a modernidade se secularizava cada vez mais. Rahner não podia aceitar a condenação de um mundo que amava e concebeu a teoria do “cristianismo anônimo”: qualquer pessoa que lute pela justiça já é um cristão, mesmo sem acreditar explicitamente em Cristo. Os teólogos da libertação costumam cultivar a mesma admiração ingênua pela modernidade. O “cristianismo anônimo” constituía uma ótima desculpa para, deixando de lado Cristo, a oração, os sacramentos e a missão, se dedicar à transformação das estruturas sociais. Com o tempo, vi que ele é insustentável por não ter bases suficientes no Evangelho, na grande tradição e no magistério da igreja.

Folha de São Paulo - Quando o sr. rompeu com o pensamento de Rahner?

C. Boff – Nos anos 70, o cardeal d. Eugênio Sales retirou minha licença para lecionar teologia na PUC do Rio. O teólogo que assessorava o cardeal, d. Karl Joseph Romer, veio conversar comigo: “Clodovis, acho que nisso você está equivocado. Não basta fazer o bem para ser cristão. A confissão da fé é essencial“. Ele estava certo. Assumi postura mais crítica e vi que, com o rahnerismo, a igreja se tornava absolutamente irrelevante. E não só ela: o próprio Cristo. Deus não precisaria se revelar em Jesus se quisesse simplesmente salvar o homem pela ética e pelo compromisso social.

Folha de São Paulo - Bento XVI sepultou os avanços do Concílio Vaticano 2º?

C. Boff – Quem afirma isso acredita que o Concílio Vaticano 2º criou uma nova igreja e rompeu com 2.000 anos de cristianismo. É um equívoco. O papa João 23 foi bem claro ao afirmar que o objetivo era, preservando a substância da fé, reapresentá-la sob roupagens mais oportunas para o homem contemporâneo. Bento XVI garantiu a fidelidade ao concílio. Ao mesmo tempo, combateu tentativas de secularizar a igreja, porque uma igreja secularizada é irrelevante para a história e para os homens. Torna-se mais um partido, uma ONG.

Folha de São Paulo - Mas e a reabilitação da missa em latim? E a tentativa de reabilitação dos tradicionalistas que rejeitaram o Vaticano 2º?

C. Boff – Não podemos esquecer que a condição imposta aos tradicionalistas era exatamente que aceitassem o Vaticano 2º. O catolicismo é, por natureza, inclusivo. Há espaço para quem gosta de latim, para quem não gosta, para todas as tendências políticas e sociais, desde que não se contraponham à fé da igreja. Quem se opõe a essa abertura manifesta um espírito anticatólico. Vários grupos considerados progressistas caíram nesse sectarismo.

Folha de São Paulo - Esses grupos não foram exceção. Bento XVI sofreu dura oposição em todo o pontificado.

C. Boff – A maioria das críticas internas a ele partiu de setores da igreja que se deixaram colonizar pelo espírito da modernidade hegemônica e que não admitem mais a centralidade de Deus na vida. Erigem a opinião pessoal como critério último de verdade e gostariam de decidir os artigos da fé na base do plebiscito. Tais críticas só expressam a penetração do secularismo moderno nos espaços institucionais da igreja.

Folha de São Paulo – Como descreveria a relação de Bento XVI com a modernidade?

C. Boff – É possível identificar um certo pessimismo na sua reflexão. Ele não está só. Há um rio de literatura sobre a crise da modernidade, que remete até mesmo a autores como Nietzsche e Freud. O que ele tem de diferente? Propõe uma saída: a abertura ao transcendente.

Folha de São Paulo - Ainda assim, há pessimismo.

C. Boff – Há algo que ele precisaria corrigir: Bento XVI leva a sério demais o secularismo moderno. É uma tendência dos cristãos europeus. Eles esquecem que o secularismo é uma cultura de minorias. São poderosas, hegemônicas, mas ainda assim minorias. A religião é a opção de 85% da humanidade. Os ateus não passam de 2,5%. Com os agnósticos, não chegam a 15%. Minoria culturalmente importante, sem dúvida: domina o microfone e a caneta, a mídia e a academia. Mas está perdendo o gás. Há um reavivamento do interesse pela espiritualidade entre os jovens.

Folha de São Paulo – Que outras críticas o sr. faria a Bento XVI?

C. Boff – Ele preferiria resolver problemas teológicos a se debruçar sobre questões administrativas na Cúria. E isso gerou diversos constrangimentos no seu pontificado. Ele também não tem o carisma de um João Paulo 2º. De certa forma, era o esperado em um intelectual como ele.

Folha de São Paulo - Não está na hora de a igreja ficar mais próxima da realidade dos fiéis?

C. Boff – Bento XVI não resolveu um problema que se arrasta desde o Concílio Vaticano 2º: a necessidade de se criarem canais para a cúpula escutar e dialogar com as bases. Os padres nas paróquias muitas vezes ficam prensados entre a letra fria que vem da cúpula e o cotidiano sofrido dos fiéis, que pode envolver dramas como aborto ou divórcio. Note que não sugiro mudanças no ensinamento da igreja. Mas acho que seria mais fácil para as pessoas viverem a doutrina católica se houvesse processos que facilitassem esse diálogo.

Folha de São Paulo – Como vê o futuro da igreja?

C. Boff – A modernidade não tem mais nada a dizer ao homem pós-moderno. Quais as ideologias que movem o mundo? Marxismo? Socialismo? Liberalismo? Neoliberalismo? Todas perderam credibilidade. Quem tem algo a dizer? As religiões e, sobretudo no Ocidente, a Igreja Católica.

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Padre Paulo Ricardo nos explica como funciona um conclave

Estamos às vésperas de um Conclave e já explicamos a você em posts anteriores como é o seu funcionamento, porém encontrei este vídeo muito interessante do Padre Paulo Ricardo fazendo esta mesma explicação. Portanto para que não haja dúvidas, acesse o vídeo abaixo:

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Deputado homossexual Jean Wyllys insulta parlamentar cristão

Jean-Wyllys

Já não é de hoje que o deputado homossexual Jean Wyllys (PSOL-RJ) que diz ser contra a intolerância, é intolerante quando o assunto é o cristianismo. Já mostramos aqui no blog Dominus Vobiscum alguns dos seus “pitis” contra o então papa Bento XVI e contra a Igreja. Como das outras vezes o adversário era muito maior que ele (tanto que nem se dignaram a responder as flatulências verbais dele), parece que ele resolveu vociferar contra alguém que ele julga de menor porte: Seu companheiro parlamentar Deputado Marcos Feliciano (PSC).

A crise dessa vez se deu por em virtude da escolha do deputado Feliciano como líder da Comissão dos Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. Veja o que ele escreveu em seu twitter (desta vez printaram o twitter dele, já que ele tem uma estranha mania de apagar o que escreve posteriormente):

jeanwyllysfeliciano2013

A atitude de Jean Wyllys se dá por um simples motivo: Marcos Feliciano é cristão protestante. Bastou apenas isso para o Pastor Feliciano ser tachado de fundamentalista, homofóbico e racista. Pode isso Arnaldo?

Agora, se você leitor não aceita o homossexualismo como algo normal, você é taxado de homofóbico. Mas se você agir com um cristão da mesma forma que este deputado repetidas vezes agiu, não há problema algum. Se a pessoa pede tolerância, não deveria ela ser tolerante também?

Veja mais sobre o assunto clicando aqui

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Estudo sobre a Igreja Católica Apostólica Romana:: O legado de Cristo para o mundo!

Igreja Católica

Cabe ao Filho realizar, na plenitude dos tempos, o plano de salvação de seu Pai. Este é o motivo de sua “missão”. “O Senhor Jesus iniciou sua Igreja pregando a Boa Nova, isto é, o advento do Reino de Deus prometido nas Escrituras havia séculos.”  Para cumprir a vontade do Pai, Cristo inaugurou o Reino dos Céus na terra. A Igreja “é o Reino de Cristo já misteriosamente presente”‘. (CIC§ 763)

No post passado do nosso estudo, prometi começar a explicar acerca da instituição da Igreja. Este é um assunto deveras polêmico, porque a cada dia surge em crescimento logaritmo pessoas dizendo que às suas novas igrejas de fundo de quintal e garagem são as verdadeiras igrejas de Jesus Cristo. Para estes, a Igreja Católica é tudo, menos a Igreja instituida por Nosso Senhor. Vamos conversar a respeito…

Deus Pai deu ao seu Filho Jesus uma missão: Resgatar a humanidade do pecado e abrir para nós as portas do céu. O Senhor se encarnou em nosso meio, se fez homem, viveu entre nós, ensinou a Boa Nova e por fim se ofereceu na Cruz por toda a humanidade – os que já haviam falecido, os estavam vivos e aqueles que iriam vir. Ele desceu a mansão dos mortos, resgatou os dignos que lá estavam, apareceu aos discípulos, ensinou-os, exortou-os e ascendeu aos céus.

A grande pergunta que fica é: E depois? Acabou? Zé Finí? Virou bagunça o legado do Senhor?

Claro não! O legado do senhor na terra é a Igreja Católica Apostólica Romana. Nela temos acesso ao Reino dos Céus prometido por Jesus a nós! A Igreja é a “família” de Jesus! O Corpo Místico no qual somos inseridos e Ele mesmo é a cabeça!

Deus sonho a Igreja que Cristo instituiu e que o Espírito Santo movimenta. A partir dos apóstolos, ela continuou sua missão, expandindo o Reino de Deus entre todos os povos.

“Feliz és tu, Simão filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue quem te revelou isso, mas o Pai que está nos céus. E eu te digo: Tu és Pedro e sobre esta pedra construirei a minha Igreja e as portas do inferno nunca levarão vantagem sobre ela. Eu te darei as chaves do reino dos céus, e tudo que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo que desligares na terra será desligado nos céus”. (Mt 16, 17-19).

Este texto acima é o texto base que usamos para estudar a instituição da Igreja por Jesus. É o momento onde Pedro responde quem é Jesus para Ele. E é neste momento que Jesus funda, institui a Igreja, que vai ter como primeiro Papa, o apóstolo São Pedro, o pescador de homens. Se você um dia se debruçar diante do texto escrito acima, meditando palavra por palavra, perceba as três primeiras palavrinhas do texto: “Feliz és tu.” Esta Expressão é muito encontrada na Bíblia quando se deseja dar um certo “destaque” a  alguém. Duvida? Então pegue sua Bíblia e veja alguns exemplos: Mt 5, 3-11 ; Lc 6, 20-22 ; Lc 10, 23 ; 11, 27s ; 14, 15.

Agora veja esta expressão: “…Simão filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue quem te revelou isso, mas o Pai que está nos céus.” Lendo esta expressão fica claro que Jesus queria afirmar que a resposta de Pedro foi inspirada e não uma mera opinião do Apóstolo.

E segue: ” E eu te digo: Tu és Pedro e sobre esta pedra… ” A aqui fica uma observação importante: Jesus muda o nome de Simão para Pedro. Estas mudanças de nome eram usadas para marcar um fato muito importante. Um exemplo é quando Deus muda o nome de Abrão para Abraão (Gn 17), a fim de constituí-lo líder de uma futura nação: Israel. No caso de São Pedro, a missão era outra: chefiar a Igreja deixada por Cristo e não as diversas igrejas que viriam surgir por ai…

A Igreja Católica deu segmento ao sonho de Deus e a missão de Jesus Cristo. Nos próximos posts iremos continuar a falar sobre o assunto. Fique ligado!

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Estudo sobre a Igreja Católica Apostólica Romana:: O Antigo Testamento e a Igreja Católica

Igreja Católica

No Post de ontem, falávamos sobre o sonho de Deus para a humanidade chamado Igreja Católica Apostólica Romana. De fato o Pai quis esta Igreja, preparou e planejou para que este sonho acontecesse no devido tempo. É que as coisas de Deus não acontecem de sopetão. Não é como aquela coisa que agente faz quando dá na telha. Deus é perfeito e faz as coisas de forma perfeita.

O Pai começou a preparar a Igreja no exato instante que o pecado destruiu a humanidade, ou seja, no pecado do primeiro homem. Este foi o primeiro pensamento de Deus logo após a queda do homem: Reconvocar a humanidade em torno do Corpo Místico do Seu Filho Jesus que é a Igreja. O Senhor foi preparando o povo para a vinda do Jesus Cristo e posteriormente para que este povo fosse convocado para estar em torno Dele e da Igreja que Ele instituiu (veremos isso nos próximos posts).

“A preparação longínqua da reunião do Povo de Deus começa com a vocação de Abraão, a quem Deus promete que será  o pai de um grande povo. A preparação imediata tem seus inícios com a eleição de Israel como povo de Deus. Por sua eleição, Israel deve ser o sinal do congraçamento futuro de todas as nações. Mas já os profetas acusam Israel de ter rompido a aliança e de ter se comportado como uma prostituta. Anunciam uma nova e eterna Aliança. “Esta Aliança Nova, Cristo a instituiu.” (CIC§ 762)

Perceba que resumidamente o Catecismo da Igreja Católica traz para nós um resumo daquilo que eu disse anteriormente; através de um processo histórico que levou centenas de anos, Deus foi revelando a sua vontade que é convocar seus filhos para voltar à sua casa, a Igreja. Veja que Deus usou do tempo que chamamos de Antigo Testamento (é um intervalo de tempo enorme certo?) apenas para este preparo daquilo que seria o definitivo.

Se pensamos assim, não é difícil chegar a conclusão de que Deus não quer vários povos espalhados em igrejinhas, mas deseja reunir seus filhos amados na Sua Igreja.Deus certamente não ia levar todo este tempo preparando a sua Igreja para do nada aparecerem homens para desfazer aquilo que Deus sonhou.

No próximo post vamos conversar com você sobre a instituição da Igreja. Será uma conversa bem interessante. Espero você ok!?

pax Domini!

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Estudo sobre a Igreja Católica Apostólica Romana:: O sonho de Deus para nós!

Igreja Católica

“O mundo foi criado em vista da Igreja”, diziam os cristãos dos primeiros tempos. Deus criou o mundo em vista da comunhão com sua vida divina, comunhão esta que se realiza pela “convocação” dos homens em Cristo, e esta “convocação” é a Igreja. A Igreja é a finalidade de todas as coisas, e as próprias vicissitudes dolorosas, como a queda dos anjos e o pecado do homem, só foram permitidas por Deus como ocasião e meio para desdobrar toda a força de seu braço, toda a medida de amor que Ele queria dar ao mundo…” (CIC§760)

Continuando nosso estudo a respeito da Igreja de Cristo, é importante perceber e pensar que ela foi criada a partir de um desígnio divino, ou seja, Deus pensou  e quis a Igreja. No texto acima, vemos que a coisa ainda é um pouco mais densa, mais profunda: “O mundo foi criado em vista da Igreja”. Está certo que esta frase fora dita pelos primeiros cristãos, mas engana-se quem pensa que ela não é atual ou é muito presunçosa. Ao contrário disso, a frase dita pelos nossos primeiros irmãos da fé é uma frase repleta de verdade e humildade: Lembre-se que a humildade é a verdade. Ainda que seja uma verdade que possa nos engrandecer diante dos outros, se é verdade, precisamos assumir.

Se alguém elogia um bom cantor ou um bom pregador e aquele elogio se traduz em uma verdade, ou seja, se realmente o cantor ou o pregador sabe da sua qualidade, é um ato humildade reconhecer aquela verdade e seguir a vida. É esnobe alguém que realmente tem um talento ficar se diminuindo diante de um elogio.

Mas voltando a Igreja, perceba que a afirmação dos primeiros cristãos diz da importância de fazermos parte da verdadeira e única Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo. Sendo a Igreja o Corpo Místico do Senhor, é mais do que normal que aqueles foram remidos pelo seu Corpo e Sangue reunam-se em torno Dele.

E se pensarmos que a redenção de Cristo na Cruz já fazia parte do plano de amor de Deus para nós, consequentemente podemos afirmar que a consequência desta ação chamada Igreja também fazia parte deste pensamento a nosso respeito.

A Igreja Católica Apostólica Romana não é um improviso de Deus, mas o desejo Dele para nós. O Pai não pensou na Igreja durante o desenrolar dos acontecimentos. Ele pensou antes, planejou antes e prefigurou antes.

Por isso o desejo dos inimigos de Deus em acabar com a Igreja. Digo sem medo: Destruir a Igreja Católica Apostólica Romana é destruir parte do sonho de Deus para seus filhos amados. Por isso o desejo de tantos em acabar com a nossa Igreja, ou tentar diminuí-la, comparando-a com estas outras igrejas que existem por ai. Hoje muitos desejam acabar ou minar o sonho de Deus chamado Igreja Católica Apostólica Romana, mas felizmente jamais conseguirão.

Como dizia Clemente de Alexandria:

Assim como a vontade de Deus é um ato e se chama mundo, assim também sua intenção é a salvação dos homens e se chama Igreja.

Igreja Católica apostólica Romana é o sonho de Deus para a humanidade. O resto é sonho humano, e se brincar é pesadelo… dos mais feios!

No próximo post continuamos!
Dominus Vobiscum

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Livro Maria Sempre Virgem e SantaVeja também o novo livro do Cadu (Administrador do Blog Dominus Dominus Vobiscum): Maria Sempre Virgem e Santa. Nele você vai encontrar ensinamentos seguros da doutrina da Igreja a respeito da Santíssima Virgem Maria, além das orações mais tradicionais da nossa Igreja à Virgem Mãe de Deus. Vendas apenas pela internet nos sites Clube de Autores e Agbook. Um livro para quem deseja ser mais íntimo de Nossa Senhora.

Respeitem o Santo Padre! Respeitem a Igreja! Respeitem a Cristo!

Durante estes dias muito tem se falado a respeito da renúncia do santo Padre, Bento XVI. Em todos os meios de comunicação social o assunto é um só: O Papa.

Porém diante de todas estas informações e especulações, preciso como católico praticante e atuante pedir a imprensa secular: Respeitem o Santo Padre e a Igreja! E acredito piamente que este pedido não seja apenas meu mas de todos os católicos verdadeiramente católicos. Infelizmente a Igreja Católica é um assunto que todo mundo acha que domina, quando na verdade os grandes jornalistas da mídia secular sequer conseguem sair da superficialidade do assunto. Ao invés de escrever asneiras sobre a Igreja e o Santo Padre, deveriam estudar catecismo e liturgia para poder falar alguma coisa. Quando se trata da Igreja Católica Apostólica Romana, a mídia secular nada mais é do que um bando de diplomados mal informados, que desconhecem a verdadeira igreja de Cristo.

Não estamos falando de um governante qualquer mas do atual líder da religião mais conhecida do mundo. Falamos de um homem que em pouco tempo fez muito pela Igreja e pelo mundo (executivamente falando) e que continuará ainda que em oração fazendo por ela.

Dúvida? Então veja os dados a seguir…

Papa Bento XVI (em latim: Benedictus PP. XVI, em italiano: Benedetto XVI), tem o nome de batismo Joseph Alois Ratzinger. Cardeal-Bispo de Roma, é Papa desde o dia 19 de Abril de 2005 e assim será até 28 de fevereiro de 2013. Foi eleito como o 265º Papa com a idade de 78 anos e três dias, sendo o atual Sumo Pontífice da Igreja Católica. Foi eleito para suceder ao Papa João Paulo II no conclave de 2005 que terminou no dia 19 de Abril.

Domina pelo menos seis idiomas (alemão, italiano, francês, latim, inglês, castelhano) e possui conhecimentos de português, ademais lê o grego antigo e o hebraico. É membro de várias academias científicas da Europa como a francesa Académie des sciences morales et politiques e recebeu oito doutorados honoríficos de diferentes universidades, entre elas da Universidade de Navarra, é também cidadão honorário das comunidades de Pentling (1987), Marktl (1997), Traunstein (2006) e Ratisbona (2006).

Em abril de 2005 foi incluído pela revista Time como sendo uma das 100 pessoas mais influentes do mundo.

Doutorados do então Cardeal Joseph Ratzinger.

•1984 Doutor Honoris Causa pelo College of St. Thomas in St. Paul / Minnesota
•1985 Doutor Honoris Causa pela Universidade Católica do Eichstätt
•1986 Doutor Honoris Causa pela Universidade Católica de Lima
•1986 Doutor Honoris Causa pela Faculdade de Telogia Pontifícia e Civil de Lima
•1988 Doutor Honoris Causa pela Universidade Católica do Lublin.
•1998 Doutor Honoris Causa pela Universidade da Navarra na Pamplona.
•1999 Doutor Honoris Causa pela Uiversidad Livre Maria SS Assunta (LUMSA) em Roma.
•2000 Doutor Honoris Causa pela Faculdade de Teologia da Universidade do Wroclaw

Desde a sua posse como Papa, Bento XVI tem feito inúmeros pronunciamentos. Entre os principais documentos escritos que tem publicado no exercício das funções de Sumo Pontífice estão as encíclicas Deus Caritas Est, Spe salvi e Caritas in Veritate.

Do seu legado destacamos:

  1. Ainda cardeal, foi eleito como um dos dois únicos sacerdotes da Academia de Ciências do Vaticano, – à época em que o brasileiro Crodowaldo Pavan era um dos 80 membros do sodalício -, que contava também com 29 Prêmios Nobel entre os seus acadêmicos.
  2. Ainda enquanto teólogo e prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, impôs silêncio ao ex-frade menor Genézio Boff.
  3. Fundou a Revista Communio, expoente do grupo de teologia preocupado com o retorno às fontes teológicas (Ressourcement).
  4. O uso de paramentos antigos, realizado por Bento XVI, quer ser um sinal externo da preponderância da oração.
  5. No campo eclesial, o pontificado de Bento XVI reuniu o maior número de ex-anglicanos, desde o cisma de Canterbury.
  6. A luta contra “ditadura do relativismo”, que nega a verdade e ensina que cada um faz a sua, destrói a família e a sociedade.
  7. Voltou a dialogar de forma muito efusiva com os intelectuais, especialmente os ateus, com o Programa “Pátio dos Gentios”, levando o debate com os ateus nas maiores universidades do mundo, buscando quebrar a mentira de que entre a ciência e a fé há uma dicotomia.
  8. Com ele o mundo conheceu a reflexão e o aprofundamento na atualidade da mensagem da Igreja Católica graças ao seu humanismo e a sua santidade.
  9. Deixou-nos excelentes livros, especialmente a série Jesus de Nazaré, escrita durante o pontificado.
  10. Enfrentou sem medo e sem meias palavras a herética teologia da libertação marxista, não tendo receio de pedir aos bispos do Brasil, em 05/10/2010, que a eliminem em suas dioceses tendo em vista o seu grande perigo a Igreja e para a fé do povo. Disse o Papa: “As suas sequelas mais ou menos visíveis feitas de rebelião, divisão, dissenso, ofensa, anarquia fazem-se sentir ainda, criando nas vossas comunidades diocesanas grande sofrimento e grave perda de forças vivas.”
  11. Rebateu com vigor as acusações que recebeu de ter sido omisso diante dos casos de pedofilia, agindo com energia para corrigir o problema.
  12. Não se curvou diante de tantas blasfêmias contra ele, como a famigerada peça de teatro da PUC de São Paulo (Decapitando o Papa).
  13. Enfrentou heresias e hereges da atualidade, sofrendo criticas e ofensas desses hereges apoiados pela mídia secular.
  14. Não se curvou diante de um feminismo vazio, interno à Igreja, e de um modernismo  que quis lhe impor a quebra do celibato sacerdotal, a aceitação da ordenação de mulheres e outro erros.
  15. Soube interpretar e defender o Concílio Vaticano II dos ataques que recebeu tanto dos ultraconservadores como dos abusos dos ultramodernos.

Bento XVI deixa um fantástico legado de escritos serenos, tendo sempre sabido enfrentar, com prudência e sabedoria, os humanos problemas que todas as instituições enfrentam, respondendo, com serenidade, a críticas e ataques e estimulando a santidade da esmagadora maioria dos sacerdotes, em todas as nações.

O gesto de renúncia mostra quão sábia foi a sua eleição pelo Colégio Cardinalício, pois exibe para o mundo o que deve ser o vice-Cristo na Terra: condutor de almas e de homens, com desprendimento e amor, ação e oração. E esse legado, no gesto de profunda humildade, servirá, inclusive, de orientação para os 118 cardeais a quem caberá, sob a inspiração do Espírito Santo, a responsabilidade de escolher o novo pontífice. Sem saber quem será, sei apenas que conduzirá santamente a Igreja de Cristo.

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Estudo sobre a Igreja Católica Apostólica Romana:: Nascida do coração do Pai

Igreja Católica

Nos últimos dias com a notícia da renúncia do Papa Bento XVI, percebi quão importante é continuar fazendo aqui no blog este estudo sobre a Santa Igreja Católica Apostólica Romana, que é algo pensado por Deus desde os inícios. Digo isto porque a todo momento estamos sendo bombardeados por notícias da mídia secular que tentam se aproveitar deste momento tão incomum para nós católicos, na tentativa de minar nossa fé e a nossa credibilidade na Igreja de Cristo.

“O Pai eterno, por libérrimo e arcano desígnio de sua sabedoria e bondade, criou todo o universo; decidiu elevar os homens à comunhão da vida divina”, à qual chama todos os homens em seu Filho: “Todos os que crêem em Cristo, o Pai quis chamá-los a formarem a santa Igreja”. Esta “família de Deus” se constitui e se realiza gradualmente ao longo das etapas da história humana, segundo as disposições do Pai. Com efeito, “desde a origem do mundo a Igreja foi prefigurada. Foi admiravelmente preparada na história do povo de Israel e na antiga aliança. Foi fundada nos últimos tempos. Foi manifestada pela efusão do Espírito. E no fim dos tempos será  gloriosamente consumada”. (CIC§759)

A Igreja Católica Apostólica Romana, instituída por Cristo, faz parte do plano de Deus para a salvação dos homens. Através dela temos comunhão com a Vida Divina, ou seja, temos acesso a tudo que acontece nos céus. É como aquela pessoa que ao conhecer uma família e fazer amizade com ela, pode entrar na cozinha, ouvir as conversas da família, saber os problemas que acontecem lá…

A Igreja é a casa de Deus, e uma vez que dela você passe a fazer parte, você passa (através da adoção filial) a fazer parte desta família.

Ela foi prefigurada por Deus ao longo dos séculos. Quando falamos de prefiguração, dizemos que ao longo do tempo ela foi sendo desenhada para ser o que é hoje pelo próprio Deus. É igual a um arquiteto que antes de executar um projeto, desenha um esboço e vai aperfeiçoando até chegar a um desenho preciso, perfeito e completo. Depois ele começa a obra colocando a mão na massa e com a ajuda dos seus companheiros finaliza a obra tornando-a linda e admirada por todos.

Assim é a nossa Igreja que foi projetada por Deus, fundada por Cristo e finalizada pelo Espírito Santo que a mantém até hoje digna e sem manchas.

É fato que nela habitam pessoas e que pessoas (pecadoras) podem errar, inclusive cometendo atos hediondos. Mas assim como não se pdoe culpar uma família inteira pelo ato de uma pessoa (não podemos chamar uma família inteira de assassinos apenas porque uma pessoa daquela família cometeu um assassinato), não podemos culpar a Igreja de Cristo pelos erros de seus filhos, e muito menos deixar de perceber que a Igreja Católica Apostólica Romana é querida e amada por Deus.

No próximo post continuamos!
Dominus Vobiscum

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