Irmão de Leonardo Boff faz severas críticas a Teologia da Libertação e sai em defesa de Bento XVI

Clodovis Boff

Frei Clodovis Boff – Irmão mais novo de Leonardo Boff

Recebi o link desta entrevista e achei importante não apenas repassar como geralmente faço no facebook, mas sobretudo deixar aqui no blog esta entrevista no intuito de não perdê-la. Este tipo de material é importante ter em mãos, afinal não é sempre que vemos alguém tão de dentro da Teologia da Libertação dando o braço a torcer e reconhecendo os erros deste movimento que já foi rechaçado por Bento XVI. A entrevista é do irmão do conhecido Leonardo Boff, que um dos maiores teólogos do movimento (se é que podemos chamar assim). Em maio de 1986, os irmãos Clodovis e Leonardo Boff publicaram uma carta aberta ao cardeal Joseph Ratzinger. O artigo analisava a instrução “Libertatis Conscientia”, em que o futuro papa Bento XVI visava corrigir os supostos desvios da Teologia da Libertação na América Latina. Os religiosos brasileiros desaprovavam, com uma ponta de ironia e uma boa dose de audácia, a “linguagem com 30 anos de atraso” no texto.

Em 2007, o irmão mais novo de Leonardo Boff voltou a falar. Mas, dessa vez, o alvo de suas críticas foi a própria Teologia da Libertação – movimento do qual ele foi um dos principais teóricos e que defende a justiça social como compromisso cristão. Ele censurou a instrumentalização da fé pela política e enfureceu velhos colegas ao sugerir que teria sido melhor levar a sério a crítica de Ratzinger.

Em entrevista à Folha de São Paulo, frei Clodovis diz que Bento XVI defendeu o “projeto essencial” da Teologia da Libertação, mas o critica por superdimensionar a força do secularismo no mundo. Eu achei a entrevista muito sensata, claro fazendo algumas ressalvas as “críticas” que ele faz a Bento XVI. Mas leiam vocês mesmos a entrevista na íntegra e tirem suas conclusões. Ah! Os grifos são meus…

Folha de São Paulo – Bento XVI foi o grande inimigo da Teologia da Libertação?

Clodovis Boff - Isso é uma caricatura. Nos dois documentos que publicou, Ratzinger defendeu o projeto essencial da Teologia da Libertação: compromisso com os pobres como consequência da fé. Ao mesmo tempo, critica a influência marxista. Aliás, é uma das coisas que eu também critico. No documento de 1986, ele aponta a primazia da libertação espiritual, perene, sobre a libertação social, que é histórica. As correntes hegemônicas da Teologia da Libertação preferiram não entender essa distinção. Isso fez com que, muitas vezes, a teologia degenerasse em ideologia.

Folha de São Paulo - E os processos inquisitoriais contra alguns teólogos?

C. Boff – Ele exprimia a essência da igreja, que não pode entrar em negociações quando se trata do núcleo da fé. A igreja não é como a sociedade civil, onde as pessoas podem falar o que bem entendem. Nós estamos vinculados a uma fé. Se alguém professa algo diferente dessa fé, está se autoexcluindo da igreja. Na prática, a igreja não expulsa ninguém. Só declara que alguém se excluiu do corpo dos fiéis porque começou a professar uma fé diferente.

Folha de São Paulo - Não há margem para a caridade cristã?

C. Boff – O amor é lúcido, corrige quando julga necessário. [O jesuíta espanhol] Jon Sobrino diz: “A teologia nasce do pobre”. Roma simplesmente responde: “Não, a fé nasce em Cristo e não pode nascer de outro jeito“. Assino embaixo.

Folha de São Paulo - Quando o sr. se tornou crítico à Teologia da Libertação?

C. Boff – Desde o início, sempre fui claro sobre a importância de colocar Cristo como o fundamento de toda a teologia. No discurso hegemônico da Teologia da Libertação, no entanto, eu notava que essa fé em Cristo só aparecia em segundo plano. Mas eu reagia de forma condescendente: “Com o tempo, isso vai se acertar”. Não se acertou.

Folha de São Paulo- “Não é a fé que confere um sentido sobrenatural ou divino à luta. É o inverso que ocorre: esse sentido objetivo e intrínseco confere à fé sua força.” Ainda acredita nisso?

C. BoffEu abjuro essa frase boba. Foi minha fase rahneriana. [O teólogo alemão] Karl Rahner estava fascinado pelos avanços e valores do mundo moderno e, ao mesmo tempo, via que a modernidade se secularizava cada vez mais. Rahner não podia aceitar a condenação de um mundo que amava e concebeu a teoria do “cristianismo anônimo”: qualquer pessoa que lute pela justiça já é um cristão, mesmo sem acreditar explicitamente em Cristo. Os teólogos da libertação costumam cultivar a mesma admiração ingênua pela modernidade. O “cristianismo anônimo” constituía uma ótima desculpa para, deixando de lado Cristo, a oração, os sacramentos e a missão, se dedicar à transformação das estruturas sociais. Com o tempo, vi que ele é insustentável por não ter bases suficientes no Evangelho, na grande tradição e no magistério da igreja.

Folha de São Paulo - Quando o sr. rompeu com o pensamento de Rahner?

C. Boff – Nos anos 70, o cardeal d. Eugênio Sales retirou minha licença para lecionar teologia na PUC do Rio. O teólogo que assessorava o cardeal, d. Karl Joseph Romer, veio conversar comigo: “Clodovis, acho que nisso você está equivocado. Não basta fazer o bem para ser cristão. A confissão da fé é essencial“. Ele estava certo. Assumi postura mais crítica e vi que, com o rahnerismo, a igreja se tornava absolutamente irrelevante. E não só ela: o próprio Cristo. Deus não precisaria se revelar em Jesus se quisesse simplesmente salvar o homem pela ética e pelo compromisso social.

Folha de São Paulo - Bento XVI sepultou os avanços do Concílio Vaticano 2º?

C. Boff – Quem afirma isso acredita que o Concílio Vaticano 2º criou uma nova igreja e rompeu com 2.000 anos de cristianismo. É um equívoco. O papa João 23 foi bem claro ao afirmar que o objetivo era, preservando a substância da fé, reapresentá-la sob roupagens mais oportunas para o homem contemporâneo. Bento XVI garantiu a fidelidade ao concílio. Ao mesmo tempo, combateu tentativas de secularizar a igreja, porque uma igreja secularizada é irrelevante para a história e para os homens. Torna-se mais um partido, uma ONG.

Folha de São Paulo - Mas e a reabilitação da missa em latim? E a tentativa de reabilitação dos tradicionalistas que rejeitaram o Vaticano 2º?

C. Boff – Não podemos esquecer que a condição imposta aos tradicionalistas era exatamente que aceitassem o Vaticano 2º. O catolicismo é, por natureza, inclusivo. Há espaço para quem gosta de latim, para quem não gosta, para todas as tendências políticas e sociais, desde que não se contraponham à fé da igreja. Quem se opõe a essa abertura manifesta um espírito anticatólico. Vários grupos considerados progressistas caíram nesse sectarismo.

Folha de São Paulo - Esses grupos não foram exceção. Bento XVI sofreu dura oposição em todo o pontificado.

C. Boff – A maioria das críticas internas a ele partiu de setores da igreja que se deixaram colonizar pelo espírito da modernidade hegemônica e que não admitem mais a centralidade de Deus na vida. Erigem a opinião pessoal como critério último de verdade e gostariam de decidir os artigos da fé na base do plebiscito. Tais críticas só expressam a penetração do secularismo moderno nos espaços institucionais da igreja.

Folha de São Paulo – Como descreveria a relação de Bento XVI com a modernidade?

C. Boff – É possível identificar um certo pessimismo na sua reflexão. Ele não está só. Há um rio de literatura sobre a crise da modernidade, que remete até mesmo a autores como Nietzsche e Freud. O que ele tem de diferente? Propõe uma saída: a abertura ao transcendente.

Folha de São Paulo - Ainda assim, há pessimismo.

C. Boff – Há algo que ele precisaria corrigir: Bento XVI leva a sério demais o secularismo moderno. É uma tendência dos cristãos europeus. Eles esquecem que o secularismo é uma cultura de minorias. São poderosas, hegemônicas, mas ainda assim minorias. A religião é a opção de 85% da humanidade. Os ateus não passam de 2,5%. Com os agnósticos, não chegam a 15%. Minoria culturalmente importante, sem dúvida: domina o microfone e a caneta, a mídia e a academia. Mas está perdendo o gás. Há um reavivamento do interesse pela espiritualidade entre os jovens.

Folha de São Paulo – Que outras críticas o sr. faria a Bento XVI?

C. Boff – Ele preferiria resolver problemas teológicos a se debruçar sobre questões administrativas na Cúria. E isso gerou diversos constrangimentos no seu pontificado. Ele também não tem o carisma de um João Paulo 2º. De certa forma, era o esperado em um intelectual como ele.

Folha de São Paulo - Não está na hora de a igreja ficar mais próxima da realidade dos fiéis?

C. Boff – Bento XVI não resolveu um problema que se arrasta desde o Concílio Vaticano 2º: a necessidade de se criarem canais para a cúpula escutar e dialogar com as bases. Os padres nas paróquias muitas vezes ficam prensados entre a letra fria que vem da cúpula e o cotidiano sofrido dos fiéis, que pode envolver dramas como aborto ou divórcio. Note que não sugiro mudanças no ensinamento da igreja. Mas acho que seria mais fácil para as pessoas viverem a doutrina católica se houvesse processos que facilitassem esse diálogo.

Folha de São Paulo – Como vê o futuro da igreja?

C. Boff – A modernidade não tem mais nada a dizer ao homem pós-moderno. Quais as ideologias que movem o mundo? Marxismo? Socialismo? Liberalismo? Neoliberalismo? Todas perderam credibilidade. Quem tem algo a dizer? As religiões e, sobretudo no Ocidente, a Igreja Católica.

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Deputado homossexual Jean Wyllys insulta parlamentar cristão

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Já não é de hoje que o deputado homossexual Jean Wyllys (PSOL-RJ) que diz ser contra a intolerância, é intolerante quando o assunto é o cristianismo. Já mostramos aqui no blog Dominus Vobiscum alguns dos seus “pitis” contra o então papa Bento XVI e contra a Igreja. Como das outras vezes o adversário era muito maior que ele (tanto que nem se dignaram a responder as flatulências verbais dele), parece que ele resolveu vociferar contra alguém que ele julga de menor porte: Seu companheiro parlamentar Deputado Marcos Feliciano (PSC).

A crise dessa vez se deu por em virtude da escolha do deputado Feliciano como líder da Comissão dos Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. Veja o que ele escreveu em seu twitter (desta vez printaram o twitter dele, já que ele tem uma estranha mania de apagar o que escreve posteriormente):

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A atitude de Jean Wyllys se dá por um simples motivo: Marcos Feliciano é cristão protestante. Bastou apenas isso para o Pastor Feliciano ser tachado de fundamentalista, homofóbico e racista. Pode isso Arnaldo?

Agora, se você leitor não aceita o homossexualismo como algo normal, você é taxado de homofóbico. Mas se você agir com um cristão da mesma forma que este deputado repetidas vezes agiu, não há problema algum. Se a pessoa pede tolerância, não deveria ela ser tolerante também?

Veja mais sobre o assunto clicando aqui

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Marcha pela vida e contra o aborto reúne mais de meio milhão de pessoas em Washington D.C.

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Do ACI Digital

Cerca de 650 mil pessoas se congregaram nesta sexta-feira, 25, em Washington D.C. na “Marcha pela Vida”, protestando contra a legalização do aborto nos Estados Unidos sob o lema “40 Anos = 55 milhões de bebês mortos como produto do aborto”. A marcha realizou-se no marco do 40º aniversário de “Roe vs. Wade”, a decisão de 1973 com a que a Corte Suprema dos Estados Unidos legalizou o aborto em todo o país.

Centenas de milhares de participantes, em sua maioria jovens, enfrentaram as baixas temperaturas e neve, para comparecer à Marcha pela Vida deste 25 de janeiro.

Os milhares de jovens participantes na marcha deste ano expressaram seu entusiasmo e esperança, enquanto defendiam a dignidade de toda vida humana, desde sua concepção até a morte natural. Em declarações ao grupo ACI, Tony Visintainer, um seminarista de 23 anos, assegurou que a marcha deste ano teve “muita energia”.

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“Não sei se for pelo 40º aniversário”, assinalou, “mas há uma diferença na atmosfera”.

Visintainer indicou que a multidão estava cantando e dançando nas ruas da capital dos Estados Unidos.

Os manifestantes escutaram os oradores em um ato prévio no National Mall, antes de caminhar rumo à Corte Suprema. Muitos levavam cartazes expressando seu apoio à vida, e rezavam em silêncio.

Christy Guillory, estudante na escola secundária St. Emory, do estado de Louisiana, estava “muito emocionada” por estar na marcha pela primeira vez, apesar do clima frio.

“A neve é algo novo para mim”, disse, acrescentando que a experiência de estar lá, junto à grande multidão pró-vida era “muito para assimilar”.

Guillory disse que assistiu à marcha este ano para “dar testemunho” das vidas dos não nascidos, ecoando os sentimentos de muitos outros participantes.

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Derek Smith chegou de Chillicothe, no estado de Ohio, com membros da sua paróquia para participar da marcha e dar testemunho. Ele explicou que se converteu à Igreja Católica logo depois de sua primeira participação na Marcha pela Vida, quatro anos atrás.

“Realmente, isto é o que me fez me decidir ser católico”, disse Smith, indicando que uma coisa que mudou sua forma de pensar sobre a Igreja foi “o poder atrás da marcha, tanto em orações como na dedicação das pessoas que participam.

Algumas mulheres e homens que compareceram à marcha falaram sobre a experiência de dor que o aborto deixou em seus corações e em suas mentes.
Josephine Todd, de 59 anos, teve um aborto em 1980, antes de converter-se em pró-vida.

Ela assinalou que veio à Marcha pela Vida para “dar meu coração” e defender o que é correto, mostrando “o que nunca devi ter feito”, e alentando outros a não cometerem seu erro.

A assistência entre os estudantes universitários também foi alta, com muitas universidades mandando números altos de estudantes à capital dos Estados Unidos para participar da marcha. Grupos pró-vida de várias universidades da Ivy League, entre as que se encontram as de Harvard, Yale e Princeton, reuniram-se para uma foto grupal antes de começar e emprestaram seu apoio à marcha.

Caroline Bazinet, uma estudante da Universidade de Princeton, indicou as similitudes entre os movimentos pelos direitos civis e os movimentos pró-vida. Bazinet explicou que é importante ajudar as pessoas manifestando-se pelos membros perdidos de sua geração, para que percebam que a vida de milhões de crianças foram perdidas.

Por sua parte, Chrissy Rodriguez, estudante de 20 anos da Universidade de Harvard, disse que confia na habilidade do movimento pró-vida para mudar as coisas.

“Sou apenas uma pessoa”, disse, “mas sou uma pessoa que pode gritar ao mundo: É nisto que acredito!”.

>> Leia também meu último post sobre política parditária no Blog Cività Dei<<

Dragões protestam no Vaticano

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No Brasil usa-se o termo “dragão” como uma gíria para definir uma mulher muito feia, acabada, desleixada. Eu comumente não sou de chamar ninguém assim, mas olhem a foto acima e vejam se estas criaturas não parecem dragões? Além de feias, ainda soltam fumaça pela boca e destilam ódio pelo olhar.

Eu não sei quem foi a criatura iluminada que pensou que mostrar seios murchos e flácidos seria uma forma de protestar. Pode até ser que isso choque alguém, mas a mim pelo menos se chocam, é pela feiura. Deus me livre!

Este domingo (13/01) essas mulheres que se intitulam ativistas, resolveram mostrar os “muchibas” no Vaticano. Por alguns minutos exibiram frases como “Cale a boca” e “No gay nós confiamos”, pensando que o Papa, Bento XVI iria se preocupar com a pífia presença delas. Pelo amor de Deus! Se querem protestar, sejam mais criativas! A Igreja não vai se calar por causa de um bando de mulheres nuas. Ao contrário: A Igreja permanece forte sob a pedra angular Jesus Cristo Nosso Senhor.

Vivemos em um mundo onde seios murchos e flácidos viraram forma de protesto. Meu Deus! Onde vamos parar?

Deus tenha piedade de nós!

Dominus Vobiscum

E a França vai as ruas para dizer não ao casamento gay!

A França sempre foi palco de grandes revoluções ao longo da história. Ontem (dia13/01) ela viu mais uma linda manifestação do seu povo, desta vez em defesa da família e dos valores cristãos tão defendidos por nós deste blog.

Segundo o site da rádio RFI da França, a manifestação reuniu cerca de 800 mil pessoas, de diversas denominações de fé que vieram dos quatro cantos do  país para protestar contra um projeto de lei que o presidente francês François Hollande defendeu em sua campanha: A legalização do casamento gay.

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Vale a pena ressaltar que o governo socialista apesar de ter sentido o golpe da manifestação (pois imediatamente após o protesto foram ara a TV minimizar os danos), afirma que não vai recuar e promete aprovar esta lei até julho (assim como no Brasil, os socialistas estão dispostos a derrubar os valores da sociedade como a família por exemplo).

Todo caso, é de se notar e enaltecer a atitude do povo francês que ao contrário do povo brasileiro, vai para as ruas e mostra o que pensa, pressionando seus governantes e mostrando a sua opinião a respeito dos mais variados assuntos.

E como sabemos políticos podem ser tudo no mundo, menos burros! Eles sabem que um passo errado pode custar a sua reeleição e portanto vão pensar bem antes de aprovar tal projeto de lei. Aqui no Brasil eles não temem muito, pois o infelizmente o brasileiro (e aqui incluo os católicos) são acomodados. Preferem ver o Big Brother em seus sofás, do que se envolver em assuntos que mexem com a sociedade que vivem e com os valores que professam. Ir para as ruas? Nem pensar!

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Porém uma manifestação deste tipo enche os católicos de esperança, haja vista que a França em muitos momentos da história insurgiu contra a Igreja, contestando valores e doutrinas. Hoje vemos os mesmos franceses irem as ruas para defender a família, célula essencial da nossa sociedade.

Hoje vivemos em um tempo onde política, religião, valores e sociedade se misturam sim e só quem não quer enxergar diz ao contrário. É tempo de mostrarmos ao mundo no que acreditamos.

Que sirva o exemplo também as nossas autoridades eclesiásticas: Com todo o respeito, nesta manifestação eu vi bispos engajados, indo para as ruas e motivando os católicos a fazerem o mesmo. Penso que já passou do tempo dos nossos bispos e cardeais se posicionarem e mobilizarem os fieis católicos para fazerem algo como a manifestação francesa que vimos ontem. Já pensou como seria diferente se tivéssemos feito algo parecido há tempos atrás?

Dominus Vobiscum

Vem ai o Estatuto da diversidade sexual.Prepare-se para tirar o nome dos seus pais da carteira de identidade!

Tirar o nome de seus pais da carteira de identidade? Se o estatuto for aprovado, é o que acontecerá!

Passamos o período das eleições. Agora quem ganhou, ganhou, quem perdeu, perdeu. Não existe choro nem vela. Se eu e você votamos corretamente, só o tempo dirá. Todo caso o que me preocupa não são as pessoas eleitas, mas o que elas vão fazer com o poder que nós – sociedade – demos a ela. Porém não quero falar aqui das eleições municipais, mas de um projeto que está rodando a nossa sociedade e se apresenta como um perigo para as nossas famílias: O estatuto da diversidade sexual. Mas o que é isso?

O estatuto da diversidade sexual é mais uma investida do movimento gayzista para implantar no Brasil uma espécie de ditadura totalitária gay. A proposta foi elaborada com contribuições de movimentos sociais e é endossada pela Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT). Os principais pontos de projeto são bastante polêmicos pois desejam mudar a estrutura de valores que consideramos fundamentais, entre eles a família. Veja quais são estes tópicos:

  • Acabar com a família tradicional – O conceito de família é pai, mãe e filhos. A ideia é acabar com este conceito e fazer com que as famílias possam ser constituídas de dois homens e duas mulheres e não necessariamente de duas mães ou dois pais;
  • Retirar os termos “pai” e “mãe” dos documentos – Uma vez que a pessoa possa ter dois “pais” ou duas “mães”, é melhor tirar o nome deles da carteira para não constranger a pessoa;
  • Acabar com as festas tradicionais das escolas (dia dos pais, das mães) – Para “não constranger” os que não fazem parte da família tradicional;
  • A partir de 14 anos, os adolescentes disporão de cirurgia de mudança de sexo custeada pelo SUS – Eu estou com um cirurgia marcada para tirar uma pinta pelo SUS faz um ano. Para isso eles não tem dinheiro, mas para um adolescente mudar de sexo eles vão ter…

Além disso, o estatuto abriria uma brecha para a tal ideologia de gênero. Se você não sabe o que é isso clique aqui para saber mais.

Outro aspecto bastante questionável é o fato deste estatuto prever uma cota de trabalho em organismos públicos para travestis e transsexuais. Ou seja, não adianta você estudar para passar em um concurso público, pois alguém com menos preparo poderá assumir sua vaga se ele (ou ela) se declarar travesti ou transsexual. Isso quem afirma não sou eu, mas Maria Berenice Dias, presidente da Comissão de Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Veja um trecho de sua entrevista no site Athos GLS (não aconselho que acessem. apenas quis mostrar que a entrevista é real):

“Está prevista uma cota no mercado de trabalho para travestis e transexuais, na atividade pública. Nos presídios, deve haver um cuidado com o lugar onde essa população fica. Aqui no Rio Grande do Sul, travestis e transexuais ficam em celas separadas, mas ficam dentro de um presídio masculino, quando deveriam ficar no presídio feminino.”

Eu particularmente me pergunto sobre como seria um presídio que abrigasse mulheres e travestis, e um outro que abrigasse homens e lésbicas. Um tanto quanto estranho na minha opinião… Além do mais, se já existe uma cota para negros e agora tivermos também uma cota para gays, o que vai restar para o resto da população? Bom se você quiser saber o conteúdo deste estatuto, entre no blog do Carmadélio clicando aqui.

Hoje este estatuto já foi entregue a OAB e agora precisa de 1% de assinaturas do total de eleitores do país para ser levado a diante. Traduzindo: 1,4 milhões de assinaturas. Eles querem fazer com esta lei, o mesmo que foi feito com a Ficha Limpa (conseguir o número de assinaturas que permite ser entregue como um projeto de iniciativa popular). A bancada LGTB já está se mobilizando para isso e em 2013 eles devem trabalhar forte para conseguir estas assinaturas. Além disso, a lei conta com o apoio das ministras Marta Suplicy (Cultura) e Eleonora Menicucci (Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres).

Vale a pena ressaltar que a nível municipal, a ABGLT terá alguns aliados a mais: Entre as 155 candidaturas de representantes assumidamente homossexuais em 2012, cerca de 10% foram eleitas no país. Foram eleitos gays, lésbicas, transexuais e travestis para vereadores em diversas cidades brasileiras. Os campos da esquerda, com destaque para PT (Partido dos trabalhadores) e PSB (Partido Socialista Brasileiro), foram os partidos que mais apresentaram candidatos coloridos.

Acho que o povo cristão (e aqui incluo os católicos e protestantes) precisa começar a pensar em como fazer para que este estatuto medonho não seja aprovado, ou senão, preparar-se para tirar o nome da sua mãe e do seu pai da sua carteira de identidade… lamentavelmente!

Que Nossa Senhora proteja o Brasil!

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Pastora Dolores se defende e se diz vítima de calúnia

Ontem postamos aqui no blog Dominus Vobiscum uma suposta carta que teria sido enviada por uma candidata a vice prefeito da cidade de Ibirité-MG (eleita no primeiro turno) aos pastores da Igreja do Evangelho Quadrangular da mesma cidade. Caso queira ler a carta e os comentários que fiz a respeito da mesma clique aqui. Ontem um informante (Sr. Amir Salomão Jacob), entrou em contato com a Pastora Dolores e ela fez o seguinte pronunciamento (cito aqui a fonte):

“Sr. estou sendo vítima de uma calúnia puramente de perseguição política. Pode pesquisar a meu respeito. Jamais escreveria uma insanidade. Espero que vocês a quem tenho muito respeito entendam que alguém que está na vida pública dede 1988 e sempre foi bem sucedida, não precisa usar argumentos que ferem a nossa constituição. Por isto estou acionando meus advogados que vão denunciar quem esta lançando esta calúnia na internet. Aqui em minha cidade foram jogadas na calada da noite dois dias antes da eleição tais cartas nas ruas. Portanto entrego nas mãos da justiça terrena e na mãos de Deus e creio na justiça”. (Pastora Dolores)

Segundo esta mesma pessoa, a Pastora Dolores tem algumas representações no Tribunal Eleitoral do Estado (creio que de Minas Gerais) contra ela, de forma que, mesmo que a tal carta seja fruto de uma armação contra ela, não se pode mais negar que ela tenha existido, uma vez que a própria afirmou que as cartas foram jogadas nas ruas dois dias antes da eleição (vide seu depoimento acima). Agora só nos resta saber quem é o autor da tal carta. Se a pastora afirma que não foi ela, quem a redigiu? Caso a carta seja de alguém que se fez passar pela pastora é fato que esta pessoa precisa ser identificada e punida. Mas vamos mais adiante na reflexão…

É óbvio que muitos dos itens da tal carta ferem a constituição brasileira e que seriam impossíveis de serem cumpridos ainda que o candidato fosse governador do estado (quanto mais vice-prefeito). Porém como eu mesmo falei ontem conversando com os amigos, se você é um candidato e chega na seca do nordeste e promete a um nordestino analfabeto que vive sob condições sub-humana casa, luz, água e comida, é lógico que aquele cidadão vai votar em você que prometeu tudo que ele gostaria de ouvir. Agora e quando se trata de igrejas protestantes? O que você acha que um eleitor protestante e fundamentalista gostaria de ouvir da boca de um candidato?

Esperamos que esta questão seja esclarecida o quanto antes e quero postar aqui o desfecho da mesma. Mas a questão é que independente da carta ser verdadeira ou falsa (esperamos de coração que seja falsa), não duvido que promessas como estas sejam feitas por pastores políticos (ou políticos pastores) espalhados por este Brasil afora. A cada eleição crescem as bancadas protestantes nos municípios, estados e até em Brasília, e portanto esta questão nos cabe atenção. Afinal de contas, vez ou outra aparece um político perdido tentando tirar os crucifixos e imagens dos estabelecimentos públicos, abolir um feriado… Isso não é novidade para ninguém. Embora tenhamos muitos pastores e candidatos protestantes esclarecidos e abertos ao diálogo, ainda existem muitos destes que são fundamentalistas e possuem sim, o sonho de tornar o Brasil um país protestante, ainda que seja na base da caneta.

Vamos continuar atentos esperando o desfecho desta estória.

Dominus Vobiscum

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Candidata protestante promete eliminar a fé católica, fechar igrejas e templos de outras religiões e financiar igrejas protestantes

A gente morre nesta vida e não vê tudo! Quando pensamos que a canalhice humana chegou ao limite extremo, ela tem a capacidade de se recriar e aparecer com mais força. Hoje cedo, um amigo me mandou um link de um blog chamado Genizah Virtual que traz um post sobre uma pastora protestante chamada de “Pastora Dolores” que é candidata a vice-prefeita da cidade de Ibirité-MG em uma aliança que envolve PSDB e uma pancada de partido. O prefeito parece que se chama Pinheirinho. Gostei. Poderiam formar uma dupla sertaneja – Dolores & Pinheirinho, mas não é o que aconteceu!

Ela é membro da Igreja do Evangelho Quadrangular e mandou para todas as igrejas a carta que estou postando logo abaixo. Gostaria que você lesse. Depois continuamos…

Pois é caríssimo leitor, a tal pastora quer transformar o Brasil em um país protestante na base da ditadura (que Deus nos livre e guarde desse tal Brasil protestante. Como dizia a música: “Quero não, posso não, minha mãe não deixa não”). Eu nem sei se tal postura está dentro da lei ou não seria caso de polícia. Mas gostaria de analisar os onze itens desta carta com vocês para que você tome dimensão da empreitada protestante de forçar a mudança dos nossos valores na ponta da caneta! Seria apenas em Ibirité ou no resto no Brasil?

1. Retirar e proibir imagens de santos nas repartições públicas e demolir uma imagem já existente para evitar a idolatria católica Este projeto já é antigo entre os protestantes e membros de outras religiões. Embora este papo de idolatria já tenha sido conversado infinitas vezes, os protestantes continuam batendo nesta tecla. Como o povo não é burro e sabe diferenciar idolatria e veneração, agora eles querem fazer o uso de lei para forçar a barra!

2. Proibir a presença de padres no velório municipal e nos eventos da prefeitura – O padre não é um cidadão? Não paga seus impostos? Ele não tem o direito de ir e vir? Por acaso o católico é cidadão, que paga seus impostos, paga o cemitério e chega ao fim da sua vida não tem o direito de ser enterrado conforme a sua fé? Quando nós católicos proibimos os pastores de frequentar os cemitérios?

3. Criar uma semana evangélica para os funcionários da prefeitura – Caríssimo cidadão brasileiro, agora você vai pagar os seus impostos para contratar funcionários públicos que durante uma semana não irão trabalhar para ficar participando de cultos. Se naquela semana você precisar tirar um documento, ir a um posto de saúde ou depender da prefeitura, dane-se! Os funcionários estarão no culto. Algo no mínimo absurdo!

4. Proibir procissões de santos nas praças – Isso fere a constituição federal. Quem quiser fazer passeata gay pode. Marcha da maconha pode. Marcha para Jesus pode. Ah, mas quem fizer uma procissão, vai ser preso! Você não tem o direito de manifestar a sua fé nas ruas da sua cidade? Isso pra mim tem um nome: inveja e é pecado! Os protestantes ficam roendo de ver os católicos na rua manifestando a sua fé. Proibir as procissões só no Taliban ou na ditadura comunista.

5. Repassar terrenos doados a Igreja Católica as Igrejas protestantes – Fico pensando: Você doa algo pra alguém, depois que a pessoa toma posse e coloca seu nome, ai vem a prefeitura e toma… Será que isso é possível? Como pode alguém confiar em uma prefeitura que dá e tira? Sinistro…

6. Criar a semana evangélica estudantil para funcionários, professores e alunos – Durante uma semana, os professores, funcionários e alunos vão deixar de estudar para ficar nos cultos. Se levarmos em conta o item 3, já serão duas semanas do ano para os funcionários. E haja culto!

7. Dar preferência aos funcionários públicos nas prefeituras – Tudo bem que em muitos lugares as prefeituras viraram cabides de emprego, mas isso já é ridículo! Onde ficam os concursos? Cadê a competência profissional? De nada vale, desde que seja um irmão…

8. Dificultar e impedir a construção de IGREJAS Católicas – Em primeiro lugar, templo quem tem é protestante. Igrejas sim são católicas! Católico não faz Igreja em Box de galeria, em fundo de garagem ou em galpão abandonado. Católico constrói Igrejas e dentro da lei, com segurança e conforto. Existem leis que precisam ser cumpridas para que uma Igreja seja levantada e a Igreja Católica Apostólica Romana não constrói nenhuma edificação fora da lei, ao contrário de muitas denominações protestantes que vivem de puxadinhos.

9. Ajudar com dinheiro e mão de obra a abrir novos templos protestantes – Eis ai o que esta senhora deseja: Usar de dinheiro público para financiar sua seita. Ah! Hospitais precisando de remédios e médicos, crianças na rua, escolas sem estruturas, ruas sem asfalto e a prefeitura construindo templos para esta gente! Realmente, um modelo de gestão digno do ridículo!

10. Acabar com os feriados dedicados aos santos – Não precisa. Se os protestantes não querem feriados, podem ir trabalhar nesse dia. Acredito que os patrões irão adorar!

11. Transformar a cidade 100% protestante em quatro anos – Eis o sonho de todo protestante fundamentalista: Fazer uma cidade toda protestante. Imagina só quanto eles irão arrecadar com os 10%! Mais do que a prefeitura arrecada de IPTU.

Agora eu fiquei pensando: Essa foi uma carta descoberta por alguém e trazida a público. E quantas cartas como essa, a bancada protestante pode ter distribuído pelo Brasil afora?

Mais um detalhe: No final da tal carta, está escrito em letra maiúscula que a carta deve ser lida no último domingo antes das eleições e que não deve ser repassada para ninguém que é secreta. Porque tanto segredo? Oras, para que ninguém saiba desta insanidade e denuncie. Parafraseando o carinha do Youtube, para nossa alegria alguém teve o bom senso de denunciar. É assim que vemos Cristo desmascarar os falsos profetas…

Até o próximo post! Não se esqueça de clicar na imagem abaixo e votar!

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Que tal votar certo desta vez heim?

Chegamos ao fim de semana das eleições. No próximo domingo (07/10) iremos as urnas eleger os prefeitos e os vereadores que irão nos representar durante os próximos quatro anos nas nossas cidades. E o que posso dizer a respeito disso? Agora é a nossa vez!

Temos a possibilidade de colocar no poder pessoas idôneas e preparadas para cuidar das nossas cidades, e quer saber? Precisamos fazer isso o quanto antes! Já passou a hora do povo brasileiro aprender a votar e eleger bons governantes.

As pesquisas dizem que o Brasil tem uma maioria que se diz católica, sobre a qual repousam as esperanças de todos nós. Sabemos que uma maioria faz a diferença. A Igreja Católica, diferente de outras igrejas protestantes, não pedem votos aos seus membros, mas os ensinam que pré-requisitos são necessários para que eles votem de acordo com a consciência católica que dizem professar.

Por isso mesmo afirmo que é hora do povo católico sair de cima do muro e se comprometer com a sociedade em que vive votando bem. Não podemos entregar as nossas cidades a qualquer um. E antes que você me diga que o nível dos candidatos que se habilitam para as vagas oferecidas está muito baixo, eu já lhe digo que concordo com você. Aqui na minha cidade, por exemplo, aparece cada candidato a vereador que só a Misericórdia Divina para aguentar! Mas mesmo assim, dentro tantos ruins aparecem alguns bons candidatos e estes precisam ser eleitos. É uma questão de pesquisar e escolher bem.

O católico precisa votar no candidato que pensa ser o melhor e mais preparado, mesmo que acredite que ele não será eleito. Se ele merece seu voto então vote nele e pronto! O católico precisa votar em quem a sua consciência aponta. Nosso voto exprimir a ética e a moral que trazemos e os valores que acreditamos.

Podemos começar uma revolução em nossas cidades se votarmos de forma consciente nos candidatos mais preparados.

É importante também saber que vereadores e prefeitos uma vez eleitos, podem através das leis municipais, favorecerem ou não os valores que temos como a defesa da vida, liberdade de credo e tantos outros já citados neste blog. Sim o ficha limpa é importante e eu mesmo apoiei esta lei aqui no Dominus Vobiscum. Porém é preciso saber que tem muito ficha limpa de alma suja. Tem muito candidato que é civilmente apto, mas trazem ideias nocivas a socidade como a descriminalização do aborto, liberação das drogas, descriminalização da prostituição e etc.

Espero encontrá-los em breve feliz com boas notícias. Espero que pelo menos desta vez, as urnas reflitam a fé e os valores que professamos.

Pax Domini

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Porque falar de aborto nas eleições municipais?

Nas últimas eleições presidenciais um tema promovido pelos católicos e evangélicos causou um grande tumulto entre os presidenciáveis da época: O aborto. Por ter se colocado contra o aborto, a então candidata Dilma Roussef teve uma enorme queda no primeiro turno, tendo que se comprometer com católicos, evangélicos e defensores da vida a não tomar nenhuma atitude em favor da descriminalização do aborto se ganhasse as eleições. Há quem diga que ela não anda cumprindo a sua promessa.

Hoje estamos vivendo uma disputa eleitoral em nível municipal e é comum depararmo-nos com a seguinte questão: “Se o aborto é tema tratado na esfera federal, como o voto nas eleições municipais pode influir na nossa luta contra a sua descriminalização e prática?”

A pergunta é altamente pertinente: Será que um vereador ou um prefeito eleito pode intervir nesta questão? Que consequências tem a nossa sociedade se eu votar em um candidato a vereador ou prefeito que defenda o aborto?

Cada partido político defende uma série de valores em seu estatuto ou programa de governo. Quando alguém se filia a um partido político, ele concorda com os valores que este partido defende. Se o filiado se opõe a isso ele pode ser punido internamente pelo partido. Foi isso que aconteceu no ano de 2009 a dois deputados petistas que se opuseram a descriminalização do aborto.

Paralelamente, é importante lembrar que o SUS está organizado em níveis de atenção. O Nível Primário é o que chega à casa das pessoas e é de competência do município. É neste nível que as mulheres recebem a notícia de que estão grávidas e devem ser acompanhadas até o término da sua gravidez. Neste caso, a decisão entre abortar ou não acontece neste nível, sob a influência dos profissionais de saúde, que devem seguir as normas da Secretaria da Saúde (órgão composto por profissionais indicados pelo prefeito).

Prefeitos e vereadores, além das grandes verbas que recebem, podem apoiar ONGs e outras instituições sociais. Ou seja, se os que estão cumprindo mandato têm convicções abortistas, invariavelmente as organizações que trabalham para estes fins serão apoiadas. Por tudo isso, precisamos estar atentos nessas eleições para que nosso voto seja mais um instrumento de defesa da vida.

Por isso, existem diversos grupos políticos que querem evitar esse assunto nas eleições de 2012. Afirmam eles que este não é o momento propício para levantarmos essa questão, uma vez que a competência para descriminalizar o aborto cabe ao Congresso Nacional. Pura mentira! Por isso nós católicos temos que escolher bem os nossos candidatos, pois a vida das crianças indefesas das nossas cidades é que estão em jogo!

Pense bem. Avalie com o devido discernimento e não vote a favor da morte! Seja um voto sempre a favor da vida!

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