Santo do Dia: São Bartolomeu, apóstolo!

Hoje celebramos São Bartolomeu, o apóstolo. Mencionado na Sagrada Escritura (João 1,45-51) como Natanel (= dom de Deus) fez o que muios fazem: julgamento. Jesus na sua sabedoria e divindade quebra todo o preconceito de Natanel (Bartolomeu):

Jesus viu Natanael vindo até ele, e disse a seu respeito: “Eis um verdadeiro israelita, em quem não há fraude”. Natanael exclamou: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel”. Jesus respondeu-lhe: “Crês só porque te disse: ‘Eu vi-te sob a figueira’? Verás coisas maiores do que essas”. (João 1,45)

Os três Evangelhos sinópticos chamam-lhe sempre Bartolomeu ou Bar-Talmay (filho de Talmay em aramaico). Nasceu em Caná da Galiléia, naquela pequena aldeia onde Jesus transformou a água em vinho.

São Bartolomeu, rogai por nós!

Bartolomeu é modelo para quem quer se deixar conduzir pelo Senhor, pois, assim encontramos no Evangelho de São João: “Filipe vai ter com Natanael e lhe diz: ‘É Jesus, o filho de José de Nazaré’”. Depois de externar sua sinceridade e aproximar-se do Cristo, Bartolomeu ouviu dos lábios do Mestre a sua principal característica: “Eis um verdadeiro israelita no qual não há fingimento” (Jo 1,47).

Pertencente ao número dos doze, São Bartolomeu conviveu com Jesus no tempo da vida pública e pôde contemplar no dia-a-dia o conteúdo de sua própria profissão de fé: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o rei de Israel”. Depois da Paixão, glorificação do Verbo e grande derramamento do Espírito Santo em Pentecostes, conta-nos a Tradição que o apóstolo Bartolomeu teria evangelizado na Índia, passado para a Armênia e, neste local conseguido a conversão do rei Polímio, da esposa e de muitas outras pessoas, isto até deparar-se com invejosos sacerdotes pagãos, os quais martirizaram o santo apóstolo, após o arrancarem a pele, mas não o Céu, pois perseverou até o fim.

São Bartolomeu, rogai por nós!

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Ide e proclamai que está próximo o Reino dos Céus

“Ide e proclamai que está próximo o reino dos Céus”.

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, disse Jesus aos seus Apóstolos: “Ide e proclamai que está próximo o reino dos Céus. Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. Recebestes de graça, dai de graça. Não possuais ouro, nem prata, nem cobre, em vossos cintos; nem alforge para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem cajado; pois o trabalhador merece o seu sustento. Em qualquer cidade ou aldeia onde entrardes, procurai saber se há nela alguém que seja digno, e permanecei em sua casa até partirdes. Ao entrardes numa casa, saudai-a. Se essa casa for digna, a vossa paz desça sobre ela; se não for digna, volte para vós. Se alguém não vos receber nem escutar as vossas palavras, ao sair dessa casa ou dessa cidade, sacudi o pó dos vossos pés. Em verdade vos digo: No dia do juízo, haverá menos rigor para a terra de Sodoma e de Gomorra do que para aquela cidade”. (S. Mateus 10,7-15)

Comentário do Evangelho do dia feito por São Boaventura (1221-1274), franciscano, doutor da Igreja

[O jovem] Francisco assistia devotamente à Missa em honra dos apóstolos; o Evangelho era aquele em que Jesus envia os Seus discípulos a pregar e lhes ensina a maneira evangélica de viver: «Não possuais ouro, nem prata, nem cobre em vossos cintos; nem alforge para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem cajado». Logo que compreendeu e interiorizou este texto, ficou apaixonado por essa pobreza dos apóstolos e gritou, num transporte de alegria: «É isto que eu quero! É isto que desejo com toda a minha alma!» E, sem mais, tirou os sapatos, deixou cair o cajado, abandonou o alforje e o dinheiro como objetos dignos de repúdio, ficou apenas com uma túnica, e deitou fora o cinto, que substituiu por uma corda: pôs todo o seu empenho em concretizar o que acabara de ouvir e quis conformar-se em tudo com esse código de perfeição, dado aos apóstolos. Um impulso comunicado por Deus levou-o, desde então, à conquista da perfeição evangélica e a uma campanha de penitência. Quando ele falava [...], as suas palavras eram totalmente impregnadas pela força do Espírito Santo: penetravam até ao mais profundo dos corações e mergulhavam os ouvintes em espanto. Toda a sua pregação era um anúncio de paz, e começava cada um dos seus sermões por esta saudação ao povo: «Que o Senhor vos dê a paz!» «Foi uma revelação do Senhor que me ensinou esta fórmula», declarou mais tarde. [...]Falava-se cada vez mais do homem de Deus, dos seus ensinamentos tão simples e da sua vida, e alguns, com o seu exemplo, eram tocados por esse espírito de penitência e logo se juntavam a ele e, deixando tudo e vestindo-se como ele, começaram a partilhar a sua vida.

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Evangelho do Dia: Os que eram atormentados por espíritos malignos ficavam curados

Naqueles dias, Jesus foi para o monte fazer oração e passou a noite a orar a Deus. Quando nasceu o dia, convocou os discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu o nome de Apóstolos: Simão, a quem chamou Pedro, e André, seu irmão; Tiago, João, Filipe e Bartolomeu; Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado o Zelote; Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariotes, que veio a ser o traidor. Descendo com eles, deteve-se num sítio plano, juntamente com numerosos discípulos e uma grande multidão de toda a Judeia, de Jerusalém e do litoral de Tiro e de Sídon, que acorrera para o ouvir e ser curada dos seus males. ; e toda a multidão procurava tocar-lhe, pois emanava dele uma força que a todos curava. (S. Lucas 6,12-19)

Comentário do Evangelho do dia feito por São Clemente de Roma, papa de 90 a 100 aproximadamente

Os apóstolos receberam do Senhor Jesus Cristo, para nós, a Boa Nova; Jesus, o Cristo, foi enviado por Deus. O Cristo vem pois de Deus, os apóstolos de Cristo. Estas duas missões procedem ordenadamente da vontade de Deus. Providos de instruções, cheios de segurança pela ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo, reforçados pela palavra de Deus, eles partiram, com a garantia do Espírito Santo, a anunciar que o Reino de Deus estava próximo. Pregavam nos campos e nas cidades, onde estabeleceram as suas primícias, a quem nomearam, com a ajuda do Espírito Santo, bispos e diáconos dos futuros fiéis. [...] É de admirar que os homens que Deus investiu de uma tal missão em Cristo tenham, por sua vez, estabelecido os ministros que acabo de invocar? [...] Os nossos apóstolos também souberam por nosso Senhor Jesus Cristo que haveria litígios quanto às funções do bispo. Foi essa a razão pela qual, na sua correta previsão, estabeleceram os ministros acima citados e instituíram que, após a sua morte, outros homens, devidamente provados, lhes sucedessem.

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Evangelho do Dia: Jesus foi para o monte fazer oração

Do Evangelho Quotidiano

Naqueles dias, Jesus foi para o monte fazer oração e passou a noite a orar a Deus. Quando nasceu o dia, convocou os discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu o nome de Apóstolos: Simão, a quem chamou Pedro, e André, seu irmão; Tiago, João, Filipe e Bartolomeu; Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado o Zelote; Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariotes, que veio a ser o traidor. Descendo com eles, deteve-se num sítio plano, juntamente com numerosos discípulos e uma grande multidão de toda a Judeia, de Jerusalém e do litoral de Tiro e de Sídon, que acorrera para o ouvir e ser curada dos seus males. Os que eram atormentados por espíritos malignos ficavam curados; e toda a multidão procurava tocar-lhe, pois emanava dele uma força que a todos curava. (S. Lucas 6,12-19)

Comentário do Evangelho do dia feito por Santa Teresa Benedita da Cruz [Edith Stein] (1891-1942), carmelita, mártir, co-padroeira da Europa 

Toda a alma humana é um templo de Deus e só isso abre-nos uma perspectiva vasta e absolutamente nova. A chave para entendermos a oração da Igreja é a vida em oração de Jesus. Ele participou no serviço divino e na liturgia do Seu povo [...] e conduziu a liturgia da Antiga Aliança até ao seu cumprimento na Nova Aliança. No entanto, Jesus não tomou apenas parte no serviço divino público, prescrito pela Lei. Os Evangelhos fazem referência ainda em maior número de vezes à Sua oração solitária no silêncio da noite, nos cimos selvagens das montanhas, nos lugares desertos. Quarenta dias e quarenta noites de oração precederam a vida pública de Jesus (Mt 4, 1-2). Retirou-Se para a solidão da montanha a fim de rezar antes de escolher os Seus doze Apóstolos e os enviar em missão. Na hora do Monte das Oliveiras preparou-Se para caminhar até ao Gólgota; o lamento que dirigiu ao Pai nessa hora, a mais terrível da Sua vida, é-nos revelado em breves palavras que brilham como estrelas nas nossas próprias horas de Monte das Oliveiras: Pai, se quiseres, afasta de Mim este cálice; contudo, não se faça a Minha vontade, mas a Tua (Lc 22,42). Estas palavras são um clarão que ilumina por instantes a vida mais íntima da alma de Jesus, o insondável Mistério do Seu ser de Homem-Deus e do Seu diálogo com o Pai, diálogo que durou toda a Sua vida sem jamais ser interrompido. 

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Recebestes de graça, dai de graça

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, disse Jesus aos seus Apóstolos: Ide e proclamai que está próximo o reino dos Céus. Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. Recebestes de graça, dai de graça. Não possuais ouro, nem prata, nem cobre, em vossos cintos; nem alforge para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem cajado; pois o trabalhador merece o seu sustento. Em qualquer cidade ou aldeia onde entrardes, procurai saber se há nela alguém que seja digno, e permanecei em sua casa até partirdes. Ao entrardes numa casa, saudai-a. Se essa casa for digna, a vossa paz desça sobre ela; se não for digna, volte para vós. Se alguém não vos receber nem escutar as vossas palavras, ao sair dessa casa ou dessa cidade, sacudi o pó dos vossos pés. Em verdade vos digo: No dia do juízo, haverá menos rigor para a terra de Sodoma e de Gomorra do que para aquela cidade. (S. Mateus 10,7-15)

Comentário do Evangelho do dia feito por As Divinas Liturgias eucarísticas de São João Crisóstomo e de São Basílio

Diácono: Em paz, oremos ao Senhor. Todos: Kyrie, eleison.

Pela paz que vem do alto e pela salvação das nossas almas, oremos ao Senhor. – Kyrie, eleison.
Pela paz do mundo inteiro, pela estabilidade das santas Igrejas de Deus e pela união de todos, oremos ao Senhor. – Kyrie, eleison.
Por este santo templo e por aqueles que nele entram com fé, piedade e temor a Deus, oremos ao Senhor. – Kyrie, eleison.
Pelo nosso pai e bem-aventurado patriarca N., nosso bispo N., pela venerável ordem dos sacerdotes, pelo diaconado em Cristo, por todo o clero e pelo povo, oremos ao Senhor. – Kyrie, eleison.
Pelo nosso país e pelos que o governam, e em particular pelos servos de Deus N. e N., oremos ao Senhor. – Kyrie, eleison.
Por esta nossa cidade (ou nossa vila, nossa aldeia ou nosso santo mosteiro), por todas as cidades, vilas e aldeias e pelos fiéis que nelas residem, oremos ao Senhor. – Kyrie, eleison.
Pela vinda de um tempo favorável, pela abundância dos frutos da terra e por dias de paz, oremos ao Senhor. – Kyrie, eleison.
Pelos que andam e trabalham no mar ou nos ares, pelos viajantes, pelos doentes, pelos aflitos, pelos que estão detidos, por todos os que sofrem e pela salvação de todos, oremos ao Senhor. – Kyrie, eleison.
Para que sejamos libertos de todas as aflições, da cólera, do perigo e da necessidade, oremos ao Senhor. – Kyrie, eleison.
Socorrei-nos, salvai-nos, tende piedade de nós e protegei-nos, Senhor, com a Vossa graça. – Kyrie eleison.

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Invocando todos os santos, ainda e novamente em paz, oremos ao Senhor. – Kyrie, eleison. [...] Que este dia seja perfeito, santo, pacífico e sem pecado, peçamos ao Senhor. – Concedei-o, Senhor.
Um anjo de paz, guia fiel, guardião das nossas almas e corpos, peçamos ao Senhor. – Concedei-o, Senhor.
O perdão e a remissão pelos nossos pecados e transgressões, peçamos ao Senhor. – Concedei-o, Senhor.
Tudo o que for bom e proveitoso às nossas almas e a paz para o mundo, peçamos ao Senhor. – Concedei-o, Senhor.
A graça de passarmos o resto das nossas vidas na paz e na penitência, peçamos ao Senhor. – Concedei-o, Senhor.
Um fim de vida cristão, sem dor, sem vergonha, pleno de paz, e a nossa justificação quando face a Seu temível trono de Juiz, peçamos ao Senhor. – Concedei-o, Senhor.

Suplicando a unidade da fé e a comunhão do Santo Espírito, recomendemo-nos mutuamente uns aos outros, e confiemos toda a nossa vida a Cristo, nosso Deus. – A vós, Senhor.

Bento XVI: Com o evangelho a vida floresce

Da Radio Vaticana

“Ao longo dos séculos, foram os santos e não os poderosos a levar esperança aos povos” – disse o papa na oração mariana do Regina Coeli, esta manhã. Como exemplos, Bento XVI citou São Carlos Borromeu em Milão dos tempos da peste; Madre Teresa de Calcutá e missionários cujos nomes Deus conhece, que deram suas vidas para levar o anúncio de Cristo e fazer brotar entre os homens alegria mais profunda.

“Ainda hoje – disse o papa comentando o trecho dos Atos dos Apóstolos em que Felipe prega em Samaria – a vocação da Igreja é a evangelização: seja junto aos povos que ainda não foram “irrigados” pela água viva do Evangelho, seja junto aos povos que apesar de terem raízes cristãs antigas, precisam de nova seiva para produzir novos frutos e redescobrir a beleza e a alegria da fé”.

Bento XVI explicou que “hoje como passado, enquanto os poderosos deste mundo tentam conquistar novos territórios por interesses políticos e econômicos, os mensageiros de Cristo vão a todos os lugares levando Cristo aos homens e os homens a Cristo, pois sabem que somente Ele pode dar a verdadeira liberdade e a vida eterna”.

Em seguida, o papa citou o novo beato JPII, “um grande missionário”:

“Ele relançou a missão ad gentes e ao mesmo tempo promoveu a nova evangelização. Confiemos ambas à intercessão de Maria Santíssima. Que a Mãe de Cristo acompanhe sempre e em todo lugar o anúncio do Evangelho para que se multipliquem e se ampliem no mundo os espaços aonde os homens reencontrem a alegria de viver como filhos de Deus”.

Após a oração mariana, o papa fez saudações em várias línguas. Em polonês, recordou os 30 anos de morte do Cardeal Stefan Wyszynski, o “primaz do milênio”, que foi o líder da Igreja na Polônia nos anos do regime comunista. Antes de se de spedir dos fiéis, Bento XVI recordou que hoje se celebra na Itália o Dia nacional do Consolo, dedicado à solidariedade com os doentes. Neste sentido, pediu as orações de todos por todos os enfermos, especialmente as crianças e seus pais.

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Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, Eu o farei

Do Evangelho Quotidiano

Se ficastes a conhecer-me, conhecereis também o meu Pai. E já o conheceis, pois estais a vê-lo. Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta!
Jesus disse-lhe: Há tanto tempo que estou convosco, e não me ficaste a conhecer, Filipe? Quem me vê, vê o Pai. Como é que me dizes, então, mostra-nos o Pai? Não crês que Eu estou no Pai e o Pai está em mim? As coisas que Eu vos digo não as manifesto por mim mesmo: é o Pai, que, estando em mim, realiza as suas obras. Crede-me: Eu estou no Pai e o Pai está em mim; crede, ao menos, por causa dessas mesmas obras. Em verdade, em verdade vos digo: quem crê em mim também fará as obras que Eu realizo; e fará obras maiores do que estas, porque Eu vou para o Pai, e o que pedirdes em meu nome Eu o farei, de modo que, no Filho, se manifeste a glória do Pai. Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, Eu o farei. ( S. João 14,7-14)

Comentário do Evangelho feito por : São Vicente de Paulo

 Nosso Senhor disse: Bem-aventurados os pobres em espírito (Mt 5,3); deste modo, a Sabedoria eterna mostra quanto os trabalhadores evangélicos devem evitar a magnificência das acções e das palavras e assumir uma maneira de agir e de falar humilde, fácil e comum. É o demónio que nos entrega a essa tirania de querer ter sucesso e que, ao ver-nos executar uma tarefa com simplicidade, nos diz: Eis uma coisa baixa; isto é demasiado banal e muito indigno da majestade cristã. Armadilha do demónio! Tomai cuidado, Senhores, renunciai a essas vaidades. [...] Tende presente os modos de Nosso Senhor, tão humilde e tão adverso a isso. Ele poderia dar um grande realce às Suas obras e uma potência soberana às Suas palavras, mas não o fez. Vós fareis, dizia aos Seus discípulos, as obras que Eu realizo; e fareis obras maiores do que estas. Mas, Senhor, porque quereis que, ao fazer o que haveis feito, façam mais que Vós? É que Nosso Senhor quer deixar-Se ultrapassar nas acções públicas, para Se distinguir nas humildes e secretas; Ele deseja os frutos do Evangelho e não os barulhos do mundo; e, para isso, fez mais por meio dos Seus servidores do que por Si mesmo. Ele quis que São Pedro convertesse, de uma vez três mil e de outra cinco mil pessoas (Act 2,41; 4,4), e que toda a terra fosse iluminada pelos apóstolos. Quanto a Ele, embora tenha sido a luz do mundo (Jo 8,12), só pregou em Jerusalém e nos arredores, e pregou aí sabendo que obteria menos resultados que noutros lugares. [...] Fez, pois, poucas coisas, e os Seus pobres discípulos, ignorantes e grosseiros, animados pela Sua força, fizeram mais que Ele. Porquê? Foi porque Ele quis ser humilde naquilo que fez.

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Os limites para um bom evangelizador

Hoje eu queria falar com você sobre um assunto que é muito importante para a nossa fé, mas que tantas vezes passa desapercebido por todos e tem feito muita confusão nas nossas comunidades: A missão de evangelizar tem limites que precisam ser respeitados pelos evangelizadores.

Hoje a palavra “evangelizador” virou moda. Está na boca do povo. Todo mundo no seu cantinho e dentro de suas possibilidades se considera um evangelizador, e acho isso bacana. Só que, para ser um evangelizador você precisa saber qual a sua missão e quais são os seus limites. Sim amigos, evangelizadores tem limites. Tudo na vida tem limites!

Cabe a todos os católicos guardar e ensinar com fidelidade a fé que o próprio Cristo nos ensinou. Isso quem nos diz é o Catecismo da Igreja Católica. É a missão de todos os católicos, portanto é missão de todo evangelizador:

Guardar – Observar estes ensinamentos e colocá-los em prática na sua vida. Lembre-se do dito popular: Palavras convencem, exemplos arrastam!

Ensinar com Fidelidade – É nossa missão como bons católicos ensinar aquilo que o próprio Jesus nos ensinou. Estes ensinamentos não podem ser do jeito que queremos, mas precisamos ser transmissores perfeitos do que Cristo nos ensinou. Sim é preciso ser dinâmico e criativo. Porém o conteúdo precisa ser igual ao que o Cristo ensinou e ao que a Igreja ensina hoje.

Essas são as duas missões de um evangelizador. Hoje se fala muito do primeiro item. Sim, concordo que é preciso viver a palavra antes de ensiná-la, ou ao menos lutar para vivê-la, mas não se pode esquecer da primeira parte.

E quais são os seus limites?

Um evangelizador tem a missão de ensinar a fé, e nunca de discernir o que é de acordo com a fé católica ou não. Esse é o limite do evangelizador.

A interpretação autêntica do depósito da fé compete exclusivamente ao Magistério vivo da Igreja, isto é, ao Sucessor de Pedro, o Bispo de Roma, e aos Bispos em comunhão com ele. Ao Magistério, que, no serviço da Palavra de Deus, goza do carisma certo da verdade, compete ainda definir os dogmas, que são formulações das verdades contidas na Revelação divina; tal autoridade estende-se também às verdades necessariamente conexas com a Revelação. (Compêndio do Catecismo da Igreja Católica § 16)

Tem muito católico que se diz evangelizador, mas nunca se preocupa em ler as Sagradas Escrituras e muito menos um documento da Igreja sequer. Esses dias fui em uma celebração (pensava que seria missa). O ministro, falou tanta heresia que nem comunguei. Mas o pior de tudo foi ver que o povo ouvia atentamente o tal ministro e saiu dali comos ensinamentos todos errados. O tal ministro até tinha boa voz, causava uma certa empatia com as pessoas. Mas não tinha conteúdo e só falou asneiras. Quantos católicos abrem a boca para falar “eu acho”, ao invés de falar ” o que a Igreja diz é…” Não suporto os “achólogos” que existem por ai. Sempre acreditando que sua opinião é melhor e mais precisa do que a opinião da Igreja que estuda a mesma situação a muito mais tempo do que o que aquela pessoa tem de vida. Quanta presunção…

Quer evangelizar? Que bom! Precisamos de evangelizadores criativos e dinâmicos na nossa Igreja! Porém faça-nos um favor: Estude, leia e se prepare. De pregações, ensinamentos e homílias medíocres, já temos muitas!

Pax Domini

Se não está na bíblia não vale? Quem disse isso? Às vezes vale!

Hoje em dia muitos irmãos “separados” tem incutido na cabeça de católicos menos conhecedores da sua fé, a idéia de que as verdades sobre a nossa fé constam unicamente na Sagrada Escritura. E como hoje o que mais se vê são católicos de IBGE andando pelas ruas, infelizmente essa absurda idéia tem chegado não apenas nos lares católicos, mas também em diversos grupos e movimentos.

Essa idéia é furada. E furada das grandes! É preciso que se diga que as verdades da nossa fé nos são transmitidas de duas formas: A primeira é a Sagrada Escritura. A segunda e não menos importante é a transmissão viva da palavra de Deus, que comumente chamamos de Tradição.

A Tradição Apostólica é a transmissão da mensagem de Cristo, realizada desde as origens do cristianismo, mediante a pregação, o testemunho, as instituições, o culto, os escritos inspirados. Os Apóstolos transmitiram aos seus sucessores, os Bispos, e, através deles, a todas as gerações até ao fim dos tempos, tudo o que receberam de Cristo e aprenderam do Espírito Santo.

É preciso que entendamos uma coisa: Não foi a bíblia que criou a Igreja. Foi a Igreja que definiu a bíblia.

Antes da bíblia, as verdades do evangelho eram transmitidas “boca a boca” de Pai para filho. Só depois é que esses ensinamentos foram sendo “documentados”, verificados e organizados. Para que você perceba isso, basta verificar que o primeiro livro do Novo Testamento que fora uma das cartas de São Paulo, foi escrito, segundo historiadores, a cerca do ano 50 d.C. Até esse tempo e depois disso, os outros apóstolos por onde iam, ensinavam as maravilhas de Cristo não lendo da bíblia, mas narrando os fatos.

A Tradição e a Sagrada Escritura estão intimamente unidas e compenetradas entre si. Com efeito, ambas tornam presente e fecundo na Igreja o mistério de Cristo e provêm da mesma fonte divina: constituem um só sagrado depósito da fé, do qual a Igreja recebe a certeza acerca de todas as coisas reveladas.

Portanto cuidado quando ouvir a expressão: Isso está na bíblia? Nem tudo que fora narrado pela Santa Tradição consta na bíblia. Mas nem por isso deixa de ser verdade, pois o próprio São João escreveu em seu evangelho:

Jesus fez ainda muitas outras coisas. Se fossem escritas uma por uma, penso que nem o mundo inteiro poderia conter os livros que se deveriam escrever. (Jo 21,25)

Pax Domini