Jesus a direita do Pai:: A luz de Cristo continua acesa!

A ascensão de Jesus aos céus marca um novo tempo para o povo de Deus: Ele volta para o Pai, ocupa a sua direita com poder e glória, envia-nos o Espírito Santo e sela o início da sua Igreja.

Depois desse fato já não era possível ver Jesus como antes, nem tocá-lo e nem mesmo ouvir a sua voz, muito embora no coração de cada apóstolo houvesse uma certeza: Ele está no meio de nós! De agora em diante cumpre-se a promessa de Cristo:

“Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, eu estarei no meio deles” (Mt 28,20)

Assim como os apóstolos passaram a anunciar ao mundo que Ele – Jesus Cristo – havia ressuscitado e voltado ao céu, e que voltaria para nos resgatar, também nós devemos fazê-lo. Mais do que isso: Devemos ter o nosso coração cheio de esperança a ponto de contagiar as outras pessoas.

Embora eu seja um blogueiro e me comunique com vocês através de palavras e textos, a cada dia que passa, mais eu me convenço que o que transforma o coração das pessoas é a nossa esperança em Jesus. Quando um cristão aprende a tirar os olhos do chão e olhar para o céu com esperança Naquele que nos salvou, mais ele convence as pessoas ao seu redor.

Infelizmente tenho visto por ai cristãos desanimados, desesperançados que mais parecem avestruzes. Não sei se você sabe mais o avestruz é aquele animal que enfia a cabeça na terra e fica lá… Se nós que dizemos acreditar em Jesus nos mostramos abatidos e desanimados, o que será do mundo?

É preciso guardar no coração a certeza de que a luz de Cristo ainda está acesa. Não estamos vivendo em meio às trevas! Somos filhos da luz, herdeiros da promessa do Senhor!

Vivemos no mundo dos homens, mas nosso lugar é o mundo celestial. Somos cidadãos do céu!

Por isso eu digo que mais do que fazer coisas para o outro, mais do que entrar em um ativismo religioso, é necessário muitas vezes parar, olhar para as promessas que o Senhor fez para nós, e recordar que elas hão de se cumprir. Um trabalho em prol do Reino de Deus sem essa perspectiva torna-se vazio.

Não sei se você concorda comigo, mas quando aparece uma pessoa perto de nós, que aprendeu a olhar para o alto e esperar no Senhor, é possível notar que essa pessoa tem algo de diferente. Embora em um primeiro momento não consigamos descobrir o que é tão diferente assim, é possível ver com o tempo que o faz aquela pessoa ter um brilho diferente: a sua esperança no Ressuscitado.

O convite hoje é que cada um reveja sua forma de ser cristão. Chega de ser um cristão avestruz. É hora de mudar a perspectiva da vida e aprender a olhar para o céu, enchendo o coração de alegria, fé e esperança: Aquele que voltou aos céus, virá nos buscar um dia!

Pax Domini

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Jesus a direita do Pai:: Toda honra, glória e poder a Cristo Jesus

A partir de agora, Cristo está sentado à direita do Pai: “Por direita do Pai entendemos a glória e a honra da divindade, onde aquele que existia como Filho de Deus antes de todos os séculos como Deus e consubstancial ao Pai se sentou corporalmente depois de encarnar-se e de sua carne ser glorificada” (CIC§663)

Ele sempre esteve a direita do Pai. Depois de sua ascensão, Ele – O Filho de Deus – retornou ao seu lugar que era de direito. Importante para nós saber, que partir deste momento Jesus inaugurou do Reino do Messias. O profeta Daniel há muito tempo atrás já havia falado sobre isso:

“A Ele foram outorgados o império, a honra e o reino, e todos os povos, nações e línguas o serviram. Seu império é um império eterno que jamais passará, e seu reino jamais será destruído” (Dn 7,14).

Não há outro que tenha tamanho poder. Não há ninguém, nunca houve e nem haverá quem tenha essa glória. A Jesus foram dados todos os povos, raças e nações. Cristo é o Senhor e nós devemos anunciar essa verdade.

Assim como os apóstolos tornaram-se testemunhas do ressuscitado, agora é a nossa vez: Somos chamados a anunciar o Senhor Jesus a todas as pessoas. E quem é apóstolo sabe que para falar de Cristo não há hora e nem lugar. Comigo é assim. Embora não seja, posso me considerar um evangelizador. Onde chego, se vejo uma brecha na conversa, já começo a falar de Deus para a pessoa. Já começo mostrando que ela tem traços do criador. Não podemos perder tempo em anunciar para as pessoas àquele que pode transformar suas vidas.

As pessoas precisam saber que:

Tendo entrado uma vez por todas no santuário do céu, Jesus Cristo intercede sem cessar por nós como mediador que nos garante permanentemente a efusão do Espírito Santo. (CIC§667)

Acredito que todos os seres humanos precisam conhecer desta verdade. E se você concorda comigo, entre conosco nessa luta. Vamos juntos anunciar o Cristo, o único quem tem poder e divindade para nós levar ao céu!

Dominus Vobiscum

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Jesus a direita do Pai:: Ele continua trabalhando por nós!

“E, quando eu for elevado da terra, atrairei todos os homens a mim” (Jo 12,32). A elevação na Cruz significa e anuncia a elevação da Ascensão ao céu. É o começo dela. Jesus Cristo, o Único Sacerdote da nova e eterna Aliança, não “entrou em um santuário feito por mão de homem… e sim no próprio céu, a fim de comparecer agora diante da face de Deus a nosso favor” (Hb 9,24). No céu, Cristo exerce em caráter permanente seu sacerdócio, “por isso é capaz de salvar totalmente aqueles que, por meio dele, se aproximam de Deus, visto que ele vive eternamente para interceder por eles” (Hb 7,25). Como “sumo sacerdote dos bens vindouros” (Hb 9,11) ele é o centro é o ator principal da liturgia que honra o Pai nos Céus. (CIC§662)

Que promessa linda o Senhor nos faz: “E, quando eu for elevado da terra, atrairei todos os homens a mim” (Jo 12,32). O bom das promessas de Cristo é que todas elas um dia se cumprirão! Jesus não mente! Ele prometeu, então tenha a certeza de que ele cumprirá.

A promessa já começou a ser cumprida a partir do momento em que Jesus foi elevado na Cruz. Ali, começava mais uma etapa da missão do Senhor Jesus: Ser o único sacerdote da nova e eterna aliança.

Se engana quem pensa que ao chegar ao céu Jesus finalizou a sua missão. Como dizemos na gíria dos videogames, ele passou para um próximo nível. Como assim?

Quem joga videogame, sabe que precisa ir passando os níveis. A cada nível um grau de dificuldade maior. Existem níveis que mesmo estando no meio do jogo, são difíceis que mais parecem o nível final: Só que não são o fim do jogo. Depois que o superamos, outro nível se aproxima.

A missão de Jesus tinha várias etapas e ao longo do tempo Ele foi cumprindo todas elas. Foi vencendo uma a uma. A Cruz não foi a etapa final. Foi uma etapa dura e difícil para ser vencida, mas depois dela Jesus voltou ao céu para mais um nível da sua missão: Levar todos os homens de volta para o Pai. Essa sim é uma etapa difícil, pois Ele não conta apenas com a sua própria força. É necessário que cada pessoa queira voltar ao Pai. Entenda…

Uma vez que Jesus morreu por todos os homens, Ele obteve para si a autoridade sobre todos. Por causa do pecado, essa autoridade estava na mão do seu inimigo, mas Jesus venceu a morte e nos resgatou. Porém como o homem é dotado de livre arbítrio, ele tem a opção de querer voltar ou permanecer longe de Deus. Para voltar a condição é crer no Senhor Jesus e obedecer seus ensinamentos.

Como vimos anteriormente, só Ele pode nos levar ao céu e Ele quer isso. Jesus quer nos levar de volta para a casa do Pai. Ele é o centro da nossa fé e da nossa vida. Só precisamos lutar para fazer nossa parte. Ainda que caiamos aqui e ali, contamos com sua força e seu perdão. Assim podemos retornar a luta e prosseguir. Fazendo isso, ajudamos Jesus na sua missão, como um player 2 do videogame. Deus para entender?

Quem deseja uma vida na eternidade junto de Deus precisa se aproximar do Senhor Jesus! E você tem feito isso?

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Jesus a direita do Pai:: Um barraco no inferno ou uma morada no céu?

Esta última etapa permanece intimamente unida à primeira, isto é, à descida do céu realizada na Encarnação. Só aquele que “saiu do Pai” pode “retomar ao Pai”: Cristo. “Ninguém jamais subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu, o Filho do Homem” (Jo 3,13). Entregue a suas forças naturais, a humanidade não tem acesso à “Casa do Pai” à vida e à felicidade de Deus. Só Cristo pôde abrir esta porta ao homem, “de sorte que nós, seus membros, tenhamos a esperança de encontrá-lo lá onde Ele, nossa cabeça e nosso princípio, nos precedeu”. (CIC§ 661)

De que adianta ter uma mansão luxuosa em um lugar paradisíaco, com carros caríssimos na garagem, piscina aquecida, sauna, sala de cinema e as melhores cozinheiras se não temos como chegar nesse lugar? Para que serve saber o caminho de um barraco velho e acabado se você sabe que tem uma mansão para tomar posse?

E se você recebesse a notícia de que você herdou uma mansão linda e maravilhosa, e que só precisa chegar até a tal mansão para tomar posse, será que você não faria de tudo para chegar a este lugar?

A boa notícia é que de fato você herdou uma mansão das mais lindas, no lugar mais paradisíaco que existe: O Céu! A má notícia é que tem um barraquinho bem “xexelento” para você no inferno também esperando por você. E os síndicos dos dois lugares já estão com as chaves nas mãos esperando só você chegar para te entregar!

Sim eu sei que você não tem a mínima pressa de chegar a nenhum desses dois lugares. Mas é importante saber que vai chegar um dia em que você vai ter que tomar posse de um destes dois empreendimentos imobiliários.

Se você optar pelo barraquinho no fundo do inferno, faça o seguinte: Viva uma vida leviana no pecado e jamais entregue a sua vida a Jesus. Não ame os irmãos, não ajude o próximo, e viva uma vida totalmente desregrada. Ah! já ia esquecendo: Evite a Igreja Católica! Fazendo isso você ao morrer, receberá em mãos a chave do seu “muquifo” no inferno das mãos do síndico do local: o capeta!

Mas se você desejar morar o resto da sua vida na morada que o Senhor Jesus foi preparar para você no melhor lugar, sabe o que você tem que fazer?

Duas coisas:

1. Lutar contra o pecado – Isso não quer dizer que você vai vencer sempre. Mas se você se esforça para vencer, lembre-se que Deus vê o coração. Se cair retorme. Deus sempre abençoa o nosso esforço;

2. Confiar-se a Jesus Cristo – Nunca esqueça que Ele é o caminho que leva para o Céu. Você e eu nunca chegaremos ao céu por conta dos nossos esforços. Não temos força para isso. Só Jesus subiu aos céus e apenas Ele pode nos levar para lá. Apenas Nosso Senhor Jesus Cristo pode abrir as portas do Céu para nós.

Por mais que as pessoas queiram, eles nunca terão poder de chegar ao céu. As forças naturais que o homem tem, não são suficientes para ir tão longe. Apenas Ele, o Filho de Deus, que subiu aos Céus e está sentado a direita do Pai, pode fazer isso.

Portanto caríssimos, fica a dica: Se deseja um dia tomar posse da morada perfeita que Jesus foi preparar para você, lute contra o pecado, e confie-se a Jesus Cristo. Aprenda tudo que Ele nos ensinou e ensina através da Santa Igreja. Fazendo isso, sua morada estará garantida!

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Jesus a direita do Pai:: Bento XVI fala sobre a Ascensão do Senhor como libertação do pecado

Da Rádio Vaticana

Manhã de domingo movimentada no Vaticano, que hospedou, na sala Paulo VI, o movimento pela promoção da vida (LifeDay), enquanto, na Praça São Pedro, uma multidão acompanhava o Papa e a oração do Regina Coeli. Mesmo com o mau tempo, fiéis e peregrinos compareceram em grande número à praça diante da Basílica de São Pedro para ouvir as palavras do Santo Padre, a oração e receber a sua bênção.

Bento XVI falou aos presentes sobre a Ascensão do Senhor, ressaltando que esta “assinala o cumprir-se da salvação, iniciada com a Encarnação”. Ele explicou que ao ascender aos céus, Jesus não abandonou a humanidade, pelo contrário, “assumiu consigo os homens na intimidade do Pai e assim revelou o destino final da nossa peregrinação terrena”.

“A Ascensão é o último ato da nossa libertação do peso do pecado”, disse o Papa, que acrescentou: “Por isso os discípulos, quando viram o Mestre levantar-se da terra e elevar-se para o alto, não foram tomados pelo desconforto, mas sentiram uma grande alegria e sentiram-se encorajados a proclamar a vitória de Cristo sobre a morte (cfr Mc 16,20).”

E o Pontífice aprofundou ainda mais o significado da Ascensão: “Caros amigos, a Ascensão nos diz que em Cristo a nossa humanidade é levada às alturas de Deus, assim, a cada vez que rezamos, a terra une-se ao Céu. E como o incenso, queimando, faz subir às alturas a sua fumaça de suave perfume, de forma que, quando elevamos ao Senhor a nossa fervida e confiante oração em Cristo, ela atravessa os céus e alcança o Reino de Deus, é por ele ouvida e atendida”.

Por fim, o Papa citou a obra de São João da Cruz, a Subida ao Monte Carmelo: “para ver realizados os desejos do nosso coração, não há modo melhor que colocar a força da nossa oração naquilo que agrada a Deus. Então ele nos dará não somente o que pedimos, ou seja, a salvação, mas também o que considerar que seja conveniente e bom para nós”.

O Papa lembrou então dois eventos trágicos ocorridos na Itália nas últimas 24 horas: um atentado a uma escola da cidade de Brindisi e o terremoto desta madrugada que atingiu a região italiana da Emília Romagna deixando, até o momento, um saldo de seis mortes. O Santo Padre manifestou sua proximidade às vítimas e aos seus familiares.

Como sempre faz, Bento XVI saudou os presentes nas suas diversas línguas e hoje, também em português. Presente na Praça São Pedro, conversamos com Pe. Walter Jorge Pinto, que estava acompanhando um grupo de brasileiros da Arquidiocese de Mariana, Minas Gerais, e também com o Arcebispo de Mariana, Dom Geraldo Lyrio Rocha. Eles falaram sobre a importância e a aleria de participar do Regina Coeli na presença direta do Papa. Dom GeraldovLyrio falou ainda sobre a crescente importância da mulher na Igreja.

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Jesus a direita do Pai:: Trecho de um sermão de Santo Agostinho sobre a ascensão de Cristo

Nosso Senhor Jesus Cristo subiu ao céu; suba também como Ele nosso coração. Ouçamos o que nos diz o Apóstolo: Se fostes ressuscitados com Cristo, buscai as coisas do alto, onde Cristo está sentado à destra de Deus. Ponde vosso coração nas coisas do céu, não nas da terra. Pois, do mesmo modo que ele sufiu sem por isso afastar-se de nós, assim também nós estamos já com ele, embora ainda não se tenha realizado em nosso corpo o que nos foi prometido.

Ele foi elevado ao mais alto dos céus; entretanto, continua sofrendo na terra através das fadigas que experimentam seus membros. Assim o testificou com aquela voz vinda do céu: Saulo, Saulo, por que me persegues? E também: Tive fome e me destes de comer. Por que não trabalhamos nós também aquí na terra, de maneira que, pela fé, a esperança e a caridade que nos unem a ele, descansemos já com ele nos céus? Ele  está ali, mas continua estando conosco; nós, estando aqui, estamos também com ele. Ele está conosco por sua divindade, por seu poder, por seu amor; nós, embora nao possamos realizar isto como ele pela divindade, podemos pelo amor a ele.

Ele, quando desceu até nós, não deixou o céu; tampouco nos deixou, ao voltar ao céu. Ele mesmo assegura que não deixou o céu enquanto estava conosco, posto que afirma: Ninguém subiu ao céu senão aquele que desceu do céu, o Filho do homem, que está no céu. Isto diz em virtude da unidade que existe entre ele, nossa cabeça, e nós, seu corpo. E ninguém, exceto ele, poderia dizer isso, já que nós estamos identificados com ele, em virtude de que ele, por nossa causa, fez-se Filho do homem, e nós, por ele, fomos feitos filhos de Deus.

Neste sentido diz o Apóstolo: Assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros do corpo, a pesar de serem muitos, são um só corpo, assim também é Cristo, Não diz: “Assim é Cristo”, mas: Assim também é Cristo. Portanto, Cristo é apenas um corpo formado por muitos membros. Desceu, pois, do céu, por sua misericórdia, mas já não subiu sozinho, que nós subimos também nele pela graça. Assim, pois, Cristo desceu sozinho, mas já não ascendeu ele sozinho; não é que queramos confundir a divindade da cabeça com a do corpo, mas sim afirmamos que a unidade de todo o corpo pede que este não seja separado de sua cabeça.”

Santo Agostinho, Bispo e Doutor da Igreja

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Jesus a direita do Pai:: São Leão Magno fala sobre a ascensão de Jesus

Assim como na solenidade de Páscoa a ressurreição do Senhor foi para nós causa de alegria, assim também agora sua ascensão ao céu nos é um novo motivo de alegria, ao lembrar e celebrar liturgicamente o dia em que a pequenez de nossa  natureza foi elevada, em Cristo,  acima de todos os  exércitos celestiais, de todas as categorias de anjos, de toda a sublimidade das potestades, até compartilhar o trono de Deus Pai. Fomos estabelecidos e edificados por este modo de atuar divino, para que a graça de Deus se manifestasse mais admiravelmente, e assim, apesar de ter sido afastada da vista dos homens a presença visível do Senhor, pela qual se alimentava o respeito dele para com Ele, a fé se mantivesse firme, a esperança inabalável e o amor aceso.

Nisto consiste, com efeito, o vigor dos espíritos verdadeiramente grandes, isto é o que realiza a luz da fé nas almas verdadeiramente fiéis: crer sem vacilar no que nossos olhos não vêem, ter fixo o desejo no que não pode alcançar nosso olhar. Como poderia nascer esta piedade em nossos corações, ou como poderíamos ser justificados pela fé, se nossa salvação consistisse apenas no que nos é dado ver?

Assim, todas as coisas referentes a nosso Redentor, que antes eram visíveis, passaram a ser ritos sacramentais; e, para que nossa fé fosse mais firme e valiosa, a visão foi substituída pela instrução, de modo que, em diante, nossos corações, iluminados pela luz celestial, devem apoiar-se nesta instrução.

Esta fé, aumentada pela ascensão do Senhor e fortalecida com o dom do Espírito Santo, já não se abate pelas correntes, a prisão, o desterro, a fome, o fogo, as feras nem os  refinados tormentos dos cruéis perseguidores. Homens e mulheres, crianças e frágeis donzelas lutaram em todo o mundo por esta fé, até derramar seu sangue. Esta fé afugenta os demônios,  cura doenças, ressuscita os mortos.

Por isso os próprios apóstolos, que, apesar dos milagres que haviam contemplado e dos ensinamentos que haviam recebido, se acovardaram diante das atrocidades de paixão do Senhor e se mostraram arredios em admitir sua ressurreição, receberam um progresso espiritual tão grande da ascensão do Senhor, que tudo o que antes era motivo de temor tornou-se motivo de gozo. É que seu espírito estava agora totalmente elevado pela contemplação da divindade, do que está sentado à direita do Pai; e ao não ver o corpo do Senhor podiam compreender com maior claridade que aquele não havia deixado o Pai, ao descer à terra, nem havia abandonado seus discípulos, ao subir aos céus.

Então, amadíssimos irmãos, o Filho do homem mostrou-se, de um modo mais excelente e sagrado, como Filho de Deus, ao ser recebido na glória da majestade do Pai, e, ao afastar-se de nós por sua humanidade, começou a estar presente entre nós de um novo modo e inefável por sua divindade.

Então nossa fé começou a adquirir um maior e progressivo conhecimento da igualdade do Filho com o Pai, e  a não necessitar da presença palpável da substância corpórea de Cristo, segundo a qual é inferior ao Pai; pois, subsistindo a natureza do corpo glorificado de Cristo, a fé dos fiéis é chamada onde poderá tocar ao Filho  único, igual ao Pai, não mais com a mão, mas mediante o conhecimento espiritual.

Dos Sermões de  São Leão Magno, Papa

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Jesus a direita do Pai:: Saí do Pai, e vim ao mundo; deixo agora o mundo e volto para o Pai

O caráter velado da glória do Ressuscitado durante esse tempo transparece em sua palavra misteriosa a Maria Madalena “Ainda não subi para o Pai. Mas vai aos meus irmãos e dizer-lhes Eu subo para meu Pai e vosso Pai, para meu Deus e vosso Deus (Jo 20,17). Isso indica uma diferença de manifestação entre a glória de Cristo ressuscitado e a de Cristo exaltado à direita do Pai. O acontecimento ao mesmo tempo histórico e transcendente da Ascensão marca a transição de uma para a outra. (CIC§ 660)

Sabemos que com a Encarnação de Jesus começam todos os mistérios da nossa fé, e que pela sua Ascensão, etapa final da peregrinação de Cristo neste mundo, encerram-se estes mesmos mistérios acerca da missão do Filho de Deus.

As Escrituras nos ensinam que a após a ressurreição, Cristo apareceu e ficou com seus apóstolos, comendo e bebendo com eles, e os instruindo sobre o Reino, bem como confirmando neles a fé em Sua palavra; mas a sua glória estava ainda encoberta sob as aparências de uma humanidade normal.

Com a sua Ascensão ao Céu o Senhor demonstrou aos seus a sua Divindade e confirmou aos apóstolos que Aquele que esteve com eles e os chamou a servir ao Seu Reino, era de fato Deus verdadeiro. (Cf. At, 1,3).

Cristo subiu aos Céus, porque como estava seu corpo revestido de gloria imortal desde a Ressurreição, era preciso que deixasse esta terra e fosse à sua morada gloriosa na mansão do Céu. São Tomás em sua Exposição ao Credo nos diz:

“Porque o céu era devido a Cristo por exigência da sua natureza. É, com efeito, natural que cada coisa retome à sua origem. Cristo tem sua origem em Deus, que está acima de todas as coisas, conforme Ele mesmo disse: Saí do Pai, e vim ao mundo; deixo agora o mundo e volto para o Pai (J o 16,18). Disse também: ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do Homem que está no céu (Jo 3,13).

Portanto para nós católicos é preciso crer e entender que, Aquele que morreu e ressuscitou, por suas próprias forças retornou ao céu e está à direita de Deus. Todo esse mistério incompreensível aos homens, aconteceu para tenhamos a certeza que Jesus Cristo era verdadeiramente o Filho do Deus vivo, e agora se encontra com Pai. A Ascensão de Cristo é a marca definitiva dessa passagem de Cristo para a glória. Sabemos que Ele está vivo e ressuscitado.

Temos também a certeza de que Ele está no meio de nós, porém não da mesma forma de antes. Hoje Jesus está conosco sim, mas de uma forma diferente. Nós não o vemos, mas Ele nos vê e continua falando ao nosso coração, mas não com uma voz audível. Ele continua agindo em nosso favor, para nos levar a morada eterna.

Entendendo isso, certamente nosso coração permanecerá Nele, agora de uma forma mais intensa e íntima. Aquele que subiu aos céus é o único que pode nos levar para lá.

Dominus Vobiscum

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Jesus a direita do Pai:: O que significa “ascender aos céus”?

“E o Senhor Jesus, depois de ter-lhes falado, foi arrebatado ao Céu e sentou-se à direita de Deus” (Mc 9). O corpo de Cristo foi glorificado desde o instante de sua Ressurreição, como provam as propriedades novas e sobrenaturais de que desfruta partir de agora seu corpo em caráter permanente”. Mas, durante os quarenta dias em que vai comer e beber familiarmente com seus discípulos e instruí-los sobre o Reino sua glória permanece ainda velada sob os traços de uma humanidade comum. A última aparição de Jesus termina com a entrada irreversível de sua humanidade na glória divina, simbolizada pela nuvem e pelo céu onde já está desde agora sentado à direita de Deus. Só de modo totalmente excepcional e único Ele se mostrará a Paulo “como a um abortivo” (1 Cor 15,8) em uma última aparição que o constitui apóstolo. (CIC§659)

No Credo Católico dizemos que Jesus subiu aos céus e está sentado à direita de Deus Pai Todo-Poderoso. Precisamos como católicos entender o que isso significa para nossa fé por que rezamos isso, mas muitas vezes não entendemos aquilo que falamos. Tomemos como base para começo do estudo a Ascensão de Cristo.

“O Senhor Jesus, depois de ter falado com eles, subiu aos Céus e está sentado à destra de Deus” (Mc 16, 19)

Depois de se afirmar a Ressurreição de Cristo, é essencial para o católico acreditar na sua Ascensão, pois a nossa fé afirma que Ele subiu para o céu após quarenta dias de ressuscitado. Por isso dizemos no Credo que Jesus subiu aos céus.

São Tomás de Aquino nos ensina que devemos considerar as três características principais destes acontecimentos, isto é, que a sua ascensão foi sublime, racional e útil.

1. Sublime –  Ele subiu para os céus.

Primeiro, porque Ele subiu acima de todos os céus corpóreos, conforme se lê em São Paulo:

“Subiu acima de todos os céus” (Ef 4, 10).

Segundo, porque subiu sobre todos os céus espirituais, isto é, acima das naturezas espirituais, como se lê também em São Paulo:

“Colocando (o Pai) Jesus à sua direita nos céus, sobre todo Principado, Potestade, Virtude, Dominação e acima de todo nome que se pronuncia não só neste século, mas também nos futuros, e tudo colocou sob os seus pés” (Ef 1, 20).

Terceiro, porque subiu até ao trono do Pai. Lê-se nas Escrituras:

“Eis que vinha sobre as nuvens do céu como o Filho de Homem; Ele dirigiu-se para o Ancião, e foi conduzido à sua presença” (Dn 7, 13).

Lê-se também em São Marcos:

“E o Senhor Jesus, depois de lhes ter falado subiu ao céu, e sentou-se à direita de Deus” (Mc 16, 19).

Entenda que expressão direita de Deus, também segundo São Tomás de Aquino, não deve ser entendida no sentido corporal, mas em sentido metafórico. Enquanto Deus, diz-se que Cristo está sentado à direita de Deus, porque é igual ao Pai; enquanto homem, diz-se que Cristo está sentado à direita do Pai, porque goza dos melhores bens. O diabo aspirou também semelhante elevação, como se lê em Isaías:

“Subirei ao céu, acima dos astros de Deus colocarei o meu trono; sentar-me-ei no Monte da Promessa, que está do lado do Aquilão; subirei acima da elevação das nuvens, serei semelhante ao Altíssimo” (Is 14, 13).

Mas a semelhante altura não se elevou senão Cristo, razão pela qual se diz no Credo: “Subiu aos céus está sentado à direita do Pai”, o que é confirmado no Livro dos Salmos:

“Disse o Senhor ao meu Senhor, senta-te a minha direita” (Sl 109, 1).

2. Racional - A Ascensão de Cristo foi racional por três motivos:

Primeiro, porque o céu era devido a Cristo por exigência da sua natureza. É, com efeito, natural que cada coisa retorne à sua origem. Cristo tem sua origem em Deus, que está acima de todas as coisas, conforme Ele mesmo disse:

“Saí do Pai, e vim ao mundo; deixo agora o mundo e voto para o Pai” (Jo 16, 18).

Disse também:

“Ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do Homem que está no céu” (Jo 3, 13).

Apesar de os Santos irem para o céu, todavia não o fazem como Cristo: porque Cristo o fez por seu próprio poder; os santos, porém, levados por Cristo. Lê-se no Livro dos Cânticos:

“Leva-me na Vossa sequência” (Ct 1, 3).

Pode-se explicar de outra maneira porque se diz que ninguém subiu ao céu a não ser Cristo: os santos não sobem senão enquanto membros de Cristo, que é a cabeça da Igreja, conforme está escrito em São Mateus:

“Onde estiver o corpo, aí as águias se congregarão” (Mt 24, 28).

Em segundo lugar, a Ascensão de Cristo foi racional devido à sua vitória. Sabemos que Cristo veio ao mundo para lutar contra o diabo, e o venceu. Por isso mereceu ser exaltado sobre todas as coisas.

A Ascensão de Cristo foi racional, em terceiro lugar por causa da humildade de Cristo, que, sendo Deus, quis fazer-se homem; sendo Senhor, quis suportar a condição de escravo, fazendo-se obediente até a morte, segundo se lê na Carta aos Filipenses, (2, 1), descendo ainda até o inferno. Por isso mereceu ser exaltado até ao céu e sentar-se à direita de Deus. A humildade é, com efeito, o caminho da exaltação, como se lê em São Lucas: “Quem se humilha, será exaltado” (Lc 14, 11). Escreveu também São Paulo:

“O que desceu do céu, este é o que subiu acima de todos os céus” (Ef 4, 10).

3. Útil - Cristo foi para o céu para nos conduzir até lá. Desconhecíamos o caminho, mas Ele no-lo ensinou. Lê-se: “Subiu abrindo o caminho na frente deles” (Mq 2, 13). Subiu ao céu também para nos fazer seguros da posse do reino celeste, conforme se lê em São Paulo:

“Vou preparar-vos o lugar” (Jo 14, 2).

O segundo refere-se à segurança que a Ascensão nos trouxe, pois subiu aos céus para interceder por nós. Lê-se:

“Subiu por si mesmo ao Deus sempre vivo para interceder por nós” (Hb 7, 25).

Lê-se também:

“Temos um advogado junto ao Pai, Jesus Cristo” (1 Jo 21).

O terceiro para atrair a si os nossos corações, segundo está escrito em São Mateus: “Onde está o teu coração está o teu tesouro” (Mt 6, 21), e para que desprezemos as coisas temporais, como nos exorta o Apóstolo São Paulo: “Se ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus; saboreai as coisas do alto e não as da terra” (Col 3, 1).

Amanhã continuamos…

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Podeis beber o cálice que Eu estou para beber?

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, aproximou-se então de Jesus a mãe dos filhos de Zebedeu, com os seus filhos, e prostrou-se diante dele para lhe fazer um pedido. Que queres? perguntou-lhe Ele. Ela respondeu: Ordena que estes meus dois filhos se sentem um à tua direita e o outro à tua esquerda, no teu Reino. Jesus retorquiu: Não sabeis o que pedis. Podeis beber o cálice que Eu estou para beber? Eles responderam: Podemos. Jesus replicou-lhes: Na verdade, bebereis o meu cálice; mas, o sentar-se à minha direita ou à minha esquerda não me pertence a mim concedê-lo: é para quem meu Pai o tem reservado. Ouvindo isto, os outros dez ficaram indignados com os dois irmãos. Jesus chamou-os e disse-lhes: Sabeis que os chefes das nações as governam como seus senhores, e que os grandes exercem sobre elas o seu poder. Não seja assim entre vós. Pelo contrário, quem entre vós quiser fazer se grande, seja o vosso servo; e quem, no meio de vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo. Também o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para resgatar a multidão. Naquele tempo, aproximou-se então de Jesus a mãe dos filhos de Zebedeu, com os seus filhos, e prostrou-se diante dele para lhe fazer um pedido. Que queres? perguntou-lhe Ele. Ela respondeu: Ordena que estes meus dois filhos se sentem um à tua direita e o outro à tua esquerda, no teu Reino. Jesus retorquiu: Não sabeis o que pedis. Podeis beber o cálice que Eu estou para beber? Eles responderam: Podemos. Jesus replicou-lhes: Na verdade, bebereis o meu cálice; mas, o sentar-se à minha direita ou à minha esquerda não me pertence a mim concedê-lo: é para quem meu Pai o tem reservado. Ouvindo isto, os outros dez ficaram indignados com os dois irmãos. Jesus chamou-os e disse-lhes: Sabeis que os chefes das nações as governam como seus senhores, e que os grandes exercem sobre elas o seu poder. Não seja assim entre vós. Pelo contrário, quem entre vós quiser fazer se grande, seja o vosso servo; e quem, no meio de vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo. Também o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para resgatar a multidão. Naquele tempo, aproximou-se então de Jesus a mãe dos filhos de Zebedeu, com os seus filhos, e prostrou-se diante dele para lhe fazer um pedido. Que queres? perguntou-lhe Ele. Ela respondeu: Ordena que estes meus dois filhos se sentem um à tua direita e o outro à tua esquerda, no teu Reino. Jesus retorquiu: Não sabeis o que pedis. Podeis beber o cálice que Eu estou para beber? Eles responderam: Podemos. Jesus replicou-lhes: Na verdade, bebereis o meu cálice; mas, o sentar-se à minha direita ou à minha esquerda não me pertence a mim concedê-lo: é para quem meu Pai o tem reservado. Ouvindo isto, os outros dez ficaram indignados com os dois irmãos. Jesus chamou-os e disse-lhes: Sabeis que os chefes das nações as governam como seus senhores, e que os grandes exercem sobre elas o seu poder. Não seja assim entre vós. Pelo contrário, quem entre vós quiser fazer se grande, seja o vosso servo; e quem, no meio de vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo. Também o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para resgatar a multidão. (S. Mateus 20,20-28)

Comentário do Evangelho do dia feito por São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero em Antioquia e posteriormente bispo de Constantinopla, doutor da Igreja

Por intermédio de sua mãe, os filhos de Zebedeu fazem a seu Mestre este pedido, na presença dos companheiros : Ordena que nos sentemos um à Tua direita e o outro à Tua esquerda (cf. Mc 10,35 ss). [...] Cristo apressa-Se a tirá-los das suas ilusões, dizendo-lhes que devem estar prontos a sofrer injúrias, perseguições e mesmo a morte: Não sabeis o que pedis. Podeis beber o cálice que Eu estou para beber? Que ninguém se espante por ver os apóstolos imersos em tão imperfeitas inclinações. Espera que o mistério da cruz seja cumprido, que a força do Espírito Santo lhes tenha sido comunicada. Se queres ver a sua força de alma, observa-os mais tarde, e vê-los-ás superiores a todas as fragilidades humanas. Cristo não lhes esconde as fraquezas, para que tu vejas tudo aquilo em que depois se hão-de tornar, pela força da graça que os há-de transformar [...]. Não sabeis o que pedis. Não sabeis quão grande é essa honra, quão prodigiosa é. Ficar sentados à Minha direita? Isso ultrapassa os próprios poderes angélicos. Podeis beber o cálice que Eu estou para beber? Falais-me de tronos e de diademas insignificantes; Eu falo-vos de combates e de sofrimentos. Não é agora que receberei a Minha realeza; não é ainda chegada a hora da glória. Para Mim e para os Meus, o tempo é de violência, de combates e de perigos. Repara que Ele não lhes pergunta diretamente: Tereis coragem para derramar o vosso sangue? Para os encorajar, propõe-lhes que partilhem o Seu cálice, que vivam em comunhão conSigo [...]. Mais tarde verás São João, o mesmo que neste momento deseja obter para si o primeiro lugar, ceder sempre a presidência a São Pedro [...]. Quanto a Tiago, o seu apostolado não veio a durar muito tempo. Ardente de fervor, desprezando por completo os interesses meramente humanos, com seu zelo mereceu ser o primeiro mártir de entre os apóstolos (Act 12,2).

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