doutores da Lei

Evangelho do Dia:: Inveja: uma blasfêmia contra o Espírito Santo

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Com efeito, que poderá haver de mais grave do que ousar, por inveja para com um irmão a quem tínhamos recebido ordem de amar como a nós próprios (cf. Mt 19,19), blasfemar contra a bondade de Deus e insultar a Sua majestade, querendo desacreditar um homem?
Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, os doutores da Lei, que tinham descido de Jerusalém, afirmavam: Ele tem Belzebu! E ainda: É pelo chefe dos demónios que expulsa os demónios. Então, Jesus chamou-os e disse-lhes em parábolas: Como pode Satanás expulsar Satanás? Se um reino se dividir contra si mesmo, tal reino não pode perdurar; e se uma família se dividir contra si mesma, essa família não pode subsistir. Se, portanto, Satanás se levanta contra si próprio, está dividido e não poderá subsistir; é o seu fim. Ninguém consegue entrar em casa de um homem forte e roubar-lhe os bens sem primeiro o amarrar; só depois poderá saquear-lhe a casa. Em verdade vos digo: todos os pecados e todas as blasfémias que proferirem os filhos dos homens, tudo lhes será perdoado; mas, quem blasfemar contra o Espírito Santo, nunca mais terá perdão: é réu de pecado eterno. Disse-lhes isto porque eles afirmavam: Tem um espírito maligno. (Mc 3,22-30)

Comentário feito por Isaac da Estrela (?-c. 1171), monge cisterciense

É pelo chefe dos demónios que expulsa os demónios [...]. O que é próprio das pessoas maldizentes e animadas pela inveja é fechar, tanto quanto possível, os olhos aos méritos de outrem; e quando, vencidos pelas evidências, já não o conseguem fazer, depreciá-los e desvirtuá-los. Assim, quando a multidão exulta de devoção e se maravilha com as obras de Cristo, os escribas e os fariseus, ou fecham os olhos ao que sabem ser verdade, ou rebaixam o que é grande, ou desvirtuam o que é bom. Uma vez, por exemplo, fingindo-se ignorantes, disseram Àquele que tinha feito tantos sinais maravilhosos: Que sinal realizas Tu, pois, para nós vermos e crermos em ti? (Jo 6,30). Aqui, não podendo negar os fatos com cinismo, depreciam-nos maldosamente [...] e desvalorizam-nos dizendo: Ele tem Belzebu! [...] É pelo chefe dos demónios que expulsa os demônios.

Eis, queridos irmãos, a blasfêmia contra o Espírito, que prende aqueles que envolveu nas cadeias dum pecado eterno. Não é que seja de todo impossível ao penitente receber o perdão de tudo, se produzir frutos de sincero arrependimento (Lc 3,8). Só que, esmagado por um tal peso de malícia, ele não tem força para aspirar a essa honrosa penitência merecedora de perdão. [...] Aquele que, vendo à evidência no seu irmão a graça e a obra do Espírito Santo [...], não teme desvirtuar e caluniar, e atribuir insolentemente aos maus espíritos o que sabe pertinentemente ser do Espírito Santo, esse está de tal modo abandonado por esse Espírito de graça, que já não quer a penitência que lhe traria o perdão. Está completamente obscurecido, cego pela sua própria malícia. Com efeito, que poderá haver de mais grave do que ousar, por inveja para com um irmão a quem tínhamos recebido ordem de amar como a nós próprios (cf. Mt 19,19), blasfemar contra a bondade de Deus [...] e insultar a Sua majestade, querendo desacreditar um homem?

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Evangelho do Dia: Hoje vimos maravilhas!

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Do Evangelho Quotidiano

Um dia, quando Jesus ensinava, estavam ali sentados alguns fariseus e doutores da Lei, que tinham vindo de todas as localidades da Galileia, da Judeia e de Jerusalém; e o poder do Senhor levava-o a realizar curas. Apareceram uns homens que traziam um paralítico num catre e procuravam fazê-lo entrar e colocá-lo diante dele. Não achando por onde introduzi-lo, devido à multidão, subiram ao teto e, através das telhas, desceram-no com a enxerga, para o meio, em frente de Jesus. Vendo a fé daqueles homens, disse: Homem, os teus pecados estão perdoados. Os doutores da Lei e os fariseus começaram a murmurar, dizendo: Quem é este que profere blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, a não ser Deus? Mas Jesus, penetrando nos seus pensamentos, tomou a palavra e disse-lhes: Que estais a pensar em vossos corações? Que é mais fácil dizer: ‘Os teus pecados estão perdoados’, ou dizer: ‘Levanta-te e anda’? Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem, na terra, o poder de perdoar pecados, ordeno-te disse ao paralítico: Levanta-te, pega na enxerga e vai para tua casa. No mesmo instante, ergueu-se à vista deles, pegou na enxerga em que jazia e foi para a sua casa, glorificando a Deus. Todos ficaram estupefatos e glorificaram a Deus, dizendo cheios de temor: Hoje vimos maravilhas! (Lc 5,17-26. )

Comentário do Evangelho do dia feito por São Gregório de Agrigento (c. 559-c. 594), bispo

A luz é suave e é bom contemplar o sol com os nossos olhos de carne [...]; é por isso que já Moisés dizia: Deus viu que a luz era boa (Gn 1,4). [...]Como é bom para nós pensar na grande, verdadeira e indefetível luz que, ao vir ao mundo, a todo o homem ilumina (Jo 1,9), isto é, Cristo, o Salvador do mundo e seu libertador. Depois de Se ter revelado ao olhar dos profetas, fez-Se homem e penetrou até às últimas profundezas da condição humana. É d’Ele que fala o profeta Davi:  Louvai a Deus, cantai salmos ao Seu nome, abri caminho Àquele que cavalga sobre as nuvens; o Seu nome é Senhor! Exultai na Sua presença! (Sl 68,5) E ainda Isaías, falando bem alto: O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; habitavam numa terra de sombras, mas uma luz brilhou sobre eles (Is 9,1). [...]Assim, portanto, a luz do sol, vista pelos nossos olhos de carne, anuncia o Sol espiritual da justiça (cf Ml 3,20), o mais suave que alguma vez Se elevou, para aqueles que tiveram a felicidade de ser instruídos por Ele e de O ver com os olhos de carne, enquanto Ele permanecia entre os homens, como um homem vulgar. E, no entanto, Ele não era apenas um homem vulgar, uma vez que tinha nascido verdadeiro Deus, capaz de dar a vista aos cegos, de fazer caminhar os coxos, de fazer ouvir os surdos, de purificar os leprosos e de trazer os mortos à vida com uma simples palavra (cf Lc 7,22).

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Estudo: A Crucificação de Cristo:: Meu Deus, porque me abandonastes?

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Jesus não conheceu a reprovação, como se Ele mesmo tivesse pecado. Mas, no amor redentor que sempre o unia ao Pai, nos assumiu na perdição de nosso pecado em relação a Deus a ponto de poder dizer em nosso nome, na cruz: “Meu Deus, meu Deus por que me abandonaste?” (Mc 15,34). Tendo-o tornado solidário de nós, pecadores, “Deus não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós” (Rm 8,32), a fim de que fôssemos “reconciliados com Ele pela morte de seu Filho” (Rm 5,10). (Cat. §602)

Ao morrer por nós na cruz, Jesus assumiu nossos pecados, mesmo sem pecado pecado algum.  Ele tomou sobre nós o seu julgo, e pôde sentir o que o homem sente quando se afasta de Deus. Quando pecamos, nossa alma se afasta de Deus. A solidão da alma é angustiante.

Quando a pessoa está no pecado, ela não percebe esse afastamento. A percepção vem, quando caimos em nós mesmos. Tal como o filho pródigo. Na hora que vemos a besteira que fizemos, bate em nós uma dor e uma angústia que vai lá dentro… é terrível!

Deus não nos abandona. O grito de Jesus não foi Dele, mas a expressão que temos quando percebemos as burradas que fazemos. A ação de ausentar-se de Deus é humana. Ele nunca se afasta de nós.

Confesso que para mim é difícil falar dessa ação do pecado em minha vida. Me bate uma tristeza em voltar no tempo e ver quantas vezes eu, por livre e espontânea vontade, me afastei dos átrios do Senhor. Graças ao bom Deus e ao Seu Filho Jesus Cristo, o meu e o seu pecado foram pagos, ainda que por um altíssimo preço. Hoje temos a graça da confissão e da remissão dos pecados.

Se lembrar dos erros cometidos me causa tristeza, muita alegria me traz lembrar das inúmeras confissões que fiz ao longo da vida. A graça da remissão dos pecados, a alegria de poder retomar e recomeçar, o sentimento de alma limpa e lavada, e a sensação de estar novamente ligados com Deus não tem preço.

Isso tudo nos foi dado, graças a morte Daquele que não tinha pecado, mas se fez pecador por nós!

Pense muito bem nisso hoje e se for o caso, dê sim um novo rumo na sua vida. Abaixo, deixo um exame de consciência para se for o caso, você fazer.

Para fazer uma boa confissão, indico esse exame de consciência.

Pax Domini

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Estudo: A Crucificação de Cristo:: Ele pagou nossos pecados

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Por isso, São Pedro pode formular assim a fé apostólica no projeto divino de salvação: “Fostes resgatados da vida fútil que herdastes de vossos pais, pelo sangue precioso de Cristo, como de um cordeiro sem defeitos e sem mácula, conhecido antes da fundação do mundo, mas manifestado, no fim dos tempos, por causa de vós” (1Pd 1,18-20). Os pecados dos homens, depois do pecado original, são sancionados pela morte. Ao enviar seu próprio Filho na condição de escravo, condição de uma humanidade decaída e fadada à morte por causa do pecado. “Aquele que não conhecera o pecado, Deus o fez pecado por causa de nós, a fim de que, por ele, nos tornemos justiça de Deus” (2Cor 5,21). (Cat. §602)

A Fé Católica não baseia em trocas, mas se baseia no amor. Não somos chamados a viver nossa espiritualidade na base de barganhas com Cristo. Uns dizem: “ Se Senhor me der isso, eu faço aquilo”. Outros dizem: “Faço tanto para Deus e quando preciso, Deus não me dá nada”. Ainda tem aqueles que dizem: “Eu rezo, grito, clamo até Cristo me dar. Não saio daqui sem minha graça”.

Essa não é a Fé Católica. Essa é outra eu não sei dizer nem de onde é, mas passa longe nossa fé. O que você pode fazer para pagar a Jesus a morte Dele na cruz por você? Qual o esforço? Qual o sacrifício? Nenhum.

Nunca o ser humano irá pagar o Sacrifício de Jesus na Cruz. Basta imaginar que Ele sendo Deus não precisaria vir ao mundo e muito menos morrer por nós. E nesse amor que nossa fé se baseia. Jesus Cristo já fez tudo que precisava fazer por nós. A nós só resta a gratidão, a retidão na fé e a busca pela santidade.

O Catecismo hoje nos fala sobre o pecado. Jesus que não tinha pecado, se fez pecado por nós. Ele tomou nossas dores e penas. Pagou por elas na cruz. O Sangue precioso de Jesus foi derramado por nossa causa.

O que estou tentando dizer a você hoje, é que aprenda a ver o amor por outra ótica. Amor não é sentimento. Amor é dar a vida, decidir-se pelo outro e dar seu sangue se preciso for. Precisamos aprender a amar como Jesus que mesmo sem merecer pagou por nós.

Hoje o amor é uma das palavras mais banalizadas do mundo. Todo mundo diz que ama e que entende do amor. O mundo está cheio de especialistas que falam de amor. Mas na hora de dar a vida, de sofrer pelo outro, de ser suporte quando outro está precisando, de ser presença… Ai não! Nessa hora não aparece ninguém para nos amar. Quando estamos precisando de alguém que nos assuma nas nossas fraquezas, nas nossas misérias, ninguém aparece. Os especialistas somem. Os que diziam te amar para ter seu corpo ou te usar já não te amam mais…

O que Jesus fez por você não foi uma coisinha sem sentido. Foi o mais profundo amor. Jesus nunca usou você. Nunca abusou do seu amor. Nunca te fez objeto. Ao contrário: Cuidou de você, se deu na cruz pelos teus pecados, apanhou por você, morreu, deu o seu sangue…

Engraçado como nós somos: Damos valor a quem não nos dá valor nenhum. Desprezamos quem dá a vida por nós. Que tal invertermos isso hoje? Que tal amarmos aquele que nos ama e nos amor primeiro?

Pense nisso! Dominus Vobiscum

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Estudo: A Crucificação de Cristo:: Sublime amor

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A maior prova de amor: Sofrer por nós e pelos nossos pecados!

Se você tivesse que receber uma chicotada, ou um murro do Mike Tyson por cada pecado que você cometeu, desde que você se entende por gente… quantas chicotadas, ou murros você levaria? Tá bom! Vou ser bonzinho com você! Para cada pecado, você poderia escolher se iria levar um chute, um murro ou uma chicotada. Estou sendo bonzinho, que é para você não sofrer apanhando no mesmo lugar… Será que você apanharia muito?!

Eu não sei se você sabe, mas antes de Jesus vir ao mundo, bastava um único pecado e você já estaria condenado ao fogo ardente do inferno. Digo isso porque antes de Jesus não havia perdão. Antes de Jesus, não havia Padre para confessar os pecados da gente. Não tinha jeito mesmo!

Quando Jesus veio ao mundo, Ele instituiu o perdão dos pecados. Nenhum outro tinha poder para perdoar os pecados (cf. Lc 5,21). Para nós, o Céu era algo impossível. Mas quando Jesus morreu pelos nossos pecados e sofreu as nossas dores, Ele abriu para nós a possibilidade de um dia alcançarmos o Céu.

Para que isso acontecesse, Ele sofreu por nós, tudo o que mereceríamos sofrer. Ele se entregou por nós. Deu-se por nós. Todas as chicotadas, chutes e pontapés que eu e você mereceríamos receber pelos nossos pecados, Jesus recebeu por nós.

Este foi um dos instrumentos de tortura com o qual Jesus sofreu

Imagine você, que Jesus apanhou com um instrumento denominado “flagrum”, de origem romana. Este instrumento é bastante semelhante a um chicote de três tiras, que possuem em cada extremidade duas bolinhas de chumbo. Ele recebeu mais de cem chicotadas, mesmo sendo a lei limitada a trinta e nove apenas. Esta agressão foi feita antes de Jesus ser encaminhado para a cruz e, deixou cortes profundos por todo o seu corpo.

Os estudiosos do Santo Sudário afirmam que foi assim a coroa que Jesus recebeu em sua fronte.

Só que não parou por ai. A coroa que Jesus recebeu na cabeça, foi feita com uma planta tipo “Zizifus Spina”, da família das ramnáceas e, não foi colocada com todo cuidado, devagarzinho, com jeitinho, na cabeça de Jesus. Segundo os estudiosos do Santo Sudário, a coroa, foi enterrada na cabeça de Jesus, na base da paulada. Mais de 70 espinhos perfuraram a cabeça de Jesus, provocando sérios sangramentos e hematomas.

Ainda tem mais! Levando em observação os estudos do Santo Sudário, podemos afirmar que Jesus carregou, sobre os ombros, o Patíbulo (tronco horizontal da Cruz). No Calvário, deitaram-No no chão sobre a madeira e O pregaram com cravos nas mãos. Estes perfuraram o carpo – uma das três partes que compõem a mão. Um único cravo grande perfurou os dois pés de Jesus e atingiu a madeira. O cravo passou entre o segundo e o terceiro metatarso.

A gente quando vê uma imagem de Jesus na cruz, pensa que Ele só sofreu uns cortes, umas “pancadinhas”… Jesus, na cruz, estava todo desfigurado. Era uma ferida só.

E isso tudo era para mim e para você. Éramos nós que deveríamos estar naquela cruz, porque nós ofendemos a Deus. Somos nós que, com nossa ignorância, orgulho e prepotência, decidimos o caminho do pecado. Por isso, nada mais justo do que nós mesmos estarmos na cruz.

Mas Jesus não permitiu isso. Ele morreu por nós! Ele sofreu por você e por mim! E mais… Em nenhum momento Ele murmurou. Ele foi até o fim. Com isso, Ele conseguiu que nós pudéssemos, um dia, alcançar o Céu. Para isso, basta lutarmos para sermos santos. Mas se um dia cairmos, basta confessar nossas faltas, e retomarmos o caminho. Isso não é maravilhoso?

Portanto, amigo internauta, hoje é tempo louvar ao Senhor pelo seu sacrifício supremo. E também é tempo de nos rever. Se você precisa retomar o caminho da Santidade, vá até um sacerdote, confesse seu pecado, retome a santidade! Ele morreu por você! Não deixe o Sacrifício de Cristo se perder… lute para ser santo! Lute para conseguir ver, um dia, a Face do Senhor, que Te Ama e que mandou seu Próprio Filho para sofrer, por você, o castigo que você mereceria viver.

Dominus Vobiscum – Texto de 2001 postado no Portal cancaonova.com

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Estudo: A Crucificação de Cristo:: A profecia do Servo Sofredor

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Este projeto divino de salvação mediante a morte do “Servo, o Justo” havia sido anunciado antecipadamente na Escritura como um mistério de redenção universal, isto é, de resgate que liberta os homens da escravidão do pecado. São Paulo, em sua confissão de fé que diz ter “recebido secundum Scripturas”, professa que “Cristo morreu por nossos pecados segundo as Escrituras. A morte redentora de Jesus cumpre em particular a profecia do Servo Sofredor. Jesus mesmo apresentou o sentido de sua vida e de sua morte à luz do Servo Sofredor. Após a sua Ressurreição, ele deu esta interpretação das Escrituras aos discípulos de Emaús, e depois aos próprios apóstolos. (Cat. §601)

A morte de Jesus faz parte de um Desígnio Divino: O plano de salvação do Pai consistia na morte de seu Filho de forma livre e espontânea. Em outras palavras, para nos salvar, o Pai precisava que o Filho morresse por nós de boa vontade.

A grande prova disso está no fato de que o Antigo Testamento está repleto de profecias sobre o Messias Salvador. Dentre todas as profecias, o Catecismo da Igreja Católica destaca uma: Is 53 – Também chamada de “A profecia do Servo Sofredor”:

Quem poderia acreditar nisso que ouvimos? A quem foi revelado o braço do Senhor? Cresceu diante dele como um pobre rebento enraizado numa terra árida; não tinha graça nem beleza para atrair nossos olhares, e seu aspecto não podia seduzir-nos. Era desprezado, era a escória da humanidade, homem das dores, experimentado nos sofrimentos; como aqueles, diante dos quais se cobre o rosto, era amaldiçoado e não fazíamos caso dele. Em verdade, ele tomou sobre si nossas enfermidades, e carregou os nossos sofrimentos: e nós o reputávamos como um castigado, ferido por Deus e humilhado. Mas ele foi castigado por nossos crimes, e esmagado por nossas iniqüidades; o castigo que nos salva pesou sobre ele; fomos curados graças às suas chagas. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, seguíamos cada qual nosso caminho; o Senhor fazia recair sobre ele o castigo das faltas de todos nós. Foi maltratado e resignou-se; não abriu a boca, como um cordeiro que se conduz ao matadouro, e uma ovelha muda nas mãos do tosquiador (Ele não abriu a boca). Por um iníquo julgamento foi arrebatado. Quem pensou em defender sua causa, quando foi suprimido da terra dos vivos, morto pelo pecado de meu povo? Foi-lhe dada sepultura ao lado de fascínoras e ao morrer achava-se entre malfeitores, se bem que não haja cometido injustiça alguma, e em sua boca nunca tenha havido mentira. Mas aprouve ao Senhor esmagá-lo pelo sofrimento; se ele oferecer sua vida em sacrifício expiatório, terá uma posteridade duradoura, prolongará seus dias, e a vontade do Senhor será por ele realizada. Após suportar em sua pessoa os tormentos, alegrar-se-á de conhecê-lo até o enlevo. O Justo, meu Servo, justificará muitos homens, e tomará sobre si suas iniqüidades. Eis por que lhe darei parte com os grandes, e ele dividirá a presa com os poderosos: porque ele próprio deu sua vida, e deixou-se colocar entre os criminosos, tomando sobre si os pecados de muitos homens, e intercedendo pelos culpados. (Is 53)

Importante que você leia este capítulo inteiro com muita atenção. Fazendo isso você verá que toda essa profecia se aplica a Cristo. Tudo que fora profetizado pelo profeta, aconteceu com Cristo. Por isso podemos dizer duas coisas:

  1. Jesus Cristo morreu segundo as escrituras. Tudo que aconteceu com Ele fora profetizado;
  2. Jesus Cristo morreu pelos nossos pecados.

A profecia fala de alguém que sofre todas as injúrias e ultrajes sem culpa, se ofertando pelo verdadeiro injusto. Nós somos esses injustos. E olha que Jesus sofreu! Como diz a profecia: não tinha graça nem beleza para atrair nossos olhares, e seu aspecto não podia seduzir-nos (Is 53,2). Foram tantas pancadas, machucados, ultrajes que quem olhava para Cristo em sua Via Crucis não reconheceu um ser humano, de tão desfigurado Ele estava.

O sofrimento do Senhor não foi pequeno. Às vezes quando olhamos para certos crucifixos por ai, vemos um Jesus bonitinho, com três arranhões no corpo e cabelo arrumadinho. Mas não foi assim. Jesus sofreu muito. Foi uma morte dolorosa. Talvez a mais dolorosa das mortes. Ele passou por todos os tipos de tortura. Teve sua carne dilacerada, seus joelhos “estourados”, foi chicoteado, pisado, chutado… Enquanto carregava a cruz, Jesus era carne viva.

A imagem que postei aqui reflete um pouco do que Jesus viveu. Eis o Servo Sofredor que morreu pelos nossos pecados e nos libertou da morte eterna. E nós católicos precisamos tomar posse dessa salvação e aceitarmos Jesus como Nosso Senhor e Salvador. Nele somos livres! Nele somos curados! Nele somos libertos de todo mal!

Aleluia! Dominus Vobiscum

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Estudo: A Crucificação de Cristo:: Ele morreu para nos dar a salvação

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Começo esse post com uma excelente notícia: Estamos na final do TOPBLOG 2011! Glórias sejam dadas a Cristo Jesus. Classificamos-nos entre os três primeiros blogs na categoria profissional pelo voto popular. Ou seja: Foi graças a você que visita e divulga o blog que chegamos lá!  Deus abençoe você! Para você ter uma idéia do feito, a categoria Religião se divide em três: Pessoal, Profissional júri popular e Profissional júri Acadêmico. Ou seja, nove blogs são premiados e desses nove, seis são católicos. Isso mostra a força da Igreja Católica também nos blogs. E mais: Aos poucos os católicos têm recorrido à formação católica que está disponível na Internet!

 Falando em formação, vamos voltar a ela. O trecho do catecismo de hoje diz:

Para Deus, todos os momentos do tempo estão presentes em sua atualidade. Ele estabelece, portanto, seu projeto eterno de “predestinação” incluindo nele a resposta livre de cada homem à sua graça: “De fato, contra teu servo Jesus, a quem ungiste, verdadeiramente coligaram-se, nesta cidade, Herodes e Pôncio Pilatos com as nações pagãs e os povos de Israel, para executar tudo o que, em teu poder e sabedoria, havias predeterminado” (At 4,27-28). Deus permitiu os atos nascidos de sua cegueira, a fim de realizar seu projeto de salvação. (Cat. §600)

Quero começar com uma pergunta: Deus é preso ao tempo? Deus pode voltar no passado da humanidade ou ir ao futuro se quiser? Sua graça pode ser dada no passado, presente ou futuro?

Se você respondeu sim, você acertou! Deus pode tudo! Deus não está preso ao tempo. Ele criou o tempo. As graças de Deus podem ser aplicadas no passado, no presente e no futuro. Nós homens, somos presos ao tempo. Temos uma vida cronológica, mas Deus não! E é justamente sobre isso que vamos conversar hoje: A morte de Jesus Cristo foi uma graça aplicada ao passado, ao presente e ao futuro da humanidade. O Sacrifício de Jesus na cruz redimiu os homens que vieram antes Dele, os que vieram no tempo Dele e os que vieram depois Dele.

Quando Jesus morreu (e Ele morreu de fato!) a Igreja ensina que Ele desceu a mansão dos mortos como todos os outros mortos (você reza isso no creio). Só que ao chegar lá, sem pecado e sem culpa e tendo remido os homens do pecado o que Ele fez? Retirou de lá todos o que lá estavam. Ou seja, Ele deixou a mansão dos mortos vazia!

Mas essa graça que aconteceu aos que já morreram, também pode ser aplicada aos que nasceram depois de Cristo. Para alcançar a Salvação, nós que somos nascidos depois de sua vinda precisamos fazer duas coisinhas básicas:

  1. Aceitar Jesus como o seu Senhor e Salvador, assumindo que seu sacrifício fora por você!
  2. Passar a viver a vida buscando a santidade e lutando contra o pecado.

Essa segunda parece ser bem difícil heim? Mas calma ai! Jesus nos deixou algo para tornar essa caminhada menos pesada: O Sacramento da Confissão.

Isso quer dizer que em outras palavras, Jesus fez 95% de tudo, e deixou uns 5% para fazermos. Agora o que depende de nós é uma resposta concreta e contínua para alcançar a salvação. E isso é muito importante, porque nossa fé é mostrada através de atos concretos. Falar que aceita Jesus como Senhor de sua vida, e viver uma vida totalmente contrária ao que Jesus nos ensinou não vai te levar ao céu.

E vale a pena relembrar: Como disse o Catecismo da Igreja Católica, são os atos que nascem da cegueira do pecado que nos afastam de Cristo e que podem até matá-lo dentro dos nossos corações. Na nossa própria história com Jesus, podemos desempenhar o papel de Maria que ficou aos pés da cruz de Cristo até o fim, ou podemos desempenhar o papel de Pilatos, lavando nossas mãos e deixando Jesus que está em nós à deriva.

Que no dia de hoje possamos reassumir Jesus como Senhor e Salvador de nossas vidas, bem como retomar nossa luta para viver a santidade.

Dominus Vobiscum

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Estudo: A Crucificação de Cristo:: O grande mistério do projeto de Deus

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A morte violenta de Jesus não foi o resultado do acaso um conjunto infeliz de circunstâncias. Ela faz parte do mistério do projeto de Deus, como explica São Pedro aos judeus de Jerusalém já em seu primeiro discurso de Pentecostes: “Ele foi entregue segundo o desígnio determinado e a presciência de Deus” (At 2,23). Esta linguagem bíblica não significa que os que “entregaram Jesus” tenham sido apenas executores passivos de um roteiro escrito de antemão por Deus (Cat.§599)

Nesse novo estudo que fazemos aqui no Dominus Vobiscum, vamos conversar sobre a Crucificação e Morte de Jesus. Será um tempo muito rico para quem for acompanhar esse estudo. E a primeira coisa que devemos entender sobre isso, é que mais do que um momento histórico, o calvário de Nosso Senhor é um grande mistério. Por mais que tentemos entender com nossa mente limitada, não vamos conseguir fazê-lo.

Eu já falei no blog há muito tempo atrás, que Deus pensou num plano de salvação para resgatar a humanidade das mãos do inimigo desde que o homem pecou pela primeira vez. Por causa do pecado, o homem afastou sua essência de Deus e desde então, Ele arquitetou um plano para que retornemos ao seu amor.

Esse plano demorou séculos para chegar até o ápice: A morte e ressurreição de Cristo.

Mas a pergunta que não quer calar é: Se Jesus tinha que morrer de todo jeito, Pilatos, Anás, Judas Iscariotes, Caifás e Herodes são culpados ou inocentes?

A resposta é: Sim eles têm a sua culpa pessoal, mas isso não quer dizer que eles estejam no inferno. Embora Jesus tivesse que morrer por nós, eles tiveram o livre arbítrio entre decidir pela vida ou pela morte, pelo santo ou pelas comodidades próprias de suas posições por isso tem culpa. Eles estavam tão afundados no pecado, que mesmo tendo a liberdade para interferir a favor de Jesus, fizeram o contrário. Embora a Igreja afirme que até estes ao longo da história poderiam se arrepender, não se pode tirar deles a responsabilidade “pessoal” de suas atitudes. Porém se até o fim de suas vidas eles tiveram um arrependimento sincero, eles podem sim ter alcançado o céu. Não estranhe se um dia você os encontrar por lá. A misericórdia do Senhor é muito grande.

Mas isso não exclui que o fato a morte de Cristo teve uma dimensão espiritual muito maior. Como falei no podcast, cada pecado que cometemos é uma chicotada, um pontapé, um soco, um prego que Jesus recebeu por nós. Esse é o principal sentido da crucificação de Cristo: Ele sofreu pelos nossos pecados.

O homem que era Deus (ou o Deus que era homem) sofreu no nosso lugar. Ele pagou o preço dos nossos pecados lá na cruz. Esse é o sentido pleno da Via Crucis de Cristo. O Pai entregou o Filho por amor a nós!

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. (Jo 3,16)

E é com esse pensamento que vamos estudar a morte de Cristo. É pensando nesse viés! Com os próximos posts vamos nos atentar a muitos outros fatos que o catecismo ensina e que passam desapercebidos por nós. Volto a dizer: É um estudo rico que merece a sua atenção!

Pax Domini

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Estudo: A Crucificação de Cristo:: Podcast

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No podcast de hoje continuaremos a falar da crucificação de Jesus. Dessa vez vamos conversar sobre o porque Jesus morreu. Sabemos que ele morreu para nos salvar. Mas será que a morte de Jesus realmente tem algum efeito na vida das pessoas? O sacrifício de Jesus foi em vão? Porque Deus deu seu filho em sacrifício? Havia outro jeito? Isso nós vamos ver agora. Cantando para nós o Ministério Haguideni e a nossa Oração da Semana será propícia para reavaliarmos as nossas atitudes e se for o caso nos arrependermos. Vale a pena ouvir com carinho esse programa todo especial.

Lembrando que além de ouvir o podcast aqui no blog, todas às quartas, 11h da manhã os podcasts Dominus Vobiscum estarão no ar pelas ondas da webradio Beatitudes.


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Estudo Quem é o culpado pela Crucificação de Cristo? :: Quer mesmo saber? Leia aqui…

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No magistério de sua fé e no testemunho de seus santos a Igreja nunca esqueceu que “foram os pecadores como tais os autores e como que os instrumentos de todos os sofrimentos por que passou o Divino Redentor”. Levando em conta que nossos pecados atingem o próprio Cristo, a Igreja não hesita em imputar aos cristãos a responsabilidade mais grave no suplício de Jesus, responsabilidade que com excessiva freqüência estes debitaram quase exclusivamente aos judeus. (Cat. §598)

Ontem eu fiquei de responder aqui: Quem foram os culpados afinal da morte de Cristo?

Durante esses dias eu descartei os fariseus, os saduceus, o sinédrio, os personagens que participaram de toda essa tramoia (Judas, Caifás, Anás, Pilatos…)

Fiz esse caminho longo para apontar o real culpado. Assim como em um filme de suspense eu fui eliminando os suspeitos um a um, eu fiz isso para chegar ao culpado. A culpa da morte de Jesus é…

…Sua! Isso mesmo, você é o autor e instrumento da morte de JesusVocê e eu. Nós dois, e um monte de gente que peca todos os dias.

Agora vou falar sério: Jesus veio para tirar o pecado do mundo. Sua morte nos redimiu. Libertou-nos da opressão do pecado. Logo, se não houvéssemos pecado, não haveria necessidade de morrer por nós. A Igreja diz na Semana Santa uma frase que acho lindíssima:

Ó feliz culpa que mereceu tão grande Redentor, ó feliz culpa!

O Catecismo nos ensina que nossos pecados atingem o Corpo de Cristo por isso quando pecamos estamos sim maculando Nosso Senhor. Mas como é isso?

Simples. Quando você é batizado, você passa a fazer parte do Corpo Místico de Cristo.  No batismo, nos tornamos membros desse corpo. Pode ser que você seja um dedo, um pé, um fio de cabelo… Ao pecar, você macula (mancha) esse corpo. O pecado que cometemos é a principal causa da morte de Jesus. Por isso que nossa luta é não pecar. Santidade é a maior prova de amor a Jesus Cristo.

Tem muita gente que vai a Igreja, e lá diz que ama Jesus, que Ele é tudo, etc, etc e etc… Mas basta passar da porta (às vezes nem isso) e já começa a ofender a Jesus com seus pecados. Palavras de baixo calão, atitudes indignas de servo de Cristo… Coisas que muitos pagãos nem tem a coragem de fazer. Desculpa dizer, mas esse amor é vagabundo. Amor da boca pra fora não serve a Cristo. O amor de verdade vem traduzido em atos. Se você diz amar a Deus, lute para ser santo. Cada ato bom que você fizer, por mais simples que seja, demonstrará seu real amor a Cristo.

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