Evangelho: O Jejum que agrada ao coração de Deus

ChristFastingNaquele tempo, os discípulos de João Batista foram ter com Ele e perguntaram-Lhe: Porque é que nós e os fariseus jejuamos e os teus discípulos não jejuam? Jesus respondeu-lhes: Porventura podem os convidados para as núpcias estar tristes, enquanto o esposo está com eles? Porém, hão-de vir dias em que lhes será tirado o esposo e, então, hão-de jejuar. (Mt 9,14-15)

Comentário ao Evangelho do dia feito por São Gregório Magno (c. 540-604), papa, doutor da Igreja – Homilia 16 sobre os Evangelhos

Ao comer do fruto da árvore proibida, Adão transgrediu os preceitos da vida (Gn 3,6). Quanto a nós, é reduzindo, na medida do possível, o que comemos que nos reergueremos e reencontraremos a alegria do Paraíso.

No entanto, que ninguém fique a pensar que basta essa abstinência. Com efeito, diz Deus pelo Seu profeta: O jejum que Me agrada é este: [...] repartir o teu pão com os esfomeados, dar abrigo aos infelizes sem casa, atender e vestir os nus e não desprezar o teu irmão (Is 58,6-7). Aí está o jejum que Deus aprova: aquele que é apresentado com as mãos cheias de esmolas e o coração cheio de amor, um jejum todo preenchido de bondade. Dá a outrem aquilo de que te privas pessoalmente e a tua penitência corporal contribuirá para o bem-estar físico dos que passam necessidades.

Assim poderás compreender a censura do Senhor pela boca do profeta: Quando jejuastes e chorastes [...], foi realmente em Minha honra que multiplicastes os vossos jejuns? E quando comíeis e bebíeis, não éreis vós os comedores e os bebedores? (Zc 7,5-6) Ser comedor e bebedor é consumir alimentos destinados ao sustento do corpo sem os partilhar com ninguém, já que eles foram destinados pelo Criador a toda a comunidade humana. Jejuar em proveito próprio é privar-se temporariamente de alimento, mas reservar esse fruto da auto-restrição para o consumir mais tarde. Ordenai um jejum, diz o profeta (Jl 1,14). [...] Que a cólera cesse e as querelas desapareçam! É vã a mortificação do corpo que não impõe ao coração a disciplina para refrear desejos desordenados. [...] Diz ainda o profeta: No dia do vosso jejum só cuidais dos vossos negócios, e oprimis todos os vossos empregados. Jejuais entre rixas e disputas, dando bofetadas sem dó nem piedade (Is 58,3-4). [...] Com efeito, só perdoando aos nossos irmãos é que Deus não nos imputará a nossa injustiça.

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Evangelho do Dia:: Exortação ao Matírio

Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, o rei Herodes ouviu falar de Jesus, pois o seu nome se tornara célebre; e dizia-se: Este é João Batista, que ressuscitou de entre os mortos e, por isso, manifesta-se nele o poder de fazer milagres; outros diziam: É Elias; outros afirmavam: É um profeta como um dos outros profetas. Mas Herodes, ouvindo isto, dizia: É João, a quem eu degolei, que ressuscitou. Na verdade, tinha sido Herodes quem mandara prender João e pô-lo a ferros na prisão, por causa de Herodíade, mulher de Filipe, seu irmão, que ele desposara. Porque João dizia a Herodes: Não te é lícito ter contigo a mulher do teu irmão. Herodíade tinha-lhe rancor e queria dar-lhe a morte, mas não podia, porque Herodes temia João e, sabendo que era homem justo e santo, protegia-o; quando o ouvia, ficava muito perplexo, mas escutava-o com agrado. Mas chegou o dia oportuno, quando Herodes, pelo seu aniversário, ofereceu um banquete aos grandes da corte, aos oficiais e aos principais da Galileia. Tendo entrado e dançado, a filha de Herodíade agradou a Herodes e aos convidados. O rei disse à jovem: Pede-me o que quiseres e eu to darei. E acrescentou, jurando: Dar-te-ei tudo o que me pedires, nem que seja metade do meu reino. Ela saiu e perguntou à mãe: Que hei-de pedir? A mãe respondeu: A cabeça de João Batista. Voltando a entrar apressadamente, fez o seu pedido ao rei, dizendo: Quero que me dês imediatamente, num prato, a cabeça de João Batista. O rei ficou desolado; mas, por causa do juramento e dos convidados, não quis recusar. Sem demora, mandou um guarda com a ordem de trazer a cabeça de João. O guarda foi e decapitou-o na prisão; depois, trouxe a cabeça num prato e entregou-a à jovem, que a deu à mãe. Tendo conhecimento disto, os discípulos de João foram buscar o seu corpo e depositaram-no num sepulcro. (Mc 6,14-29)

Comentário feito por São Cipriano (c. 200-258), bispo de Cartago e mártir

Tenho como coisa certa que os sofrimentos do tempo presente nada são em comparação com a glória que há-de revelar-se em nós (Rom 8,18). Por conseguinte, quem não há-de trabalhar de todas as formas possíveis para obter tal glória, para se tornar amigo de Deus, para se regozijar na companhia de Jesus Cristo e receber a recompensa divina depois dos tormentos e dos suplícios desta terra?

Para os soldados deste mundo, é glorioso entrar triunfalmente na sua pátria depois de terem vencido o inimigo. Não será glória bem maior retornar triunfalmente, depois de ter vencido o demónio, ao paraíso de onde Adão tinha sido expulso por causa do seu pecado? Trazer o troféu da vitória depois de ter abatido quem o tinha enganado? Oferecer a Deus como espólio magnífico uma fé intacta, uma coragem espiritual sem falhas, uma dedicação digna de elogios? Tornar-se co-herdeiro de Cristo, ser igualizado aos anjos, desfrutar com alegria do reino celeste com os patriarcas, os apóstolos, os profetas? Que perseguição pode vencer tais pensamentos, que nos podem ajudar a superar os suplícios? [...]

A terra aprisiona-nos com as suas perseguições, mas o céu permanece aberto. [...] Que honra e que segurança sair deste mundo com alegria, sair dele em glória, transpondo provas e sofrimentos! Fechar por um instante os olhos que vêem os homens e o mundo, para os reabrir logo a seguir para verem Deus e Cristo! [...] Se a perseguição assalta um soldado assim preparado, não poderá vencer a sua coragem. Mesmo que sejamos chamados ao céu antes da luta, a fé que assim se preparou não ficará sem recompensa. [...] Na perseguição Deus coroa os seus soldados; na paz, coroa a boa consciência.

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Evangelho do Dia:: Batismo do Senhor Jesus

O Pai, o Filho e o Espírito Santo descem entre os homens e revelam-nos o Seu amor que salva.

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, João começou a pregar dizendo: Depois de mim vai chegar outro que é mais forte do que eu, diante do qual não sou digno de me inclinar para lhe desatar as correias das sandálias. Eu batizei-vos em água, mas Ele há-de batizar-vos no Espírito Santo. Por aqueles dias, Jesus veio de Nazaré da Galileia e foi batizado por João no Jordão. Quando saía da água, viu serem rasgados os céus e o Espírito descer sobre Ele como uma pomba. E do céu veio uma voz: Tu és o meu Filho muito amado, em ti pus todo o meu agrado. (Mc 1,7-11)

Comentário feito por Papa Bento XVI

Junto do Jordão, Jesus manifesta-Se com uma extraordinária humildade, que recorda a pobreza e a simplicidade do Menino colocado na manjedoura e antecipa os sentimentos pelos quais, no final dos Seus dias terrenos, chegará a lavar os pés dos discípulos e sofrerá a humilhação terrível da cruz. O Filho de Deus, Aquele que é sem pecado, coloca-Se entre os pecadores, mostra a proximidade de Deus em relação ao caminho de conversão do homem. Jesus carrega sobre os Seus ombros o peso da culpa da humanidade inteira, inicia a Sua missão pondo-Se no nosso lugar, no lugar dos pecadores, na perspectiva da cruz.

Quando, recolhido em oração depois do batismo, sai da água, abrem-se os céus. É o momento esperado pela multidão dos profetas: Se rasgásseis os céus e descêsseis!, tinha invocado Isaías (64, 1). Neste momento, parecia sugerir São Lucas, esse pedido é satisfeito. De fato, o céu abriu-se e o Espírito Santo desceu; ouviram-se palavras nunca anteriormente pronunciadas: Tu és o Meu Filho muito amado; em Ti pus todo o Meu agrado. [...] O Pai, o Filho e o Espírito Santo descem entre os homens e revelam-nos o Seu amor que salva. Se foram os anjos que levaram aos pastores o anúncio do nascimento do Salvador e a estrela que o levou aos Magos vindos do Oriente, presentemente é a própria voz do Pai que indica aos homens a presença do Seu Filho no mundo, e que nos convida a voltarmo-nos para a ressurreição, para a vitória de Cristo sobre o pecado e sobre a morte.

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Evangelho do Dia:: É caminhando nos caminhos do Senhor que o preparamos para os irmãos

Mesmo que já tenhais progredido muito no caminho, tendes ainda assim de o preparar, a fim de que, do ponto aonde chegastes, avanceis sempre mais...

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, João começou a pregar dizendo: Depois de mim vai chegar outro que é mais forte do que eu, diante do qual não sou digno de me inclinar para lhe desatar as correias das sandálias. Eu batizei-vos em água, mas Ele há-de batizar-vos no Espírito Santo. Por aqueles dias, Jesus veio de Nazaré da Galileia e foi batizado por João no Jordão. Quando saía da água, viu serem rasgados os céus e o Espírito descer sobre Ele como uma pomba. E do céu veio uma voz: Tu és o meu Filho muito amado, em ti pus todo o meu agrado. ( Mc 1,7-11)

Comentário feito pelo Beato Guerric d’Igny (c. 1080-1157), abade cisterciense

Preparai os caminhos do Senhor. Irmãos, os caminhos do Senhor que nos pedem que preparemos preparam-se percorrendo-os, e é preparando-os que os percorremos. Mesmo que já tenhais progredido muito no caminho, tendes ainda assim de o preparar, a fim de que, do ponto aonde chegastes, avanceis sempre mais. E assim, a cada passo que dais, o Senhor cujo caminho preparais vem ao vosso encontro, sempre novo, sempre maior. É, pois, com razão que o justo reza dizendo: Instruí-me, Senhor, nos Vossos mandamentos, e os guardarei com fidelidade (Sl 118, 33). Talvez se lhe tenha chamado caminho eterno porque, se é verdade que a Providência previu o caminho de cada um e lhe fixou um termo, também é certo que a bondade daquele para o Qual avançais não tem limites. É por isso que, ao chegar, o viajante sábio e decidido pensa que está apenas no princípio (Fil 3, 13); esquecendo o que tem atrás de si, dirá todos os dias: Hoje começo. [...]

Mas nós que falamos de progresso neste caminho, praza ao céu que tenhamos, pelo menos, começado! Em minha opinião, quem se pôs a caminho já está no bom caminho; mas é necessário que tenhamos realmente começado, que tenhamos encontrado o caminho da cidade habitável, como diz o salmo (106, 4). Porque são poucos os que o encontram, diz a própria Verdade (Mt 7, 14). E numerosos os que vagueiam na solidão. [...]

E Tu, Senhor, preparaste-nos um caminho, basta que consintamos em o percorrer. Tu ensinaste-nos o caminho da Tua vontade quando nos disseste: Este é o caminho, andai por ele (Is 30, 21). Trata-se do caminho que o profeta tinha prometido: O deserto será atravessado por um caminho que se chamará caminho sagrado; nenhum ser impuro passará por ele (Is 35, 8). Fui jovem, agora sou velho (Sl 36, 25) e, se bem me lembro, nunca vi seres impuros percorrerem o Teu caminho; embora tenha visto alguns puros que conseguiram percorrê-lo até ao fim.

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Evangelho do Dia:: Eis o Cordeiro de Deus

Do Evangelho Quotidiano

No dia seguinte ao seu primeiro testemunho, João Batista viu Jesus, que vinha ao seu encontro, e exclamou: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo! É aquele de quem eu disse: Depois de mim vem um homem que me passou à frente, porque existia antes de mim. Eu não o conhecia bem; mas foi para Ele se manifestar a Israel que eu vim batizar com água. E João testemunhou: Vi o Espírito que descia do céu como uma pomba e permanecia sobre Ele. E eu não o conhecia, mas quem me enviou a batizar com água é que me disse: Aquele sobre quem vires descer o Espírito e poisar sobre Ele, é o que batiza com o Espírito Santo. Pois bem: eu vi e dou testemunho de que este é o Filho de Deus. (Jo 1,29-34)

Comentário feito por São Jerónimo (347-420), presbítero, tradutor da Bíblia, doutor da Igreja

Brotará uma vara do tronco de Jessé (pai de David) e um rebento brotará das suas raízes. Sobre ele repousará o espírito do Senhor (Is 11,1-2). Esta profecia diz respeito a Cristo. [...] Os judeus interpretam a vara e a flor que brotam do tronco de Jessé como sendo o próprio Senhor: para eles, a vara é o símbolo do cetro real e a flor o da Sua beleza. Nós, os cristãos, vemos na vara que brota do tronco de Jessé a santa Virgem Maria, a quem ninguém se uniu para a fecundar. Era a Ela que se referia anteriormente o mesmo profeta: Olhai: a jovem está grávida e dará um filho (7,14). E na flor reconhecemos o Senhor nosso Salvador, que diz no Cântico dos cânticos: Eu sou o narciso de Saron, o lírio dos vales (Ct 2,1). [...]

Sobre esta flor que brota subitamente do tronco e da raiz de Jessé através da Virgem Maria, vai repousar o Espírito do Senhor, pois Nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade (Col 2,9). Não de um modo fragmentado como nos outros santos, mas [...] segundo o que se lê no evangelho de Mateus: Aqui está o Meu servo, que escolhi, o Meu amado em Quem pus todo o Meu enlevo. Derramarei sobre Ele o Meu espírito e Ele anunciará a verdadeira fé às nações (Mt 12,18; Is 42,1). Aplicamos esta profecia ao Salvador, sobre Quem o Espírito do Senhor veio repousar, o que significa que estabeleceu Nele a Sua morada eterna. [...] Como testemunha João Batista, desce para ficar sobre Ele sem cessar: Vi o Espírito que descia do céu como uma pomba e permanecia sobre Ele. E eu não o conhecia, mas Quem me enviou a batizar com água é que me disse: Aquele sobre quem vires descer o Espírito e pousar sobre Ele, é o que batiza com o Espírito Santo. [...] Este Espírito chama-se Espírito de sabedoria e entendimento, Espírito de conselho e de fortaleza, Espírito de ciência e de temor do Senhor (Is 11,2). [...] Ele é a única e mesma fonte de todos os dons.

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Evangelho do Dia:: Preparai o caminho do Senhor

Do Evangelho Quotidiano

Este foi o testemunho de João, quando as autoridades judaicas lhe enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para lhe perguntarem: Tu quem és? Então ele confessou a verdade e não a negou, afirmando: Eu não sou o Messias. E perguntaram-lhe: Quem és, então? És tu Elias? Ele disse: Não sou. És tu o profeta? Respondeu: Não. Disseram-lhe, por fim: Quem és tu, para podermos dar uma resposta aos que nos enviaram? Que dizes de ti mesmo? Ele declarou: Eu sou a voz de quem grita no deserto: Preparai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaías. Ora, havia enviados dos fariseus que lhe perguntaram: Então porque batizas, se tu não és o Messias, nem Elias, nem o Profeta? João respondeu-lhes: Eu batizo com água, mas no meio de vós está quem vós não conheceis. É aquele que vem depois de mim, a quem eu não sou digno de desatar a correia das sandálias. Isto passou-se em Betânia, na margem além do Jordão, onde João estava a batizar. (Jo 1,19-28)

Comentário feito por Beato Guerric d’Igny (v. 1080-1157), abade cisterciense

Preparai o caminho do Senhor. Irmãos, mesmo que não estejais muito adiantados neste caminho, podeis sempre prepará-lo para que, a partir do ponto onde chegastes, possais ir sempre em frente, sempre em direção àquilo que está mais além. Deste modo, a cada passo que dais, estando o caminho preparado para a Sua chegada, o Senhor virá à vossa frente, sempre novo, sempre maior. É pois com razão que o justo reza: Instruí-me, Senhor, nos Vossos mandamentos e os guardarei com fidelidade (Sl 118,33). E esse caminho é chamado caminho do que é eterno (Sl 138,24) [...] porque a bondade d’Aquele para o qual nos dirigimos não tem limites.

É por isso que o viajante ajuizado e determinado, mesmo chegando ao fim, pensará em começar; esquecendo-se do que fica para trás (Fl 3,13), ele pensará todos os dias: começo agora (Sl 76,11 Vulg). [...] Quanto a nós que falamos em percorrer este caminho, queiram os céus que estejamos pelo menos a caminho! Na minha opinião, quem quer que se ponha a caminho está já no bom caminho. É de fato preciso começar, encontrar o caminho da Cidade habitável (Sl 106,4). Pois são poucos os que o encontram, diz a Verdade (Mt 7,14); são numerosos os que erravam pelo deserto e pela solidão (Sl 106,4). [...]

E Tu, Senhor, Tu preparaste-nos um caminho; se ao menos consentíssemos em percorrê-lo. [...] Pela Tua Lei, ensinaste-nos o caminho dos Teus mandamentos dizendo: Este é o caminho, anda por ele sem te desviares à direita ou à esquerda (Is 30,21). É o caminho que o profeta prometera: O deserto será atravessado por um caminho [...] e os que o não conhecem não se perderão (Is 35,8). [...] Nunca vi nenhum insensato perder-se ao seguir o Teu caminho, Senhor [...]; mas ai dos que se têm por sábios e se julgam espertos (Is 5,21), a vossa sabedoria afastou-vos do caminho da salvação e não vos permitiu seguir a insensatez do Salvador. Insensatez desejável que será chamada sabedoria no juízo de Deus e que não deixa que nos afastemos do Seu caminho.

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Evangelho do Dia:: O menor no Reino de Deus é grande! Muito grande…


O menor no Reino dos Céus é maior do que João Batista. Disse jesus...

Do Evangelho Quotidiano

Quando os mensageiros de João Batista se retiraram, Jesus começou a falar dele à multidão: Que fostes ver ao deserto? Uma cana agitada pelo vento? Que fostes ver, então? Um homem vestido com roupas finas? Os que usam trajes sumptuosos vivem regaladamente e estão nos palácios dos reis. Que fostes ver, então? Um profeta? Sim, Eu vo-lo digo, e mais do que um profeta. É aquele de quem está escrito: ‘Vou mandar à tua frente o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de ti.’ Digo-vos: Entre os nascidos de mulher não há profeta maior do que João; mas, o mais pequeno do Reino de Deus é maior do que ele. E todo o povo que o escutou, bem como os cobradores de impostos, reconheceram a justiça de Deus, recebendo o batismo de João. Mas, não se deixando batizar por ele, os fariseus e os doutores da Lei anularam os desígnios de Deus a seu respeito. (Lc 7,24-30)

Comentário feito por Santo Efraim (c. 306-373), diácono na Síria, doutor da Igreja

De entre os homens, nenhum é maior do que João. Se todos os santos, esses homens justos, fortes e sábios, pudessem reunir-se e habitar num só homem, não chegariam a igualar João Batista [...], e por isso se diz que em muito ele ultrapassa os homens e que pertence à categoria dos anjos (Mc 1,2 grego; Ml 3,1 hebr).

Mas o menor do Reino de Deus é maior do que ele. Com o que disse acerca da grandeza de João, Nosso Senhor quis anunciar-nos a abundante misericórdia de Deus e a Sua generosidade para com os Seus eleitos. Por mais célebre e grandioso que seja João, sê-lo-á menos do que o mais pequeno do Reino, como diz o apóstolo Paulo: Pois o nosso conhecimento é imperfeito [...] mas, quando vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá (1Co 13,9-10). João é grande, e disse por intuição: Eis o Cordeiro de Deus (Jo 1,29); mas essa grandiosidade, comparada com a glória que será revelada àqueles que dela forem considerados dignos, é como um mero antegosto. Por outras palavras, todas as coisas grandes e admiráveis da terra, comparadas com as beatitudes do alto, surgem-nos na sua pequenez e na sua vacuidade [...].

João foi considerado digno dos grandes dons deste mundo: a profecia, o sacerdócio (cf. Lc 1,5) e a justiça [...]. João é maior do que Moisés e os profetas, mas a antiga Lei precisa do Novo Testamento, pois aquele que é maior do que os profetas disse ao Senhor: Eu é que tenho necessidade de ser batizado por Ti (Mt 3,14). João é igualmente grande porque a sua concepção foi anunciada por um anjo, porque o seu nascimento esteve envolto em milagres, porque anunciou Aquele que dá a vida, porque batizou para a remissão dos pecados. [...] Moisés conduziu o povo até ao Jordão e a Lei conduziu o género humano até ao batismo de João. Mas se de entre os homens, nenhum é maior do que João, o precursor do Senhor, quão maiores serão aqueles a quem nosso Senhor lavou os pés e em quem insuflou o Seu Espírito (Jo 13,4; 20,22)!

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AVISO:: Estamos assumindo aqui no blog Dominus Vobiscum uma campanha de oração pela Jornada Mundial da Juventude. A proposta é que todo católico reze um terço por dia de hoje até o evento que acontecerá em 2013 no Rio de Janeiro. Você topa o desafio?

Evangelho do Dia:: A boa nova é anunciada aos pobres

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, João Batista chamou dois dos seus discípulos. João mandou-os ao Senhor com esta mensagem: És Tu o que está para vir, ou devemos esperar outro? Ao chegarem junto dele, os homens disseram: João Batista mandou-nos ter contigo para te perguntar: ‘És Tu o que está para vir, ou devemos esperar outro?’ Nessa altura, Jesus curava a muitos das suas doenças, padecimentos e espíritos malignos e concedia vista a muitos cegos. Tomando a palavra, disse aos enviados: Ide contar a João o que vistes e ouvistes: Os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos ficam limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, a Boa-Nova é anunciada aos pobres; e feliz de quem não tiver em mim ocasião de queda. (Lc 7,18-23)

Comentário feito por Beato João Paulo II

Diante dos Seus conterrâneos, em Nazaré, Cristo expõe as palavras do profeta Isaías: O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para anunciar a Boa-Nova aos pobres; enviou-me a proclamar a libertação aos cativos e, aos cegos, a recuperação da vista; a mandar em liberdade os oprimidos, a proclamar um ano favorável da parte do Senhor (Lc 4,18-19). [...] Mediante tais fatos e palavras, Cristo torna o Pai presente no meio dos homens. É muito significativo que estes homens sejam sobretudo os pobres, carecidos dos meios de subsistência, os que estão privados da liberdade, os cegos que não vêem a beleza da criação, os que vivem com a amargura no coração, ou então os que sofrem por causa da injustiça social e, por fim, os pecadores. Em relação a estes últimos, de modo especial, o Messias torna-Se sinal particularmente visível de Deus que é amor, torna-Se sinal do Pai. [...]

É igualmente significativo que, quando os mensageiros enviados por João Batista foram ter com Jesus e Lhe perguntaram: Tu és Aquele que está para vir, ou temos de esperar outro?, Ele, referindo-se ao mesmo testemunho com que havia inaugurado o Seu ensino em Nazaré, lhes tenha respondido: Ide contar a João o que vistes e ouvistes: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos ficam limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, aos pobres é anunciada a Boa-Nova; e é ainda significativo que tenha depois concluído: Bem-aventurado aquele que não se escandalizar a Meu respeito.

Jesus revelou, sobretudo pelo Seu estilo de vida e as Suas ações, como o Amor está presente no mundo em que vivemos, Amor operante, Amor que se dirige ao homem e abraça tudo quanto constitui a sua humanidade. Tal amor transparece especialmente no contato com o sofrimento, a injustiça e a pobreza, no contato com toda a condição humana histórica que, de vários modos, manifesta as limitações e a fragilidade, tanto físicas como morais, do homem. Precisamente o modo e o âmbito em que Se manifesta o Amor são chamados, na linguagem bíblica, misericórdia. Cristo, portanto, revela Deus que é Pai, que é Amor, como referiria João na sua primeira epístola (4,16); revela Deus rico em misericórdia (Ef 2,4).

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Evangelho do Dia: Quem sou Eu para vós?

Do Evangelho Quotidiano

Um dia, Jesus orava sozinho, estando com Ele apenas os discípulos. Então perguntou-lhes: Quem dizem as multidões que Eu sou? Responderam-lhe: João Batista; outros, Elias; outros, um dos antigos profetas ressuscitado. Disse-lhes Ele: E vós, quem dizeis que Eu sou? Pedro tomou a palavra e respondeu: O Messias de Deus. Ele proibiu-lhes formalmente de o dizerem fosse a quem fosse; e acrescentou: O Filho do Homem tem de sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e pelos doutores da Lei, tem de ser morto e, ao terceiro dia, ressuscitar. (S. Lucas 9,18-22)

Comentário do Evangelho do dia feito por Papa Bento XVI

É preciso reconhecer que um dos efeitos mais graves da secularização, há pouco mencionada, é ter relegado a fé cristã para a margem da existência, como se fosse inútil para a realização concreta da vida dos homens; a falência desta maneira de viver como se Deus não existisse está agora patente a todos. Hoje torna-se necessário redescobrir que Jesus Cristo não é uma simples convicção privada ou uma doutrina abstrata, mas uma Pessoa real cuja inserção na história é capaz de renovar a vida de todos. Por isso, a Eucaristia, enquanto fonte e ápice da vida e missão da Igreja, deve traduzir-se em espiritualidade, em vida segundo o Espírito (Rm 8,4ss; cf Gal 5,16.25). É significativo que São Paulo, na passagem da Carta aos Romanos onde convida a viver o novo culto espiritual, apele ao mesmo tempo para a necessidade de mudar a própria forma de viver e pensar: Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para saberdes discernir, segundo a vontade de Deus, o que é bom, o que Lhe é agradável, o que é perfeito (12,2). Deste modo, o Apóstolo das Gentes põe em evidência a ligação entre o verdadeiro culto espiritual e a necessidade duma nova maneira de compreender a existência e orientar a vida. Constitui parte integrante da forma eucarística da vida cristã a renovação da mentalidade, pois assim já não seremos crianças inconstantes, levadas ao sabor de todo o vento de doutrina (Ef 4,14).

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