Especial Semana Santa:: Coroa das sete dores de Nossa Senhora

Icon_of_Virgin_Mary_(fragment,_Greece)Trecho do livro Maria Sempre Virgem e Santa

Esta oração é bastante rezada pela Igreja durante o período quaresmal, sobretudo na terça-feira da Semana Santa, que é uma época oportuna para meditarmos as dores e sofrimentos de Nossa Senhora. Infelizmente não se sabe por qual motivo, os católicos deixaram de rezar esta oração que é linda e muito profunda. Quando a rezamos, nos colocamos ao lado da Mãe de Jesus nos momentos mais sofridos de sua vida, narrados nos Santos Evangelhos.

O cristão que trilha este caminho ao lado de Maria, torna seu coração mais fecundo ao amor e aprende a superar, como Maria, os momentos difíceis; com a ajuda que vem do alto. É claro que nossas dores não se comparam aos sofrimentos da Santa Virgem. Porém é preciso levar em consideração o fato que nenhuma criatura viveu com tanto amor as dores e padecimentos e por isso ela é chamada de corredentora e Onipotência Suplicante!

Fazendo esta oração, nós Unimos nossas dores imperfeitas aos sofrimentos d’Ela e assim encontraremos ânimo para suportar as dificuldades de nosso dia e teremos força para subirmos ao alto de nosso próprio Calvário.

Como rezar?

  • Reze o Creio, o Pai Nosso e 3 Ave-Marias.
  • Para cada dor de Maria deve-se rezar 1 Pai Nosso, 7 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai.

Primeira Dor de Nossa Senhora: A Apresentação de Jesus no Templo e a profecia de Simeão

Ao apresentar o Menino Jesus no Templo, Maria encontrou Simeão que proferiu a seguinte profecia: “Eis que este menino está destinado a ser uma causa de queda e de soerguimento para muitos homens em Israel, e a ser um sinal que provocará contradições, a fim de serem revelados os pensamentos de muitos corações. E uma espada transpassará a tua alma (Lc 2, 34-35)

Unidos à dor que Maria sentiu nessa ocasião, peçamos forças e graças para suportarmos com paciência todas as dores de nossas vidas, e para nos mantermos afastados do pecado. (1 Pai Nosso, 7 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai).

Segunda Dor de Nossa Senhora: A fuga para o Egito

Após o nascimento de Jesus, o Rei Herodes quis matá-lo e, por causa disso, um anjo do Senhor apareceu a São José e disse: “Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito; fica lá até que eu te avise”. Obediente, “José levantou-se durante a noite, tomou o menino e sua mãe e partiu para o Egito.” (Mt 2, 13-14).

Unidos à dor que Maria sentiu nessa ocasião, peçamos forças e graças para suportarmos com paciência as dores de nossas vidas, e para nos mantermos afastados do pecado. (1 Pai Nosso, 7 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai).

Terceira Dor de Nossa Senhora: A perda do Menino Jesus no Templo

Terminada a festa da Páscoa, o Menino Jesus ficou em Jerusalém sem que seus pais o percebessem. Três dias depois o acharam no templo, sentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os. (Lc 2, 43-50)

Unidos à dor que Maria sentiu nesta ocasião, peçamos forças e graças para suportarmos com paciência todas as dores de nossas vidas, e para nos mantermos afastados do pecado (1 Pai Nosso, 7 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai).

Quarta Dor de Nossa Senhora: O encontro com Jesus no Caminho do Calvário

Um dos momentos mais pungentes da Paixão é o encontro de Jesus com Sua Mãe no caminho do Calvário. As lágrimas que Maria derramou na ocasião, a troca de olhar com o Filho, a constatação das crueldades que Ele estava sofrendo, tudo causava imensa dor no Seu Coração de Mãe.

Unidos à dor que Maria sentiu nesta ocasião, peçamos forças e graças para suportarmos com paciência todas as dores de nossas vidas, e para nos mantermos afastados do pecado (1 Pai Nosso, 7 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai).

Quinta dor de Nossa Senhora: Maria fica de pé junto à Cruz de Jesus

Maria acompanhou de perto todo o sofrimento de Jesus na Cruz e assistiu de pé à sua morte: “junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cleofás, e Maria Madalena” (Jo 19, 25)

Unidos à dor que Maria sentiu nesta ocasião, peçamos forças e graças para suportarmos com paciência todas as dores de nossas vidas, e para nos mantermos afastados do pecado (1 Pai Nosso, 7 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai).

Sexta Dor de Nossa Senhora: Maria recebe o corpo de Jesus morto em seus braços

Nossa Senhora da Piedade, é assim que o povo católico invoca Maria nesse momento da Paixão. Depois “tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no em panos com os aromas, como os judeus costumam sepultar.” (Jo 19, 40)

Unidos à dor que Maria sentiu nessa ocasião, peçamos forças e graças para suportarmos com paciência todas as dores de nossas vidas, e para nos mantermos afastados do pecado (1 Pai Nosso, 7 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai).

Sétima Dor de Nossa Senhora: Maria deposita Jesus no Sepulcro

O sepultamento de Seu Divino Filho foi a última dor que Maria sentiu durante a Paixão. “No lugar em que ele foi crucificado havia um jardim, e no jardim um sepulcro novo, em que ninguém ainda fora depositado. Foi ali que depositaram Jesus.” (Jo 19, 41-42)

Unidos à dor que Maria sentiu nesta ocasião, peçamos forças e graças para suportarmos com paciência todas as dores de nossas vidas, e para nos mantermos afastados do pecado (1 Pai Nosso, 7 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai).

ORAÇÃO FINAL:

Estava a Mãe dolorosa, Junto à Cruz, lacrimosa, Da qual pendia o seu Filho. Banhada em pranto amoroso, Neste transe doloroso, a dor lhe rasgava o peito.

Estava triste e sofria, Porque ela mesma via, as dores do Filho amado. Quem não chora, vendo isto, Contemplando a Mãe do Cristo, Em tão grande sofrimento?

Dai-me, ó Mãe, fonte de amor, que eu sinta a força da dor, para que eu chore contigo.

Fazei arder meu coração, do Cristo Deus na paixão, para que eu sofra com Ele. Quero contigo chorar, e a Cruz compartilhar, por toda a minha vida.

Por Maria, amparado, que eu não seja condenado, no dia de minha morte. Ó Cristo, que eu tenha sorte, no dia de minha morte, ser levado por Maria.

E no dia em que eu morrer, fazei com que eu possa ter, a glória do Paraíso. Amém.

Privilégios para quem pratica essa devoção:

Em revelação particular a Santa Brígida, devidamente aprovada pela Igreja, Nossa Senhora promete conceder sete graças para quem, cada dia, rezar sete Ave-Marias em honra das suas dores e lágrimas. Eis as promessas:

  • Darei paz as suas famílias;
  • Serão iluminados sobre os Divinos Mistérios;
  • Serão consolados em suas penas e os acompanharei nas suas aflições;
  • Tudo o que pedirem lhes será concedido, contanto que nada se oponha à vontade adorável do Meu Divino Filho e à santificação das suas almas;
  • Irei defendê-los nos combates espirituais contra o inimigo infernal e serão protegidos em todos os instantes da vida;
  • Irei assistí-los visivelmente no momento da morte e verão o rosto da Sua Mãe Santíssima;
  • Obtive do Meu Filho que, os que propaguem esta devoção (às Minhas Lágrimas e Dores), sejam transladados desta vida terrena à felicidade eterna, diretamente, pois terão todos os seus pecados apagados e o Meu Filho e Eu seremos a sua eterna consolação e alegria.

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Especial Semana Santa:: Você conhece o “Ofício de Trevas”?

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O Ofício de Trevas, embora o nome possa dar a entender, não é um rito enigmático e obscuro, mas um das orações mais belas (na minha opinião) da Semana Santa. Em alguns lugares ele é celebrado na Segunda Feira Santa, mas o dia mais correto para esta celebração é entre a noite de Quarta-Feira até antes do amanhecer da Quinta, marcando o início do Tríduo Pascal. Durante os séculos houve muitas formas musicadas, inclusive não apenas na forma gregoriana, mas também na forma de música clássica. Durante muito tempo este rito permaneceu guardado pela igreja (e sinceramente não sei a razão disso), mas atualmente vem sendo retomado em diversas paróquias e dioceses do Brasil.

O Ofício de trevas mostra, de forma bastante clara, a figura do servo Sofredor e, junto dEle, nos colocamos rezando e meditando sobre os Sofrimentos de Sua Paixão e Morte na Cruz. Este nome (Ofício de Trevas) tem diversas explicações. Entre elas:

  • As trevas naturais de meia-noite ao anoitecer, ou seja, as horas destinadas à recitação do ofício, lembrando as palavras de Cristo preso nas trevas da noite: “Haec est hora vestra et potestas tenebrarum” (Esta é a vossa hora e do poder das trevas.) (Lc 22, 53);
  • As trevas litúrgicas, quando durante as cerimonias da paixão apagam-se todas as luzes na igreja, exceto uma;
  • As trevas simbólicas da paixão.

Como este ofício é cantado ao cair da noite o auxílio das luzes de velas torna-se indispensável.

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No coro é colocado um candelabro de quinze velas. Uma delas é de cor branca e todas as outras são feitas de cera amarela e comum, como sinal de luto e pesar. As velas que vão se apagando representam os discípulos, que pouco a pouco abandonaram Nosso Senhor Jesus Cristo durante a Paixão.

No final de cada um dos Salmos que vão sendo cantados, o cerimoniário apaga uma das velas. Ao mesmo tempo, as luzes da igreja vão sendo apagadas também. As velas vão sendo apagadas sucessivamente, até restar apenas uma, a branca. Esta vela não será apagada. Continuará acesa e será levada para atrás do altar, e depois reaparece.

Esta vela branca, significa Nosso Senhor que, por breve tempo, se retira do meio dos homens e baixa ao túmulo, para reaparecer, pouco depois, fulgurante de luz e de glória.

No fim, apagam-se as luzes para simbolizar o luto da Igreja e a escuridão que baixou sobre a terra quando Nosso Senhor morreu.

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O ruído no fim do ofício de trevas significa o terremoto e a perturbação dos inimigos e recordam a desordem que sucedeu na natureza, com a morte de Nosso Senhor. Por isso é comum que os participantes batam nos bancos da Igreja, fazendo um barulho ensurdecedor.

A razão histórica do rito de apagar pouco a pouco as velas do tenebrário provavelmente é uma lembrança. Semelhantemente se apagava uma vela depois de cada salmo, para constar quantos foram recitados. Este rito remonta, portanto, ao tempo em que ainda não havia ofícios metodicamente organizados ou quando havia, conforme a estação do ano, mudança no número de salmos.

Ao término do ofício, o oficiante e os que o seguem, fecham o livro com estrépito.

Se você nunca participou do Ofício de Trevas, fica a dica: Informe-se na sua paróquia ou diocese onde pode encontrá-lo e vá participar e rezar com os irmãos. Como disse antes, para mim é um dos momentos mais lindos e profundos da Semana Santa.

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Série Espiritualidade: “Regra de São Bento”

stbenedictCapítulo 19 – Da maneira de salmodiar

1. Cremos estar em toda parte a presença divina e que “os olho do Senhor vêem em todo lugar os bons e os maus”. 2. Creiamos nisso principalmente e sem dúvida alguma, quando estamos presentes ao Ofício Divino. 3. Lembremo-nos, pois, sempre, do que diz o Profeta: “Servi ao Senhor no temor”. 4. E também: “Salmodiai sabiamente”. 5. E ainda: “Cantar-vos-ei em face dos anjos”.

6. Consideremos, pois, de que maneira cumpre estar na presença da Divindade e de seus anjos; 7. e tal seja a nossa presença na salmodia, que nossa mente concorde com nossa voz.

Capítulo 20 – Da reverência na oração

1. Se queremos sugerir alguma coisa aos homens poderosos, não ousamos fazê-lo a não ser com humildade e reverência; 2. quanto mais não se deverá empregar toda a humildade e pureza de devoção para suplicar ao Senhor Deus de todas as coisas? 3. E saibamos que seremos ouvidos, não com o muito falar, mas com a pureza do coração e a compunção das lágrimas.

4. Por isso, a oração deve ser breve e pura, a não ser que, por ventura, venha a prolongar-se por um afeto de inspiração da graça divina. 5. Em comunidade, porém, que a oração seja bastante abreviada e, dado o sinal pelo superior, levantem-se todos ao mesmo tempo.

Católicos de todo mundo em oração pelo futuro Papa

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Você tem rezado pelo Conclave e pelo Santo Padre?

Continuo pedindo aos leitores deste blog que intensifiquem as suas orações neste período pelo Conclave e pelo novo Papa. Vivemos em tempos de uma serena expectativa mas que precisa ser ativa: Não podemos ficar de braços cruzados apenas em busca de notícias, mas rezar ativamente, unindo as nossas preces as orações dos demais católicos espalhados pelo mundo.

E a missão já começou dentro mesmo do Vaticano. Três religiosas mexicanas já fazem turnos na capela do Santíssimo na Basílica de São Pedro onde se realiza a Adoração Eucarística permanente, em vistas ao conclave que escolherá o novo Papa.

Esta notícia nos foi trazida hoje o Padre Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano, na coletiva realizada na Sala de Imprensa da Santa Sé, que também explicou, que lá na Basílica, antes da Missa da tarde se recita uma oração especial pelo Colégio de Cardeais e pela preparação da eleição do Santo Padre.

Portanto fica o convite para todos os católicos: Rezemos pelo Conclave, pelo Papa Emérito Bento XVI e pelo futuro Papa. Neste tempo reserve alguns minutos do seu dia para Recitar o Rosário ou outra oração que o Senhor lhe inspirar. Entremos pois em combate! Até a CNBB pediu que os bispos movimentassem suas dioceses para isso. Faça sua parte!

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Série Espiritualidade: “Regra de São Bento”

stbenedictCapítulo 12 – Como será realizada a solenidade das matinas

1. Nas Matinas de domingo, 2. diga-se em primeiro lugar o salmo sexagésimo sexto, sem antífona, em tom direto. Diga-se, depois, o quinquagésimo, com “Aleluia”. 3. Em seguida, o centésimo décimo sétimo e o sexagésimo segundo; 4. seguem-se então os “Benedicite”, e os “Laudate”, uma lição do Apocalipse de cor, o responsório, o ambrosiano, o versículo, o cântico do Evangelho, a litania, e está terminado.

Capítulo 13 – Como serão realizadas as matinas em dia comum

1. Nos dias comuns, porém, a solenidade das Matinas seja assim realizada, 2. a saber: recita-se o salmo sexagésimo sexto sem antífona, um tanto lentamente, como no domingo, de modo que todos cheguem para o quinquagésimo, o qual deve ser recitado com antífona. 3. Depois desse, recitem-se outros dois salmos, segundo o costume, isto é, 4. segunda-feira, o quinto e o trigésimo quinto; 5. terça-feira, o quadragésimo segundo e o quinquagésimo sexto; 6. quarta-feira, o sexagésimo terceiro e o sexagésimo quarto; 7. quinta-feira, o octogésimo sétimo e o octogésimo nono; 8. sexta-feira, o septuagésimo quinto e o nonagésimo primeiro; 9. sábado, o centésimo quadragésimo segundo e o cântico do Deuteronômio, que deve ser dividido em dois “Gloria”. 10. Nos outros dias, diga-se um cântico dos Profetas, um para cada dia, como canta a Igreja Romana. 11. A esses seguem-se os “Laudate”, depois uma lição do Apóstolo recitada de memória, o responsório, o ambrosiano, o versículo, o cântico do Evangelho, a litania, e está completo.

12. Não termine, de forma alguma, o ofício da manhã ou da tarde sem que o superior diga, em último lugar, por inteiro e de modo que todos ouçam, a oração dominical, por causa dos espinhos de escândalos que costumam surgir, 13. de maneira que, interpelados os irmãos pela promessa da própria oração que estão rezando: “perdoai-nos assim como nós perdoamos”, se preservem de tais vícios. 14. Nos demais ofícios diga-se a última parte dessa oração, de modo a ser respondido por todos: “Mas livrai-nos do mal”.

Evangelho: O Jejum que agrada ao coração de Deus

ChristFastingNaquele tempo, os discípulos de João Batista foram ter com Ele e perguntaram-Lhe: Porque é que nós e os fariseus jejuamos e os teus discípulos não jejuam? Jesus respondeu-lhes: Porventura podem os convidados para as núpcias estar tristes, enquanto o esposo está com eles? Porém, hão-de vir dias em que lhes será tirado o esposo e, então, hão-de jejuar. (Mt 9,14-15)

Comentário ao Evangelho do dia feito por São Gregório Magno (c. 540-604), papa, doutor da Igreja – Homilia 16 sobre os Evangelhos

Ao comer do fruto da árvore proibida, Adão transgrediu os preceitos da vida (Gn 3,6). Quanto a nós, é reduzindo, na medida do possível, o que comemos que nos reergueremos e reencontraremos a alegria do Paraíso.

No entanto, que ninguém fique a pensar que basta essa abstinência. Com efeito, diz Deus pelo Seu profeta: O jejum que Me agrada é este: [...] repartir o teu pão com os esfomeados, dar abrigo aos infelizes sem casa, atender e vestir os nus e não desprezar o teu irmão (Is 58,6-7). Aí está o jejum que Deus aprova: aquele que é apresentado com as mãos cheias de esmolas e o coração cheio de amor, um jejum todo preenchido de bondade. Dá a outrem aquilo de que te privas pessoalmente e a tua penitência corporal contribuirá para o bem-estar físico dos que passam necessidades.

Assim poderás compreender a censura do Senhor pela boca do profeta: Quando jejuastes e chorastes [...], foi realmente em Minha honra que multiplicastes os vossos jejuns? E quando comíeis e bebíeis, não éreis vós os comedores e os bebedores? (Zc 7,5-6) Ser comedor e bebedor é consumir alimentos destinados ao sustento do corpo sem os partilhar com ninguém, já que eles foram destinados pelo Criador a toda a comunidade humana. Jejuar em proveito próprio é privar-se temporariamente de alimento, mas reservar esse fruto da auto-restrição para o consumir mais tarde. Ordenai um jejum, diz o profeta (Jl 1,14). [...] Que a cólera cesse e as querelas desapareçam! É vã a mortificação do corpo que não impõe ao coração a disciplina para refrear desejos desordenados. [...] Diz ainda o profeta: No dia do vosso jejum só cuidais dos vossos negócios, e oprimis todos os vossos empregados. Jejuais entre rixas e disputas, dando bofetadas sem dó nem piedade (Is 58,3-4). [...] Com efeito, só perdoando aos nossos irmãos é que Deus não nos imputará a nossa injustiça.

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Bento XVI: Vamos viver esta Quaresma em evidente comunhão eclesial

Pope-Benedict-XVI-300x210Bento XVI presidiu a Santa Missa com o rito da imposição das cinzas, nesta quarta-feira, na Basílica de São Pedro, que abre o período da Quaresma.

“Hoje, Quarta-feira de Cinzas, iniciamos um novo caminho quaresmal, um caminho que se prolonga por quarenta dias e nos conduz à alegria da Páscoa do Senhor, à vitória da Vida sobre a morte”, frisou o pontífice. A Igreja nos repropõe o forte chamado que o profeta Joel dirige ao povo de Israel: “Assim diz o Senhor: retornai a mim de todo vosso coração, com jejum, com lágrimas e com lamentação” (Joe 2,12).

O Papa ressaltou que a expressão “de todo vosso coração” significa “do centro dos nossos pensamentos e sentimentos, das raízes das nossas decisões, escolhas e ações, com um gesto de total e radical liberdade”. Este retorno a Deus é possível, “porque há uma força que não reside em nosso coração, mas que brota do coração do próprio Deus. É a força da sua misericórdia. O retorno ao Senhor é possível como graça, porque é obra de Deus e fruto da fé que nós repropomos em sua misericórdia”, disse ainda o Santo Padre.

“O ‘retornai a mim de todo vosso coração’ é um chamado que envolve não somente o indivíduo, mas a comunidade. A dimensão comunitária é um elemento essencial na fé e na vida cristã. O ‘Nós’ da Igreja é a comunidade em que Jesus nos reúne: a fé é necessariamente eclesial.”

Bento XVI convidou a “viver a Quaresma numa mais intensa e evidente comunhão eclesial, superando individualismos e rivalidades, é um sinal humilde e precioso para aqueles que estão distantes da fé ou indiferentes”.

“O ‘retornar a Deus de todo coração’ em nosso caminho quaresmal passa pela Cruz, o seguir Cristo no caminho que leva ao Calvário, à doação total de si. É um caminho no qual aprender cada dia a sair sempre mais do nosso egoísmo e dos nossos fechamentos, para dar espaço a Deus que abre e transforma o coração.”

No Evangelho de Mateus, Jesus faz referência a três práticas fundamentais previstas pela Lei mosaica: “a esmola, a oração e o jejum são também indicações tradicionais no caminho quaresmal para responder ao convite a retornar a Deus de todo coração.”

“O nosso testemunho será sempre mais incisivo quanto menos buscarmos a nossa glória e teremos consciência de que a recompensa do justo é o próprio Deus, o estar unido a Ele, aqui, no caminho da fé, e, ao término da vida, na paz e na luz do encontro face a face com Ele para sempre”, disse ainda o Papa.

“Ressoe forte em nós o convite à conversão, a retornar a Deus de todo coração, acolhendo a sua graça que nos faz homens novos, com aquela surpreendente novidade que é participação da própria vida de Jesus.”

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Renúncia do Papa e oração…

Queridos irmãos, fomos surpreendidos hoje com a forte notícia da renúncia do Papa Bento XVI à Sé de São Pedro.

Italy - Religion - Pope Benedict XVI - Easter Celebration

Conforme suas próprias palavras, tal renúncia se deve à sua avançada idade na condução do ministério petrino, foi feita livremente e devidamente manifestada, conforme dispõe o Cân. 332, § 2º, do Código de Direito Canônico, e estaria marcada para as 20:00 horas do dia 28 de fevereiro, quando então entraríamos no período de Sede Vacante, iniciando a convocação para o Conclave.

Apenas à guiza de esclarecimento, durante este período, o comando da “Barca de Pedro” estará confiado ao Colégio Cardinalício, o qual seguirá as normas estabelecidas pela Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis, promulgada pelo Papa João Paulo II em 22 de fevereiro de 1996.

Durante este período, cessa o exercício das funções de todos os Responsáveis dos Dicastérios da Cúria Romana e seus membros, excetuando-se o Cardeal Camerlengo da Santa Igreja Romana (Cardeal Tarcisio Bertone) e o Penitenciário-Mor (Dom Manuel Monteiro de Castro). Estes continuam despachando assuntos ordinários, submetendo ao Colégio dos Cardeais o que deveria ser referido ao Sumo Pontífice.

Duas espécies de Congregações de Cardeais são formadas: uma geral, de todo o Colégio e outra particular, formada pelo Camerlengo e três Cardeais Assistentes.

Durante este período rege o princípio de nihil innovetur (que não se inove nada). O governo da Igreja fica confiado ao Colégio Cardinalício somente para o despacho dos assuntos ordinários ou dos inadiáveis e para a preparação de tudo necessário para a eleição do novo Pontífice.

O Colégio Cardinalício não terá nenhuma potestade ou jurisdição sobre as questões que correspondem ao Sumo Pontífice em vida ou no exercício das funções de sua missão; todas estas questões devem ficar reservas exclusivamente ao futuro Pontífice. Neste período, o Colégio Cardinalício pode se reunir em dois tipos de reuniões: as Congregações Gerais e as Congregações Particulares.

Devem assistir à Congregação Geral todos os Cardeais não impedidos legitimamente; podem ausentar-se os Cardeais que não têm direito a participar da eleição do Papa. Nela são decididos os assuntos de maior importância, e devem ser celebradas diariamente. Os assuntos são decididos por maioria simples de votos. A Congregação Particular é formada pelo Cardeal Camerlengo e outros três Cardeais escolhidos por sorteio, chamados Assistentes. Nela são decididos os assuntos de trâmites e de menos importância.

Contudo, ademais todo o processo em que a Igreja se envolverá para a eleição do novo Papa, uma coisa nos é confiada, como Igreja que somos: rezar!

Nossas orações, diante deste momento, devem ser dirigidas ao Pai pela eleição de “Pedro”, para que Ele, o Esposo, dirija a Esposa ao porto seguro da Salvação, e a entregue a um comandante cheio do Espírito Santo, e que este mesmo Espírito o ilumine e o guarde.

Rezemos, irmãos, com tudo o que temos, com tudo o que somos, para que a Luz invada as portas do Vaticano neste momento, e para que o Conclave seja guiado por esta mesma Luz, que reflete as maravilhas do Céu.

Rezemos também por Bento XVI, este exemplo de grandeza e de homem que deu a vida pela Igreja de Cristo, para que o Espírito Santo o sustente nesta difícil decisão, o qual, nas palavras do ontem no Angelus afirmou:

“O homem não é o autor da própria vocação, mas dá resposta à proposta divina; e a fraqueza humana não deve ter medo se Deus chama. É preciso ter confiança na sua força que atua precisamente na nossa pobreza; temos de confiar sempre mais no poder da sua misericórdia, que transforma e renova”.

Por fim, agradeçamos a Deus por este presente que foi o Papa Bento XVI para a Igreja Católica, e para o mundo.

Nos próximos posts, vamos falar mais um pouco sobre o Conclave e como se dará este processo. Fiquem todos com Deus! Em oração…

Equipe Dominus Vobiscum

Lançamento:: Novo livro da série Dominus Vobiscum – Maria sempre Virgem e Santa

Livro Maria Sempre Virgem e Santa

Adquira já o terceiro livro da série Dominus Vobiscum dedicado a Virgem Maria

É com muita alegria que trago para vocês o terceiro livro da Série Dominus Vobiscum, totalmente dedicado a Nossa Mãe Maria Santíssima. Este completa a série que começou com o livro O Homem, Deus e a Religião e se seguiu com o livro As Sagradas Escrituras.

Escrever um livro para Nossa Senhora era um sonho antigo em razão da minha devoção pessoal a Ela, que sempre foi uma presença discreta em minha vida e em minha história.

Maria sempre Virgem e Santa segue o estilo dos outros dois livros anteriores: Muita catequese e muita oração. Porém neste há uma novidade: Antes de cada oração mariana apresentada ao fim dos capítulos, você saberá a origem de cada uma delas para rezar com mais ânimo e fé, pedindo a intercessão de Nossa Senhora.

A parte catequética do livro vai trazer ensinamentos da Doutrina Católica sobre a Virgindade Perpétua de Maria e o título dado a Ela pela Igreja de: Mãe de Deus. Sobre o livro é importante dizer que ele teve ajuda de grandes amigos: Mônica Jesus fez a correção gramatical do livro, Carlos Martins Nabeto (do site Sou Católico porque) fez a correção catequética e doutrinal e o prefácio foi escrito pelo amigo Alex C. Vasconcelos que é Notário da Câmara Eclesiástica da Arquidiocese de Maceió e blogueiro nas horas vagas (escreve no blog Sacrifício Vivo e Santo e na coluna espiritualidade do blog Dominus Vobiscum).

O livro só pode ser comprado pela internet nos sites Clube de Autores e Agbook.

Espero de coração que você adquira um exemplar, leia, goste e divulgue nossos livros! Que Nossa Senhora interceda sempre por você!

Dominus Vobiscum

80.000 pessoas se comprometem com o Papa a rezar o Terço diariamente

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O presidente da casa provincial da Congregação da Santa Cruz em Massachusetts, Pe. John Phalen, apresentou ao Papa Bento XVI um livro que contém 80 000 (oitenta mil) assinaturas de fiéis ao redor do mundo que se comprometeram a rezar diariamente o Terço.

A campanha realizada no marco da celebração do 70º aniversário da Congregação consistia em entregar terços gratuitos e as pessoas deixavam sua assinatura.

O sacerdote se reuniu com o Papa em dezembro de 2012 ao celebrar-se no Vaticano o congresso internacional sobre o documento de João Paulo II, Ecclesia in a América, onde pediu a bênção apostólica e descreveu a experiência como “uma oportunidade especial”.

Assinalou também que os compromissos “estão escritos em idiomas que não podemos entender, como por exemplo, alguns pertencentes à Índia e Bangladesh”.

A campanha do Terço começou em 1991 quando o fundador do Apostolado do Terço em Família e Servo de Deus, Padre Patrick Peyton, pediu para que rezem pela paz em união aos pedidos da Virgem Maria.