Evangelho do Dia:: Jesus cura nossos corpos, e sobretudo nossas almas

Quem julga, pois, que aprenda a perdoar; e quem estiver doente, a suplicar. E se não esperais o perdão imediato das faltas graves, recorrei a intercessores, recorrei à Igreja, que rezará por vós...

Do Evangelho Quotidiano

Quando Jesus entrou de novo em Cafarnaum e se soube que estava em casa, juntou-se tanta gente que nem mesmo à volta da porta havia lugar, e anunciava-lhes a Palavra. Vieram, então, trazer-lhe um paralítico, transportado por quatro homens. Como não podiam aproximar-se por causa da multidão, descobriram o tecto no sítio onde Ele estava, fizeram uma abertura e desceram o catre em que jazia o paralítico. Vendo Jesus a fé daqueles homens, disse ao paralítico: Filho, os teus pecados estão perdoados. Ora estavam lá sentados alguns doutores da Lei que discorriam em seus corações: Porque fala este assim? Blasfema! Quem pode perdoar pecados senão Deus? Jesus percebeu logo, em seu íntimo, que eles assim discorriam; e disse-lhes: Porque discorreis assim em vossos corações? Que é mais fácil? Dizer ao paralítico: Os teus pecados estão perdoados, ou dizer: Levanta-te, pega no teu catre e anda? Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem na terra poder para perdoar os pecados, Eu te ordeno disse ao paralítico: levanta-te, pega no teu catre e vai para tua casa. Ele levantou-se e, pegando logo no catre, saiu à vista de todos, de modo que todos se maravilhavam e glorificavam a Deus, dizendo: Nunca vimos coisa assim! (Mc 2,1-12)

Comentário feito por Santo Ambrósio (c.340-397), Bispo de Milão e Doutor da Igreja

Vendo Jesus a fé daqueles homens, disse ao paralítico: Os teus pecados estão perdoados. Como é grande o Senhor! Por causa de uns, perdoa aos outros; de uns recebe a oração, a outros perdoa os pecados. Por que razão, ó homem, não poderá o teu semelhante interceder por ti, quando é um servo que do Senhor alcança e obtém, pela súplica insistente, a graça?

Quem julga, pois, que aprenda a perdoar; e quem estiver doente, a suplicar. E se não esperais o perdão imediato das faltas graves, recorrei a intercessores, recorrei à Igreja, que rezará por vós, e, em consideração a ela, o Senhor vos concederá o perdão que podia ter-vos recusado. Não negamos a realidade histórica da cura do paralítico, apenas queremos aqui realçar sobretudo a sua cura interior, por causa dos pecados que lhe foram perdoados. [...]

O Senhor quer salvar os pecadores e demonstra a Sua divindade através do conhecimento que tem dos corações e dos prodígios das Suas ações: Que é mais fácil? Dizer ao paralítico os teus pecados estão perdoados, ou dizer Levanta-te, pega no teu catre e anda? E assim faz-lhes ver a imagem completa da Ressurreição, uma vez que, ao curar as feridas do corpo e da alma [...], é o homem todo que fica curado.

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Evangelho do Dia: Hoje vimos maravilhas!

Do Evangelho Quotidiano

Um dia, quando Jesus ensinava, estavam ali sentados alguns fariseus e doutores da Lei, que tinham vindo de todas as localidades da Galileia, da Judeia e de Jerusalém; e o poder do Senhor levava-o a realizar curas. Apareceram uns homens que traziam um paralítico num catre e procuravam fazê-lo entrar e colocá-lo diante dele. Não achando por onde introduzi-lo, devido à multidão, subiram ao teto e, através das telhas, desceram-no com a enxerga, para o meio, em frente de Jesus. Vendo a fé daqueles homens, disse: Homem, os teus pecados estão perdoados. Os doutores da Lei e os fariseus começaram a murmurar, dizendo: Quem é este que profere blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, a não ser Deus? Mas Jesus, penetrando nos seus pensamentos, tomou a palavra e disse-lhes: Que estais a pensar em vossos corações? Que é mais fácil dizer: ‘Os teus pecados estão perdoados’, ou dizer: ‘Levanta-te e anda’? Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem, na terra, o poder de perdoar pecados, ordeno-te disse ao paralítico: Levanta-te, pega na enxerga e vai para tua casa. No mesmo instante, ergueu-se à vista deles, pegou na enxerga em que jazia e foi para a sua casa, glorificando a Deus. Todos ficaram estupefatos e glorificaram a Deus, dizendo cheios de temor: Hoje vimos maravilhas! (Lc 5,17-26. )

Comentário do Evangelho do dia feito por São Gregório de Agrigento (c. 559-c. 594), bispo

A luz é suave e é bom contemplar o sol com os nossos olhos de carne [...]; é por isso que já Moisés dizia: Deus viu que a luz era boa (Gn 1,4). [...]Como é bom para nós pensar na grande, verdadeira e indefetível luz que, ao vir ao mundo, a todo o homem ilumina (Jo 1,9), isto é, Cristo, o Salvador do mundo e seu libertador. Depois de Se ter revelado ao olhar dos profetas, fez-Se homem e penetrou até às últimas profundezas da condição humana. É d’Ele que fala o profeta Davi:  Louvai a Deus, cantai salmos ao Seu nome, abri caminho Àquele que cavalga sobre as nuvens; o Seu nome é Senhor! Exultai na Sua presença! (Sl 68,5) E ainda Isaías, falando bem alto: O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; habitavam numa terra de sombras, mas uma luz brilhou sobre eles (Is 9,1). [...]Assim, portanto, a luz do sol, vista pelos nossos olhos de carne, anuncia o Sol espiritual da justiça (cf Ml 3,20), o mais suave que alguma vez Se elevou, para aqueles que tiveram a felicidade de ser instruídos por Ele e de O ver com os olhos de carne, enquanto Ele permanecia entre os homens, como um homem vulgar. E, no entanto, Ele não era apenas um homem vulgar, uma vez que tinha nascido verdadeiro Deus, capaz de dar a vista aos cegos, de fazer caminhar os coxos, de fazer ouvir os surdos, de purificar os leprosos e de trazer os mortos à vida com uma simples palavra (cf Lc 7,22).

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Evangelho do Dia:: Do Oriente e do Ocidente, muitos virão sentar-se à mesa do banquete no Reino do Céu do Reino

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, ao entrar Jesus em Cafarnaúm, aproximou-se dele um centurião, suplicando nestes termos: Senhor, o meu servo jaz em casa paralítico, sofrendo horrivelmente. Disse-lhe Jesus: Eu irei curá-lo. Respondeu-lhe o centurião: Senhor, eu não sou digno de que entres debaixo do meu teto; mas diz uma só palavra e o meu servo será curado. Porque eu, que não passo de um subordinado, tenho soldados às minhas ordens e digo a um: ‘Vai’, e ele vai; a outro: ‘Vem’, e ele vem; e ao meu servo: ‘Faz isto’, e ele faz. Jesus, ao ouvi-lo, admirou-se e disse aos que o seguiam: Em verdade vos digo: Não encontrei ninguém em Israel com tão grande fé! Digo-vos que, do Oriente e do Ocidente, muitos virão sentar-se à mesa do banquete com Abraão, Isaac e Jaco, no Reino do Céu. (Mt 8,5-11)

Comentário do Evangelho do dia feito por São Boaventura (1221-1274), franciscano, doutor da Igreja

O Reino dos Céus tem o tamanho de uma caridade sem limites; engloba os indivíduos homens de todas as tribos, línguas, povos e nações (Ap 5,9) e ninguém o achará apertado, pois ele espraia-se e a glória de cada um aumenta na mesma proporção. É isso que leva Santo Agostinho a dizer: Quando muitos tomam parte da mesma alegria, a alegria de cada um torna-se mais abundante, porque todos se arrebatam uns aos outros. Esta vastidão do Reino está expressa nestas palavras das Escrituras: Pede-me e Eu te darei os povos como herança (Sl 2,8); Do Oriente e do Ocidente, muitos virão sentar-se à mesa do banquete com Abraão, Isaac e Jacob, no Reino do Céu. Nem a multidão de quantos o desejam, nem a multidão de quantos existem, nem a multidão de quantos o possuem, nem a multidão de quantos chegam tornará mais estreito o espaço neste Reino, nem incomodará seja quem for. Mas porque devo estar confiante ou ter esperança de possuir o Reino de Deus? Devido à generosidade de Deus, que me convida: Procurai primeiro o Reino de Deus (Mt 6,33). Devido à verdade que me consola: Não temas, pequenino rebanho, porque aprouve ao vosso Pai dar-vos o Reino (Lc 12,32). Devido à bondade e à caridade que me redime: Tu és digno de receber o livro e de abrir os selos; porque foste morto e, com Teu sangue, resgataste para Deus homens de todas as tribos, línguas, povos e nações; e fizeste deles um reino e sacerdotes para o nosso Deus; e reinarão sobre a terra (Ap 5,9-10).

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Canta e caminha! Não te extravies; não voltes atrás; não fiques parado

Do Evangelho Quotidiano

Depois disto, subiu para o barco, atravessou o mar e foi para a sua cidade.  Apresentaram-lhe um paralítico, deitado num catre. Vendo Jesus a fé deles, disse ao paralítico: Filho, tem confiança, os teus pecados estão perdoados. Alguns doutores da Lei disseram consigo: Este homem blasfema. Jesus, conhecendo os seus pensamentos, disse-lhes: Porque alimentais esses maus pensamentos nos vossos corações? Que é mais fácil dizer: ‘Os teus pecados te são perdoados’, ou: ‘Levanta-te e anda’? Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem, na terra, poder para perdoar pecados disse Ele ao paralítico: ‘Levanta-te, toma o teu catre e vai para tua casa. E ele, levantando-se, foi para sua casa. Ao ver isto, a multidão ficou dominada pelo temor e glorificou a Deus, por ter dado tal poder aos homens. (S. Mateus 9,1-8)

Comentário do Evangelho do dia feito por Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (Norte de África) e doutor da Igreja

E se o Espírito d’Aquele que ressuscitou Jesus de entre os mortos habita em vós, Ele, que ressuscitou Cristo de entre os mortos, também dará vida aos vossos corpos mortais (Rm 8,11). Agora é um corpo humano natural; depois será um corpo espiritual. Pois, o primeiro homem, Adão, foi feito um ser vivente e o último Adão um espírito que vivifica (1Cor 15,45). Eis a razão pela qual Ele dará a vida aos vossos corpos mortais, por causa do Espírito que habita em vós. Ah! Que feliz aleluia cantaremos então! Que segurança! Já não haverá adversário, nem inimigo; não perderemos nenhum amigo. Aqui na terra cantamos os louvores de Deus no meio das nossas preocupações; no céu, cantá-los-emos numa perfeita tranquilidade. Aqui cantamo-los em face da morte; no céu, teremos uma vida que não acaba. Aqui, na esperança; no céu, na realidade. Aqui, somos viajantes; lá, estaremos na nossa pátria. Cantemos portanto, desde agora, irmãos, não para saborear o repouso, mas para aligeirar o nosso trabalho. Cantemos como o fazem os viajantes. Canta, mas sem parar de caminhar; canta para te reconfortares no meio das fadigas. [...] Canta e caminha! O que quer dizer caminha? Segue em frente; faz progressos no bem. [...] Vai em frente, caminhando para o bem; avança na fé e na pureza de costumes. Canta e caminha! Não te extravies; não voltes atrás; não fiques parado. Voltemo-nos para o Senhor.

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Ele tomou as nossas enfermidades e carregou as nossas dores

Do Evangelho Quotidiano

Entrando em Cafarnaúm, aproximou-se dele um centurião, suplicando nestes termos: Senhor, o meu servo jaz em casa paralítico, sofrendo horrivelmente. Disse-lhe Jesus: Eu irei curá-lo. Respondeu-lhe o centurião: Senhor, eu não sou digno de que entres debaixo do meu teto; mas diz uma só palavra e o meu servo será curado. Porque eu, que não passo de um subordinado, tenho soldados às minhas ordens e digo a um: ‘Vai’, e ele vai; a outro: ‘Vem’, e ele vem; e ao meu servo: ‘Faz isto’, e ele faz. Jesus, ao ouvi-lo, admirou-se e disse aos que o seguiam: Em verdade vos digo: Não encontrei ninguém em Israel com tão grande fé! Digo-vos que, do Oriente e do Ocidente, muitos virão sentar-se à mesa do banquete com Abraão, Isaac e Jacó, no Reino do Céu, ao passo que os filhos do Reino serão lançados nas trevas exteriores, onde haverá choro e ranger de dentes. Disse, então, Jesus ao centurião: Vai, que tudo se faça conforme a tua fé. Naquela mesma hora, o servo ficou curado. Entrando em casa de Pedro, Jesus viu que a sogra dele jazia no leito com febre. Tocou-lhe na mão, e a febre deixou-a. E ela, levantando-se, pôs-se a servi-lo. Ao entardecer, apresentaram-lhe muitos possessos; e Ele, com a sua palavra, expulsou os espíritos e curou todos os que estavam doentes, para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta Isaías: Ele tomou as nossas enfermidades e carregou as nossas dores.

Comentário do Evangelho do dia feito por Concílio Vaticano II 

Para vós todos, irmãos que suportais provações, visitados pelo sofrimento sob infinitas formas, o Concílio tem uma mensagem muito especial. O Concílio sente, fixados sobre ele, os vossos olhos implorantes, brilhantes de febre ou abatidos pela fadiga, olhares interrogadores, que perguntam ansiosamente quando e de onde virá a consolação. Irmãos muito amados, sentimos repercutir profundamente nos nossos corações de pais e pastores os vossos gemidos e a vossa dor. E a nossa própria dor aumenta ao pensar que não está no nosso poder trazer-vos a saúde corporal nem a diminuição das vossas dores físicas, que médicos, enfermeiros, e todos os que se consagram aos doentes se esforçam por minorar com a melhor das vontades. Mas nós temos algo de mais profundo e de mais precioso para vos dar; a única verdade capaz de responder ao mistério do sofrimento e de vos trazer uma consolação sem ilusões: a fé e a união das dores humanas a Cristo, Filho de Deus, pregado na cruz pelas nossas faltas e para a nossa salvação. Cristo não suprimiu o sofrimento; não quis sequer desvendar inteiramente o seu mistério: tomou-o sobre Si, e isto basta para nós compreendermos todo o seu preço.  Ó vós todos, que sentis mais duramente o peso da cruz, vós que sois pobres e abandonados, vós que chorais, vós que sois perseguidos por amor da justiça, vós de quem não se fala, vós os desconhecidos da dor, tende coragem: vós sois os preferidos do reino de Deus, que é o reino da esperança, da felicidade e da vida; vós sois os irmãos de Cristo sofredor; e com Ele, se quereis, vós salvais o mundo. Eis a ciência cristã do sofrimento, a única que dá a paz. Sabei que não estais sós, nem separados, nem abandonados, nem sois inúteis: vós sois os chamados por Cristo, a Sua imagem viva e transparente.

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