Evangelho do Dia:: Foi a Mim mesmo que o fizestes

Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: Quando o Filho do Homem vier na sua glória, acompanhado por todos os seus anjos, há-de sentar-se no seu trono de glória. Perante Ele, vão reunir-se todos os povos e Ele separará as pessoas umas das outras, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. À sua direita porá as ovelhas e à sua esquerda, os cabritos. O Rei dirá, então, aos da sua direita: ‘Vinde, benditos de meu Pai! Recebei em herança o Reino que vos está preparado desde a criação do mundo. Porque tive fome e destes-me de comer, tive sede e destes-me de beber, era peregrino e recolhestes-me, estava nu e destes-me que vestir, adoeci e visitastes-me, estive na prisão e fostes ter comigo. Então, os justos vão responder-lhe: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber? Quando te vimos peregrino e te recolhemos, ou nu e te vestimos? E quando te vimos doente ou na prisão, e fomos visitar-te? E o Rei vai dizer-lhes, em resposta: Em verdade vos digo: Sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim mesmo o fizestes. Em seguida dirá aos da esquerda: Afastai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, que está preparado para o diabo e para os seus anjos! Porque tive fome e não me destes de comer, tive sede e não me destes de beber, era peregrino e não me recolhestes, estava nu e não me vestistes, doente e na prisão e não fostes visitar-me. Por sua vez, eles perguntarão: Quando foi que te vimos com fome, ou com sede, ou peregrino, ou nu, ou doente, ou na prisão, e não te socorremos? Ele responderá, então: ‘Em verdade vos digo: Sempre que deixastes de fazer isto a um destes pequeninos, foi a mim que o deixastes de fazer. Estes irão para o suplício eterno, e os justos, para a vida eterna. (Mt 25,31-46)

Comentário feito por Bem-Aventurada Teresa de Calcutá (1910-1997), fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade

Jesus disse: O que fizerdes ao mais pequeno dos vossos irmãos, é a Mim que o fazeis. Quando recebeis uma criança, é a Mim que recebeis. Se em Meu nome oferecerdes um copo de água, é a Mim que o fazeis (Mc 9,37; Mt 10,42). E, para ter a certeza de que tínhamos entendido bem o que Ele disse, afirmou que é assim que seremos julgados na hora de nossa morte: Tive fome e destes-Me de comer, era peregrino e recolhestes-Me, estava nu e destes-Me que vestir.

Não se trata apenas de uma fome de pão; é uma fome de amor. A nudez não diz respeito apenas ao vestuário; a nudez é também a falta de dignidade humana e desta magnifica virtude que é a pureza, tal como a falta de respeito duns pelos outros. Estar sem abrigo não é só não ter casa; estar sem abrigo é também ser rejeitado, excluído, mal amado.

Veja também:: Exame de consciência para uma boa confissão

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Evangelho do Dia:: A boa nova é anunciada aos pobres

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, João Batista chamou dois dos seus discípulos. João mandou-os ao Senhor com esta mensagem: És Tu o que está para vir, ou devemos esperar outro? Ao chegarem junto dele, os homens disseram: João Batista mandou-nos ter contigo para te perguntar: ‘És Tu o que está para vir, ou devemos esperar outro?’ Nessa altura, Jesus curava a muitos das suas doenças, padecimentos e espíritos malignos e concedia vista a muitos cegos. Tomando a palavra, disse aos enviados: Ide contar a João o que vistes e ouvistes: Os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos ficam limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, a Boa-Nova é anunciada aos pobres; e feliz de quem não tiver em mim ocasião de queda. (Lc 7,18-23)

Comentário feito por Beato João Paulo II

Diante dos Seus conterrâneos, em Nazaré, Cristo expõe as palavras do profeta Isaías: O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para anunciar a Boa-Nova aos pobres; enviou-me a proclamar a libertação aos cativos e, aos cegos, a recuperação da vista; a mandar em liberdade os oprimidos, a proclamar um ano favorável da parte do Senhor (Lc 4,18-19). [...] Mediante tais fatos e palavras, Cristo torna o Pai presente no meio dos homens. É muito significativo que estes homens sejam sobretudo os pobres, carecidos dos meios de subsistência, os que estão privados da liberdade, os cegos que não vêem a beleza da criação, os que vivem com a amargura no coração, ou então os que sofrem por causa da injustiça social e, por fim, os pecadores. Em relação a estes últimos, de modo especial, o Messias torna-Se sinal particularmente visível de Deus que é amor, torna-Se sinal do Pai. [...]

É igualmente significativo que, quando os mensageiros enviados por João Batista foram ter com Jesus e Lhe perguntaram: Tu és Aquele que está para vir, ou temos de esperar outro?, Ele, referindo-se ao mesmo testemunho com que havia inaugurado o Seu ensino em Nazaré, lhes tenha respondido: Ide contar a João o que vistes e ouvistes: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos ficam limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, aos pobres é anunciada a Boa-Nova; e é ainda significativo que tenha depois concluído: Bem-aventurado aquele que não se escandalizar a Meu respeito.

Jesus revelou, sobretudo pelo Seu estilo de vida e as Suas ações, como o Amor está presente no mundo em que vivemos, Amor operante, Amor que se dirige ao homem e abraça tudo quanto constitui a sua humanidade. Tal amor transparece especialmente no contato com o sofrimento, a injustiça e a pobreza, no contato com toda a condição humana histórica que, de vários modos, manifesta as limitações e a fragilidade, tanto físicas como morais, do homem. Precisamente o modo e o âmbito em que Se manifesta o Amor são chamados, na linguagem bíblica, misericórdia. Cristo, portanto, revela Deus que é Pai, que é Amor, como referiria João na sua primeira epístola (4,16); revela Deus rico em misericórdia (Ef 2,4).

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AVISO:: Estamos assumindo aqui no blog Dominus Vobiscum uma campanha de oração pela Jornada Mundial da Juventude. A proposta é que todo católico reze um terço por dia de hoje até o evento que acontecerá em 2013 no Rio de Janeiro. Você topa o desafio?

Notícia:: Humanidade busca a esperança e o amor de Deus, assegura o Papa

ACI Digital

Ao receber na manhã de ontem os participantes do encontro da Cáritas italiana que este ano celebra seu 40º aniversário, o Papa Bento XVI exortou a prosseguir em sua missão de ajuda aos necessitados, dando-lhes a esperança que só Deus oferece e que eles e a humanidade inteira procuram.

Em seu discurso aos mais de doze mil participantes do encontro que foram a Roma, o Santo Padre precisou que “a humanidade não necessita apenas de benfeitores, mas de pessoas simples e concretas que como Jesus saibam ficar ao lado dos irmãos compartilhando suas fadigas”.

“Em uma palavra –precisou o Papa– a humanidade procura sinais de esperança. Nossa fonte de esperança é o Senhor. Por isso é Cáritas necessária, não para delegar o serviço de caridade, mas por ser um sinal da caridade de Cristo, um sinal que dá esperança”

Bento XVI recordou além disto que a Cáritas tem “uma importante tarefa educativa perante a comunidade, as famílias e a sociedade civil na qual a Igreja está chamada ser luz. Trata-se de assumir a responsabilidade de educar para vida reta do Evangelho, que só é tal se compreendermos de forma orgânica o testemunho da caridade”.

“Não desistam jamais desta tarefa educativa mesmo que o caminho seja árduo e o esforço pareça não dar resultados. Vivam-na em fidelidade à Igreja e no respeito da identidade de suas instituições, utilizando as ferramentas que a história lhes entregou e aquelas que ‘a fantasia da caridade’, como dizia o beato João Paulo IIlhes sugerirá para o futuro”, exortou o Santo Padre.

Sobre as obras de caridade que falam de Deus e anunciam esperança, Bento XVI disse que estas “são obras que nascem da fé. São obras de Igreja, expressão da atenção para com os que passam mais fadigas”.

“São ações pedagógicas porque ajudam os mais pobres a crescerem em sua dignidade; às comunidades cristãs a caminharem após os rastros de Cristo; à sociedade civil a assumir suas obrigações”.

O Pontífice insistiu também em recordar tudo o que ensina o Concílio Vaticano II: “satisfazer acima de tudo as exigências da justiça, de modo que não se ofereça como ajuda de caridade o que já se deve a título de justiça”.

O Papa disse logo que “o humilde e concreto serviço que oferece a Igreja não quer substituir, nem muito menos adormecer a consciência coletiva e civil. Permance ao seu lado com espírito de sincera colaboração, na devida autonomia e plena consciência da subsidiaridade”.

Depois de assinalar que “a caridade requer abertura da mente”, Bento XVI afirmou que “responder às necessidades não só significa dar pão ao faminto, e sim interrogar-se a respeito das causas pelas quais há fome, com o olhar de Jesus que sabia ver a realidade profunda das pessoas que se aproximavam dele”.

“Nesta perspectiva o presente interpela seu ser artífices de caridade. Não podemos deixar de pensar no vasto campo da imigração. Freqüentemente calamidades naturais e guerras criam situações de emergência. A crise econômica global é um sinal ulterior dos tempos que requer a coragem da fraternidade”.

“A diferença entre o norte e sul do mundo e a lesão da dignidade humana de tantas pessoas, pedem uma caridade que se alargue, em círculos concêntricos, dos sistemas econômicos pequenos aos grandes, o mal-estar generalizado, o desfalecimento das famílias, a incerteza da condição juvenil indicam o perigo de uma diminuição da esperança”.

Na parte final de seu discurso, o Papa Bento XVI exortou a ajudar “a Igreja inteira a fazer visível o amor de Deus. Vivam a gratuidade e ajudem a vivê-la. Recordem a todos o essencial do amor que se faz serviço. Acompanhem os irmãos mais fracos. Animem as comunidades cristãs. Falem ao mundo a palavra do amor que vem de Deus e procurem a caridade como síntese de todos os carismas do Espírito!”

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Obs.: Hoje estou fazendo uma campanha especial, para que todos os leitores deste blog participem da Petição Pública movida pelo Ministério Público Federal contra as TVs Católicas Canção Nova e Aparecida. Para fazê-lo clique no link:  http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2011N16989

Evangelho do Dia:: Dar tudo porque Cristo tudo deu

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, Jesus levantou os olhos e viu os ricos deitarem no cofre do tesouro as suas ofertas. Viu também uma viúva pobre deitar lá duas moedinhas e disse: Em verdade vos digo que esta viúva pobre deitou mais do que todos os outros; pois eles deitaram no tesouro do que lhes sobejava, enquanto ela, da sua indigência, deitou tudo o que tinha para viver. (Lc 21,1-4)

Comentário do Evangelho do dia feito por Beato Charles de Foucauld (1858-1916), eremita e missionário no Saara

Meu Senhor Jesus, quão depressa será pobre aquele que, amando-Vos de todo o coração, não puder suportar ser mais rico do que o seu Bem-Amado! Quão depressa será pobre aquele que, sabendo que tudo o que for feito a um destes pequeninos é a Vós que é feito e que tudo o que o não for também o não será a Vós (Mt 25,40.45), aliviar toda a miséria ao seu alcance! Quão depressa será pobre aquele que receber com fé as palavras que dizem: Se queres ser perfeito, vende o que tens e dá o dinheiro aos pobres. Felizes os pobres. Todo aquele que tiver deixado os seus bens por causa do Meu nome, receberá cem vezes mais e terá por herança a vida eterna (Mt 19,21.29; 5,3; 19,29), e tantas outras como estas! Deus meu, não me parece que seja possível a todas estas almas, ao ver-Vos pobre, permanecerem ricas por vontade e assim se reverem maiores do que o seu Mestre, o seu Bem-Amado, ou, se depender delas, não quererem ser parecidas convosco em tudo, sobretudo nas Vossas humilhações [...]. Seja como for, não consigo conceber o amor sem a necessidade imperiosa de tornar conformes, semelhantes e, acima de tudo, cor-respondidas, todas as dores, todas as penas, todas as asperezas da vida. Por mim, meu Deus, não me é possível ser rico e viver desafogadamente dos meus bens quando Vós fostes pobre e vivestes com dificuldades, tirando laboriosamente o sustento duma custosa profissão. Não sei amar assim.

Não convém que o servo seja maior do que o seu Senhor (Jo 13,16), nem que a esposa seja rica quando o Esposo é pobre [...]. E é-me impossível compreender o amor sem esta procura de identificação [...], sem esta necessidade de partilha de todas as cruzes.

  

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Evangelho do Dia:: Hoje veio a salvação a esta casa

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, Jesus entrou Jericó e começou a atravessar a cidade. Vivia ali um homem rico, chamado Zaqueu, que era chefe de cobradores de impostos. Procurava ver Jesus e não podia, por causa da multidão, pois era de pequena estatura. Correndo à frente, subiu a um sicómoro para o ver, porque Ele devia passar por ali. Quando chegou àquele local, Jesus levantou os olhos e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, pois hoje tenho de ficar em tua casa. Ele desceu imediatamente e acolheu Jesus, cheio de alegria. Ao verem aquilo, murmuravam todos entre si, dizendo que tinha ido hospedar-se em casa de um pecador. Zaqueu, de pé, disse ao Senhor: Senhor, vou dar metade dos meus bens aos pobres e, se defraudei alguém em qualquer coisa, vou restituir-lhe quatro vezes mais. Jesus disse-lhe: Hoje veio a salvação a esta casa, por este ser também filho de Abraão; pois, o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido. (Lc 19,1-10)

Comentário feito por São Tomás Moro (1478-1535), estadista inglês, mártir

Recebamos Cristo na Eucaristia como o fez Zaqueu, o bom publicano [...], que se apressou a descer da árvore e, cheio de alegria, acolheu Jesus em sua casa. Mas não se contentou em acolhê-lO com uma alegria efémera, fruto de uma ligação superficial [...]: deu provas disso através de obras virtuosas. Comprometeu-se a indenizar de imediato todos aqueles que defraudara, e não apenas no valor roubado, mas no quádruplo; além disso, comprometeu-se também a dar aos pobres metade de todos os seus bens – e imediatamente, note-se, sem esperar pelo dia seguinte. [...]

Que nosso Senhor nos conceda a graça de receber o Seu santíssimo corpo e sangue, a Sua alma bendita e a Sua divindade todo-poderosa, tanto na nossa alma como no nosso corpo, com o mesmo ardor, a mesma espontaneidade, a mesma felicidade, a mesma alegria espiritual que teve aquele homem ao recebê-lO em sua casa. E que o fruto das nossas boas obras possa dar testemunho de que O recebemos condignamente, com aquela fé total e o firme propósito de bem viver que se impõem aos que comungam. Então Deus [...] dirá sobre a nossa alma o que disse outrora sobre a de Zaqueu: Hoje veio a salvação a esta casa.


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Evangelho do Dia: Felizes, vós os pobres [...] ai de vós, os ricos

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, Jesus erguendo os olhos para os discípulos, pôs-se a dizer: Felizes vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus. Felizes vós, os que agora tendes fome, porque sereis saciados. Felizes vós, os que agora chorais, porque haveis de rir. Felizes sereis, quando os homens vos odiarem, quando vos expulsarem, vos insultarem e rejeitarem o vosso nome como infame, por causa do Filho do Homem. Alegrai-vos e exultai nesse dia, pois a vossa recompensa será grande no Céu. Era precisamente assim que os pais deles tratavam os profetas. Mas ai de vós, os ricos, porque recebestes a vossa consolação! Ai de vós, os que estais agora fartos, porque haveis de ter fome! Ai de vós, os que agora rides, porque gemereis e chorareis! Ai de vós, quando todos disserem bem de vós! Era precisamente assim que os pais deles tratavam os falsos profetas. (S. Lucas 6,20-26)

Comentário do Evangelho do dia feito por Beato Guerric d’Igny (c. 1080-1157), abade cisterciense

É com razão que o Senhor, proclamando a beatitude dos pobres, não diz: O Reino dos céus será, mas: é vosso. [...] Estão próximos do Reino de Deus os que já possuem e trazem no seu coração o Rei de Quem se disse que servi-Lo é reinar [...]. Os outros que se guerreiem para partilharem a herança deste mundo: Senhor, minha herança e meu cálice (Sl 15,5). Combatam entre si até que sejam os mais miseráveis: não lhes desejo nada do que procuram, porque eu no Senhor encontro a minha alegria (Sl 103,34). Tu, herança gloriosa dos pobres! Bem-aventurada riqueza dos que nada têm! Não só nos dás tudo quanto precisamos, como ainda, cheia de glória, transbordas de alegria, porque uma boa medida, cheia, recalcada, transbordante será lançada no vosso regaço (Lc 6,38). [...] Que a vossa alma [...] se glorifique na sua humildade, vós os pobres, e que olhe com desdém toda a grandeza deste mundo. [...] Estão-vos preparados bens eternos, e vós preferis as coisas efêmeras, semelhantes a um sonho? [...] Como são infelizes aqueles que a bem-aventurada pobreza torna dignos de serem honrados pelo céu, admirados pelo mundo e temidos pelo inferno, e que continuamente, na cegueira do seu espírito, olham a pobreza como uma miséria, a humildade como uma infâmia; àqueles que desejam enriquecer e caem nas armadilhas do diabo, então que tudo lhes pertença! [...] Quanto a vós, os que tendes por amiga a pobreza e encontrais suave a humildade de coração, a Verdade eterna dar-vos-á a certeza de possuirdes o Reino dos céus; Ele guarda fielmente para vós este Reino que vos está reservado.

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Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, Eu o farei

Do Evangelho Quotidiano

Se ficastes a conhecer-me, conhecereis também o meu Pai. E já o conheceis, pois estais a vê-lo. Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta!
Jesus disse-lhe: Há tanto tempo que estou convosco, e não me ficaste a conhecer, Filipe? Quem me vê, vê o Pai. Como é que me dizes, então, mostra-nos o Pai? Não crês que Eu estou no Pai e o Pai está em mim? As coisas que Eu vos digo não as manifesto por mim mesmo: é o Pai, que, estando em mim, realiza as suas obras. Crede-me: Eu estou no Pai e o Pai está em mim; crede, ao menos, por causa dessas mesmas obras. Em verdade, em verdade vos digo: quem crê em mim também fará as obras que Eu realizo; e fará obras maiores do que estas, porque Eu vou para o Pai, e o que pedirdes em meu nome Eu o farei, de modo que, no Filho, se manifeste a glória do Pai. Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, Eu o farei. ( S. João 14,7-14)

Comentário do Evangelho feito por : São Vicente de Paulo

 Nosso Senhor disse: Bem-aventurados os pobres em espírito (Mt 5,3); deste modo, a Sabedoria eterna mostra quanto os trabalhadores evangélicos devem evitar a magnificência das acções e das palavras e assumir uma maneira de agir e de falar humilde, fácil e comum. É o demónio que nos entrega a essa tirania de querer ter sucesso e que, ao ver-nos executar uma tarefa com simplicidade, nos diz: Eis uma coisa baixa; isto é demasiado banal e muito indigno da majestade cristã. Armadilha do demónio! Tomai cuidado, Senhores, renunciai a essas vaidades. [...] Tende presente os modos de Nosso Senhor, tão humilde e tão adverso a isso. Ele poderia dar um grande realce às Suas obras e uma potência soberana às Suas palavras, mas não o fez. Vós fareis, dizia aos Seus discípulos, as obras que Eu realizo; e fareis obras maiores do que estas. Mas, Senhor, porque quereis que, ao fazer o que haveis feito, façam mais que Vós? É que Nosso Senhor quer deixar-Se ultrapassar nas acções públicas, para Se distinguir nas humildes e secretas; Ele deseja os frutos do Evangelho e não os barulhos do mundo; e, para isso, fez mais por meio dos Seus servidores do que por Si mesmo. Ele quis que São Pedro convertesse, de uma vez três mil e de outra cinco mil pessoas (Act 2,41; 4,4), e que toda a terra fosse iluminada pelos apóstolos. Quanto a Ele, embora tenha sido a luz do mundo (Jo 8,12), só pregou em Jerusalém e nos arredores, e pregou aí sabendo que obteria menos resultados que noutros lugares. [...] Fez, pois, poucas coisas, e os Seus pobres discípulos, ignorantes e grosseiros, animados pela Sua força, fizeram mais que Ele. Porquê? Foi porque Ele quis ser humilde naquilo que fez.

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