Ex-autoridade vaticana: É Preciso um milagre mais para canonizar João Paulo II

Da ACI Digital

O Prefeito Emérito da Congregação para a Causa dos Santos, Cardeal José Saraiva Martins, explicou em entrevista com a ACI Prensa que para o processo de canonização do Papa João Paulo II, “é necessário que aconteça outro milagre depois da beatificação” que se celebra este domingo 1 de maio.

O Cardeal Martins, quem foi durante anos Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos no Vaticano, indicou que se pode dizer que o processo de canonização “não foi iniciado simplesmente porque ainda não existe tal processo”. “O importante é que aconteça um milagre depois da beatificação”, acrescentou.

A ex-autoridade vaticana assinalou neste sábado 30 de abril que depois de amanhã, domingo 1º de maio, se houver outro milagre atribuído ao Papa se procederá à investigação correspondente, e só então “deverá ser aprovado como tal por uma consulta médica, por um grupo de médicos, logo por teólogos, e depois pelos cardeais membros do dicastério (a Congregação para as Causas dos Santos)”.

O Cardeal Saraiva disse também à ACI Prensa em espanhol que a história da religiosa francesa completamente curada graças a João Paulo II, Marie Simon Pierre, “inicia de uma enfermidade de Parkinson cuja cura os médicos encontraram inexplicável cientificamente à luz da medicina atual pelo modo em que se curou, já que certas enfermidades podem ser sanadas com o tempo, mas outra coisa é o modo no que foram sanadas”.

O Cardeal comentou que isso se deu no caso da religiosa francesa, cuja cura se deu “instantaneamente depois da prece feita ao candidato à beatificação”.

Depois de recordar sua proximidade com João Paulo II em seus anos de serviço, o Cardeal Saraiva disse que embora o Papa peregrino não tenha sido canonizado, pode-se dizer que “era realmente uma pessoa Santa no sentido mais autêntico da palavra, entendendo bem o sentido da santidade, e o que significa ser santo”.

Na sua opinião, a beatificação de João Paulo II “será um grande evento, um evento histórico, não somente para a Igreja, Polônia ou Roma,mas para todo mundo. Ele era um Papa amado por todos, crentes e não crentes”.

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João Paulo II, o apóstolo da misericórdia

Do Portal Zenit

A escolha de Bento XVI para a data da beatificação de João Paulo II, 1º de maio, que neste ano coincide com o domingo da Divina Misericórdia, não é por acaso. Em várias ocasiões, mas em particular nos funerais de Karol Wojtyla, o cardeal Joseph Ratzinger mostrou como a herança mais original desse papa à Igreja foi precisamente sua contribuição para a compreensão do mal provocado pelo ser humano à luz do limite colocado pela Divina Misericórdia.

O então decano do colégio cardinalício, ante o corpo de João Paulo II, explicava este legado assim: “Cristo, ao sofrer por todos nós, conferiu um novo sentido ao sofrimento; introduziu aquele amor numa nova dimensão, numa nova ordem… E o sofrimento que queima e consome o mal com o fogo do amor e haure também do pecado um florescimento de bem” (Cf. Homilia do cardeal Ratzinger nas exéquias de João Paulo II).

Karol Wojtyla sofreu os totalitarismos do século XX, o comunismo e o nazismo, e se perguntava como foi possível que Deus permitisse dramas tão terríveis. Muitos utilizaram esses males como razões para negar a existência de Deus, ou inclusive para afirmar que Deus não é bom. João Paulo II, em contrapartida, valeu-se deles para refletir sobre o que Deus ensina, ao permitir que ocorram tragédias, por causa da livre cooperação dos homens.

E encontrou a resposta para a questão do mal ético na perspectiva da Divina Misericórdia, no ensinamento da religiosa e mística polonesa Santa Faustina Kowalska (1905-1938).

Santo Agostinho explica que Deus nunca causa o mal. O mal não é uma coisa. Ao criar o ser humano com liberdade, Deus aceitou a existência do mal. Teria sido melhor que Deus não criasse o homem? Teria sido melhor não criá-lo livre? Não. Mas, então – se perguntava o jovem polonês –, qual é o limite do mal para que ele não tenha a última palavra?

João Paulo II compreendeu que os limites do mal são delimitados pela Divina Misericórdia. Isso não implica que todo o mundo se salve automaticamente pela Divina Misericórdia, desculpando assim todo pecado, mas que Deus perdoará todo pecador que aceitar ser perdoado. Por isso, o perdão, a superação do mal, passa pelo arrependimento.

Se o perdão constitui o limite para o mal (quantas lições se poderiam tirar dessa verdade para superar os conflitos armados!), a liberdade condiciona, de certo modo, a Divina Misericórdia. Deus, com efeito, arriscou muito ao criar o homem livre. Arriscou que rejeite seu amor e que seja capaz, negando a verdade mais profunda de sua liberdade, de matar e pisotear o seu irmão. E pagou o preço mais terrível, o sacrifício de seu único Filho. Somos o risco de Deus. Mas um risco que se supera com o poder infinito da Divina Misericórdia.

João Paulo II tinha preparado uma alocução para o Domingo da Divina Misericórdia, texto que ele não pôde pronunciar, pois na véspera foi chamado à Casa do Pai.

No entanto, quis que esse texto fosse lido e publicado como sua mensagem póstuma: “À humanidade, que no momento parece desfalecida e dominada pelo poder do mal, do egoísmo e do medo, o Senhor ressuscitado oferece como dom o seu amor que perdoa, reconcilia e abre novamente o ânimo à esperança. Quanta necessidade tem o mundo de compreender e de acolher a Divina Misericórdia!” (Cf. Regina Cæli, 3 de abril de 2005).

Como recordação perene desta mensagem, João Paulo II introduziu no calendário litúrgico a solenidade da Divina Misericórdia, uma semana depois do domingo de Páscoa. Por este motivo, Dom Guido Marini, mestre de celebrações litúrgicas pontifícias, anunciou que a beatificação de João Paulo II começará na praça de São Pedro com uma novidade.

Os peregrinos irão se preparar para a celebração recitando, em diferentes idiomas, a oração à Divina Misericórdia, prática de devoção promovida por Faustina. A imagem da Divina Misericórdia, trazida da igreja do Espírito Santo em Sassia, muito próxima do Vaticano, estará presente na parte elevada da praça, em frente à Basílica, até o início da Santa Missa.

Lápide da tumba de João Paulo II será colocada em igreja dedicada a ele na Polônia

Da ACI Digital

Logo depois da exumação dos restos do Papa João Paulo II esta manhã, a lápide da tumba será transladada a Cracóvia (Polônia) onde será posta em uma nova igreja futuramente dedicada ao Beato.

A lápide que foi retirada esta manhã foi colocada em outra parte das grutas vaticanos e felizmente se conserva intacta.

O anúncio foi feito esta manhã logo depois do traslado do féretro de João Paulo II que logo depois da beatificação poderá ser venerado pelas centenas de milhares de fiéis que chegaram até Roma para participar deste histórico evento.

Pela primeira vez em dez séculos, um Papa beatifica a seu predecessor imediato.

Segundo vigário de Roma, João Paulo II defendeu o ser humano acima de tudo

Do Portal Zenit

João Paulo II foi um “grande defensor do homem”, afirmou hoje o cardeal Agostino Vallini, ao dar seu testemunho durante a vigília de oração pela beatificação do Papa polonês, organizada pela diocese de Roma. Diante de milhares de peregrinos reunidos na ampla esplanada do Circo Máximo, o cardeal Vallini afirmou que o futuro beato soube ler os “sinais dos tempos”, concentrando seu esforço na dignidade da pessoa humana.

“Testemunha da época trágica das grandes ideologias, dos regimes totalitários e do seu ocaso, João Paulo II intuiu com antecedência a trabalhosa passagem, marcada por tensões e contradições, da época moderna a uma nova fase da história, mostrando uma atenção constante para que seu protagonista fosse a pessoa humana”, afirmou o purpurado.

João Paulo, acrescentou, “foi defensor firme e confiável do homem perante os Estados e instituições internacionais, que o respeitavam e lhe prestavam homenagem, reconhecendo-o como mensageiro de justiça e paz”.

“Com o olhar fixo em Cristo, Redentor do homem, ele acreditou no homem e lhe mostrou abertura, confiança, proximidade. Amou o homem e o impulsionou a desenvolver dentro de si o potencial da fé para viver como uma pessoa livre e cooperar na realização de uma humanidade mais justa e solidária, como operador de paz e construtor de esperança.”

O cardeal Vallini quis recordar as conhecidas palavras que Karol Wojtyla pronunciou como Papa: “Não tenham medo! Abram, escancarem as portas a Cristo! (…) Cristo conhece o que há dentro do homem. Só Ele o conhece!”.

Também sublinhou o amor de João Paulo II por todos os “feridos pela vida” – como chamava os pobres, doentes, os sem-nome, os excluídos a priori -, “mas com um amor muito singular amou os jovens”.

“As convocatórias das Jornadas Mundiais da Juventude tinham como fim que os jovens fossem protagonistas do seu futuro, tornando-se construtores da história”, acrescentou.

O Papa polonês via nos jovens “a riqueza da Igreja e da sociedade” e os convidava a “preparar-se para as grandes decisões, a olhar adiante com esperança, confiando nas próprias capacidades e seguindo Cristo e o Evangelho”.

“Da sua vida aprendemos, em primeiro lugar, o testemunho da fé: uma fé enraizada e forte, livre de medos e de obrigações, coerente até o último suspiro, forjada pelas provas, pela fadiga e pela doença, cuja benéfica influência se difundiu em toda a Igreja, e mais ainda, em todo o mundo”, afirmou.

A lembrança de João Paulo II, concluiu o cardeal vigário de Roma, “não deve significar para nós uma volta ao passado, mas, aproveitando seu patrimônio humano e espiritual, deve ser um impulso para olhar adiante”.

Protagonista do milagre de João Paulo II dará testemunho em vigília antes da beatificação

Da ACI Digital

A protagonista do milagre que permitirá a beatificação do Papa João Paulo II, a religiosa francesa Marie Simon Pierre que foi curada de Parkinson, dará seu testemunho pessoal no sábado 30 de abril na vigília a ser celebrada no Circo Máximo em Roma na véspera da beatificação do Pontífice polonês.

Na roda de imprensa de hoje na que se explicaram mais detalhes dos três dias de festa pela beatificação de Karol Wojtyla em Roma, o diretor do Escritório Litúrgico do Vicariato de Roma, Dom Marco Frisina, explicou que nesta vigília também darão seu testemunho o Ex-diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Joaquín Navarro-Valls e do Cardeal Stanislaw Dziwisz, que foi secretário pessoal de João Paulo II por mais de 40 anos.

Esta vigília contará ademais com a participação do Coro da diocese de Roma e da Orquestra do Conservatório de Sta. Cecilia, dirigida por ele. O coro da comunidade filipina de Roma e o coro Gaudium Poloniae interpretarão duas peça tradicionais.

Antes dos testemunhos, na primeira parte da vigília está prevista uma celebração da memória, em lembrança das palavras e dos gestos de João Paulo II: “no camarote –disse Dom Frisina– haverá uma grande reprodução da imagem de Maria Salus Populi Romani, padroeira da cidade de Roma. Também reviveremos –com imagens- os últimos meses do pontificado de João Paulo II, marcados pelo sofrimento”.

Ao final dos testemunhos, nos quais falarão também alguns jovens romanos, cantarão o hino “Totus tuus”, composto no 50º aniversário da ordenação sacerdotal de João Paulo II (1996).

Dom Frisina assinalou que a segunda parte começará com umas palavras do cardeal Agostino Vallini, vigário geral para a diocese de Roma, que “apresentará de modo sintético a personalidade espiritual e pastoral do beato”.

Depois se rezarão os Mistérios Luminosos do Santo Rosário, criados por João Paulo II, e haverá uma conexão direta via satélite com cinco santuários Marianos espalhados pelo mundo.

Cada um dos Mistérios estará ligado a uma intenção de João Paulo II: no santuário Lagiewniki, em Cracóvia, a intenção será a juventude; no santuário Kawekamo-Bugando (Tanzânia), a família; no santuário de Nossa Senhora do Líbano – Harissa (Líbano), a evangelização; na basílica da Santa Maria de Guadalupe, da Cidade do México, a esperança e a paz das nações e no Santuário da Fátima, a Igreja.

Ao final, o Papa Bento XVI em conexão desde o Vaticano, rezará a oração final e dará a bênção apostólica a todos os participantes.

Antes da Eucaristia de beatificação do domingo 1º de maio, haverá uma hora de preparação que começará às 09:00 a.m. na que se rezará o Terço da Divina Misericórdia, devoção introduzida pela Santa Faustina Kowalska, e muito apreciada por João Paulo II. Acabará com uma Invocação à Misericórdia de Deus no mundo, com o canto “Jezu ufam Tobie” (Jesus, confio em ti).

Logo depois da Missa, depois da fórmula de beatificação,descobrirão uma tapeçaria com a imagem do novo beato e se cantará seu hino em latim. Ao final da Missa se levará a altar uma relíquia de João Paulo II para a veneração de todos os fiéis.

Na segunda-feira 2 de maio, a Missa de ação de graças que presidirá o Secretário de estado Vaticano, Cardeal Tarcisio Bertone, será precedida por uma hora de preparação em que se escutará algumas poesias do Papa João Paulo II recitadas por dois atores, um polonês e outro italiano.

A Missa contará com a participação do Coro da diocese de Roma, com a participação do Coro de Varsóvia e da Orquestra Sinfônica da Rádio de Katowice (Polônia). Os textos serão os da Missa do novo Beato.

Por sua parte, Walter Insero, responsável pelo Escritório de Comunicações do Vicariato de Roma, explicou que de sábado para domingo se viverá na Cidade Eterna, a chamada “Noite Branca” de oração.

“Depois da vigília no Circo Massimo e a partir das 23:00h será possível seguir rezando até o amanhecer em oito igrejas do centro que se encontram com o passar do percurso que desde o Circo Massimo leva à basílica de São Pedro: Santa Anastasia, San Bartolomeo allIsola, Santa Agnese in Agone (na Piazza Navona com um grupo de jovens poloneses), San Marco al Campidoglio, Santissimo Nome di Gesú allArgentina, Santa Maria in Vallicella, San Andrea della Valle e San Giovanni dei Fiorentini”.

“Os jovens romanos, animadores de esta noite de fé, acolherão os peregrinos convidando-os a entrar na igreja e a unir-se à oração”.

Ao longo da noite, explicou Insero, “e seguindo um esquema comum adotado nas igrejas que participam da iniciativa, haverá leitura e meditação da Palavra de Deus, silêncio e adoração eucarística; leitura de alguns textos de João Paulo II dirigidos aos jovens, testemunhos e cantos de alguns jovens, reza do Rosário e da coroa da Divina Misericórdia. Nestas oito igrejas numerosos sacerdotes estarão disponíveis para as confissões”.

Walter Insiro explicou finalmente que o refeitório para os pobres e o centro de escuta da Cáritas de Roma na estação Termini serão dedicados a João Paulo II, como “sinal da caridade que a diocese de Roma promove em lembrança de seu amado bispo, para recordar sua solicitude pastoral para os mais pobres”.

O milagre da beatificação de João Paulo II

Da RadioVaticana

A cura inexplicável de uma religiosa francesa que sofria de mal de Parkinson abriu o caminho para a beatificação do Papa João Paulo II, morto em 2005 após um longo calvário provocado justamente pelas conseqüências da doença.

A freira francesa, Marie Simon-Pierre, enfermeira de profissão, segundo a Congregação para a Causa dos Santos, curou-se inexplicavelmente depois de orações e pedidos dirigidos a João Paulo II, poucos meses após a morte do pontífice.

Para a beatificação, primeiro passo no longo caminho até a canonização, é preciso demonstrar que o candidato a santo intercedeu por um milagre.

Marie Simon-Pierre, na época com 40 anos, trabalhava em um hospital de Aix-en-Provence, no sul da França, quando foi diagnosticada em 2001 com Parkinson. Em 2007, a religiosa decidiu contar à imprensa como havia melhorado “milagrosamente” depois que a doença se agravou, em 2005, ano da morte de João Paulo II.

Após dias de rezas e pedidos de toda a comunidade ao papa polonês, Marie Simon-Pierre conta ter deixado de sentir os sintomas da doença na madrugada entre os dias 2 e 3 de junho. “Eu me senti completamente transformada (…). Senti que estava curada”, contou.

O caso da freira, que viu João Paulo II uma única vez em 1984, foi submetido à análise da Congregação da Causa dos Santos, que examinou e aprovou o milagre, após consultas junto a um conselho de especialistas médicos e teólogos. O processo sofreu atrasos porque a congregação vaticana fez questão de considerar qualquer possível objeção, submetendo o caso a vários peritos.

De acordo com Dom Slawomir Oder, encarregado da documentação para a canonização de João Paulo II, a religiosa enferma seguiu o conselho de sua madre superiora, que sugeriu que ela escrevesse em um pedaço de papel o nome de João Paulo II.

Depois de uma “súplica extrema” e ao longo de uma “noite de pregação”, Marie Simon-Pierre teria então se curado, segundo Oder, destacando que entre os documentos que comprovam o milagre estão exemplos da caligrafia da religiosa antes e depois da cura misteriosa. “A mudança na letra é impressionante: de ilegível a normal”, afirmou.

Para não deixar dúvidas sobre a confiabilidade de seu depoimento, a religiosa se submeteu também a um exame psiquiátrico, contou Oder. O prelado explicou ter escolhido o milagre da francesa entre outros atribuídos a João Paulo II para demonstrar que o papa sentia na própria pele “a batalha pela dignidade da vida”. Em 19 de dezembro de 2009, o Papa Bento XVI aprovou “as virtudes heroicas” de Karol Wojtyla.

O processo de beatificação foi iniciado por Bento XVI dois meses depois da morte de seu predecessor, um prazo excepcionalmente breve. Durante as dezenas de homenagens fúnebres a João Paulo II na praça de São Pedro, em Roma, milhares de fiéis clamaram pela canonização do pontífice.

Uma vez beatificado, é preciso provar que João Paulo II intercedeu em um segundo milagre para que seja canonizado. (RB/AFP)

Muçulmanos afirmam que João Paulo II o personagem mais importante do Século XX

Da ACI Digital

Após reconhecer que João Paulo II foi o personagem mais importante do século XX, os muçulmanos da Bósnia construirão um monumento em homenagem a ele no centro de Sarajevo.

O diretor da comunidade islâmica Bósnia, Mustafá Ceric, recordou que na Bósnia viveu-se uma brutal guerra entre os anos 1992 e 1995 e assinalou que no meio do medo e da dor, a população esperava “todos os domingos para ouvir suas mensagens de esperança já que o Papa jamais deixou de fazer uma chamada pelo fim de suas penúrias”.

“No século XXI carecemos de uma personalidade como a que tinha João Paulo II”, disse Ceric.

Além disso, informa a agência Associated Press, Ceric recordou que o Papa quis visitar Sarajevo em setembro de 1994 no pior momento da guerra, mas a viagem foi cancelada depois que os sérvios advertiram que não podiam garantir sua segurança. O Santo Padre visitou Sarajevo um ano depois do final da guerra e dezenas de milhares de pessoas se reuniram nas ruas para lhe dar as boas-vindas. Em frente à Catedral de Sarajevo, onde João Paulo II tocou as mãos de muita gente e deu a bênção numerosas pessoas entre elas muçulmanos, será levantada a estátua em sua homenagem.

João Paulo II, que será beatificado no próximo 1º de maio no Vaticano, voltou a visitar a Bósnia em 2003.

Para saber mais sobre o nosso estudo: Fé x Razão

Seguem ai alguns dos links que encontrei que tratam do tema dessa semana é: Fé e Razão. Para você que está acessando o blog agora, vai aqui uma explicação: Durante a semana nós fazemos um estudo sobre um tema, e pesquisamos textos na internet para aprofundar os nossos conhecimentos. Para ler os textos na íntegra, clique no título do texto.

Discurso do Papa Bento XVI a Congregação para a Doutrina da Fé – O diálogo entre fé e razão, entre religião e ciência oferece não somente a possibilidade de manifestar ao homem de hoje, de maneira mais eficaz e convincente, o bom senso da fé em Deus, mas inclusive de mostrar que em Jesus Cristo se encontra o cumprimento definitivo de toda a aspiração autenticamente humana. Neste sentido, um sério esforço evangelizador não pode ignorar as interrogações levantadas também pelas hodiernas descobertas científicas e problemáticas filosóficas…

Angelus de Bento XVI do dia 28/01/2007 – O calendário litúrgico recorda hoje São Tomás de Aquino, grande doutor da Igreja. Com o seu carisma de filósofo e de teólogo, ele oferece um válido modelo de harmonia entre razão e fé, dimensões do espírito humano, que se realizam plenamente no encontro e no diálogo recíproco. Segundo o pensamento de São Tomás, a razão humana, por assim dizer, “respira”: isto é, move-se num horizonte amplo, aberto, no qual pode expressar o melhor de si. Ao contrário, quando o homem se limita só a pensar em objectos materiais e experimentáveis e se fecha às grandes interrogações sobre a vida, sobre si mesmo e sobre Deus, empobrece-se. A relação entre fé e razão constitui um desafio sério para a cultura atualmente dominante no mundo ocidental e, precisamente por isso, o amado João Paulo II quis dedicar-lhe uma Encíclica, intitulada Fides et ratio Fé e razão. Também eu retomei este tema recentemente, no discurso na Universidade de Regensburg.

Ciência e Fé, faces de uma mesma moeda? – Não há oposição entre a ciência e a fé, uma vez que ambas são obras do mesmo Deus. A ciência é o nutriente da inteligência, enquanto a fé é o alimento da alma. A ciência leva o homem ao conhecimento profundo das leis do mundo natural, a fé o transporta à transcendência do sobrenatural. A ciência se desenvolve na investigação sistemática do mundo visível, a fé cresce na confiança e no abandono. A ciência exige provas, a fé requer aceitação. A ciência exige pesquisa, a fé exige contemplação… Onde termina o estreito alcance da ciência, aí começa o horizonte infinito da fé. Ambas se completam e se auxiliam mutuamente.

Os Cientistas e a Fé – Nada é mais falso do que a afirmação de que os cientistas não acreditam em Deus. Só os desinformados, ou de má fé, podem dizer isto. Com segundas intenções, muitos querem dar a entender que “todas” as pessoas inteligentes e esclarecidas não aderem aos “mitos” religiosos; e que os cientistas, “homens especiais”, concluíram pela ciência que Deus não existe. Quem acreditar em Deus seria “politicamente não correto”. É um grave engano como se pode ver pelo que se segue.

Ciência e Fé – Há vinte e cinco anos trabalho entre pesquisadores e, lamentavelmente, constato que muitos não se abriram para a transcendência do mistério de Deus, que sustenta toda a natureza. Tenho para comigo que o cientista deveria ser o “primeiro” a dobrar os joelhos e curvar a cabeça para adorar e servir “Aquele que É” (Ex. 3,14) e que criou todos os seres, do nada.

As duas asas – Muitos atualmente tem a idéia de que a fé da Santa Igreja é algo irracional, ou seja, algo que se contrapõe à razão. Há inclusive os que tem um desejo sincero de viver a fé católica, mas enganados por falsas ideologias, ignoram que a fé católica seja um ato perfeitamente compatível com a razão; acreditam estes que a fé é um sentimento fruto de uma experiência pessoal, e por isso mesmo não vivem uma fé madura. Tais ideologias podem ter raízes tanto no relativismo moderno como também no sentimentalismo protestante.

Uma escolha a fazer: Deus ou os homens?

A fé é certa, mais certa que qualquer conhecimento humano, porque se funda na própria Palavra de Deus, que não pode mentir. Sem dúvida, as verdades reveladas podem parecer obscuras à razão e à experiência humanas, mas “a certeza dada pela luz divina é maior que a que é dada pela luz da razão natural. “Dez mil dificuldades não fazem uma única dúvida. (CIC§ 157)

O homem mente. Deus não. O homem erra. Deus não. O homem se engana. Deus nunca se engana. Qual o homem que nunca se enganou, ou enganou alguém? Entre um homem por mais virtuoso que seja, e Deus, com quem você fica?

Infelizmente muitos ficam com os homens…

Até os grandes santos da Igreja, quando não conheciam a Deus e por isso não estavam com os olhos fixos no senhor, já mentiram, já enganaram, já se enganaram… Porém se hoje são para nós modelos de fé e testemunho, não são por que confiaram em si mesmo, mas no Senhor. Aprenderam que por mais sábios que fossem os homens, por mais inteligentes, virtuosos, doutos e nobres, é mais justo confiar em Deus.

Aprenderam também, que mesmo que os olhos não vejam, os ouvidos não ouçam, as mãos não toquem, o olfato não sinta o odor, vale mais permanecer em Deus e confiar na sua palavra. Como dizia São Tomás de Aquino:

“A certeza dada pela luz divina, é maior que a certeza dada pela luz da razão natural”.

Que o Senhor toque em mim e no meu coração, para aprender com os grandes santos o que é ter fé. Pois Jesus disse: “Creste, porque me viste. Felizes aqueles que crêem sem ter visto! (Jo 20,29)”

Encíclica Fides et Radio – Fé e Razão

Não poderíamos deixar de iniciar esse estudo sem começarmos pela belíssima Encíclica que o  saudoso Papa João Paulo II escreveu em setembro de 1998, chamada “Fides et Ratio” – ou em português – Fé e Razão (só para matar a sua curiosidade, a imagem que você vê ao momento em que João paulo II assina  a Encíclica ao lado do então Cardeal Joseph Ratzinger). Pelas palavras iniciais do Santo Padre, você consegue imaginar a riqueza que é esse documento:

A fé e a razão (fides et ratio) constituem como que as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade. Foi Deus quem colocou no coração do homem o desejo de conhecer a verdade e, em última análise, de O conhecer a Ele, para que, conhecendo-O e amando-O, possa chegar também à verdade plena sobre si próprio (cf. Ex 33, 18; Sal 2726, 8-9; 6362, 2-3; Jo 14, 8; 1 Jo 3, 2).

É uma leitura maravilhosa. Se não leu, leia. Se leu, leia novamente. Deus abençoe seu estudo! Para ler a Encíclica, Clique aqui!