Evangelho do Dia: convidados às núpcias

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, os fariseus e os escribas disseram a Jesus: Os discípulos de João jejuam frequentemente e recitam orações; o mesmo fazem também os dos fariseus. Os teus, porém, comem e bebem! Jesus respondeu-lhes: Podeis vós fazer jejuar os companheiros do esposo, enquanto o esposo está com eles? Virão dias em que o Esposo lhes será tirado; então, nesses dias, hão-de jejuar. Disse-lhes também esta parábola: Ninguém recorta um bocado de roupa nova para o deitar em roupa velha; aliás, irá estragar-se a roupa nova, e também à roupa velha não se ajustará bem o remendo que vem da nova. E ninguém deita vinho novo em odres velhos; se o fizer, o vinho novo rompe os odres e derrama-se, e os odres ficarão perdidos. Mas deve deitar-se vinho novo em odres novos. E ninguém, depois de ter bebido o velho, quer do novo, pois diz: O velho é que é bom! (S. Lucas 5,33-39)

Comentário do Evangelho do dia feito por Beato João Paulo II, Carta apostólica 

Por isso, o homem deixará o pai e a mãe, unir-se-á à sua mulher e serão os dois uma só carne. Grande é este mistério: mas eu interpreto-o em relação a Cristo e à Igreja (Ef 5, 25-32). Este texto da Carta aos Efésios […] compara o caráter esponsal do amor entre o homem e a mulher com o mistério de Cristo e da Igreja. Cristo é o Esposo da Igreja, a Igreja é a Esposa de Cristo. Esta analogia não deixa de ter precedentes: ela transfere para o Novo Testamento o que já estava presente no Antigo Testamento, particularmente nos profetas Oseias, Jeremias, Ezequiel e Isaías (Os 1,2; 2,16-18; Jr 2,2; Ez 16,8; Is 50,1; 54,5-8). Essa mulher-esposa é Israel, enquanto povo escolhido por Deus, e esta eleição tem a sua origem exclusiva no amor gratuito de Deus. É justamente por este amor que se explica a Aliança, apresentada frequentemente como uma aliança matrimonial, que Deus renova sempre com o Seu povo escolhido. Esta aliança é, da parte de Deus, um compromisso duradouro; Ele permanece fiel ao Seu amor esponsal, embora a esposa se tenha demonstrado muitas vezes infiel. Esta imagem do amor esponsal ligada com a figura do Esposo divino — uma imagem muito clara nos textos proféticos — encontra a sua confirmação e coroamento na Carta aos Efésios […], onde nos é oferecida a expressão mais plena da verdade sobre o amor de Cristo redentor, segundo a analogia do amor esponsal no matrimônio […]: Cristo amou a Igreja e entregou-Se por ela (5, 25); e nisto se confirma plenamente o fato de a Igreja ser a esposa de Cristo: O teu redentor é o Santo de Israel (Is 54, 5). No texto paulino, a analogia da relação esponsal toma ao mesmo tempo duas direções, que formam o conjunto do grande mistério (“sacramentum magnum”). A aliança própria dos esposos explica o carácter esponsal da união de Cristo com a Igreja, e esta união, por sua vez, como grande sacramento, decide da sacramentalidade do matrimônio como aliança santa dos esposos, homem e mulher.

Estudo sobre Jesus Cristo: Jesus de fato existiu?

Sim, Ele de fato existiu. Aliás, este é o princípio básico da nossa fé: 

“Cremos e confessamos que Jesus de Nazaré, nascido judeu de uma filha de Israel, em Belém, no tempo do rei Herodes Magno e do imperador César Augusto, carpinteiro de profissão, morto e crucificado em Jerusalém, sob o procurador Pôncio Pilatos, durante o reinado do imperador Tibério, é o Filho eterno de Deus feito homem…” (CIC§ 423)

Como havia falado no nosso podcast que dá origem ao estudo, aquele que diz ser católico e não crê nisso que foi professado acima, não é católico. Esse é o fundamento básico da nossa fé. Hoje existe uma tentativa medonha por partes de historiadores ateus de afirmar que o Jesus dos Evangelhos não existiu. Alguns até chegam a afirmar que Jesus existiu, mas que era um politico qualquer, um revolucionário qualquer que o povo fez Deus. Isso é uma mentira deslavada. Por causa disso nosso querido Bento XVI (que Deus dê longa vida a ele), escreveu o livro Jesus de Nazaré, a qual eu recomendo. Ele mostrou que o Cristo dos Evangelhos é o Cristo histórico.

Mas quero trazer aqui, alguns trechos de textos que encontrei, de historiadores da época de Cristo, inclusive a grande maioria deles não cristãos obviamente, que atestam a presença histórica de Cristo justamente nesse tempo em que a Igreja anuncia que o salvador do Mundo se fez carne. Comecemos analisando o Talmud, que é um livro judaico. Veja que no referido texto, eles falam de Jesus até com certo desdém (natural por se tratar de um livro judeu)

… Entretanto foi ensinado que, na vigília da festa da Páscoa, Jesus foi suspenso. Porém, quarenta dias antes, o arauto havia proclamado que ele seria apedrejado por praticar a magia e por ter seduzido Israel para a apostasia. Poderia, quem quisesse, vir e falar algo em sua defesa, mas como nada foi feito em sua defesa, foi suspenso na véspera da Páscoa… (Talmud Babilônico)

Já Flávio Josefo, historiador judeu que viveu por volta do ano 95 D.C. afirmou que:

Naquela época vivia Jesus, homem sábio, de excelente conduta e virtude reconhecida. Muitos judeus e homens de outras nações converteram-se em seus discípulos. Pilatos ordenou que fosse crucificado e morto, mas aqueles que foram seus discípulos não voltaram atrás e afirmaram que ele lhes havia aparecido três dias após sua crucificação: estava vivo. Talvez ele fosse o Messias sobre o qual os profetas anunciaram coisas maravilhosas. (Antiguidades Judaicas – Flávio Josefo)

Perceba que nesses dois trechos, nenhum deles é cristão, mas ambos mostram que Jesus passou por essa terra e ainda que resumidamente, mostra que Ele fez algo nessa terra, nesse tempo. Por isso, nunca se pode tratar Jesus como uma história para crianças na catequese, ou como uma fábula, ou história da carochinha. Jesus passou por esse mundo para nos libertar do pecado. Estamos tratando de um fato extraordinário que precisa ser entendido dentro de um tempo e dentro de um espaço, e também dentro de uma sociedade, que no caso é a sociedade judaica da época.

Não podemos admitir como cristãos, pessoas que desassociam o Cristo dos evangelhos com o Cristo histórico. Negar isso é negar a nossa fé. A nossa essência. O catecismo mostra que Jesus, mesmo sendo descido dos céus, foi homem como nós. Totalmente homem e totalmente Deus. E como homem, trabalhou, comeu, dormiu, sentiu fome, sentiu sede, amou, chorou, sofreu, fico bravo, sorriu… Jesus é uma pessoa. Ele não foi. Ele é. Por que está vivo. Precisamos compreender este homem a quem seguimos.

Pax Domini

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Estudo sobre Jesus Cristo: Um pouco de história para entendermos o tempo e o espaço onde Deus cumpriu a promessa…

Como disse no post anterior, é preciso entender que o mesmo Cristo dos Evangelhos é o Cristo que passou por esse mundo. Por isso, precisamos nesse estudo contextualizar o tempo e o espaço onde Jesus viveu. Ele viveu a quase dois mil anos atrás. E nesse tempo, o mundo mediterrâneo era controlado por Roma, e não dividinho como é hoje. O Grande Império se estendia da Síria até Portugal, das Ilhas Britânicas até o Egito. Era de fato um império gigantesco. Roma lutou muito, e subjulgou muitos povos até esse período. Quando Jesus veio ao mundo, viva-se uma espécie de paz, a chamada “Pax Romana”. Porém em cada lugar onde Roma dominava, os povos que ali eram subjulgados, nutriam em si, o desejo de liberdade, e esperavam algo, para revoltarem-se contra Roma.

Naquele tempo, o Império Romana, sofria uma intervenção da cultura grega. Roma dominava a Grécia, mas a cultura da Grécia dominava Roma. E assim também, Roma era submersa em diversos tipos de religiões. O império tomava parte em diversos tipos de culto. A cada dia, novas pessoas traziam para dentro do império novos deuses. O povo romano era voltado a astrologia e a tantas superstições, de forma que houve até um tempo onde o imperador era adorado como um deus, tanto em morte como em vida.

Porém dentre todos os povos que os romanos dominavam, havia um povo que era diferente. Esse povo, na sua maioria,fazia questão de manter-se fiel a um único Deus. Esse povo, guardava e preservava a sua história. O Deus dos seus antepassados (Abraão, Isaac e Jacó) já havia dado provas da sua fidelidade a esse povo. Esse povo sabia que era um povo escolhido.

Entre esse povo e Deus, havia uma aliança. Deus cuidaria desse povo, enquanto a esse povo cabia a missão de ser-lhe fiel e cumprir suas leis e mandamentos. Essa Lei era uma coletânea de preceitos éticos e religiosos fixados em um conjunto de cinco livros sagrados, o Pentateuco. Ao lado do Pentateuco existiam outros livros, de cunho histórico, profético, poético, salmos… A sua coleção formava as Escrituras Sagradas do judaísmo.

Na época de Jesus ainda não havia uma bíblia como temos hoje. Isso só aconteceu, no final do século III. Ao lado desses livros, havia entre os judeus uma tradição oral, transmitida de pai para filho. O sinédrio, tendo a frente o sumo sacerdote, e os escribas, era o responsável pela guarda da Lei. Jerusalém, a cidade sagrada, e seu templo, eram o centro da religiosidade dos judeus.

Na terra onde jesus viveu também existiam os fariseus. Eles tinham uma espiritualidade centrada na meditação e no cumprimento da Torá. Para eles o pai judeu que ensinasse grego ao seu filho era maldito. Impunham uma rígida observância do Sábado. Cuidavam para que os menores mandamentos fossem sempre respeitados. Acreditavam na imortalidade da alma, na ressurreição, na existência de anjos, contrariando os ensinamentos dos saduceus, os quais só reconheciam o Pentateuco.

Também junto a esses personagem, existiam também os zelotas. Estes eram como um grupo rebelde que combatiam a dominação romana pela luta armada, encarnavam o nacionalismo judeu em sua forma mais fanática e intransigente.

Para finalizar também haviam os essênios. Eles eram como comunidades religiosas da época que viviam nas margens das cidades, como se fossem monges ou heremitas.

E foi nesse povo, com esse povo e para esse povo que nasceu Jesus Cristo…  Foi nesse tempo complicado e conturbado que o Filho de Deus se fez homem. Precisamos entender esse contexto para podermos entender cada atitude do Cristo no meio de nós.

Texto baseado no artigo “O terreno onde a semente foi plantada”, do grande site Veritatis Splendors

Pax Domini

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Estudo sobre Jesus Cristo: E vós, que dizeis que eu sou?

“Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna”. (Jo 3,16)

Mais do que querer começar este estudo assim, era necessário que ele começasse com este versículo. Nele está contido tudo que estudamos até hoje e o conteúdo deste destudo que começa agora e é tão longo, e tão bonito. Iremos agora estudar Jesus Cristo, o centro da fé católica.

“Quando, porém, chegou a plenitude do tempo, enviou Deus seu Filho, nascido de uma mulher, nascido sob a Lei, para remir os que estavam sob a Lei, a fim de que recebêssemos a adoção filial” (Gl 4,4-5). Este é “o Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus”: Deus visitou seu povo, cumpriu as promessas feitas a Abraão e à sua descendência; fê-lo para além de toda expectativa: enviou seu “Filho bem-amado”. (CIC§422)

Quem é Jesus Cristo?

Esta pergunta muitas pessoas em muitas épocas já a fizeram. Para muitos é um profeta, para outros um mero revolucionário, já alguns o tinham como curandeiro, e outros como um político de massas… Mas para nós, católicos Jesus Cristo é o Filho de Deus que se fez homem. O Papa Bento XVI escreveu um livro belíssimo ao qual estou lendo pausadamente chamado Jesus de Nazaré. Neste livro ele nos mostra que o mesmo Jesus histórico é o Jesus que cremos. Evidências históricas atestam que Jesus Cristo passou por essa terra. E atestam o efeito das suas palavras e ações.

Jesus Cristo é o cumprimento da promessa:

Por isso, o próprio Senhor vos dará um sinal: uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará Deus Conosco. (Is 7,14)

Promessa essa que foi feita em Gênesis e também ao profeta Isaias como vimos. Não foi uma promessa feita por pessoas, mas por um Deus, um Deus que não mente! Por isso que Jesus Cristo é o centro de nossa fé. Como diz São Paulo, Jesus é o “Filho bem amado de Deus”. Por isso nós católicos não podemos minimizar essa boa notícia. Não é uma noticiazinha qualquer, como se vê nos telejornais, mas a grande notícia. A notícia é tão grande, e tão maravilhosa, que até hoje se discute e repercute entre os povos. O Filho bem amado do Pai, que se fez homem. Não podemos também permitir que pessoas mal intencionadas, reduzam Jesus Cristo a um profetinha, ou a um líder político… Jesus era e é, muito mais que isso. É o Filho de Deus, e portanto Deus. Porém se você não crer que Jesus Cristo é o Filho de Deus feito Homem, você em primeiro plano sequer pode se considerar católico.

Por isso faço a você a pergunta que Jesus mesmo fez aos seus discípulos:

Quem é Jesus Cristo para você? Qual a sua opinião?

Pax Domini

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