Evangelho do Dia: cada árvore conhece-se pelo seu fruto

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: Não há árvore boa que dê mau fruto, nem árvore má que dê bom fruto. Cada árvore conhece-se pelo seu fruto; não se colhem figos dos espinhos, nem uvas dos abrolhos. O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o que é bom; e o mau, do mau tesouro tira o que é mau; pois a boca fala da abundância do coração. Porque me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que Eu digo? Vou mostrar-vos a quem é semelhante todo aquele que vem ter comigo, escuta as minhas palavras e as põe em prática. É semelhante a um homem que edificou uma casa: cavou, aprofundou e assentou os alicerces sobre a rocha. Sobreveio uma inundação, a torrente arremessou-se com violência contra aquela casa mas não a abalou, por ter sido bem edificada. Mas aquele que ouve as minhas palavras e não as pratica é semelhante a um homem que edificou uma casa sobre a terra, sem alicerces. A torrente arremessou-se contra ela, e a casa imediatamente se desmoronou. E foi grande a sua ruína! (S. Lucas 6,43-49)

Comentário do Evangelho do dia feito por São Francisco de Sales (1567-1622), bispo de Genebra e doutor da Igreja

Na criação, Deus mandou que as plantas dessem os seus frutos, cada uma segundo as suas espécies (Gn 1,11): da mesma maneira, ordenou aos cristãos, que são as plantas vivas da sua Igreja, que produzissem frutos de devoção, cada um segundo a sua qualidade e vocação. A devoção, a vida cristã, deve ser exercida de formas diferentes pelo fidalgo, pelo artesão, pelo criado, pelo príncipe, pela viúva, pela jovem e pela mulher casada; e não só, mas também é preciso acomodar a prática da devoção às forças, às atividades e aos deveres de cada um em particular. […] Seria por isso que o bispo preferia ser solitário como os monges? E se os casados não quisessem trabalhar como os capuchinhos, se o artesão estivesse todo o dia na igreja como o religioso, e o religioso constantemente exposto a todo o tipo de encontros para o serviço do próximo como o bispo? Tal não seria ridículo, desregrado e insuportável? Este erro, no entanto, é muito frequente. […] Não, a devoção em nada prejudica quando é verdadeira; pelo contrário, tudo aperfeiçoa. […] A abelha, diz Aristóteles, tira o mel das flores sem as estragar, deixando-as inteiras e frescas como as encontrou. A verdadeira devoção faz ainda melhor, pois, não só não prejudica nenhum tipo de vocação nem atividade, mas, pelo contrário, honra-as e embeleza-as. […] Com ela, cuidar da família torna-se mais pacífico, o amor do marido e da mulher mais sincero, o serviço do príncipe mais fiel, e todos os tipos de ocupação mais suaves e amáveis. É não só um erro, mas também uma heresia, querer banir a devoção das companhias de soldados, das lojas dos artesãos, da corte dos príncipes, do lar dos casais. […] Onde quer que estejamos, podemos e devemos aspirar à perfeição.

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Estudo sobre Jesus Cristo: O Batismo de Jesus Cristo

Olá Amigos! Pax Domini! Vimos que por diversas vezes, o Espírito Santo ratifica a unção de Jesus. Ontem vimos também que desde o seu nascimento, o Espírito Santo se mostra presente, agindo e fazendo com que as pessoas percebam que este Jesus, não é um mero Jesus. Porém em uma dessas ações do Espírito Santo, acontece algo diferente: No batismo de Jesus. Talvez você me pergunte: Mas por que acontece algo diferente?

A resposta irmãos é simples. É que no seu batismo Deus nos revela a Missão de Jesus e o capacita para tal. Você recorda nos posts anteriores que eu havia escrito que antigamente, apenas eram ungidos os profetas, os sacerdotes e os reis certo? Pois bem, a questão é: Para que foram ungidos?

Ora, os que eram ungidos, eram ungidos para executar uma tarefa específica a qual o Senhor havia preparado para eles. Os reis tinham a missão de governar. Os sacerdotes tinham a missão de “ligar” o homem a Deus. Os profetas tinham a missão de falar por Deus.

Ao ser ungido, Deus também tinha uma missão para Jesus:

A consagração messiânica de Jesus manifesta sua missão divina. “É, aliás, o que indica seu próprio nome, pois no nome de Cristo está  subentendido Aquele que ungiu, Aquele que foi ungido e a própria Unção com que ele foi ungido dado: Aquele que ungiu é o Pai, Aquele que foi ungido é o Filho, e o foi no Espírito, que é a Unção. (CIC§438)

Essa frase grifada, pertence a Santo Irineu de Lyon – Santo do Século II. Ao ser ungido, Jesus portava uma missão dada pelo próprio Deus. Naquele momento, o Espírito se revelou, mostrando ao povo que realmente Jesus era o Messias. Digo mostrando ao povo, por que Jesus já sabia disso. Mas era preciso que o povo visse, que o povo acreditasse.

No dia seguinte, João viu Jesus que vinha a ele e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. É este de quem eu disse: Depois de mim virá um homem, que me é superior, porque existe antes de mim. Eu não o conhecia, mas, se vim batizar em água, é para que ele se torne conhecido em Israel. (João havia declarado: Vi o Espírito descer do céu em forma de uma pomba e repousar sobre ele.) Eu não o conhecia, mas aquele que me mandou batizar em água disse-me: Sobre quem vires descer e repousar o Espírito, este é quem batiza no Espírito Santo. Eu o vi e dou testemunho de que ele é o Filho de Deus(Jo 1,29-34)

A partir desse momento, Jesus estava dando início a sua vida pública, ou seja, a manifestação da sua missão ao mundo.

“Sua consagração messiânica eterna revelou-se no tempo de sua vida terrestre, por ocasião de seu Batismo por João, quando “Deus o ungiu com o Espírito Santo e poder” (At 10,38), “para que ele fosse manifestado a Israel” (Jo 1,31) como seu Messias. Por suas obras e palavras será  conhecido como “o Santo de Deus”. (CIC§438)

É preciso estarmos atentos a esses pequenos detalhes, sobretudo nos dias de hoje onde as pessoas tem a intenção de reduzir Jesus Cristo a um mero personagem histórico. Ele é o Cristo. Não é mais um. É o único.

Outra coisa interessante. Veja que Deus nos forma de uma maneira quase que didática. Primeiro unge os sacerdotes, os profetas e os reis. Depois unge seu Filho Jesus. E lá na frente vai ungir todo o seu povo com o Espírito Santo. Ele vai fazendo as coisas de uma forma didática. A Igreja zela pela ação de Deus. Quando entendemos a forma como Deus age, temos a segurança que a Igreja católica é o caminho mais seguro para depositarmos nossa fé. Veja os sacramentos. Batismo (unção na água da vida – Espírito Santo), A crisma (unção com o santo óleo), unção dos enfermos (unção com os santos óleos), ordenação (unção com os santos óleos). Deus é didatíco. E a Igreja Católica preza pela didática de Deus.

Pax Domini

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Estudo sobre Jesus Cristo: O Espírito do Senhor ratifica a unção de Jesus

Como vimos no post anterior, antigamente só os reis, sacerdotes e alguns profetas, eram ungidos com o óleo santo. E vimos também que segundo a expectativa dos judeus, esperava-se um Messias, e este, seria ungido pelo Espírito do Senhor, com a unção de profeta, sacerdote e Rei ao mesmo tempo. O que os judeus não sabiam exatamente, era como essa unção aconteceria. O catecismo nos mostra alguns fatos interessantes:

anjo anunciou aos pastores o nascimento de Jesus como o do Messias prometido a Israel:“Hoje, na cidade de Davi, nasceu-vos um Salvador que é o Cristo Senhor” (Lc 2,11). Desde o inicio Ele é “aquele que o Pai consagrou e enviou ao mundo” (Jo 10,36), concebido como “Santo” no seio virginal de Maria. José foi chamado por Deus “a receber Maria, sua mulher”, grávida “daquele que foi gerado nela pelo Espírito Santo” (Mt 1,21), para que Jesus, “que se chama Cristo”, nascesse da esposa de José na descendência messiânica de Davi (Mt 1,16). (CIC§437)

Tomemos a primeira parte do parágrafo onde  se fala do Anúncio do Anjo aos pastores:

Havia nos arredores uns pastores, que vigiavam e guardavam seu rebanho nos campos durante as vigílias da noite. Um anjo do Senhor apareceu-lhes e a glória do Senhor refulgiu ao redor deles, e tiveram grande temor. O anjo disse-lhes: Não temais, eis que vos anuncio uma boa nova que será alegria para todo o povo: hoje vos nasceu na Cidade de Davi um Salvador, que é o Cristo Senhor. Isto vos servirá de sinal: achareis um recém-nascido envolto em faixas e posto numa manjedoura. (Lc 2,8-12)

Eis aqui o primeiro sinal onde vemos a ação de Deus, não apenas ungindo, mas anunciando o ungido. Assim como o Anjo fez com os pastores fez também a Virgem Maria. E fez também a São José, inclusive explicando que a criança fora concebida pelo Espírito Santo:

Enquanto assim pensava, eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo de seus pecados. (Mt 1,21)

Foram diversas as passagens onde vemos o Espírito do Senhor manisfestando a Unção de Deus a seu Filho Jesus. Se você fizer uma leitura atenta aos evangelhos, vai encontrar diversos trechos onde o Espírito Santo ratifica a Unção de Jesus. É por isso que aqueles que passam por Jesus, acabam chamando-o de Cristo. De fato Ele é o ungido do Senhor. Precisamos perceber esses pequenos detalhes para que nosso conhecimento da pessoa de Jesus Cristo vá se alargando, se enriquecendo. Amanhã continuaremos o nosso estudo. Até a próxima!

Pax Domini

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