Estudo sobre Jesus Cristo, homem ou Deus :: Professemos com a Igreja – Jesus verdadeiro homem e verdadeiro Deus

Depois do Concílio de Calcedônia, alguns fizeram da natureza humana de Cristo uma espécie de sujeito pessoal. Contra eles, o V Concílio Ecumênico, em Constantinopla, em 553, confessou a propósito de Cristo: “Não há senão uma única hipóstase [ou pessoa], que é Nosso Senhor Jesus Cristo, Um da Trindade”. Na humanidade de Cristo, portanto, tudo deve ser atribuído à sua pessoa divina como ao seu sujeito próprio; não somente os milagres, mas também os sofrimentos, e até a morte: “Aquele que foi crucificado na carne, nosso Senhor Jesus Cristo, é verdadeiro Deus, Senhor da glória e Um da Santíssima Trindade”.(CIC§468)

O fato é que ainda hoje, muitas pessoas continuam a questionar a pessoa de Jesus Cristo. Uns negam sua divindade, e outros negam sua humanidade. Recentemente, ouvi falar que existem autores que afirmam que Jesus teria sido um Extra-Terrestre. Loucuras a parte, nós como católicos precisamos mesmo conhecer bem a Santa Igreja Católica Apostólica Romana e seus ensinamentos.Cabe a Igreja nos ensinar sobre a pessoa de Jesus Cristo. As dúvidas podem acontecer e precisam ser tiradas. Porém precisamos ir a fonte. Ir a verdade. Todas essas pessoas que propagaram essas heresias já descritas nos posts anteriores e muitas outras que não citei nesse estudo, tiveram a resposta correta da Igreja. Ela foi buscar a verdade e alcançou a verdade. Tais pessoas só foram excomungadas da Igreja por que não reconheceram nos ensinamentos da Igreja a verdadeira verdade,e preferiram permanecer nos seus conceitos pessoais. E não é assim até hoje?

Volto a repetir: A Igreja Católica Apostólica Romana, a única Igreja fundada por Nosso Senhor professa que Jesus é verdadeiro homem e verdadeiro Deus. E nós como católicos precisamos professar junto com ela.

Caso você tenha dúvidas sobre isso, procure seu pároco ou alguém com raízes e conhecimento sobre a Igreja de Cristo para tirar suas dúvidas. Afinal a verdade está na Igreja Católica.

Dominus Vobiscum

Siga-nos e fique por dentro das novidades:

Estudo sobre Jesus Cristo, homem ou Deus :: Conhecendo melhor a natureza de Jesus Cristo

Pax Domini! Continuamos a estudar a afirmação da Igreja: Jesus verdadeiro Homem e verdadeiro Deus. E estamos vendo algumas das heresias que aconteceram no começo da Igreja, quando a Igreja ainda não tinha estudado a fundo a pessoa de Jesus. Nesse tempo muitas “besteiras” foram proferidas. E isso acabou sendo positivo, pois forçou a Igreja a estudar e chegar a conclusões óbvias sobre a pessoa de Jesus. Hoje vamos conhecer mais uma dessas loucuras: O Monofisismo.

Os monofisistas afirmavam que a natureza humana tinha cessado de existir como tal em Cristo ao ser assumida por sua pessoa divina de Filho de Deus. Confrontado com esta heresia, IV Concílio Ecumênico, em Calcedônia, confessou em 451(CIC§467)

Monofisismo – Foi uma heresia surgida na Igreja do Oriente quando a teologia cristológica, ou seja, quando o estudo sobre a pessoa de Jesus Cristo ainda estava mal definida. Esta heresia se oponha ao Nestorianismo (uma outra heresia, que afirmava haver em Jesus, duas pessoas, a divina e a humana, o que foi condenado pelo Conc. de Éfeso, 431). Eutiques, arqui­mandrita dum mosteiro de Constantino­pla, defendeu que, havendo uma só pessoa em Jesus também devia haver uma só natureza, admitindo que a humana fora absorvida pela divina, ou seja, que no momento em que a natureza divina iniciou, a natureza humana deixou de existir. A discussão foi turbulenta e a questão só foi definitivamente resolvida no Conc. de Calcedônia (451), que definiu haver em Jesus duas naturezas, a divina e a humana, subsistindo na única pessoa divina do Verbo incarnado.

Agora fica a pergunta: Se fosse verdadeira essa heresia, como se explicariam tantas atitudes de Cristo no evangelho? Jesus se cansava, comia, bebia, caminhava, chorava, se enchia de uma santa cólera… Se não tivesse tido natureza humana, não poderia ter realizado essas atividades que são humanas.

Na linha dos santos Padres, ensinamos unanimemente a confessar um só e mesmo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, o mesmo perfeito em divindade e perfeito em humanidade, o mesmo verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem, composto de um alma racional e de um corpo, consubstancial ao Pai segundo a divindade, consubstancial a nós segundo a humanidade, “semelhante a nós em tudo, com exceção do pecado”; gerado do Pai antes de todos os séculos segundo a divindade, e nesses últimos dias, para nós e para nossa salvação, nascido da Virgem Maria, Mãe de Deus, segundo a humanidade. Um só e mesmo Cristo, Senhor, Filho Único, que devemos reconhecer em duas naturezas, sem confusão, sem mudanças, sem divisão, sem separação. A diferença das naturezas não é de modo algum suprimida por sua união, mas antes as propriedades de cada uma são salvaguardadas e reunidas em uma só pessoa e uma só hipóstase. (Denziger-Schonmetzer 424)

A Igreja se guiou na linha dos Santos Padres para chegar a essa afirmação. A Igreja vai a fonte. Vai a raiz. Vai na essência. Não se fundamenta em idéias pessoais. Em estudos isolados. Ela estuda junta. Por isso houveram os concílios. E isso nos dá confiança para afirmar junto com ela: Jesus Cristo é verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus.

E o estudo continua…

Dominus Vobiscum

Siga-nos e fique por dentro das novidades: