Estudo: O Amor que vem da cruz:: Amar é morrer para nós mesmos

O cálice da Nova Aliança, que Jesus antecipou na Ceia, oferecendo-se a si mesmo, aceita-o em seguida das mãos do Pai em sua agonia no Getsêmani, tornando-se “obediente até a morte” (Fl 2,8). Jesus ora: “Meu Pai, se for possível, que passe de mim este cálice…” (Mt 26,39). Exprime assim o horror que a morte representa para sua natureza humana. Com efeito, a natureza humana de Jesus, como a nossa, está destinada à Vida Eterna; além disso, diversamente da nossa, ela é totalmente isenta de pecado, que causa a morte; mas ela é, sobretudo, assumida pela pessoa divina do “Príncipe da Vida”, do “vivente”. Ao aceitar em sua vontade humana que a vontade do Pai seja feita, aceita sua morte como redentora para “carregar em seu próprio corpo os nossos pecados sobre o madeiro” (1Pd 2,24). (Cat. § 612)

Continuando com a proposta deste blog, cada dia conversamos sobre um parágrafo do catecismo. Queremos ir lendo e comentando com você este lindo e rico documento que é o Catecismo da Igreja Católica e hoje vamos falar sobre a obediência de Jesus na hora da sua morte, que foi até o fim sem pestanejar para nos dar a salvação.

Cada ato de Jesus é importante para nós que queremos segui-lo. Um bom seguidor busca imitar os detalhes, os atos, os gestos e sentimentos daquele a quem segue. Por isso este estudo minucioso e diário que fazemos é essencial para nós, sobretudo em um tempo onde as pessoas são formadas e treinadas para fazer a sua vontade e o seu querer (chamando isso de amor), e quando se precisa “morrer” para si, em coisas pequenas, muitos irmãos fazem verdadeiras tempestades em copo d’água.

No Getsêmani, vimos Jesus apesar de pedir ao Pai, que afastasse Dele o Cálice que Ele deveria tomar, Ele no fim das contas disse que faria a vontade do Pai. Você pode ver isso em Mt 26, 36-45.

Sei que não é fácil morrer para si, e fazer o que é preciso. Infelizmente o pecado que entrou no mundo colocou em nós esse sentimento egoísta e imaturo de querer ser servido e nunca servir. Mas é contra isso que devemos lutar se queremos alcançar a maturidade perfeita de Jesus. Precisamos ir em à direção oposta desse desejo de ser servido e não servir. Precisamos caminhar contra esse sentimento de querer fazer apenas a nossa vontade.

É ou não é verdade que quando encontramos alguém que diariamente morre pra si, e faz o bem comum, logo exaltamos aquela pessoa ao menos dentro de nós. Gostamos de pessoas que morrem para si e fazem nossos gostos. Gostamos de ter café da manhã pronto, cama arrumada, roupa lavada… Gostamos que as pessoas comprem as comidas que gostamos, deixem a TV a nossa disposição para assistirmos nossos programas favoritos. No entanto, não gostamos de morrer para fazer o desejo do outro. Quando temos que fazer isso no dia a dia, logo vêm as reclamações e murmurações. Algumas pessoas reclamam por ter que acordar mais cedo para fazer o café. Outras causam verdadeiros tumultos em casa, se querem ver um programa de TV e o outro está assistindo um filme e não quer mudar. Estou dando pequenos do dia a dia, onde as pessoas se fecham em seus desejos egoístas e se esquecem de morrer para si. Digo pessoas, porém muitas vezes eu também sou assim. Eu também preciso crescer nesse aspecto.

Quando treinamos “morrer” nas pequenas coisas do dia a dia, vamos matando em nós esse egoísmo nocivo e esse individualismo mortal que trazemos em nosso interior. Digo seguramente: Quem não morre para si, está destinado a solidão. Ninguém agüenta viver com um reizinho ou com uma princesinha do lado. O cristianismo acontece quando vivemos o amor concreto: morremos para nós para que o outro cresça.

Talvez você diga: Mas Cadú, na minha casa só eu me sacrifico. Só eu que tenho que abrir mão de tudo! Tem que ser assim sempre?

A resposta é: Talvez você precise viver isso por muito tempo. Porque você que encontrou o Cristo é quem precisa viver o evangelho. Não tem como você cobrar de alguém algo que essa pessoa não conhece. É preciso antes de tudo ter muita paciência, oração e jeito, para levá-la a um encontro com o Senhor. Depois desse encontro, a pessoa vai passar pelo mesmo processo que você passou e vai começar um caminho de crescimento rumo a maturidade. Talvez esse processo seja mais rápido ou mais lento que o seu. Isso vai depender de Jesus e da pessoa. Até que os passos sejam dados, vai um tempo e durante esse tempo é preciso amar, rezar e ter muita paciência.

Quando fazemos a vontade do Pai, cada gesto por menor que seja, é um largo passo que damos rumo ao céu! Não esqueça que a eternidade é para aqueles que seguem os exemplos de Jesus. São Francisco já dizia: É morrendo que se vive para a Vida Eterna.

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AVISO:: Estamos assumindo aqui no blog Dominus Vobiscum uma campanha de oração pela Jornada Mundial da Juventude. A proposta é que todo católico reze um terço por dia de hoje até o evento que acontecerá em 2013 no Rio de Janeiro. Você topa o desafio?

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