Notícia:: Igreja uruguaia promete excomungar políticos que aprovarem a lei do aborto no país

Da Gaudium Press

Católicos uruguaios estão vivendo um verdadeiro drama neste final de ano. A preocupação está em torno da aprovação por parte do Senado do projeto de lei que legaliza o aborto nas 12 primeiras semanas de gestação. A votação aconteceu na última sessão da casa e agora segue para a Câmara dos Deputados que, mesmo tendo encerrado os trabalhos de 2011, já sinaliza com a aprovação do projeto. O que torna as coisas ainda mais difíceis é o fato de que o presidente do Uruguai, José Mujica, declarou que “não usará sua possibilidade de veto nesta matéria”.

Após nove horas de debate, o projeto de lei foi aprovado por 17 dos 31 senadores presentes, em sua maioria da Frente Ampla e um voto de um senador do Partido Nacional, de oposição. Segundo a senadora Mónica Xavier, “a lei vigente é ineficaz, discriminatória e injusta, por que algumas mulheres podem levar adiante suas decisões e outras, não”.

A senadora explicou ainda que a medida constitui “um mecanismo de garantia de que a mulher que não pode prosseguir com a gravidez tenha as mesmas garantias da mulher que levou a gravidez a termo”.

O texto do projeto afirma que “toda mulher maior de idade tem o direito de decidir pela interrupção voluntária da gravidez durante as primeiras doze semanas de gestação”. O prazo não se aplica se a gravidez foi produto de estupro, se há risco para a saúde da mulher ou se existem “problemas fetais graves, incompatíveis com a vida fora do útero”.

Com a aprovação do projeto, todos os serviços de saúde, públicos e privados, terão a obrigação de realizar o aborto de forma gratuita se forem solicitados. A lei vigente, aprovada em 1938, pune com entre três e nove meses de prisão a mulher que faz aborto não autorizado.

A Igreja Católica uruguaia já anunciou que deve excomungar os legisladores que se posicionarem a favor da descriminalização do aborto. Nas últimas décadas, houve várias tentativas para legalizar a prática do aborto no Uruguai.

A Conferência dos Bispos do Uruguai, através de seu presidente, Dom Jaime Fuentes, publicou uma nota direcionada aos senadores e criticando duramente a aprovação do projeto. O prelado relata a visita que fez no início do mês a uma penitenciária feminina onde teve o contato com duas presas que vivem com seus filhos; uma menina de um ano e meio e outra de dois anos.

Segundo Dom Jaime “uma das mulheres me pediu que as batizasse; ela e sua filha. Perguntei sobre o pai da criança e a mãe, não sabia dizer quem era, mas, afirmou que, por sua filha, daria a própria vida”.

O presidente da Conferência Episcopal afirma ainda que o relato desta visita não é para contar apenas uma “pequena história comovente”, mas mostrar que são “mulheres uruguaias de verdade, sem ideologias e com muito peso nas costas por estarem presas porque roubaram e praticaram outros delitos, mas tem bem claro que a vida é sagrada, divina, no sentido mais espontâneo e forte da palavra”.

Dom Jaime questiona os senadores perguntando sobre o que pretendem com a lei do aborto. “Não é suficiente a violência diária da qual padecemos e querem facilitar ainda mais a maior delas matando as crianças no ventre de suas mães? Pensam que, tornando o aborto legal, essa prática deixará de ser crime que agrava a consciência da mulher que o pratica? Pensam que esta lei é progressista porque com ela, a mulher decidirá sobre seu próprio corpo? Essas são ideias que não correspondem ao pensamento da mulher uruguaia.

Dom Jaime Fuentes termina sua mensagem afirmando que “estamos em tempo que reclamam a grandeza de espírito e por isso, busquem soluções humanas a maior e mais humana das situações. Os senhores tem capacidade de encontrá-la”.

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3 comentários sobre “Notícia:: Igreja uruguaia promete excomungar políticos que aprovarem a lei do aborto no país

  1. Tenho nojo desta corja socialista que quer copiar ipsis literis TODOS, repito, TODOS os erros crassos cometidos pela esquerda dos “países desenvolvidos”. Não lhes importam que causem asco e repulsa à população local (ou seja, a quem deveriam servir), contanto que agradem os fidalgos de além-mar, contanto que agradem a “Internacional Socialista” na busca pelo direito de matar, coisa que não existe.

    Precisamos nos mobilizar a toda força para enfrentar este câncer progressista que quer enfiar à força o assassinato legalizado em toda a América. Precisamos hoje ser fortes e aguerridos como fomos antes ao defender os índios e os africanos escravizados. Hoje, mais do que nunca, precisamos que os cristãos saiam às ruas e lutem, pela via política ou não, para acabarmos com mais este mal. Antes foi a escravidão, depois foi o racismo e a eugenia, hoje é o aborto.

  2. Pingback: Vídeo:: Manifestação de apoio aos bispos do Uruguai « Dominus Vobiscum

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