Epístola de São Zeferino I aos Bispos do Egito

Papa Zeferino I (198 a 217 d.C.)

Zeferino foi o primeiro Papa do século III e décimo quinto da Igreja, sucedendo a Vítor I. Natural de Roma, foi eleito em 199. O seu pontificado se caracterizou por duras lutas teológicas que levaram, por exemplo à excomunhão de Tertuliano. Ele foi o primeiro Pontífice que desejou criar uma catacumba na Via Ápia, cujos cuidados foram por ele confiados ao diácono Calisto (e, por isso, chamada de catacumba de Calisto).

Zeferino estabeleceu que os fiéis católicos, depois dos 14 anos, comungassem, pelo menos na ocasião da Festa da Páscoa. Determinou o uso da patena e dos cálices sagrados, até então confeccionados em madeira, que deveriam ser feitos ao menos de vidro.

É dele a carta que vamos postar agora, dirigida aos bíspos do Egito (217 d.C.). Nela, o papa expõe brevemente dois temas: primeiro, exorta a alguns bispos da região que tinham problemas em suas dioceses para que permanecem firmes e fiéis, confiando nas promessas do Altíssimo e sofrendo com paciência as injustiças que estavam sofrendo; numa segunda parte, o papa Zeferino oferece breves instruções para a ordenação dos presbíteros e diáconos.

A intenção de postar estes textos aqui no blog é para que você amigo leitor perceba que a Igreja Primitiva é a Igreja Católica. Alguns teólogos não católicos tentam disassociar uma da outra, dizendo que Constantino ao se declarar cristão instituiu uma outra religião diferente da que os cristãos viviam.Veja o texto e tire suas conclusões…

Epístola aos Bispos do Egito – São Zeferino I de Roma

Zeferino, Bispo da cidade de Roma, aos mui queridos irmãos que servem ao Senhor no Egito.

Recebemos uma grande responsabilidade do Senhor, fundador desta Santa Sé e da Igreja apostólica, e do bem-aventurado Pedro, chefe dos apóstolos: a de que possamos trabalhar com amor infatigável pela Igreja universal, que foi remida pelo Sangue de Cristo, e, assim, com autoridade apostólica, apoiar os que servem ao Senhor, bem como ajudar a todos os que vivem fielmente. Todos os que vivem piedosamente em Cristo devem resistir à condenação dos ímpios e dos estranhos; estes devem ser desprezados como estúpidos e loucos. Assim se farão melhores e mais puros aqueles que renunciam às boas coisas temporais com o fim de conquistar as da eternidade. Porém, o desdém e a burla daqueles que os afligem e os desvalorizam se voltarão sobre eles mesmos quando sua abundância tornar-se necessidade e seu orgulho [tornar-se] confusão.

Capítulo I – Sobre o despojo ou expulsão de alguns bispos

A sé dos apóstolos foi informada por vossos delegados que alguns de nossos irmãos bispos estão sendo expulsos de suas igrejas e sés, privados de seus bens, e chamados a juízo, sendo, ainda por cima, destituídos e maltratados; isto é um absurdo, já que as constituições dos apóstolos e de seus sucessores, assim como os estatutos dos imperadores e a regulamentação das leis, assim como a autoridade da sede dos apóstolos, proíbem fazê-lo. Com efeito, os antigos estatutos ordenam que os bispos que foram expulsos e despojados de suas propriedades recobrem suas igrejas e que, antes de mais nadas, tenham repostas todas as suas propriedades; logo, em segundo lugar, se é que alguém deseja acusá-los de forma justa, o fará com risco semelhante; os juízes devem ser discretos e os bispos retos devem estar em comunhão com a Igreja, devendo prestar testemunho sem ser oprimido; não devem responder a nada, porém, até que sejam reconduzidos, por lei, [à função] e às suas igrejas, sem qualquer detrimento.

Não é estranho, irmãos, que vos persigam pois perseguiram até a morte a vossa Cabeça, Cristo nosso Senhor. As perseguições, entretanto, devem ser enfrentadas com paciência, para que sejais conhecidos como discípulos [de Cristo], por quem vós também sofreis. Ele mesmo o diz: “Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça” (Mt. 5,10). Animados por este testemunho, não devemos temer a condenação dos homens, nem tampouco deixar-nos derrotar por seus vitupérios, pois o Senhor nos deu este mandamento por meio do profeta Isaías: “Ouvi-me, vós que conheceis o justo, povo meu, em cujo coração habita a minha lei: não temais a reprovação dos homens e não vos assusteis com suas injúrias” (Is 51,7); e, considerando o que está escrito no Salmo: “Não é Deus que deve perscrutar isto, já que Ele conhece os segredos os coração?” (Sal. 44, 21), “e os pensamentos daqueles homens não são mais que coisas vãs [vanidad]” (Sal. 94, 11). Apenas dizem coisas vãs contra o seu próximo; com lábios enganosos em seus corações, falam com um coração malvado. Porém, o Senhor deve arrancar de todo lábio enganoso a língua que diz coisas orgulhosas, como esta: “Nossos lábios são nossos; quem é o Senhor perante nós?” (Sal. 12, 2-4); pois, se recordassem disto constantemente, jamais cairiam em tal impiedade, pois não fazem isso por caridade ou instrução paternal, mas para que possam descarregar seus sentimentos de vingança contra os servos de Deus. Eis que está escrito: “O caminho do tolo é reto perante os seus olhos” (Prov. 12,15) e “Há caminhos que parecem retos, porém, ao final, são caminhos que conduzem à morte” (Prov. 14,12).

Nós, que sofremos agora estas coisas, devemos deixá-las ao juízo de Deus, que dará a cada homem segundo suas obras. Ele está entronizado sobre os Seus servos; por isso diz: “Cabe a Mim a vingança; Eu o recompensarei” (Rom. 12,19). Assim, ajudai-vos uns aos outros de boa-fé, por meio de atos e com coração sincero; não permitais que ninguém afaste o seu irmão de ajudar ao próximo, “pois nisto – diz o Senhor – conhecerão todos que são Meus discípulos: se vos amardes uns aos outros” (Jo. 13,35). Disso fala também por meio do profeta, dizendo: “Vede como é bom e agradável conviver todos os irmãos em unidade!” (Sal. 133, 1). [Conviver] em uma morada espiritual – este é o meu entender – e na concórdia que está em Deus, que, com efeito, estão mais piedosamente representadas em Aarão e nos sacerdotes paramentados com honra e ungidos com óleo sobre a cabeça, nutrindo o mais alto entendimento e guiando até a sabedoria plena, já que nesta vivência o Senhor prometeu a bem-aventurança e a vida eterna.

Aprendendo, portanto, a importância deste anúncio do profeta, declaramos esta palavra fraternal, por amor; de maneira alguma buscamos ou queremos buscar o nosso próprio benefício. É por isso que não é bom pagar destratação com destratação ou, de acordo com o provérbio comum, combater o mal com o mal. Que isto não ocorra entre nós, pois tal comportamento não é nosso. Que seja Deus, pois, que o proíba. Pelo justo juízo de Deus às vezes os pecadores têm o poder para perseguir os santos, a fim de que aqueles a quem o Espírito Santo ajuda e sustém possam chegar a ter maior glória através da provação de seus sofrimentos. Para aquelas pessoas que vos perseguem, vos reprovam e vos injuriam, haverá muita aflição, sem dúvida alguma.

Desgraçados… Desgraçados aqueles que injuriam os servos de Deus, pois o prejuízo contra eles atinge Aquele a cujo serviço e ofício estão dedicados. Rezamos para seja colocada sobre os seus lábios uma porta de clausura pois não desejamos que ninguém pereça ou se corrompa em virtude de seus próprios lábios, e que não pensem ou tornem pública alguma palavra dura com sua boca. Por isso também diz o Senhor por meio do profeta: “Digo a mim mesmo: cuidarei dos meus modos, para que não venha a pecar com a minha língua” (Sal. 39,1).

Que o Deus todo-poderoso e seu único Filho e Salvador nosso, Jesus Cristo, vos guie para que, com todos os meios ao vosso alcance, possais auxiliar a todos os irmãos que passam por tribulação, que sofrem durante seus trabalhos, estimando seus sofrimentos. Que sejam dados a eles toda a assistência possível, por atos e palavras, de forma a que sejais reconhecidos como verdadeiros discípulos dAquele que nos mandou amar aos irmãos como a nós mesmos.

Capítulo II – Sobre a ordenação de presbíteros e diáconos

A ordenação de presbíteros e levitas (=diáconos) deve ser feita de maneira solene na ocasião conveniente e na presença de muitas testemunhas. Para este serviço, sejam apresentados homens provados e sábios, para que sejais favorecidos por sua amizade e auxílio.

Depositai sem cessar a confiança dos vossos corações na bondade de Deus e dizei estas e as outras palavras divinas às gerações seguintes: “Porque este é o nosso Deus pelos séculos dos séculos, Ele nos conduzirá à eternidade” (Sal. 48,15).

Dado aos sete de novembro, durante o consulado dos ilustríssimos Saturnino e Galiciano.

(Tradução de Carlos Martins Nabeto – Central de Obras do Cristianismo Primitivo)
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Padres do Deserto: Sentenças do Pai João, o anão I

Apotegmas do pai João, o anão - Do Site Central de Obras do Cristianismo Primitivo

Dizia-se que no deserto vivia um monge chamado João, o anão. Deste todos, é o que temos a maior parte das histórias atribuídas ao seu nome. Algumas delas mostram suas fraquezas, e outras a sua sabedoria adquirida ao longo dos anos de contemplação espiritual e luta contra os vícios da alma. Separei sete estórias importantes e de grande riqueza para quem deseja praticar a ascese espiritual.

1. Foi dito de Pai João, o Anão, que ele se retirou para viver no deserto de Scete com um ancião de Tebas. Seu Pai, pegando um pedaço seco de madeira plantou-o e disse a ele: “Mmolhe-o todos os dias com uma garrafa de água, até que dê fruto”. A água ficava muito distante e ele tinha que sair à noite e retornar pela manhã seguinte. Ao final de três anos a madeira reviveu e deu fruto. Então o ancião pegou alguns frutos e levou-os à igreja, dizendo aos irmãos: “Peguem e comam o fruto da obediência”.

2. Dizia-se de Pai João, o Anão, que um dia ele disse ao seu irmão mais velho: “Gostaria de ser livre de todos os cuidados, como os anjos, que não trabalham, mas prestam culto a Deus incessantemente”. Então, ele retirou seu manto e foi para o deserto. Depois de uma semana ele voltou ao seu irmão. Quando bateu à porta ouviu seu irmão dizer, antes de abrir: “Quem é você?” Ele disse: “Sou João, seu irmão”. Ao que o outro retrucou: “João se tornou um anjo e dessa maneira não mais se encontra entre os homens”. O outro pediu para entrar, dizendo: “Sou eu”. Contudo, seu irmão não o deixou entrar, mas o deixou lá fora, aflito, até de manhã. Então, abrindo a porta, disse-lhe: “Você é um homem e deve novamente trabalhar para poder comer”. Então João se prostrou diante dele, dizendo: “Perdoe-me”.

3. Um dia, quando ele estava sentado em frente à igreja, os irmãos foram consultá-lo sobre seus pensamentos. Um dos anciãos viu e tornando-se presa do ciúme disse a ele: “João, seu vaso está cheio de veneno”. Pai João respondeu-lhe: “Isto é bem verdade, Pai; e você disse isso vendo apenas o lado de fora, mas se fosse capaz de ver o interior também, o que diria, então?”.

4. Alguns irmãos vieram um dia para testá-lo, para ver se ele deixaria seus pensamentos se dissiparem e falasse das coisas desse mundo. Disseram-lhe então: “Damos graças a Deus, pois este ano tem chovido muito e as palmeiras puderam beber e suas folhas cresceram e os irmãos encontraram trabalho manual”. Pai João disse-lhes: “Então, é quando o Espírito Santo desce aos corações dos homens, eles se renovam e produzem folhas por temor a Deus”.

5. Era dito de Pai João, o Anão, que um dia ele estava tecendo corda para duas cestas, mas sem perceber, ele fez apenas uma, até que chegasse ao teto, pois seu espírito estava absorto em contemplação.

6. Pai João disse: “Sou como um homem sentado debaixo de uma grande árvore, que vê bestas selvagens e serpentes, vindo contra ele em grande número. Quando não pode mais, ele corre e sobe na árvore e se salva. É a mesma coisa comigo; sento-me em minha cela e estou consciente de pensamentos maus vindo contra mim e quando não tenho mais forças contra eles, busco refúgio em Deus pela oração e sou salvo do inimigo”.

7. Pai Poemen disse de Pai John, o Anão, que ele tinha rezado a Deus para que retirasse para longe dele as paixões, de modo que ele ficasse livre de preocupações. Então ele foi contar ao ancião isto: “Encontro-me em paz, sem nenhum inimigo”. O ancião lhe disse: “Vá, implore a Deus que lhe envie as lutas de modo que você recupere a aflição e humildade que você possuía, pois é pela luta que as almas progridem”. Então, ele implorou a Deus e quando as batalhas vieram ele não mais rezou que elas fossem afastadas, mas disse: “Senhor, dai-me força para a luta”.

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Evangelho do Dia:: A juventude não morre quando está próxima do Mestre

No vosso coração, caros jovens, percebe-se o batimento forte da vida, do amor de Deus. A juventude não morre quando está próxima do Mestre. Sim, quando está próxima de Jesus: estais todos próximos de Jesus. Escutai todas as Suas palavras, todas as palavras, todas. Jovem, ama Jesus, procura Jesus. Encontra Jesus.

Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, depois de Jesus ter atravessado, no barco, para a outra margem, reuniu-se uma grande multidão junto dele, que continuava à beira-mar. Chegou, então, um dos chefes da sinagoga, de nome Jairo, e, ao vê-lo, prostrou-se a seus pés e suplicou instantemente: A minha filha está morrendo; vem impor-lhe as mãos para que se salve e viva. Jesus partiu com ele, seguido por numerosa multidão, que o apertava. Certa mulher, vítima de um fluxo de sangue havia doze anos, que sofrera muito nas mãos de muitos médicos e gastara todos os seus bens sem encontrar nenhum alívio, antes piorava cada vez mais, tendo ouvido falar de Jesus, veio por entre a multidão e tocou-lhe, por detrás, nas vestes, pois dizia: Se ao menos tocar nem que seja as suas vestes, ficarei curada. De fato, no mesmo instante se estancou o fluxo de sangue, e sentiu no corpo que estava curada do seu mal. Imediatamente Jesus, sentindo que saíra dele uma força, voltou-se para a multidão e perguntou: Quem tocou as minhas vestes? Os discípulos responderam: Vês que a multidão te comprime de todos os lados, e ainda perguntas: Quem me tocou? Mas Ele continuava a olhar em volta, para ver aquela que tinha feito isso. Então, a mulher, cheia de medo e a tremer, sabendo o que lhe tinha acontecido, foi prostrar-se diante dele e disse toda a verdade. Disse-lhe Ele: Filha, a tua fé salvou-te; vai em paz e sê curada do teu mal. Ainda Ele estava a falar, quando, da casa do chefe da sinagoga, vieram dizer: A tua filha morreu; de que serve agora incomodares o Mestre? Mas Jesus, que surpreendera as palavras proferidas, disse ao chefe da sinagoga: Não tenhas receio; crê somente. E não deixou que ninguém o acompanhasse, a não ser Pedro, Tiago e João, irmão de Tiago. Ao chegar a casa do chefe da sinagoga, encontrou grande alvoroço e gente a chorar e a gritar. Entrando, disse-lhes: Porquê todo este alarido e tantas lamentações? A menina não morreu, está a dormir. Mas faziam troça dele. Jesus pôs fora aquela gente e, levando consigo apenas o pai, a mãe da menina e os que vinham com Ele, entrou onde ela jazia. Tomando-lhe a mão, disse: Talitha qûm!, isto é, Menina, sou Eu que te digo: levanta-te! E logo a menina se ergueu e começou a andar, pois tinha doze anos. Todos ficaram assombrados. Recomendou-lhes vivamente que ninguém soubesse do sucedido e mandou dar de comer à menina. (Mc 5,21-43)

Comentário feito pelo Beato João Paulo II

Queridos jovens, o futuro depende de vós; de vós depende o fim deste milénio e o início do novo. Por conseguinte, não sejais passivos: assumi as vossas responsabilidades em todos os domínios que se vos abrem no nosso mundo. […] Tomai as vossas responsabilidades! Estai prontos, animados pela fé no Senhor, a dar a razão da vossa esperança (1P 3,15). […] Qual é o motivo da vossa confiança? A vossa fé, o reconhecimento e a aceitação do imenso amor que Deus revela continuamente pelos homens. […] Jesus Cristo, o mesmo, ontem, hoje e pelos séculos (Heb 13,8), continua a revelar aos jovens o mesmo amor que o Evangelho descreve quando encontra um ou uma jovem.

Assim, podemos contemplar a ressurreição da filha de Jairo, que tinha doze anos. […] Jairo expõe a sua dor ao Mestre com sinceridade; com insistência suplica ao Seu coração: A minha filha está a morrer; vem impor-lhe as mãos para que se cure e viva. Jesus foi com ele. O coração de Cristo, que Se comoveu perante a dor humana deste homem e de sua filha, não fica indiferente aos nossos sofrimentos. Cristo ouve-nos sempre, mas pede-nos que recorramos a Ele com fé. […] Todos os gestos e todas as palavras do Senhor exprimem este amor.

Quereria debruçar-me particularmente sobre as palavras recolhidas dos próprios lábios de Jesus: A menina não morreu, está a dormir. Estas palavras profundamente reveladoras incitam-me a pensar na misteriosa presença do Senhor da Vida num mundo que parece ter sucumbido ao impulso descarado do ódio, da violência e da injustiça. Mas não, este mundo, que é vosso, não morreu, está a dormir. No vosso coração, caros jovens, percebe-se o batimento forte da vida, do amor de Deus. A juventude não morre quando está próxima do Mestre. Sim, quando está próxima de Jesus: estais todos próximos de Jesus. Escutai todas as Suas palavras, todas as palavras, todas. Jovem, ama Jesus, procura Jesus. Encontra Jesus.

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Padres do Deserto: Sentenças do Pai Isidoro

Apotegmas de diversos Santos padres - Do Site Central de Obras do Cristianismo Primitivo

Os padres do deserto prezavam e muito pela busca das virtudes e pelo afastamento dos vícios da alma. A busca por uma virtude se dá dia a dia. Ela é a vitória sobre aquele vício que trazemos na carne. Hoje quero deixar registrado aqui, cinco apotegmas atribuídos ao Pai Isidoro. Nelas vamos ouvir considerações importantes sobre a vida de oração, o desprezo aos prazeres do mundo, a busca pelas virtudes da alma, a humildade e a real intenção do jejum.

1. Pai Isidoro disse: “Quando eu era mais jovem e permanecia em minha cela eu não punha limites à oração; a noite era para mim tempo de oração tanto quanto o dia”.

2. Pai Isidoro foi um dia ver Pai Teófilo, arcebispo de Alexandria e quando retornou a Scetis, os irmãos perguntaram a ele: “O que há de novo na cidade?” Mas ele lhes disse: “Verdadeiramente irmãos, não vi a face de ninguém, exceto a do arcebispo”. Ouvindo isso ficaram muito ansiosos e disseram: “Houve algum desastre lá então, Pai?” Ele disse: “Não, de modo algum, mas o pensamento de olhar para quem quer que fosse não me atraiu”. A essas palavras eles se encheram de admiração e se fortaleceram em sua intenção de guardarem seus olhos de toda distração.

3. Pai Isidoro de Pelúsia disse: “Prezem as virtudes e não sejam escravos da glória; pois as primeiras são imortais enquanto que as últimas logo se desvanecem”.

4. Ele também disse: “As alturas da humildade são grandes e também as profundezas da vanglória; aconselho-os a atenderem à primeira e não caírem na segunda”.

5. Pai Isidoro, o sacerdote, disse: “Se você jejua regularmente, não se encha de orgulho, mas se você se vangloria por causa disso, então é melhor que coma carne. É melhor para um homem comer carne do que se inflar com orgulho e gloriar-se de si mesmo”.

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Evangelho do Dia:: Obedeçamos a vontade do Senhor


...O amor leva-nos a imitá-lo. Se Deus permite esta escolha, esta liberdade, é precisamente porque quer que abramos as nossas velas ao vento do amor puro e, empurrados por ele, corramos atrás do seu perfume...

Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, Jesus e os seus discípulos chegaram à outra margem do mar, à região dos gerasenos. Logo que Jesus desceu do barco, veio ao seu encontro, saído dos túmulos, um homem possesso de um espírito maligno. Tinha nos túmulos a sua morada, e ninguém conseguia prendê-lo, nem mesmo com uma corrente, pois já fora preso muitas vezes com grilhões e correntes, e despedaçara os grilhões e quebrara as correntes; ninguém era capaz de o dominar. Andava sempre, dia e noite, entre os túmulos e pelos montes, a gritar e a ferir-se com pedras. Avistando Jesus ao longe, correu, prostrou-se diante dele e disse em alta voz: Que tens a ver comigo, ó Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Conjuro-te, por Deus, que não me atormentes! Efetivamente, Jesus dizia: Sai desse homem, espírito maligno. Em seguida, perguntou-lhe: Qual é o teu nome? Respondeu: O meu nome é Legião, porque somos muitos. E suplicava-lhe insistentemente que não o expulsasse daquela região. Ora, ali próximo do monte, andava a pastar uma grande vara de porcos. E os espíritos malignos suplicaram a Jesus: Manda-nos para os porcos, para entrarmos neles. Jesus consentiu. Então, os espíritos malignos saíram do homem e entraram nos porcos, e a vara, cerca de uns dois mil, precipitou-se do alto no mar e ali se afogou. Os guardas dos porcos fugiram e levaram a notícia à cidade e aos campos. As pessoas foram ver o que se passara. Ao chegarem junto de Jesus, viram o possesso sentado, vestido e em perfeito juízo, ele que estivera possuído de uma legião; e ficaram cheias de temor. As testemunhas do acontecimento narraram-lhes o que tinha sucedido ao possesso e o que se passara com os porcos. Então, pediram a Jesus que se retirasse do seu território. Jesus voltou para o barco e o homem que fora possesso suplicou-lhe que o deixasse andar com Ele. Não lho permitiu. Disse-lhe antes: Vai para tua casa, para junto dos teus, e conta-lhes tudo o que o Senhor fez por ti e como teve misericórdia de ti. Ele retirou-se, começou a apregoar na Decápole o que Jesus fizera por ele, e todos se maravilhavam. (Mc 5,1-20)

Comentário feito por Beato Charles de Foucauld (1858-1916), eremita e missionário no Saara

A verdadeira, a única perfeição, não é ter este ou aquele tipo de vida, é fazer a vontade de Deus; é ter a vida que Deus quer, onde Ele quer, e vivê-la como Ele próprio a viveria. Quando Ele nos permite escolher, então sim, procuremos segui-lo passo a passo o mais exatamente possível, partilhar a Sua vida tal como ela foi, como os apóstolos o fizeram ao longo da Sua vida e após a Sua morte: o amor leva-nos a imitá-lo. Se Deus permite esta escolha, esta liberdade, é precisamente porque quer que abramos as nossas velas ao vento do amor puro e, empurrados por ele, corramos atrás do seu perfume (Ct 1,4 LXX), em imitação perfeita, como São Pedro e São Paulo…

E se um dia Deus quiser tirar-nos, por algum tempo ou para sempre, deste caminho tão belo e tão perfeito, não nos perturbemos nem nos surpreendamos. Os Seus desígnios são insondáveis: poderá fazer por nós, a meio ou no fim da caminho, o que fez ao geraseno no início. Obedeçamos, façamos a Sua vontade […], andemos por onde Ele quiser, levemos a vida que a Sua vontade designar. Mas aproximemo-nos d’Ele com todas as nossas forças em toda a parte, e vivamos todas as situações, todas as condições, como Ele próprio as teria vivido, comportando-nos como Ele Se teria comportado se, pela vontade do Pai, Se tivesse encontrado na situação em que nós nos encontramos.

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Evangelho do Dia: Jesus, à popa, dormia sobre uma almofada

Evangelho Quotidiano

Naquele dia, ao entardecer, disse: Passemos para a outra margem. Afastando-se da multidão, levaram-no consigo, no barco onde estava; e havia outras embarcações com Ele. Desencadeou-se, então, um grande turbilhão de vento, e as ondas arrojavam-se contra o barco, de forma que este já estava quase cheio de água. Jesus, à popa, dormia sobre uma almofada. Acordaram-no e disseram-lhe: Mestre, não te importas que pereçamos? Ele, despertando, falou imperiosamente ao vento e disse ao mar: Cala-te, acalma-te! O vento serenou e fez-se grande calma. Depois disse-lhes: Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé? E sentiram um grande temor e diziam uns aos outros: Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem? (S. Marcos 4,35-41)

Comentário do Evangelho do dia feito por Santa Teresinha do Menino Jesus (1873-1879), carmelita, Doutora da Igreja

Eu deveria, querida Madre, ter-vos falado do retiro que precedeu a minha profissão de fé. Esteve longe de me trazer consolação: a mais absoluta aridez e quase o abandono foram o que me coube, Jesus dormia como sempre na minha pequena barquinha; ah, bem vejo como raramente as almas O deixam dormir tranquilamente em suas barcas, Jesus anda tão cansado por ter sempre trabalhos para fazer e por ter de tomar tantas iniciativas, que logo Se apressa a aproveitar o repouso que Lhe ofereço. Não acordará certamente antes do meu retiro para a eternidade, mas isto, em vez de me causar sofrimento, dá-me na verdade um extremo prazer. Claro que estou longe de ser uma santa, e o que acabo de dizer prova-o bem. Deveria, em vez de me regozijar com esta minha secura, atribuí-la ao meu pouco fervor e pouca fidelidade, deveria afligir-me por dormir (desde há sete anos) durante as orações e as ações de graças. Pois bem, não me aflijo com isso; penso que as criancinhas agradam tanto a seus pais enquanto dormem como quando estão acordadas; penso que, para fazer operações, os médicos põem os doentes a dormir. Enfim, penso que o Senhor conhece bem a nossa fragilidade, sabe de que somos formados; não Se esquece de que somos pó da terra (Sl 102,14). O meu retiro de profissão de fé foi pois, como todos os que se seguiram, um retiro de grande aridez. No entanto, o Bom Deus mostrava-me à evidência, sem que eu me apercebesse, a maneira de Lhe agradar e de praticar as mais sublimes virtudes. Bastas vezes percebi que Jesus não quer dar-me provisões: nutre-me, a cada instante, com um novo alimento; encontro-o em mim sem saber como ali veio parar. Acredito simplesmente que é o próprio Jesus, escondido no fundo deste meu pobre e pequeno coração, Quem faz a graça de agir em mim, Quem me faz pensar em tudo o que quer que eu faça no presente momento.

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Notícia:: 200 pessoas foram detidas na Nigéria por suspeitas a atentados contra católicos

Segundo a Associação Ajuda à Igreja que Sofre, seriam mais de 35 mil, sobretudo em Jos e nas regiões meridionais. Entre eles, se encontram muitos católicos.

Da Rádio Vaticana com inserções do blog Dominus Vobiscum

Estamos acompanhando aqui no blog, tudo que tem acontecido com os católicos da Nigéria. Embora alguns católicos no Brasil prefiram ignorar o que acontece com nossos irmãos perseguidos, nós queremos e fazemos questão de mostrar aqui algo que é real e que afeta aqueles que creem como eu e você no Nosso Senhor Jesus Cristo.

Na Nigéria, subiu a 200 o número de pessoas detidas após os sangrentos atentados das semanas passadas contra os cristãos, reivindicados pelo movimento islâmico Boko Haram. Segundo os investigadores, trata-se, sobretudo, de “mercenários provenientes do Chade”. Somente na quarta-feira o Presidente Jonathan Goodluck destituiu o chefe da polícia, afirmando que a decisão representa um primeiro passo para reorganizar a Força Armada nigeriana para torná-la mais eficaz e capaz de enfrentar os desafios da segurança interna.

Entretanto, aumenta o número de pessoas em fuga para as regiões mais seguras. Segundo a Associação Ajuda à Igreja que Sofre, seriam mais de 35 mil, sobretudo em Jos e nas regiões meridionais. Entre eles, se encontram muitos católicos. Esperança não falta ao Bispo de Bauchi, Dom Malachy Goltok, Diocese que se encontra no nordeste do país, onde desde o Natal muitas famílias emigraram em direção ao sul. “Estou certo de que quando a situação se normalizar, todos retornarão”, disse à agência Misna.

“O atentado do dia de Natal contra a igreja da Madalena fez aumentar o medo de violências sectárias. Todavia a greve geral contra o aumento da gasolina também criou dificuldades.” A greve, marcada por duas semanas de protestos, provocou a paralisação das atividades econômicas por causa da abolição dos subsídios que por anos mantiveram baixos os preços dos combustíveis, permitindo a milhões de pessoas viajar apesar da falta de trabalho e da pobreza.

Na diocese de Bauchi, os cristãos são cerca 36 mil, uma minoria que se dedica ao comércio. Muitos deles não se encontravam na cidade no domingo à noite, quando a explosão de uma bomba quase demoliu a igreja de Nossa Senhora de Loreto. A explosão não causou vítimas nem feridos; segundo o bispo, se trata de um sinal de Deus a ter esperança em um futuro de paz. “Os cristãos de Bauchi – sublinha Dom Goltok – têm aqui suas casas, as suas lojas e a sua vida: sempre foram parte integrante do tecido social e continuarão a sê-lo, precisamente como os muçulmanos que vivem no sul”.

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Padres do Deserto: Histórias diversas I

Apotegmas de diversos Santos padres - Do Site Central de Obras do Cristianismo Primitivo

Nesse post resolvi postar apotegmas que encontrei, mas como não temos muitos dos mesmos autores, resolvi colocá-los juntos para que possamos meditá-los. Para os desavisados, é importante recordar que os Santos Padres do Deserto foram os primeiros monges católicos. Deixaram o conforto para viver uma vida de silêncio, penitência e oração no deserto árido, seco e quente.

PAI AMON
Disse o abade Amon: “Suporta todo homem assim como Deus te suporta”.

PAI APOLO
Havia nas celas um velho homem chamado Apolo. Se aparecia alguém chamando-o para ajudar em alguma tarefa, ele ia alegremente, dizendo: “Vou trabalhar com Cristo hoje, pela salvação de minha alma, pois esta é a recompensa que Ele dá”.

PAI CIRO
Perguntaram a Pai Ciro da Alexandria, sobre a tentação da fornicação e ele replicou: “Se vocês não pensarem sobre isso, vocês não têm esperança, pois se vocês não estiverem pensando nisso, estão fazendo isso. Quer dizer, aquele que não luta contra o pecado e resiste a ele em seu espírito vai pecar fisicamente. É bem verdade que aquele que está fornicando não está preocupado pensando nisso”.

PAI DOULAS
Pai Doulas, discípulo de Pai Bessarião disse: “Um dia, quando estávamos caminhando ao longo da praia, eu estava sedento e disse ao Pai Bessarião: ‘Pai, estou com sede’. Ele rezou e disse-me: ‘Beba um pouco da água do mar’. A água estava doce e eu bebi. Cheguei a pegar um pouco numa garrafa de couro, pois tive medo de ficar sedento mais tarde. Vendo isto, o velho homem perguntou-me porque eu estava levando água. Eu disse a ele: “Perdoe-me, é por medo de ficar com sede mais tarde’. E o ancião disse: ‘Deus está aqui, Deus está em todo lugar'”.

PAI EPIFÂNIO
Dizia o abade Epifânio: “Conhece-te a ti mesmo e nunca cairás. Dá trabalho à tua alma, isto é, a oração contínua e o amor de Deus, antes que alguém a leve a maus pensamentos; e reza para que o espírito do erro se afaste de ti”.

PAI GERONTE
O abade Geronte de Petra disse: “Muitos daqueles que são tentados pelos caprichos do corpo não pecam com o corpo, mas cometem impurezas com o pensamento. E, mesmo conservando a virgindade do corpo, cometem impureza com sua alma. Portanto, amados meus, fazei como está escrito: “Cada um guarde seu coração com cuidadosa vigilância” (Prov. 4,23).

PAI GREGÓRIO
Gregório disse: “Que a tua obra seja pura pela presença do Senhor e não pela exibição”.

PAI IPERÉQUIO
Disse o abade Iperéquio: “Conserva sempre o Reino dos Céus no espírito, e logo o receberás em herança”.

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Evangelho do Dia:: Cristo semeado na terra

...Assim sendo, semeio a fé quando planto a sepultura de Cristo no meio do meu jardim...

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, disse Jesus à multidão: O Reino de Deus é como um homem que lançou a semente à terra. Quer esteja a dormir, quer se levante, de noite e de dia, a semente germina e cresce, sem ele saber como. A terra produz por si, primeiro o caule, depois a espiga e, finalmente, o trigo perfeito na espiga. E, quando o fruto amadurece, logo ele lhe mete a foice, porque chegou o tempo da ceifa. Dizia também: Com que havemos de comparar o Reino de Deus? Ou com qual parábola o representaremos? É como um grão de mostarda que, ao ser deitado à terra, é a mais pequena de todas as sementes que existem; mas, uma vez semeado, cresce, transforma-se na maior de todas as plantas do horto e estende tanto os ramos, que as aves do céu se podem abrigar à sua sombra. Com muitas parábolas como estas, pregava-lhes a Palavra, conforme eram capazes de compreender. Não lhes falava senão em parábolas; mas explicava tudo aos discípulos, em particular. (Mc 4,26-34)

Comentário feito por Santo Ambrósio (v. 340-397), bispo de Milão e Doutor da Igreja

Foi num jardim que Cristo foi preso e sepultado; Ele cresceu neste jardim e até foi aí que ressuscitou. E assim se tornou uma árvore. […] Vós também, semeai Cristo no vosso jardim. […] Com Cristo moei o grão de mostarda, prensai-o e semeai a fé. A fé é prensada quando cremos em Cristo crucificado. Paulo semeava a fé quando dizia: Quando eu fui ter convosco, irmãos, para vos anunciar o testemunho de Cristo, não fui com sublimidade de espírito ou de sabedoria. Julguei não dever saber coisa alguma entre vós a não ser Jesus Cristo, e Este crucificado (1 Cor 2,1-2). […] Ora, nós semeamos a fé quando, apoiados no Evangelho ou nas leituras dos apóstolos e dos profetas, cremos na Paixão do Senhor; semeamos a fé quando a cobrimos com terra lavrada e tornada mais leve com a carne do Senhor. […] Com efeito, quem crê que o Filho de Deus Se fez homem crê que Ele morreu por nós e crê que ressuscitou por nós. Assim sendo, semeio a fé quando planto a sepultura de Cristo no meio do meu jardim.

Quereis saber que Cristo é uma semente e que é Ele que é semeado? Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer dá muito fruto (Jo 12,24). […] Foi o próprio Cristo que o disse. Portanto, Ele é ao mesmo tempo semente de trigo porque robustece o coração do homem (Sl 103,15), e semente de mostarda porque aquece o coração do homem. […] É grão de trigo quando se trata da Sua ressurreição, porque a palavra de Deus e a prova da sua ressurreição alimentam as almas, aumentam a esperança e fortalecem o amor – pois Cristo é o pão de Deus que desce do céu (Jo 6,33). E é grão de mostarda porque há mais amargura e azedume quando se fala da Paixão do Senhor.

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Notícia:: Marcha pela Vida reuniu 400 mil pessoas em Washington e a imprensa cala… uma vez mais

Marcha pela vida acontece todo dia 23 de janeiro em razão da decisão judicial Roe V. Wade da Corte Suprema que legalizou o aborto nos Estados Unidos.

Da ACI Digital

400.000 pessoas de todo o país se reuniram na segunda-feira 23 de janeiro em Washington DC na célebre Marcha pela Vida que a cada ano pede pelos não nascidos nos Estados Unidos. Como já é tradição os grandes meios de comunicação ignoraram o evento.

A reunião congregou a jovens, mulheres, homens e crianças de todo o país que durante várias horas suportaram intenso frio, neblina e até chuva enquanto percorriam as principais ruas da capital americana até a sede do Capitólio. A marcha foi realizada um dia depois do aniversário número 39 da decisão judicial Roe V. Wade da Corte Suprema que legalizou o aborto nos Estados Unidos.

Os manifestantes se reuniram no National Mall para escutar as dissertações de deputados e líderes pró-vida. O Presidente da Câmara de Representantes, John Boehner (Republicano-Ohio), afirmou aos manifestantes que “a vida e a liberdade” são dois princípios fundamentais que se entrelaçam para “formar o núcleo de nosso caráter nacional.”

A morte violenta de crianças inocentes não é um valor americano. (Deputado Chris Smith)

“Quando afirmamos a dignidade da vida, afirmamos nosso compromisso com a liberdade”, disse. Quando não somos capazes de defender a vida, a liberdade se vê diminuída.”

Boehner –que tem 11 irmãos– pronunciou umas palavras de abertura na marcha, nas quais recordou que “a vida humana não é uma mercadoria política ou econômica. A defesa da vida não é uma questão de partido mas tema de princípios”.

Por sua Marcha, o deputado Chris Smith (Republicano-Nova Jersey), explicou ante a multidão que a morte violenta de crianças inocentes “não é um valor americano”. Ele agradeceu aos presentes na marcha pela seu “abnegada luta pela oração, o jejum e as obras” para participar do que ele chamou “o maior movimento de direitos humanos na terra.”

Imprensa em silêncio

Assim como no Brasil, a imprensa americana se calou ante as manifestações contra a descriminalização do aborto. Ainda assim deseja ser chamada de "imparcial".

Os cantos e gritos dos manifestantes se escutaram em toda o percurso mas foram ignorados por meios importantes como o jornal New York Times.

Kristen Walker, vice-presidenta da organização pró-vida New Wave Feminists, disse que há quem “quer faze-nos acreditar que quase meio milhão de pessoas tomando as ruas cada ano pelo aniversário da decisão Roe Vs. Wade não é de interesse jornalístico porque ocorre todos os anos”.

Além disso, denunciou que há outros meios como o Washington Post que deram certa cobertura ao evento, mas reduzindo-o a um enfrentamento com os abortistas e alguns comentários em seus blogs online.

O Washington Post “manipulou um evento no qual centenas de milhares de americanos livres de todo o país se reuniram na capital de sua nação para fazer que sua voz seja ouvida, e o apresentou como um pequeno e feio confronto entre fanáticos”.

Cerca de 400 mil pessoas foram as ruas. Definitivamente o povo não deseja a descriminalização do aborto!

Segundo Walker, a intenção da imprensa secular majoritariamente abortista é apresentar os pró-vida como “um grupo marginal de fanáticos” e desmoralizar os organizadores.

“Quase todos os canais, jornais e revistas são a voz a favor do aborto. Estamos em inferioridade numérica, mas não nos calaremos. A chave para ganhar a guerra da informação quando se trata do aborto está nos novos meios de comunicação como as redes sociais”.

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