Notícia:: No Angelus, Papa recorda que ao sermos filhos, somos todos irmãos

Da Rádio Vaticana

Após celebrar a missa do Batismo do Senhor na Capela Sistina, o Pontífice se deslocou ao balcão de seu escritório de trabalho para rezar a oração do Angelus com os milhares de fiéis que o aguardavam na Praça São Pedro.

Neste domingo, Bento XVI propôs aos presentes uma reflexão sobre o nosso ‘ser filhos de Deus’ partindo do nosso ser ‘simplesmente filhos’, uma condição que é comum a todos nós.

Ninguém nos pergunta antes se queremos ou não nascer, mas durante a vida, podemos desenvolver uma atitude livre em relação à vida, vivendo-a como um dom e em certo sentido, ‘transformando-nos em filhos’. Este momento marca o amadurecimento pessoal nosso e no relacionamento com nossos pais, a quem passamos a ser ‘agradecidos’. É uma passagem que nos torna capazes de ser pais – não biológica, mas moralmente”.

Per explicar a paternidade de Deus, o Papa disse aos 40 mil fiéis na Praça que “assim como de nossos pais, somos também todos filhos de Deus, amados e queridos por Ele; e que também neste relacionamento podemos ‘renascer’, isto é, transformamo-nos naquilo que somos. Isto ocorre mediante um “sim” profundo com o qual se acolhe a vida como um dom do Pai, um Genitor que não se vê mas no qual se crê; Pai imensamente bom e fiel de todos os irmãos da humanidade“.

Bento XVI encerrou a sua reflexão explicando que a fé em Deus Pai se baseia em Jesus Cristo, cuja pessoa e história nos revelam o Pai. Após rezar a oração mariana, o Papa fez saudações em francês, inglês, alemão, polonês, italiano e espanhol.

Celebramos hoje a festa do batismo do Senhor no Rio Jordão, na qual se revela o mistério do novo batismo da água e do Espírito. Peço-lhes que se recordem do dia em que fomos iluminados sacramentalmente em Cristo e começamos nossa existência como filhos de Deus. Que aquele compromisso e a fé que proclamamos não deixem de ressoar em nossos corações e em nossas vozes” – disse em espanhol.

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Notícia:: Papa diz que adultos são bons educadores somente quando acolhem Palavra de Deus

Da Rádio Vaticana

Bento XVI presidiu esta manhã na Capela Sistina uma solene liturgia, durante a qual administrou o Sacramento do batismo a 16 bebês. Esta tradicional cerimônia comemora o dia do Batismo do Senhor e representa a última celebração do Natal.

Como o vem fazendo desde 2008, o Pontífice proferiu a sua homilia de um trono disposto em uma das paredes laterais da capela, a fim de não cobrir os frescos do “Juízo Final” do gênio renascentista Michelangelo Buonarroti.

No início da celebração, o Papa se dirigiu diretamente às mães e pais, dando-lhes as boas-vindas: “Recebo com alegria, em nome da grande família, que é a Igreja, estas crianças tão queridas” – disse. Em seguida, como previsto no rito, pediu aos pais que dissessem o nome das crianças e fez o sinal da cruz na testa de cada um dos bebês.

Após as leituras, na homilia, Bento XVI destacou que “educar é tarefa exigente, difícil, árdua para as nossas capacidades; mas torna-se uma missão maravilhosa, se cumprida em colaboração com Deus, o primeiro e verdadeiro educador”.

Inspirado na primeira Leitura, uma passagem de Isaías, o Papa disse que “Deus quer nos dar coisas boas para beber e comer, coisas que nos fazem bem; mas às vezes, nós usamos mal nossos recursos, os utilizamos em coisas que não servem ou que são até mesmo nocivas. Deus quer-nos dar, sobretudo, a Si mesmo”.

Nesta perspectiva – recordou o Pontífice – as verdadeiras nascentes são “a Palavra de Deus e os Sacramentos. Os adultos são os primeiros a dever se alimentar nestas fontes, para poder orientar os mais jovens em seu crescimento. Os pais devem dar muito, mas poder dar, precisam, por sua vez, receber, caso contrário, se esvaziam, se esgotam”.

Os pais não são a fonte, como também nós sacerdotes não somos a fonte: somos como canais através dos quais deve passar a seiva vital do amor de Deus”.

Evocando o Evangelho, Bento XVI chamou a atenção para a figura de João Batista, “grande educador dos seus discípulos porque os conduziu ao encontro com Jesus, de quem deu testemunho. Não se exaltou, nem quis ter os discípulos presos a ele”.

O verdadeiro educador não prende as pessoas a si mesmo, não é possessivo. Quer que o filho, ou o discípulo, aprenda a conhecer a verdade e estabeleça com esta uma relação pessoal”.

Enfim, referindo-se à segunda Leitura, da I Carta de São João, o Papa citou que saber que é o Espírito Santo, o Espírito de Deus, que dá testemunho de Jesus, Cristo, Filho de Deus, é de grande conforto na tarefa de educar na fé, para sabermos que não estamos sós e que o nosso testemunho é sustentado pela fé. E lembrou o valor da oração:

“A oração e os Sacramentos nos oferecem aquela luz de verdade graças à qual podemos ser ao mesmo tempo suaves e fortes, usar doçura e firmeza, calar e falar no momento certo, chamar a atenção e corrigir de modo justo”.

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