Quem eram os padres do deserto?

"Nada pode haver mais útil para o cristão, do que pensar todos os dias: Hoje começo a servir a Deus, e o dia de hoje pode ser o meu último." (Santo Antão)

Chamamos de Padres do Deserto um grupo influente de eremitas e cenobitas dos séculos III e IV que se estabeleceram no deserto egípcio. Eles foram os primeiros monges da Igreja Católica. Segundo os historiadores, Paulo de Tebas é o primeiro eremita do qual se tem notícia a estabelecer a tradição do ascetismo e contemplação monástica e Pacômio de Tebaida é considerado o fundador do cenobitismo, do monasticismo primitivo.

Porém o grande Pai do Monaquismo Oriental é o venerado Antão do Egito que começou as várias colônias de eremitas na região central. Ele se tornou o protótipo do monge religioso da Igreja oriental, uma fama causada em virtude dos escritos de Santo Atanásio sobre ele.

Os Padres do Deserto tiveram uma enorme influência no desenvolvimento do cristianismo primitivo. As comunidades monásticas do deserto que cresceram destes encontros informais de monges eremitas se tornaram o modelo para o monasticismo cristão. A tradição monástica oriental, representada em Monte Atos, e ocidental, sob a Regra de São Bento, foram ambas fortemente influenciadas pelas tradições iniciadas no deserto.

Talvez devido a esse testemunho de busca intensa a vontade de Deus, muitas pessoas saiam das cidades e iam a sua procura em busca de direção espiritual para suas vidas e seus problemas. Muitos desses conselhos foram coletados em um trabalho chamado “Paraíso” ou “Apotegmas dos Padres” (Por Emily K. C. Strand, tradução Jandira). A partir de agora vamos começar a escrever aqui no blog Dominus Vobiscum sobre esses grandes homens da nossa Igreja que são tão pouco conhecidos aqui no nosso país! Espero que você goste!

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Estudo sobre a ressurreição de Cristo:: Ele cumpre suas promessas

“Se Cristo não ressuscitou, vazia é a nossa pregação, vazia é também a vossa fé” (1 Cor 15,14). A Ressurreição constitui antes de tudo a confirmação de tudo o que o próprio Cristo fez e ensinou. Todas as Verdades, mesmo as mais inacessíveis ao espírito humano, encontram sua justificação se, ao ressuscitar, Cristo deu a prova definitiva, que havia prometido, de sua autoridade divina. (Cat. §651)

O Ano litúrgico constitui para nós uma riqueza enorme. Através dele podemos vivenciar tudo que Cristo nos ensina. Cada tempo tem sua beleza e seus ensinamentos. Porém na nossa vida ordinária nunca devemos esquecer-nos de verdades fundamentais da nossa fé, pois nos dias difíceis e, sobretudo na nossa vida de evangelizadores, esses princípios nos são muito úteis.

O primeiro deles é a Ressurreição de Cristo. Essa verdade fundamenta todas as verdades. Sem ela, é vazia nossa fé. É por Ela que Jesus confirma todos os seus feitos e principalmente seus ensinamentos. Por mais difícil que seja compreender certos ensinamentos de Cristo, eles sempre se fundamentam na vitória sobre a morte, até porque, chegamos ao século XXI e ninguém venceu a morte como Jesus Cristo.

Se Ele prometeu que ressuscitaria dos mortos e cumpriu sua promessa, tudo nos leva a crer que as demais promessas que Ele nos fez também se cumprirão. Todas no seu devido tempo. Como diz o livro de Números:

Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa; porventura diria Ele, e não o faria? Ou falaria, e não o confirmaria? (Nm 23,19)

Nos dias difíceis em que tudo nos parece nublado, é preciso recordar dessa verdade: Ele venceu a morte e disse que estaria sempre comigo. Ele me deixou o Espírito Santo. Ele está vivo e olhando por mim! Quando falamos de Jesus as pessoas que estão cabisbaixas e desanimadas na fé, palavras como essas são verdadeiras injeções de ânimo e alegria na vida dessas pessoas. Elas precisam ser ditas com toda a verdade do seu coração.

Portanto amigo (a) leitor (a) se você é do tipo que costuma pôr em cheque as promessas de Cristo, eu aconselho você a repensar sobre isso. Se Cristo ressuscitou dos mortos e até hoje cumpriu todas as suas promessas, o que o (a) leva a crer que Ele não o faria agora?

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Evangelho do Dia:: O homem e o sábado

A ninguém é lícito violar impunemente a dignidade do homem, do qual Deus mesmo dispõe com grande reverência, nem pôr-lhe impedimentos a que ele siga o caminho daquele aperfeiçoamento que é ordenado à obtenção da vida eterna e celestial...

Do Evangelho Quotidiano

Ora num dia de sábado, indo Jesus através das searas, os discípulos puseram-se a colher espigas pelo caminho. Os fariseus diziam-lhe: Repara! Porque fazem eles ao sábado o que não é permitido? Ele disse: Nunca lestes o que fez David, quando teve necessidade e sentiu fome, ele e os que estavam com ele? Como entrou na casa de Deus, ao tempo do Sumo Sacerdote Abiatar, e comeu os pães da oferenda, que apenas aos sacerdotes era permitido comer, e também os deu aos que estavam com ele? E disse-lhes: O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado. O Filho do Homem até do sábado é Senhor. (Mc 2,23-28)

Comentário feito por Leão XIII, papa de 1878 a 1903

A vida temporal, posto que boa e desejável, não é o fim para que fomos criados; mas é a via e o meio para aperfeiçoar, com o conhecimento da verdade e com a prática do bem, a vida do espírito. O espírito é que tem em si impressa a semelhança divina (Gn 1,26) e é nele que reside aquele principado em virtude do qual foi dado ao homem o direito de dominar as criaturas inferiores e de pôr ao seu serviço toda a terra e todo o mar (Gn 1,28) […]. Nisto todos os homens são iguais, e não há diferença alguma entre ricos e pobres, senhores e servos, monarcas e súbditos, porque é o mesmo o Senhor de todos (Rm 10,12)

A ninguém é lícito violar impunemente a dignidade do homem, do qual Deus mesmo dispõe com grande reverência, nem pôr-lhe impedimentos a que ele siga o caminho daquele aperfeiçoamento que é ordenado à obtenção da vida eterna e celestial. […]

Daqui vem, como consequência, a necessidade do repouso festivo. Isto, porém, não quer dizer que se deva permanecer num ócio estéril e muito menos significa uma inacção total, como muitos desejam, e que é a fonte de vícios e ocasião de dissipação; trata-se de um repouso consagrado à religião. […] Eis a principal natureza e o fim do repouso festivo que Deus, com lei especial, prescreveu ao homem no Antigo Testamento, dizendo-lhe: Recorda-te de santificar o sábado (Ex 20,8); e que ensinou com o Seu exemplo quando, no sétimo dia, depois de ter criado o homem, repousou: Repousou no sétimo dia de todas as obras que tinha feito (Gn 2,2).

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