Evangelho do Dia:: O homem e o sábado

A ninguém é lícito violar impunemente a dignidade do homem, do qual Deus mesmo dispõe com grande reverência, nem pôr-lhe impedimentos a que ele siga o caminho daquele aperfeiçoamento que é ordenado à obtenção da vida eterna e celestial...

Do Evangelho Quotidiano

Ora num dia de sábado, indo Jesus através das searas, os discípulos puseram-se a colher espigas pelo caminho. Os fariseus diziam-lhe: Repara! Porque fazem eles ao sábado o que não é permitido? Ele disse: Nunca lestes o que fez David, quando teve necessidade e sentiu fome, ele e os que estavam com ele? Como entrou na casa de Deus, ao tempo do Sumo Sacerdote Abiatar, e comeu os pães da oferenda, que apenas aos sacerdotes era permitido comer, e também os deu aos que estavam com ele? E disse-lhes: O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado. O Filho do Homem até do sábado é Senhor. (Mc 2,23-28)

Comentário feito por Leão XIII, papa de 1878 a 1903

A vida temporal, posto que boa e desejável, não é o fim para que fomos criados; mas é a via e o meio para aperfeiçoar, com o conhecimento da verdade e com a prática do bem, a vida do espírito. O espírito é que tem em si impressa a semelhança divina (Gn 1,26) e é nele que reside aquele principado em virtude do qual foi dado ao homem o direito de dominar as criaturas inferiores e de pôr ao seu serviço toda a terra e todo o mar (Gn 1,28) […]. Nisto todos os homens são iguais, e não há diferença alguma entre ricos e pobres, senhores e servos, monarcas e súbditos, porque é o mesmo o Senhor de todos (Rm 10,12)

A ninguém é lícito violar impunemente a dignidade do homem, do qual Deus mesmo dispõe com grande reverência, nem pôr-lhe impedimentos a que ele siga o caminho daquele aperfeiçoamento que é ordenado à obtenção da vida eterna e celestial. […]

Daqui vem, como consequência, a necessidade do repouso festivo. Isto, porém, não quer dizer que se deva permanecer num ócio estéril e muito menos significa uma inacção total, como muitos desejam, e que é a fonte de vícios e ocasião de dissipação; trata-se de um repouso consagrado à religião. […] Eis a principal natureza e o fim do repouso festivo que Deus, com lei especial, prescreveu ao homem no Antigo Testamento, dizendo-lhe: Recorda-te de santificar o sábado (Ex 20,8); e que ensinou com o Seu exemplo quando, no sétimo dia, depois de ter criado o homem, repousou: Repousou no sétimo dia de todas as obras que tinha feito (Gn 2,2).

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