Série Espiritualidade:: Quem ama a Deus prova sempre de suas delícias

Do Livro Imitação de Cristo

A alma: Vós sois meu Deus e meu tudo! Que mais quero eu e que dita maior posso desejar? Ó palavra suave e deliciosa! Mas só para quem ama a Deus, e não o mundo nem as suas coisas. Meu Deus e meu tudo! Para quem a entende basta esta palavra, e quem ama acha delicia em repeti-la a miúdo. Porque, quando estais presente tudo é aprazível, mas, se vos ausentais, tudo enfastia. Vós dais ao coração sossego, grande paz e jubilosa alegria. Vós fazeis que julguemos bem de todos e em tudo vos bendigamos; nem pode, sem vós, coisa alguma agradar-nos por muito tempo, mas, para ser agradável e saborosa, é necessário que lhe assista a vossa graça e a tempere o condimento da vossa sabedoria.

A quem saboreia vossa doçura, que coisa não lhe saberá bem? Mas a quem em vós não se deleita, que coisa lhe poderá ser gostosa? Diante da vossa sabedoria desaparecem os sábios do mundo e os amadores da carne, porque nos primeiros se acha muita vaidade, nos últimos, a morte; os que, porém, vos seguem pelo desprezo do mundo e pela mortificação da carne, esses são verdadeiramente sábios, porque trocam a vaidade pela verdade, e a carne pelo espírito. Esses acham gosto nas coisas de Deus, e tudo quanto se acha de bom nas criaturas, referem-no à glória do seu Criador. Diferente, porém, e mui diferente, é o gosto que se encontra em Deus e na criatura, na eternidade e no tempo, na luz incriada e na luz criada.

Ó luz eterna, superior a toda luz criada, lançai do alto um raio que penetre todo o íntimo do meu coração. Purificai, alegrai, iluminai e vivificai a minha alma com todas as suas potências, para que a vós se una em transportes de alegria. Oh! Quando virá aquela ditosa e almejada hora, em que haveis de saciar-me com a vossa presença, e ser-me tudo em todas as coisas? Enquanto isso não me for concedido, minha alegria não será perfeita. Mas ai! Que ainda vive em mim o homem velho, não de todo crucificado nem inteiramente morto. Ainda se revolta fortemente contra o espírito e move guerras interiores; nem consente em que reine tranqüilidade na alma.

Mas vós, que dominais a impetuosidade do mar e aplacais o furor das ondas, levantai-vos e socorrei-me! Dissipai os poderes que procuram guerras, esmagai-os com o vosso braço (Sl 88,10; 43,26; 67,31). Manifestai, Senhor, as vossas maravilhas, e seja glorificada a vossa destra (Eclo 36,7; Jdt 9,11), pois não tenho outro refúgio senão em vós, meu Senhor e meu Deus!

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AVISO:: Estamos assumindo aqui no blog Dominus Vobiscum uma campanha de oração pela Jornada Mundial da Juventude. A proposta é que todo católico reze um terço por dia de hoje até o evento que acontecerá em 2013 no Rio de Janeiro. Você topa o desafio?

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Epístola do Papa Urbano I a todos os cristãos

Urbano I foi papa da Igreja Católica entre os anos 222 e 230, nos tempos do imperador Alexandre Severo. Nesta carta, Urbano exorta os fiéis a perseverarem no antigo costume da posse comum de bens entre os cristãos e explica a prática dos fiéis doarem bens à Igreja para a manutenção do clero e dos irmãos mais necessitados. Em outro ponto, fundamenta a primazia da sé episcopal nas igrejas. Convida também a considerar e respeitar o juízo do bispo sobre as pessoas tidas por perigosas para a comunidade. Estima-se que a carta abaixo tenha sido escrita por volta do ano de 230 d.C e é uma leitura importante para aqueles que desejam conhecer a origem do cristianismo, suas idéias e práticas.

Epístola a Todos os Cristãos – Santo Urbano I de Roma

Urbano, bispo, a todos os cristãos: na santificação do Espírito, em obediência e aspersão do Sangue de Cristo nosso Senhor, eu vos saúdo.

Convém a todos os cristãos, meus bem-amados irmãos, imitar Aquele cujo nome receberam. “De que serve, irmãos” – diz o apóstolo São Tiago – “que um homem diga que tem fé, se não tem obras?” [Tg 2,14]. “Irmãos: não queiram ser, muitos de vós, mestres, sabendo que receberão a maior condenação, já que em muitas coisas ofendemos a todos” [Tg 3,1-2]. “Deixai que aquele que é sabio e dotado de sabedoria entre vós, mostre o que ensina em suas ações realizadas com a humildade da sabedoria” [Tg 3,13].

Capítulo I – A vida em comum e a razão pela qual a Igreja começou a possuir propriedades

Sabemos que vocês não ignoram que até hoje em dia o princípio de viver com todas as coisas em comum tem vigorado entre os bons cristãos e, pela graça de Deus, permanece sendo assim, sobretudo entre aqueles que foram escolhidos para a messe do Senhor, isto é, os clérigos, tal como lemos nos Atos dos Apóstolos: “A multidão dos fiéis tinha um só coração e uma só alma, e ninguém dizia que qualquer coisa que possuía era indigna, mas tinha [essa multidão] todas as coisas em comum. E, com grande vigor, os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus e graça abundante havia entre todos eles. Também ninguém entre eles passava por necessidade, pois todos os que possuíam terras ou casas, as vendiam, e traziam o seu valor aos pés dos apóstolos, e a distribuição era feita a cada pessoa segundo suas necessidades. E José, chamado Barnabé pelos apóstolos – o que significa ‘filho da consolação’ -, um levita natural do Chipre, as vendeu e depositou o seu valor aos pés dos apóstolos” [At 4,32-37]; e isso continua assim. E é por isso que os sumos sacerdotes e os demais, os levitas e o resto dos fiéis, perceberam que era mais vantajoso se entregassem às igrejas dirigidas pelos bispos, as heranças e campos que iam vendendo, pois assim poderiam organizar muito melhor a manutenção dos irmãos na fé, e ainda mais com as rendas das propriedades do que com o dinheiro que conseguiriam caso a vendessem; isto vale não apenas para o presente, como também para os tempos futuros, pois se começou a consignar às igrejas-mães a propriedade e as terras que iam vender, passando-se para o modo de viver com as rendas destas.

Capítulo II – As pessoas e os usos em relação às propriedades eclesiásticas e os invasores destas

Em acréscimo, as propriedades que possuíam várias paróquias foram entegues aos bispos, que mantêm o cargo dos apóstolos. Isto é assim até hoje e deve continuar a ser sempre assim, no futuro. Dessas possessões, os bispos e os fiéis, que são seus administradores, devem satisfazer a todos os que desejam ter vida em comum, gerenciando as necessidades da melhor maneira possível, de tal sorte que ninguém seja encontrado passando necessidade entre eles. Por essa razão, as possessões dos fiéis são também chamadas oblações, pois que são oferecidas ao Senhor. Não devem, pois, ser desviadas para outros usos alheios aos pretendidos pela Igreja, em benefício dos irmãos cristãos anteriormente mencionados e dos pobres, pois estas são as oferendas dos fiéis, dinheiro da recompensa [pela remissão] dos pecados, patrimônio dos pobres doados ao Senhor pelos propósitos já mencionados.

Porém, se alguém agir de outro modo – que Deus não o permita! -, que tome cuidado para não vir a receber a condenação aplicada a Ananias e Safira; culpável de sacrilégio como foram aqueles que mentiram sobre o preço da propriedade, como lemos na passagem citada anteriormente nos Atos dos Apóstolos: “Um homem chamado Ananias, com Safira, sua esposa, vendeu sua possessão, porém reteve uma parte do preço com o prévio consentimento de sua esposa; trouxe uma parte e a depositou aos pés dos apóstolos. Entretanto, Pedro disse a Ananias: ‘Como Satanás te tentou para mentir ao Espírito Santo, retendo parte do preço da terra? Ficando com ela, não era tua? E depois de vendida, não estava à tua disposição? Por que concebeste isto em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus’. E ouvindo isto, Ananias caiu por terra e expirou. E um grande temor veio sobre todos aqueles que ouviram estas coisas. Logo alguns jovens prepararam o seu corpo e o levaram para fora; e o enterraram. Aproximadamente três horas depois, sua esposa entrou sem saber o que havia acontecido. Pedro lhe perguntou: ‘Dize-me: vendestes vós o campo por tal valor?’. Disse ela: ‘Sim, pelo valor tal’. Então Pedro lhe disse: ‘Como combinastes para tentar o Espírito de Deus? Vêde: os pés daqueles que enterraram o teu marido estão chegando à porta e levarão também a ti’. Nesse mesmo instante, ela caiu aos seus pés e morreu. E os jovens entraram, a encontraram morta e, levando-a, a enterraram ao lado do seu marido. E um grande temor sobreveio a toda a Igreja e a todos que ouviram estas coisas” [At. 5,1-11].

Irmãos: devemos guardar cuidadosamente estas coisas; devemos temê-las grandemente, pois a propriedade da Igreja não é propriedade pessoal, mas propriedade comum, propriedade oferecida a Deus; deve, pois, ser distribuída com o mais profundo espírito de temor, em espírito de fidelidade, sem outro motivo que os acima mencionados, para que não incorra em culpa de sacrilégio quem as desviam das mãos para as quais foram consignadas, a não ser que mereça a pena de morte de Ananias e Safira; a não ser que – o que é ainda pior – deva se tornar anátema (vem, Senhor Jesus!); a não ser que, ainda que seu corpo não caia morto como o de Ananias e Safira, sua alma, que é mais valiosa que o corpo, caia morta e seja separada da companhia dos fiéis, sendo atirada nas profundezas do inferno.

Portanto, todos devem prestar atenção a este problema e velar com fidelidade, evitando a desonra de tal usurpação, a não ser que as possessões dedicadas aos usos das coisas sagradas e divinas sejam corrompidas por qualquer grupo que as invada. E se alguém fizer assim, então, após a severa vingança que corresponde a esse crime, o rigor da justiça que deve ser empreendido contra tal sacrílego será o da condenação à infâmia perpétua: será preso ou exilado por toda a sua vida, pois, segundo o Apóstolo [1Cor. 5,5], devemos entregar tal homem a Satã, e deixar que seu espírito seja salvo no dia do Senhor.

Capítulo III – No que se refere à tentativa de proibir à Igreja o direito de manter propriedades

Assim, pelo crescimento e modo de vida já mencionados, as igrejas dirigidas pelos bispos têm crescido com a ajuda do Senhor e a maior parte delas possue, agora, propriedades; entre elas, não há um só homem que, escolhendo a vida em comum, seja mantido na pobreza, sem que receba todo o necessário do bispo e de seus ministros. Logo, se alguém no presente ou no futuro se levantar contra isto e tentar desviar estas propriedades, deixai que seja afligido pelo Juízo já citado.

Capítulo IV – As Sés Episcopais

Adicionalmente, a respeito do fato de que nas igrejas dos bispos se encontram assentos elevados e preparados como tronos, por meio dos quais se mostra o poder do exame e do juízo, e a autoridade para ligar e desligar, eis que tudo isto foi deixado pelo Senhor, pois o próprio Senhor diz no Evangelho: “Qualquer coisa que ligares na terra, será ligada no céu. E qualquer coisa que desligares na terra, será desligada no céu” [Mt. 18,18]. E, em outro lugar: “Recebam o Espírito Santo. A todo aquele que perdoardes os pecados, estes lhe serão perdoados; e a todo aquele que os reterdes, estes lhe serão retidos” [Jo. 20,22-23].

Capítulo V – Ninguém deve relacionar-se com aqueles com quem o bispo não se relaciona, ou receber aqueles por ele excomungados

Estas coisas as temos colocado diante de vocês, amados, para que entendam o poder dos seus bispos, para que reverenciem a Deus neles e os amem como as suas próprias almas; para que não se relacionem com aqueles com quem eles não se relacionam, nem recebam aqueles que foram excomungados por eles. Pois o juízo de um bispo deve ser muito respeitado, ainda que ele possa julgar alguém injustamente, não obstante seu dever de cuidar-se com maior zelo.

Capítulo VI – O compromisso assumido no Batismo e os se entregaram à vida em comum

Exortando a todos vocês, também admoestamos a todos aqueles que abraçaram a fé em Cristo, tomando de Cristo o nome de cristãos: não tenham nada de vão no cristianismo de vocês, mas mantenham irremovível o compromisso que assumiram no Batismo, de tal modo que possam ser encontrados sem reprovação, sempre dignos da Sua presença. E se qualquer de vocês assumiu a vida que possui todas as coisas em comum, assumindo o voto de não possuir qualquer propriedade pessoal, cuide-se para não fazer vã a sua promessa, mantendo com fidelidade este compromisso celebrado com o Senhor, de modo que possa merecer para si mesmo não a condenação, mas a recompensa, porque é melhor para um homem não assumir um voto do que assumi-lo e não o cumprir.

Aqueles que fizeram um voto ou tomaram para si a fé e não guardaram o seu voto ou permaneceram fazendo coisas perversas em suas vidas serão castigados com maior severidade que aqueles que passaram suas vidas sem um voto ou morreram sem fé, porém não sem realizar boas obras. Para esta finalidade, recebemos de presente da natureza uma inteligência racional, além da renovação do segundo nascimento, para que, segundo o Apóstolo, saibamos discernir bem as coisas do alto e as coisas da terra [Col. 3,2], pois a sabedoria deste mundo necessita de Deus [1Cor. 3,19].

Ora, amadíssimos, para o que nos leva a sabedoria deste mundo senão para buscar as coisas más, amar as coisas perecíveis, abandonar as coisas saudáveis e estimar como sem valor as coisas definitivas? Recomenda o amor ao dinheiro, do qual se diz: “O amor ao dinheiro é a raiz de todo o mal” [1Tim. 6,10]; e é isto que contém este mal de maneira especial, pois ainda que imponha o transitório, esconde da nossa vista o eterno; e ainda que saia em busca de coisas externas, não observa as coisas interiores; ainda que busque coisas estranhas, este é um mal que se faz estranho para consigo mesmo daquele que o faz.

Observe: o que impulsiona ao homem a sabedoria deste mundo? A viver em prazeres, quando está dito: “uma viúva que vive em prazer, está morta ainda que viva” [1Tim. 5,6]. Impulsiona o homem a alimentar a carne com os mais suaves deleites, com pecados, vícios e paixões, a pressionar a alma com imoderação na comida e no vinho, para reprimir a vida do espírito e pôr nas mãos do inimigo a espada que será usada contra si mesmo.

Observe: qual é o conselho que a sabedoria deste mundo oferece? Que aqueles que são bons deveriam, ao contrário, optar pelo mal; que, por um erro de mente, deveriam ser zelosos sendo pecadores; que não deveriam refletir sobre aquela terrível voz de Deus, “quando o mau for queimado como a erva” [Sal. 92,7].

Capítulo VII – A imposição das mãos do bispo

Todos os fiéis devem receber o Espírito Santo após o batismo pela imposição das mãos dos bispos, de modo que possam ser chamados plenamente cristãos, já que quando o Espírito Santo é derramado sobre eles, o coração crente é preenchido para a prudência e a firmeza.

Recebemos o Espírito Santo para podermos ser feitos espirituais, pois o homem natural não recebe as coisas do Espírito de Deus [1Cor. 2,14]. Recebemos o Espírito Santo para podermos ser sábios e discernirmos entre o bem e o mal, para amar o justo e detestar o injusto, assim como para resistir à malícia e ao orgulho, resistindo ao luxo e diversos atrativos, bem como aos desejos impuros e indignos. Recebemos o Espírito Santo para que, acesos com o amor à vida e o ardor da glória, possamos ser capazes de elevar nossa mente das coisas terrenas para as coisas celestiais e divinas.

Dado nas nonas de setembro, isto é, no quinto dia do mesmo mês, durante o consulado dos ilustríssimos Antonino e Alexandro.

(Tradução de Carlos Martins Nabeto – Central de Obras do Cristianismo Primitivo)
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Notícia:: Bispo dos EUA afirma que Imposição de anticoncepcionais é mensagem de desprezo aos católicos


Segundo Dom David Zubik as atitudes do Governo Obama se traduzem na seguinte frase: "Católicos vão para o Inferno!" (to hell with you!)

Da ACI Digital

A disposição que obriga empresas e entidades incluindo as religiosas a incluírem a anticoncepção nos planos de seguros dos seus empregados nos EUA é como “uma bofetada na cara” que diz aos católicos “vão para o inferno!” (to hell with you!) e despreza a liberdade religiosa, afirma o Bispo de Pittsburgh, Dom David Zubik.

Assim o indicou o Prelado em referência à decisão da administração do presidente Barack Obama, no último 20 de janeiro, de incluir nos seguros dos empregados, de maneira obrigatória, a esterilização, a anticoncepção e fármacos abortivos a partir de agosto de 2013.

“Este é o ataque do governo, por decreto, contra os direitos de todos: não só dos católicos, não só às pessoas de todas as religiões. Em nenhum outro momento da história houve tal intrusão governamental na liberdade, não só religiosa, mas que cruzou todo limite para com os cidadãos”, escreve o Prelado na edição de 27 de janeiro do Pittsburgh Catholic.

“Kathleen Sebelius (Secretária do Departamento de Saúde e Serviços Humanos) e através dela, a administração Obama disseram-nos ‘vão para o Inferno!’ aos fiéis católicos dos Estados Unidos”, denunciou o Bispo e precisou que o governo violentou a liberdade religiosa e a de consciência.

O Prelado disse ademais que a ordem da Secretaria de Saúde trata a gravidez como se fosse uma doença e “obriga todo empregador a subsidiar uma ideologia ou pagar uma penalidade enquanto procura alternativas para a cobertura de saúde”. O decreto também ataca a reforma de saúde ao “vinculá-la de modo inexorável aos interesses dos burocratas pró-aborto”.

Esta ordem diz aos católicos “não só que violem suas crenças, mas que paguem diretamente por essa violação” assim como que “paguem pela imposição de uma cultura anticoncepcional e de aborto para toda pessoa nos Estados Unidos”.

O Prelado animou logo os católicos a escrever ao Presidente Obama, à Secretária Sebelius e aos senadores no Congresso.

“Esta ordem pode ser modificada com pressão no Congresso. A única forma em que a ação será dada é se você e eu nos decidamos a fazê-lo”, assinala o Bispo.

“Comuniquem (aos seus representantes) – animou – que nem você nem eu permitiremos que eles nos pressionem (ou pior inclusive) que nos ignorem só por causa da nossa fé católica“.

Leia também> Católicos reagem e lançam campanha nos EUA contra decisão abortista do governo Obama

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Notícia:: Católicos reagem e lançam campanha nos EUA contra decisão abortista do governo Obama


Catholic Advocate é uma comunidade de fiéis católicos que trabalham para ter uma maior influência sobre a política em Washington, DC.

Da ACI Digital

A Organização Catholic Advocate (CA) lançou ontem uma campanha nacional nos Estados Unidos para proporcionar recursos que permitam aos católicos rechaçar a decisão da administração Obama de obrigar os empregadores a pagar seguros de saúde que cobrem anticoncepcionais, esterilização e até fármacos abortivos.

O presidente da instituição com sede em Washington D.C., Matt Smith, assinalou sobre o fato que “uma das opções para responder a este ataque contra as pessoas de fé é contatar diretamente os nossos representantes no congresso (em Washington) para comunicar-lhes nossa decepção por esta decisão”.

“Nossa meta é ter ao menos 100 mil fiéis católicos que participem da campanha mensalmente até que a lei entre em vigor”.

O dia do anúncio do Departamento de saúde e Serviços Humanos, liderado por Kathleen Sebelius, o Arcebispo de Nova Iorque e Presidente da Conferência deBispos Católicos dos Estados Unidos, Dom Timothy Dolan, animou os leigos a reagirem contra a decisão da administração Obama.

“Comuniquemos aos nossos líderes escolhidos que desejamos que a liberdade religiosa e os direitos de consciência sejam restaurados e que desejamos que o mandato anticoncepcional da administração seja rescindido”. (Dom Timothy Dolan)

Catholic Advocate solicita que ao menos um líder de cada paróquia dos Estados Unidos se inscreva no site www.ProtectOurConscience.org. Assim terão acesso a uma série de ferramentas para responder à urgência de restaurar os direitos que protegem a objeção de consciência dos católicos.

“Há 17,782 paróquias nos Estados Unidos. Se os católicos chegarem a enviar 115 cartas por paróquia a seus representantes e a cada senador, o Capitólio receberia mais de 6 milhões de missivas sobre este assunto. Enviaríamos assim uma poderosa mensagem que não poderia ser ignorada”, disse Smith.

Do mesmo modo, disse o presidente da CA, eles estão apoiando o projeto de lei H.R. 1179/S. 1467 que corrige o Patient Protection and Affordable Care Act (PPACA) “para permitir que um plano de saúde evite a cobertura de serviços específicos que sejam contrários às crenças religiosas” sem que haja penalidade alguma.

Mais informação: http://www.ProtectOurConscience.org 

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Evangelho do Dia:: São José, mestre da vida interior

Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, Jesus dirigiu-Se à sua terra e os discípulos seguiam-no. Chegado o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Os numerosos ouvintes enchiam-se de espanto e diziam: De onde é que isto lhe vem e que sabedoria é esta que lhe foi dada? Como se operam tão grandes milagres por suas mãos? Não é Ele o carpinteiro, o filho de Maria e irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? E as suas irmãs não estão aqui entre nós? E isto parecia-lhes escandaloso. Jesus disse-lhes: Um profeta só é desprezado na sua pátria, entre os seus parentes e em sua casa. E não pôde fazer ali milagre algum. Apenas curou alguns enfermos, impondo-lhes as mãos. Estava admirado com a falta de fé daquela gente. Jesus percorria as aldeias vizinhas a ensinar. (Mc 6,1-6).

Comentário ao feito por São Josemaría Escrivá de Balaguer (1902-1975), presbítero, fundador da Opus Dei

José amou Jesus como um pai ama o seu filho, tratou-O dando-Lhe tudo que de melhor tinha. José, cuidando daquele Menino como lhe tinha sido ordenado, fez de Jesus um artesão: transmitiu-Lhe o seu ofício. Por isso, os vizinhos de Nazaré falavam de Jesus chamando-lhe indistintamente carpinteiro e filho do carpinteiro (Mt 13,55). […]

Por isso, Jesus devia parecer-se com José no modo de trabalhar, nos traços do Seu caráter, na maneira de falar. No realismo de Jesus, no Seu espírito de observação, no Seu modo de se sentar à mesa e de partir o pão, no Seu gosto por falar de um modo concreto tomando como exemplo as coisas da vida corrente, reflete-se o que foi a infância e a juventude de Jesus e, portanto, a Sua convivência com José. Não é possível desconhecer a sublimidade do mistério. Esse Jesus que é homem, que fala com o sotaque de uma determinada região de Israel, que Se parece com um artesão chamado José, é o Filho de Deus. E quem pode ensinar alguma coisa a Deus? Mas é realmente homem e vive normalmente: primeiro como menino; depois como rapaz que ajuda na oficina de José; finalmente, como homem maduro, na plenitude da idade. Jesus crescia em sabedoria, em idade e em graça diante de Deus e dos homens (Lc 2,52).

José foi, no aspecto humano, mestre de Jesus; conviveu com Ele diariamente, com carinho delicado, e cuidou Dele com abnegação alegre. Não será esta uma boa razão para considerarmos este varão justo, este Santo Patriarca no qual culmina a fé da Antiga Aliança, Mestre de vida interior?

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