Evangelho do Dia:: Eu creio! Ajuda a minha pouca fé!

Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, Jesus desceu do monte, com Pedro, Tiago e João. Ao chegarem junto dos outros discípulos, viram em torno deles uma grande multidão e uns doutores da Lei a discutirem com eles. Assim que viu Jesus, toda a multidão ficou surpreendida e acorreu a saudá-lo. Ele perguntou: Que estais a discutir uns com os outros? Alguém de entre a multidão disse-lhe: Mestre, trouxe-te o meu filho que tem um espírito mudo. Quando se apodera dele, atira-o ao chão, e ele põe-se a espumar, a ranger os dentes e fica rígido. Pedi aos teus discípulos que o expulsassem, mas eles não conseguiram. Disse Jesus: Ó geração incrédula, até quando estarei convosco? Até quando vos hei-de suportar? Trazei-mo cá. E levaram-lho. Ao ver Jesus, logo o espírito sacudiu violentamente o jovem, e este, caindo por terra, começou a estrebuchar, deitando espuma pela boca. Jesus perguntou ao pai: Há quanto tempo lhe sucede isto? Respondeu: Desde a infância; e muitas vezes o tem lançado ao fogo e à água, para o matar. Mas, se podes alguma coisa, socorre-nos, tem compaixão de nós. Se podes…! Tudo é possível a quem crê, disse-lhe Jesus. Imediatamente o pai do jovem disse em altos brados: Eu creio! Ajuda a minha pouca fé! Vendo, Jesus, que acorria muita gente, ameaçou o espírito maligno, dizendo: Espírito mudo e surdo, ordeno-te: sai do jovem e não voltes a entrar nele. Dando um grande grito e sacudindo-o violentamente, saiu. O jovem ficou como morto, a ponto de a maioria dizer que tinha morrido. Mas, tomando-o pela mão, Jesus levantou-o, e ele pôs-se de pé. Quando Jesus entrou em casa, os discípulos perguntaram-lhe em particular: Porque é que nós não pudemos expulsá-lo? Respondeu: Esta casta de espíritos só pode ser expulsa à força de oração. (Mc 9,14-29)

Comentário feito por Catecismo da Igreja Católica § 160-165

Para ser humana, a resposta da fé, dada pelo homem a Deus, deve ser voluntária. Por conseguinte, ninguém deve ser constrangido a abraçar a fé contra vontade. Efectivamente, o ato de fé é voluntário por sua própria natureza. […] Isto foi evidente, no mais alto grau, em Jesus Cristo (II Concílio do Vaticano, Dignitatis Humanae). De fato, Cristo convidou à fé e à conversão, mas de modo nenhum constrangeu alguém. […] Para obter a salvação é necessário acreditar em Jesus Cristo e n’Aquele que O enviou para nos salvar (Mc 16,16; Jo 3,36; 6,40). […]

A fé é um dom gratuito de Deus ao homem. Mas nós podemos perder este dom inestimável. […] Para viver, crescer e perseverar até ao fim na fé, temos de a alimentar com a Palavra de Deus; temos de pedir ao Senhor que no-la aumente (Mc 9,24; Lc 17,5; 22,32); ela deve agir pela caridade (Gl 5,6; Tg 2,14-26), ser sustentada pela esperança (Rm 15,13) e permanecer enraizada na fé da Igreja.

A fé faz com que saboreemos, como que de antemão, a alegria e a luz da visão beatífica, termo da nossa caminhada nesta Terra. Então veremos Deus face a face (1Cor 13,12), tal como Ele é (1Jo 3,2). A fé, portanto, é já o princípio da vida eterna. […] Por enquanto, porém, caminhamos pela fé e não vemos claramente (2Cor 5,7). […] Luminosa por parte d’Aquele em quem ela crê, a fé é muitas vezes vivida na obscuridade, e pode ser posta à prova. O mundo em que vivemos parece muitas vezes bem afastado daquilo que a fé nos diz: as experiências do mal e do sofrimento, das injustiças e da morte parecem contradizer a Boa-Nova. […] É então que nos devemos voltar para as testemunhas da fé: Abraão, que acreditou, esperando contra toda a esperança (Rm 4,18); a Virgem Maria, […] na peregrinação da fé (II Concílio do Vaticano, Lumen Gentium); e tantas outras testemunhas da fé: envoltos em tamanha nuvem de testemunhas, devemos desembaraçar-nos de todo o fardo e do pecado que nos cerca e correr com constância o risco que nos é proposto, fixando os olhos no guia da nossa fé, Jesus, O qual a leva à perfeição (Hb 12,1-2).

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