Batina: Usar ou não usar? A ciência diz que o uso da batina faz diferença sim!

Queira ou não queira o caso envolvendo o Padre Paulo Ricardo e a carta assinada por 27 sacerdotes ainda anda dando o que falar. Não apenas pelo fato estapafúrdio de ver clérigos (ainda que vermelhos e ávidos defensores da excomungada Teologia da Libertação) recriminando um sacerdote que ensina a verdadeira doutrina, mas também pelo conteúdo das acusações. Sei que o padre Paulo já falou sobre o caso, sei que o bispo também já se pronunciou com um texto um tanto quanto confuso e indefinido, mas queria chamar a atenção sobre um fato levantado na carta: O uso ou não da batina e do clerygman pelos sacerdotes e seminaristas.

Hoje lendo o blog Tubo de Ensaio me deparei com esse texto escrito pelo blogueiro Marcio Antônio Campos, que fala de uma pesquisa sobre o uso da batina. Veja que interessante:

Nos últimos dias vários blogs católicos promoveram uma campanha em defesa do padre Paulo Ricardo, muito conhecido por sua atuação midiática, seus vídeos sobre temas diversos (especialmente o marxismo cultural) e suas participações na Canção Nova. Ele foi atacado em uma carta aberta por 27 outros padres, que o caluniaram das mais diversas formas; uma das “acusações” foi a de que o padre insistia na importância do uso da batina (por mais que padres e até bispos adorem andar disfarçados de leigos por aí, as regras da Igreja Católica obrigam o sacerdote a usar batina ou pelo menos o clergyman, aquele colarinho próprio dos padres). O argumento dos fãs do disfarce é o velho ditado “o hábito não faz o monge”, segundo o qual é perfeitamente possível ser um bom padre sem usar o traje clerical, e que a batina por si só não impede um padre de cometer barbaridades (aliás, concordo com o segundo ponto e discordo do primeiro). O mesmo raciocínio se aplicaria ao hábito das ordens religiosas masculinas e femininas. Mas uma pesquisa de Hajo Adam e Adam Galinsky, da Northwestern University, publicada no Journal of Experimental Social Psychology, parece dar razão ao padre Paulo Ricardo: o traje faz diferença, sim.

A pesquisa avaliou o impacto do traje não na maneira como quem o veste é percebido pelos outros, mas no modo como a pessoa percebe a si mesma quando está usando a roupa característica de sua função. Uma reportagem de Tom Jacobs destrincha a pesquisa mostrando como os participantes da experiência (estudantes de graduação, pelo que entendi) melhoraram seus resultados em testes que exigiam atenção e cuidado quando vestiam jaleco do tipo usado por médicos ou em laboratórios. Para comparar, outros estudantes também estavam com o mesmíssimo uniforme, mas foram informados de que se tratava de jalecos do tipo usado por artistas quando estão pintando. Esse grupo não apresentou nenhuma melhora nos resultados dos testes. “Parece haver algo especial sobre a experiência física de vestir certa peça de roupa”, escreveram os pesquisadores.

E onde entram as roupas usadas por líderes religiosos (e aí não estamos falando só da batina dos padres ou do hábito de frades, monges e freiras)? Galisnky e Adam fizeram um comentário no site Science and religion today explicando que o resultado de sua pesquisa também poderia ser aplicado aos trajes dos clérigos, e que seu uso seria importante “não apenas pela impressão que [o traje] causa nos outros, mas também pela influência que a vestimenta tem sobre os próprios líderes”, já que a roupa “pode exercer influência sobre o modo como quem a usa sente, pensa e se comporta, através do significado simbólico associado a ela”. Assim como uma toga significa justiça, um terno caro significa poder e um jaleco de laboratório significa atenção e foco científico, o traje clerical é associado a “fé, dedicação e ao compromisso de liderança responsável na comunidade religiosa”, e o líder religioso “pode exercer suas tarefas e inspirar seguidores de forma mais efetiva quando usa esse tipo de vestimenta”. É importante ressaltar que o traje não impede nenhum líder religioso de agir mal; mas, pelo que Galinsky e Adam concluem, a roupa tem, sim, um efeito sobre quem a usa. Parece que o padre Paulo Ricardo ganhou um argumento científico para seu esforço pelo uso da batina.

Voltei. Eu penso que se nessa confusão toda acontecer algo estapafúrdio como o Arcebispo de Cuiabá resolver proibir o uso da batina entre seus seminaristas e sacerdotes ele estará dando um tiro no pé, porque ele estará indo de encontro ao que diz a Igreja:

Código de Direito Canônico – 284: “Os clérigos usem hábito eclesiástico conveniente, de acordo com as normas dadas pelas conferências dos Bispos e com os legítimos costumes locais.”

Nota de rodapé do cânone 284: Após entendimentos laboriosos com a Santa Sé, ficou determinado que os clérigos usem, no Brasil, um traje eclesiástico digno e simples, de preferência o “clergyman”(camisa clerical) ou “batina”.

Hoje eu convido aos meus irmãos e amigos que lêem este blog a defender a causa do uso da batina e do clerygman por parte dos padres. Ajudemos os nossos irmãos sacerdotes e seminaristas na retomada da fiel vestimenta dos padres. Dizem que o hábito não faz o monge. Realmente pode não fazer. Mas que ajuda, com certeza ajuda.

Veja também:: Comunicado do Padre Paulo Ricardo a respeito da carta, das injúrias e dos signatários da mesma | Com a tag #padrepauloricardo católicos se manifestam em apoio ao sacerdote |  Caso Padre Paulo Ricardo. Saiba como ajudar! | Se calarem a voz dos profetas, as pedras falarão | Perseguição do clero diocesano de Cuiabá contra o Pe. Paulo Ricardo de Azevedo | Perseguição ao padre Paulo Ricardo | Ajude ao Pe. Paulo Ricardo de Azevedo Júnior |Padres do Regional Oeste II da CNBB se levantam contra Padre Paulo Ricardo

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Brasil: A terra do contrário. Aqui católico vota em abortista e bebe do próprio veneno

“Lá na terra do contrário, o cachorro faz miau,
E quem late é o canário, e o gatinho faz au au,
E acontece cada coisa, como nunca ninguém viu,
Lá na terra do contrário, no verão é que faz frio…”

(Padre Zezinho)

Há alguns anos atrás, Padre Zezinho escreveu uma canção sobre a Terra do Contrário. Embora eu tenha cá minhas restrições quanto à ideologia deste sacerdote, algumas de suas composições são muito relevantes. Hoje cedo conversando com um amigo sobre esse “tal Anteprojeto de Lei que está sendo votado para favorecer o aborto e eutanásia” ele me fez recordar essa canção dizendo: O Brasil está igual a terra do contrário que o Padre Zezinho cantava. Essa afirmação é de fato bem pertinente. Vivemos de fato na Terra do Contrário. Veja que interessante:

Uma recente pesquisa do data folha afirma que 71% da população brasileira é contra a descriminalização do aborto e eutanásia. Já outro instituto o Vox Popoli vai mais além e afirma que 82% dos brasileiros pensam desta forma. Essa mesma população escolhe representantes políticos para defender sua posição nos mais diversos assuntos. E o que acontece? Como o Brasil é a terra do contrário, os políticos que deveriam defender a opinião da maioria dos brasileiros sobre a descriminalização do aborto acabam agindo contra tudo e contra todos em prol do interesse de organizações internacionais e “descriminalizando o aborto”.

Não é um contra senso isso que vivemos? Sim é. Realmente nós vivemos na terra do contrário. Mas qual o problema se temos futebol, carnaval e muita cerveja para esquecer os problemas?

Elegemos os judas que vão nos apunhalar pelas costas. Colocamos no poder pessoas que vão agir contra os nossos interesses. Damos poder a quem quer transformar o nosso país católico em uma horda cética sem fé e sem rumo. E o pior caríssimos é que tudo acontece na nossa cara, assistimos de camarote, nos indignamos, revoltamos e nada fazemos.  E eles por sua vez o que eles fazem? Cantam para nós aquela famosa músiquinha: “Tô nem ai, tô nem ai… Pode chorar com seus problemas que eu não vou ouvir!”

Porque estou escrevendo tudo isso? Caríssimos este ano é ano de eleição. E mais uma vez vamos escolher representantes a nível municipal. É preciso que falemos sobre isso, por que nossa fé é recheada de valores que precisam ser protegidos pelos políticos que elegemos. É um contra testemunho votar em pessoas que não se propõe a defender a vida, a família, a ordem, a saúde, a liberdade de expressão e tantos outros valores que nós cidadãos ensinamos as nossas famílias.

Ensinamos nossos filhos a respeitar a vida e elegemos pessoas que aprovam leis que favorecem o assassinato de crianças e idosos. Ensinamos os nossos a respeitarem a família e votamos em pessoas que favorecem o divórcio e valorizam o casamento gay. Queremos nossos filhos vivendo cada fase de sua vida de maneira sadia e correta, mas votamos em políticos que querem distribuir camisinhas nas escolas favorecendo o sexo promíscuo entre adolescentes.

Parece ou não parece a terra do contrário? Nossa sociedade é ou não é a sociedade do contrário?

Felizmente hoje encontrei um bom vídeo divulgado pelos amigos blogueiros católicos que preciso divulgar também. Quem sabe ele não ajude a mexer com o coração do que tem o péssimo hábito de na hora do voto não olhar para os valores que tem, vendendo seu voto por 30 moedas e destruindo a sociedade brasileira, colocando políticos descompromissados com nossa fé para destruir o que temos de mais valoroso como nação: Nossa sociedade.

Veja também:: Anteprojeto de lei favorecendo o aborto e a eutanásia é aprovado por comissão de juristas em Brasília |Lá vem eles querendo descriminalizar o aborto no Brasil… Ninguém merece! | O que é a descriminalização do aborto? | Steve Jobs em biografia, agradece sua mãe biológica por não o abortar | 180, o filme – 33 minutos que mudarão sua opinião sobre aborto | Vitória da Vida: Senado de Porto Rico aprova Código Penal que proíbe o aborto |  Médico adverte que Obama usa falácias para impor lei de saúde abortista | Pro-vidas revelam: Orações de exorcismo também ajudaram a fechar clínica de abortos nos EUA | Bispo dos EUA afirma que Imposição de anticoncepcionais é mensagem de desprezo aos católicos | Católicos reagem e lançam campanha nos EUA contra decisão abortista do governo Obama | Governo mão de ferro de Obama quer obrigar católicos a financiarem esterilização e anticoncepcionais | Obama diz: Quem não ajudar a causa gayzista não terá apoio americano

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Evangelho do Dia:: Perdoar ao nosso irmão de todo o nosso coração

Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou-Lhe: Senhor, se o meu irmão me ofender, quantas vezes lhe deverei perdoar? Até sete vezes? Jesus respondeu: Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. Por isso, o Reino do Céu é comparável a um rei que quis ajustar contas com os seus servos. Logo ao princípio, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos. Não tendo com que pagar, o senhor ordenou que fosse vendido com a mulher, os filhos e todos os seus bens, a fim de pagar a dívida. O servo lançou-se, então, aos seus pés, dizendo: Concede-me um prazo e tudo te pagarei. Levado pela compaixão, o senhor daquele servo mandou-o em liberdade e perdoou-lhe a dívida. Ao sair, o servo encontrou um dos seus companheiros que lhe devia cem denários. Segurando-o, apertou-lhe o pescoço e sufocava-o, dizendo: Paga o que me deves! O seu companheiro caiu a seus pés, suplicando: ‘Concede-me um prazo que eu te pagarei. Mas ele não concordou e mandou-o prender, até que pagasse tudo quanto lhe devia. Ao verem o que tinha acontecido, os outros companheiros, contristados, foram contá-lo ao seu senhor. O senhor mandou-o, então, chamar e disse-lhe: Servo mau, perdoei-te tudo o que me devias, porque assim mo suplicaste; não devias também ter piedade do teu companheiro, como eu tive de ti? E o senhor, indignado, entregou-o aos verdugos até que pagasse tudo o que devia. Assim procederá convosco meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar ao seu irmão do íntimo do coração. (Mt 18,21-35)

Comentário feito por São Francisco de Sales (1567-1622), bispo de Genebra e doutor da Igreja

A primeira palavra que Nosso Senhor pronunciou sobre a cruz foi uma oração por quem O crucificava, fazendo o que diz este texto de São Paulo Nos dias da Sua vida terrena, apresentou orações e súplicas (Heb 5,7). Certamente que aqueles que crucificaram o Nosso divino Salvador não O conheciam […], porque se O tivessem conhecido não O teriam crucificado (1Co 2,8). Por conseguinte, Nosso Senhor, vendo a ignorância e a fraqueza daqueles que O torturavam, começou a desculpá-los e ofereceu por eles esse sacrifício ao Seu Pai Celeste, porque a oração é um sacrifício […]: Perdoa-lhes, Pai, porque não sabem o que fazem. (Lc 23,34). Tão grande era a chama de amor que ardia no coração do nosso manso Salvador, que na mais suprema das Suas dores, no momento onde a intensidade dos tormentos parecia impedi-Lo de rezar por Si, pela força do Seu amor, esquece-Se de Si próprio, mas não das Suas criaturas. […]

Com isso desejava que compreendêssemos que o amor que nos tem não pode ser enfraquecido por nenhum tipo de sofrimento, e ensinar-nos qual o dever do nosso coração para com o nosso próximo. […]

Ora, o Divino Senhor que Se empenhou em pedir perdão para os homens foi certamente ouvido e o Seu pedido atendido, porque Seu divino Pai não podia recusar-Lhe nada que Ele Lhe pedisse.

 

Veja também:: Exame de consciência para uma boa confissão

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