Vamos a formação:: O que a Igreja diz sobre o aborto II

Chega de católicos meia boca!

O Catecismo da Igreja Católica também nos fala sobre o aborto. Lendo estes parágrafos abaixo, podemos entender melhor a nossa doutrina. Por isso peço aos que se dizem católicos: Quando forem se declarar como tal, conheçam o que a Igreja ensina. É melhor sermos poucos católicos coerentes do que católicos meia-boca que criticam a sua própria fé sem conhece-la!

§2270 – A vida humana deve ser respeitada e protegida de maneira absoluta a partir do momento da concepção. Desde o pri­meiro momento de sua existência, o ser humano deve ver reconhecidos os seus direitos de pessoa, entre os quais o direito inviolável de todo ser inocente à vida.

Antes mesmo de te formares no ventre materno, eu te conheci; antes que saísses do seio, eu te consagrei (Jr 1,5[a27]).

Meus ossos não te foram escondidos quando eu era feito, em segredo, tecido na terra mais profunda (Sl 139,15).

§2271 – Desde o século I, a Igreja afirmou a maldade moral de todo aborto provocado. Este ensinamento não mudou. Continua invariável. O aborto direto, quer dizer, querido como um fim ou como um meio, é gravemente contrário à lei moral:
Não matarás o embrião por aborto e não farás perecer o recém-nascido (Didaché 2, 2).

Deus, senhor da vida, confiou aos homens o nobre encargo d preservar a vida, para ser exercido de maneira condigna ao homem Por isso a vida deve ser protegida com o máximo cuidado desde a concepção. O aborto e o infanticídio são crimes nefandos (Concílio Vaticano II, Constituição pastoral Gaudium et spes, 51,3: AAS 58 (1966) 1072).

§2272 – A cooperação formal para um aborto constitui uma falta grave. A Igreja sanciona com uma pena canônica de excomunhão este delito contra a vida humana. “Quem provoca aborto, seguindo-se o efeito, incorre em excomunhão latae sententiae” “pelo próprio fato de cometer o delito” e nas condições previstas pelo Direito. Com isso, a Igreja não quer restringir o campo da misericórdia. Manifesta, sim, a gravidade do crime cometido, o prejuízo irreparável causado ao ‘inocente morto, a seus pais e a toda a sociedade. O inalienável direito à vida de todo indivíduo humano inocente é um elemento constitutivo da sociedade civil e de sua legislação:

“Os direitos inalienáveis da pessoa devem ser reconhecidos e respeitados pela sociedade civil e pela autoridade política. Os direitos do homem não dependem nem dos indivíduos, nem dos pais, e também não representam uma concessão da sociedade e do Estado pertencem à natureza humana e são inerentes à pessoa em razão do ato criador do qual esta se origina. Entre estes direitos fundamentais é preciso citar o direito à vida e à integridade física de todo se humano, desde a concepção até a morte (Congregação pela Doutrina da Fé, Instrução Donum vitae, 3: AAS 80 (1988) 98-99).”

§2273 – “No momento em que uma lei positiva priva uma categoria de seres humanos da proteção que a legislação civil lhes deve dar, o estado nega a igualdade de todos perante a lei. Quando o Estado não coloca sua força a serviço dos direitos de todos os cidadãos, particularmente dos mais fracos, os próprios fundamentos de um estado de direito estão ameaçados… Como conseqüência do respeito e da proteção que devem ser garantidos à criança desde o momento de sua concepção, a lei deverá prever sanções penais apropriadas para toda violação deliberada dos direitos dela.”

Visto que deve ser tratado como uma pessoa desde a concepção, o embrião deverá ser defendido em sua integridade, cuidado e curado, na medida do possível, como qualquer outro ser humano.

§2274 – O diagnóstico pré-natal é moralmente licito “se respeitar a vida e a integridade do embrião e do feto humano, e se está orientado para sua salvaguarda ou sua cura individual… Está gravemente em oposição com a lei moral quando prevê, em função dos resultados, a eventualidade de provocar um aborto. Um diagnóstico não deve ser o equivalente de uma sentença de morte”.

“Devem ser consideradas lícitas as intervenções sobre o embrião humano quando respeitam a vida e a integridade do embrião e não acarretam para ele riscos desproporcionados, mas visam à sua cura, à melhora de suas condições de saúde ou à sua sobrevivência individual.”

“É imoral produzir embriões humanos destinados a serem ex­plorados como material biológico disponível.”

§2275 – “Certas tentativas de intervenção sobre o patrimônio cromossômico ou genético não são terapêuticas, mas tendem à produção de seres humanos selecionados segundo o sexo ou outras qualidades preestabelecidas. Essas manipulações são contrárias à dignidade pessoal do ser humano, à sua integridade e à sua identidade” única, não reiterável.

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Vamos a formação:: O que a Igreja diz sobre o aborto I

Se somos católicos, obedeçamos a Igreja de Cristo. Seja coerente com a fé que você professa.

Caríssimos, neste blog não e nunca haverá espaço para o relativismo. Aqui falamos sobre Catequese e Doutrina da Igreja. Sem meio termos, e sem dourar pílulas. Quem me conhece sabe que eu sou assim. Minha noiva costuma dizer que eu sou “Pé na porta”. E graças a Deus sou assim mesmo. E hoje penso que os católicos estão precisando de gente “pé na porta” como eu. Relativismo aqui nem passa perto. Por isso digo AOS CATÓLICOS:

Não é porque o STF aprovou o aborto em caso de anacefalia que o mesmo deixa de ser pecado. O aborto é pecado em qualquer caso, sob pena de excomunhão como veremos a seguir.

Quem deseja conhecer a fé católica precisa aprender o que não existe meios termos. O que é, é. O que não é, não é. Se qualquer coisa dita por qualquer pessoa – ainda que seja padre, bispo, cardeal ou papa – for contrário àquilo que a Igreja ensina, é preciso pesquisar, chegar, averiguar as informações. Todas as definições de Fé, Doutrina e Moral Católica estão nos documentos da Igreja. Hoje é preciso mais do que nunca que os católicos se unam em torno da Doutrina de Cristo, que é guardada pelo Magistério da Igreja. Por isso quis buscar referências nos documentos da Igreja sobre o tema para tentar ajudar você a refletir melhor.

Desde os inícios, o cristianismo afirmou a ilicitude moral de todo aborto provocado. A Didaché, texto do século I, atribuído aos Apóstolos, considerado o primeiro catecismo da religião cristã, ensinava:

“Não matarás o fruto do ventre por aborto, e não farás perecer a criança já nascida” (Didaché 2,2).

Barnabé, o companheiro de Paulo Apóstolo, na Epístola que lhe é atribuída (não incluída nos livros canônicos da Bíblia), também afirma a absoluta ilicitude moral do aborto, o que consta também da conhecida Epístola a Diogneto, um documento cristão do século II. Neste mesmo século, o apologista cristão Atenágoras frisava que os cristãos têm na conta de homicidas as mulheres que utilizam medicamentos para abortar, e condenava os assassinos de crianças, incluindo igualmente no número destas as que vivem ainda no seio materno, onde elas já são objeto da solicitude da Providência divina.

Essa condenação moral do aborto ganhou forma jurídica quando os Concílios do século III decretaram que a mulher que praticasse o aborto ficaria excomungada até o fim da vida. Depois disso, todos os concílios da Igreja católica mantiveram a pena de excomunhão. O I Concílio de Mogúncia, em 847, confirmava as penas estabelecidas por concílios precedentes contra o aborto; e determinava que fosse imposta a penitência mais rigorosa às mulheres que matarem as suas crianças ou que provocarem a eliminação do fruto concebido no próprio ventre. O Decreto de Graciano refere estas palavras do Papa Estêvão V:

É homicida aquele que fizer perecer, mediante o aborto, o que tinha sido concebido. (Papa Estevão V)

Nos tempos da Renascença, o Papa Sisto V condenou o aborto com a maior severidade. Um século mais tarde, Inocêncio XI condenou as proposições de alguns canonistas laxistas que pretendiam desculpar o aborto provocado antes do momento em que certos autores fixavam dar-se a animação espiritual do novo ser.

O cânon 1398 do Código de Direito Canônico diz:

“Quem provoca aborto, seguindo-se o efeito, incorre em excomunhão latae sententiae”.

Segundo o canonista Pe. Jesus Hortal, a excomunhão “atinge por igual a todos os que, a ciência e consciência, intervêm no processo abortivo, quer com a cooperação material (médico, enfermeiras, parteiras etc.), quer com a cooperação moral verdadeiramente eficaz (como o marido, o amante ou o pai). A mulher, não raramente, não incorrerá na excomunhão por encontrar-se dentro das circunstâncias atenuantes do cân. 1324 § 1º, 3º e 5º”. Tais circunstâncias podem ser: a posse apenas parcial do uso da razão, o forte ímpeto da paixão ou a coação por medo grave.

Estou trazendo a você católico estas informações e ensinamentos para dizer com letras maiúsculas e garrafais: CATÓLICO QUE É A FAVOR DO ABORTO EM QUALQUER CIRCUNSTÂNCIA, ESTÁ INDO CONTRA A SUA PRÓPRIA FÉ!

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