#7BXVI :: Sete anos de Pontificado, o Magistério Pontifício se enriquece

Da Rádio Vaticana

Hoje é dia de festa no Vaticano: celebram-se 7 anos de pontificado de Bento XVI. Joseph Ratzinger foi eleito Papa em 19 de abril de 2005, após a morte de João Paulo II.

Em seu editorial Octava Dies, Pe. Federico Lombardi, Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, recordou que em sete anos, vimos 23 viagens internacionais a 23 países, e 26 viagens na Itália; assistimos a 4 Sínodos dos Bispos e 3 Jornadas Mundiais da Juventude; lemos três Encíclicas, inúmeros discursos e atos magisteriais; participamos de um Ano Paulino e de um Ano Sacerdotal. O Papa enfrentou ainda, com coragem, humildade e determinação, situações difíceis como a crise consequente aos abusos sexuais cometidos pelo clero.

Publicou também a obra “Jesus de Nazaré” e um livro-entrevista, “Luz do mundo”. Está já definida sua participação no Encontro Mundial das Famílias em Milão (30 de maio a 4 de junho) e a viagem ao Líbano (14 a 16 de setembro); estão marcados o Sínodo da Nova Evangelização (outubro de 2012) e o Ano da Fé (outubro 2012/outubro 2013).

Como parte das comemorações pelo sétimo ano de Pontificado, a partir desta quinta-feira, o Vaticano coloca à disposição do ‘widget’ do http://www.vatican.va . Este pequeno aplicativo permite transportar a um site, de modo automático e dinâmico, alguns dos principais conteúdos do site institucional do Vaticano.

Este novo instrumento de comunicação (visível nos sites como um pequeno ícone) enriquece o Magistério Pontifício difundindo tecnologicamente a palavra do Papa. Com o ‘widget’, pode-se exportar as principais novidades, as orações dominicais do Angelus, as audiências e o Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé.

Para visualizá-lo em sua página, acesse a área ‘Focus’ de http://www.vatican.va, onde consta o email ao qual solicitar a senha.

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#7BXVI :: Bento XVI é um Papa alegre e com humor, afirma escritor italiano

Do ACI Digital

A alegria é uma palavra que qualificaria Bento XVI, afirmou o jornalista e escritor Andrea Monda no seu novo livro, no qual recolhe extratos das mensagens que o atual Papa deu ao longo do seu ministério sacerdotal.

“Partimos de uma de suas numerosas afirmações sobre a importância, para o cristão, da alegria, e buscamos aplicá-la a este Papa que depois de ser eleito se apresentou como ‘humilde trabalhador na vinha do Senhor’”, expressou Monda no seu livro “Bendita humildade. As virtudes simples de Joseph Ratzinger” (tradução livre), que foi citado nesta segunda-feira pelo vaticanista Sandro Magister por ocasião dos 85º aniversário do Pontífice.

Para isso, Monda citou as declarações que o Papa deu no livro-entrevista “Luz do mundo”, do jornalista católico Peter Seewald, no qual afirmou que “toda minhavida esteve atravessada sempre por um fio condutor, que é o seguinte: o cristianismo dá alegria, engrandece os horizontes. Definitivamente, uma existência vivida sempre e somente ‘em contra de’ seria insuportável”.

“A alegria simples, genuína, tornou-se muito rara. A alegria está hoje de certo modo cada vez mais carregada de hipotecas morais e ideológicas. […]. O mundo não se converte em algo melhor se está privado da alegria, o mundo tem necessidade de pessoas que descubram o bem e sejam capazes de experimentar alegria por isso e que deste modo recebam também o estímulo e o valor para fazer o bem”, disse mais adiante o Papa.

“Temos necessidade dessa confiança originária que em última instância só a fé pode dar: que definitivamente o mundo é bom, que Deus existe e é bom. Daqui deriva também a coragem da alegria, que à sua vez se converte em compromisso para que outros também possam alegrar-se e receber a boa notícia”, acrescentou.

Além disso, destacou Monda, “para Bento XVI, alegria e humor estão estreitamente conectados”, tal como ele afirmou em seu ensaio de teologia dogmática “O Deus de Jesus Cristo”.

“Uma das regras fundamentais para o discernimento espiritual poderia então ser a seguinte: onde falta a alegria, onde morre o humor, ali não está nem sequer o Espírito Santo, o Espírito de Jesus Cristo. E pelo contrário: a alegria é um sinal da graça. Quem está profundamente sereno, quem sofreu sem por isso perder a alegria, esse não está longe do Deus do Evangelho, do Espírito de Deus, que é o Espírito da alegria eterna”, escreveu o Papa.

“A fé dá alegria. Se Deus não está aqui, o mundo é uma desolação, e tudo se torna monótono, cada coisa é totalmente insuficiente. […] O elemento constitutivo do cristianismo é a alegria. Alegria não no sentido de uma diversão superficial, cujo fundo pode ser também o desespero”, afirmou também Bento XVI em outro livro-entrevista de Seewald “O sal da terra”.

“Se o mundo der as costas para Deus, nos diz o Papa-teólogo e ex-prefeito do ex-Santo Ofício, não se condena à mentira, à blasfêmia e nem tampouco à heresia, mas é fastidioso. Vem-nos à mente a frase de C. S. Lewis, pronunciada quando ainda não tinha se convertido do ateísmo ao cristianismo: ‘Os cristãos estão equivocados, mas todos os outros são cansativos”, finalizou Monda.

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