Jesus a direita do Pai:: Ele continua trabalhando por nós!

“E, quando eu for elevado da terra, atrairei todos os homens a mim” (Jo 12,32). A elevação na Cruz significa e anuncia a elevação da Ascensão ao céu. É o começo dela. Jesus Cristo, o Único Sacerdote da nova e eterna Aliança, não “entrou em um santuário feito por mão de homem… e sim no próprio céu, a fim de comparecer agora diante da face de Deus a nosso favor” (Hb 9,24). No céu, Cristo exerce em caráter permanente seu sacerdócio, “por isso é capaz de salvar totalmente aqueles que, por meio dele, se aproximam de Deus, visto que ele vive eternamente para interceder por eles” (Hb 7,25). Como “sumo sacerdote dos bens vindouros” (Hb 9,11) ele é o centro é o ator principal da liturgia que honra o Pai nos Céus. (CIC§662)

Que promessa linda o Senhor nos faz: “E, quando eu for elevado da terra, atrairei todos os homens a mim” (Jo 12,32). O bom das promessas de Cristo é que todas elas um dia se cumprirão! Jesus não mente! Ele prometeu, então tenha a certeza de que ele cumprirá.

A promessa já começou a ser cumprida a partir do momento em que Jesus foi elevado na Cruz. Ali, começava mais uma etapa da missão do Senhor Jesus: Ser o único sacerdote da nova e eterna aliança.

Se engana quem pensa que ao chegar ao céu Jesus finalizou a sua missão. Como dizemos na gíria dos videogames, ele passou para um próximo nível. Como assim?

Quem joga videogame, sabe que precisa ir passando os níveis. A cada nível um grau de dificuldade maior. Existem níveis que mesmo estando no meio do jogo, são difíceis que mais parecem o nível final: Só que não são o fim do jogo. Depois que o superamos, outro nível se aproxima.

A missão de Jesus tinha várias etapas e ao longo do tempo Ele foi cumprindo todas elas. Foi vencendo uma a uma. A Cruz não foi a etapa final. Foi uma etapa dura e difícil para ser vencida, mas depois dela Jesus voltou ao céu para mais um nível da sua missão: Levar todos os homens de volta para o Pai. Essa sim é uma etapa difícil, pois Ele não conta apenas com a sua própria força. É necessário que cada pessoa queira voltar ao Pai. Entenda…

Uma vez que Jesus morreu por todos os homens, Ele obteve para si a autoridade sobre todos. Por causa do pecado, essa autoridade estava na mão do seu inimigo, mas Jesus venceu a morte e nos resgatou. Porém como o homem é dotado de livre arbítrio, ele tem a opção de querer voltar ou permanecer longe de Deus. Para voltar a condição é crer no Senhor Jesus e obedecer seus ensinamentos.

Como vimos anteriormente, só Ele pode nos levar ao céu e Ele quer isso. Jesus quer nos levar de volta para a casa do Pai. Ele é o centro da nossa fé e da nossa vida. Só precisamos lutar para fazer nossa parte. Ainda que caiamos aqui e ali, contamos com sua força e seu perdão. Assim podemos retornar a luta e prosseguir. Fazendo isso, ajudamos Jesus na sua missão, como um player 2 do videogame. Deus para entender?

Quem deseja uma vida na eternidade junto de Deus precisa se aproximar do Senhor Jesus! E você tem feito isso?

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Evangelho do Dia:: Bento XVI comenta sobre a unidade dos cristãos

Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos ao Céu e disse: Pai santo, não rogo só por eles, mas também por aqueles que hão-de crer em mim, por meio da sua palavra, para que todos sejam um só, como Tu, Pai, estás em mim e Eu em ti; para que assim eles estejam em Nós e o mundo creia que Tu me enviaste. Eu dei-lhes a glória que Tu me deste, de modo que sejam um, como Nós somos Um. Eu neles e Tu em mim, para que eles cheguem à perfeição da unidade e assim o mundo reconheça que Tu me enviaste e que os amaste a eles como a mim. Pai, quero que onde Eu estiver estejam também comigo aqueles que Tu me confiaste, para que contemplem a minha glória, a glória que me deste, por me teres amado antes da criação do mundo. Pai justo, o mundo não te conheceu, mas Eu conheci-te e estes reconheceram que Tu me enviaste. Eu dei-lhes a conhecer quem Tu és e continuarei a dar-te a conhecer, a fim de que o amor que me tiveste esteja neles e Eu esteja neles também. (Jo 17,20-26)

Comentário feito por Papa Bento XVI

[Nas relações entre católicos e ortodoxos] a investigação teológica, que tem de se confrontar com questões complexas e de encontrar soluções não limitadas, é um compromisso sério, do qual não nos podemos eximir. Se é verdade que o Senhor chama vigorosamente os Seus discípulos a construir a unidade na caridade e na verdade; se é verdade que o apelo ecuménico constitui um convite urgente a reconstruir, na reconciliação e na paz, a unidade entre todos os cristãos, gravemente prejudicada; se é verdade que não podemos ignorar o fato de que a divisão torna menos eficaz a sacrossanta causa da pregação do Evangelho a todas as criaturas (cf. Mc 16,15), como nos podemos subtrair à tarefa de examinar com clareza e boa vontade as nossas diferenças, enfrentando-as com a íntima convicção que elas devem ser resolvidas?

A unidade que buscamos não é absorção nem fusão, mas respeito pela plenitude multiforme da Igreja que, em conformidade com a vontade do seu Fundador, Jesus Cristo, deve ser sempre una, santa, católica e apostólica. Este apelo encontrou plena ressonância na intangível profissão de fé de todos os cristãos, o Símbolo elaborado pelos Padres dos concílios ecuménicos de Niceia e de Constantinopla.

O Concílio Vaticano II reconheceu com lucidez o tesouro que o Oriente possui e do qual o Ocidente auriu muitas coisas; […] exortou a não esquecer os sofrimentos que o Oriente padeceu para conservar a sua fé; […] encorajou a considerar o Oriente e o Ocidente como elementos que, em conjunto, compõem o rosto esplendoroso do Pantocrátor, cuja mão abençoa toda a Oikoumene. O Concílio foi ainda mais além, afirmando: Não é, pois, de admirar que alguns aspectos do mistério revelado sejam concebidos de modo mais apto e postos sob melhor luz por uns do que por outros, de maneira que pode dizer-se que essas fórmulas teológicas muito mais se completam do que se opõem (Unitatis redintegratio, 17).

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