2012: O Ano da Filosofia para este blog e seu autor

A Escola de Atenas, de Rafael, representa os mais importantes filósofos, matemáticos e cientistas da Antiguidade.

Filosofia (do grego Φιλοσοφία, literalmente amor à sabedoria) é o estudo de problemas fundamentais relacionados à existência, ao conhecimento, à verdade, aos valores morais e estéticos, à mente e à linguagem. A filosofia ocidental surgiu na Grécia antiga no século VI a.C. A partir de então, uma sucessão de pensadores originais – como Tales, Xenófanes, Pitágoras, Heráclito e Protágoras – empenhou-se em responder, racionalmente, questões acerca da realidade última das coisas, das origens e características do verdadeiro conhecimento, da objetividade dos valores morais, da existência e natureza de Deus (ou dos deuses). Muitas das questões levantadas por esses antigos pensadores são ainda temas importantes da filosofia contemporânea.

Pois bem, e o que é que isso tem a ver com o blog Dominus Vobiscum? Não seria este um blog de catequese? Acessei por acaso o blog errado?

Calma amigo leitor! Respira! Você acessou o blog certo. O Dominus Vobiscum é e continuará sendo se assim o bom Deus permitir a ser um blog de catequese. A novidade é que este que vos fala recebeu ontem a notícia de que havia passado no vestibular do Centro Universitário Claretiano, no curso de Licenciatura de Filosofia. Para quem costuma visitar este blog há muito tempo, sabe que desde 2010 deixei a comunidade Canção Nova, fui morar em Osasco, passei a trabalhar, namorei, noivei e casei, e agora com mais essa novidade: Agora estou prestes a me tornar um estudante da área.

Com isso o ritmo do blog vai diminuir? Talvez sim. Porém tenho a plena convicção de que a qualidade dos posts, com o tempo vai melhorar, afinal de contas, terei que ler muito nestes próximos três anos. Continuarei a postar assuntos doutrinais e catequéticos pois é essa a missão deste blog. Porém peço que Deus me ajude a ter nesse curso um olhar mais profundo a respeito de Deus, do homem e da Religião.

Agradeço muito a Deus e também você que visita este blog e de certa forma torce por mim. Muito obrigado de todo o coração! Que o Senhor o abençoe hoje e sempre!

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Nossa Igreja tem nome e sobrenome: Igreja Católica Apostólica ROMANA

Dom Ercílio Turco – Bispo da Igreja Católica Apostólica Romana. Responsável pela Diocese de Osasco.

A Igreja Católica Apostólica Romana tem mais de 2000 anos de existência e teve em Pedro o seu primeiro Papa. De lá pra cá muita coisa aconteceu. A Igreja ao passo que levava o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo aos homens de todo mundo, foi se tornando uma instituição sólida e reconhecida. Mesmo que hoje em dia muitos tentem dizer o contrário, foi esta Igreja que evangelizou o mundo bárbaro, criou as bibliotecas e universidades e ainda é (e continuará sendo por muito tempo) a instituição que mais ajuda os necessitados no mundo.

Porém mesmo com todo esse progresso de crescimento e solidez, muitos homens resolveram romper com esta Igreja, criando outras “igrejas” e desligando-se de todo e qualquer vínculo com a mesma inclusive quanto a sua nomenclatura. Foi assim com os protestantes. Romperam com a igreja e criaram o protestantismo, que se dividiu e criou outras “igrejas” que não traziam em seus nomes nenhum vínculo com a Igreja Católica Apostólica Romana. Podemos citar como exemplo a Igreja Luterana, a Igreja Anglicana, a Igreja Batista e outras.

Porém de uns tempos para cá, vemos um movimento que surge e confunde a cabeça de muitos católicos menos esclarecidos: Pessoas que rompem com a Santa Igreja Católica Apostólica Romana e consequentemente com o Santo Padre o Papa e a sua doutrina, criam outras denominações com nomes parecidos com o nome da nossa Igreja. Usam termos como “católicos” e “apostólicos” em suas nomenclaturas, denominam os seus líderes com títulos de “padres” e “bispos”, chamam seus ritos de “missas” e seus templos de “paróquia”.

É verdade que não existe uma lei que os proíba de fazer isso. Hoje qualquer um pode criar uma “igreja” no Brasil. É fácil. Se um dia você renunciar a fé católica apostólica romana, não existe nada nas leis brasileiras que o proíba de criar uma igreja e chamá-la de igreja católica apostólica paulista, igreja católica apostólica vicentina ou igreja católica apostólica do Espírito Santo. Infelizmente não existe patente para o uso destas nomenclaturas. Daí você me pergunta: E agora? Eu não posso me confundir e acabar indo a uma dessas igrejas pensando estar na Igreja Católica Apostólica Romana?

Sim. Isso pode acontecer e é esta a minha preocupação. Por isso escrevi este texto. Peço que você tenha muita atenção naquilo que escrevo daqui por diante.

Aqueles que são católicos daquela Igreja (com i maiúsculo) que surgiu há 2000 anos, que tem como o primeiro Papa São Pedro, Apóstolo de Jesus Cristo e que foi fundada pelo próprio Cristo Jesus, Filho do Deus Vivo precisam ter consciência de que a nossa Igreja tem nome e sobrenome. Igrejas que se denominam católicas existem aos montes. Mas a Igreja Católica Apostólica Romana só tem uma.

Se você for CATÓLICO APOSTÓLICO ROMANO, estiver em uma Igreja que se diz católica e tiver dúvidas a respeito da mesma, o que você deve fazer?

  1. Pergunte se esta Igreja é uma Igreja Católica Apostólica ROMANA;
  2. Pergunte o nome do bispo e se ele é ligado a Igreja Católica Apostólica ROMANA;
  3. Pergunte o nome do padre e se ele é ligado a Igreja Católica Apostólica ROMANA;

Se não for, saia daquele lugar o quanto antes. Ele não é um lugar para você! Se você é Católico Apostólico Romano, batizado nesta Igreja e nela professa sua fé, é importante saber que não é lícito para você (veja bem estou falando para membros da Igreja Católica Apostólica Romana) ir a essas missas que outras igrejas católicas promovem. Para nós, Católicos Apostólicos Romanos, os padres e bispos dessas igrejas católicas que aparecem não são reconhecidos como tal. Todas as ordenações presbiterais e episcopais feitas fora das Igrejas Católicas Apostólicas Romanas não são reconhecidas pelos Católicos Apostólicos Romanos. Você estará cometendo um ato de desobediência a sua fé. É importante saber que grande parte destas “igrejas” surgiram de cismas. Para quem não sabe, um cisma é um ato de desobediência. Eles acontecem quando alguém contesta a autoridade do Papa, rompe com a Igreja e cria uma nova religião.

Agora uma pergunta: Como pode Deus (Senhor da obediência) agir em um lugar onde habita a desobediência? Aliás, quem é o Pai da desobediência? Quem induziu o primeiro homem ao pecado?

Para terminar este post, quero deixar este vídeo, que já foi visto muitas vezes por diversos católicos (inclusive aqui mesmo neste blog). Somos da Igreja Católica Apostólica Romana. Você é sempre muito bem vindo na sua casa! Pax Domini.

Obs.: Leia mais sobre o assunto clicando aqui.

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Evangelho do Dia:: Acautelai-vos dos falsos profetas

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos vorazes.Pelos seus frutos, os conhecereis. Porventura podem colher-se uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? Toda a árvore boa dá bons frutos e toda a árvore má dá maus frutos. A árvore boa não pode dar maus frutos nem a árvore má, dar bons frutos. Toda a árvore que não dá bons frutos é cortada e lançada ao fogo. Pelos frutos, pois, os conhecereis. (Mt 7,15-20)

Comentário feito por Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (Norte de África) e doutor da Igreja

Perguntamo-nos quais os frutos para os quais o Senhor quer chamar a nossa atenção para reconhecermos a árvore. Alguns consideram como frutos a roupagem das ovelhas e assim os lobos podem enganá-los. Quero referir-me a jejuns, orações, esmolas e todas as obras que podem ser feitas por hipócritas. Caso contrário, Jesus não teria dito: Guardai-vos de fazer as vossas obras diante dos homens, para vos tornardes notados por eles (Mt 6,1). […] Muitos dão aos pobres por ostentação e não por generosidade; muitos que rezam, ou melhor, que parecem rezar, não procuram Deus, mas sim a estima dos homens; muitos jejuam e exibem austeridade notável para atrair a admiração dos que vêem a sua conduta. Todas essas obras são enganos. […] O Senhor conclui que esses frutos não são suficientes para julgar a árvore. As mesmas ações feitas com uma intenção reta e verdadeira são a roupagem das autênticas ovelhas. […]

O apóstolo Paulo diz-nos quais os frutos pelos quais reconheceremos a árvore ruim: É fácil reconhecer as obras da carne: fornicação, impureza, libertinagem, idolatria, feitiçaria, inimizades, contendas, ciúmes, iras, discórdias, sectarismos, rivalidades, embriaguez, orgias e coisas semelhantes (Gal 5,19-20). O mesmo apóstolo nos diz a seguir quais os frutos para reconhecer uma boa árvore: Mas os frutos do Espírito são: amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e autocontrole (v. 22-23).

É preciso saber que a palavra alegria é usada aqui no seu sentido literal; os homens maus em sentido literal ignoram a alegria, mas conhecem o prazer. […] Este é o sentido próprio desta palavra que só os bons conhecem; não há alegria para os ímpios, diz o Senhor (Is. 48,22). Acontece o mesmo com a fé verdadeira. As virtudes enumeradas podem ser fingidas por maus e impostores, mas não enganam o olho puro e simples capaz de discernimento.

Obs.: Já que o tema do Evangelho de hoje são os falsos profetas, leia este texto aqui.

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Cenáculo de Nossa Senhora da Visitação retorna as suas atividades

Depois um tempo de paralisação em virtude do meu casamento, retomamos hoje o Cenáculo de Nossa Senhora da Visitação. Para quem não conhece este apostolado, um breve relato: Desde novembro de 2011, com a autorização do Pároco da Santa Isabel – Padre Henrique, começamos a levar aos lares da nossa comunidade a imagem de Nossa Senhora da Visitação Peregrina. A visita começa com a recitação do Santo Terço. Durante uma semana, a imagem permanece junto àquela família, que se compromete a rezar com a imagem.

Pois bem, nessa retomada do Cenáculo tive a alegria de acolher a imagem em minha casa. Preparamos uma mesinha para Nossa Senhora da Visitação. Alguns amigos vieram rezar o terço conosco. Cada um com sua história, suas dores e alegrias foram depositando seus pedidos a Nossa Senhora que nos visitava.

A cada mistério, intercalávamos com uma música e ao final do terço partilhamos o evangelho de hoje e rezamos uns pelos outros. Para mim, foi uma noite alegre e especial. Estar com os irmãos pedindo a intercessão da Santíssima Virgem é um motivo de felicidade.

Aqueles que moram nas proximidades da Paróquia Santa Isabel e desejam receber a imagem em suas casas, entrem em contato conosco. Agendaremos a visita.

Que a Santíssima Virgem nos abençoe sempre! Veja mais algumas fotos.

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O Nome verdadeira da Igreja de Cristo

Do Site Veritatis Splendor

Algumas pessoas me perguntam qual era a Igreja, o ou nome da Igreja fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Sabemos que Nosso Senhor ao fundar a Igreja não lhe deu um nome, mas apenas a chamou de “minha Igreja ” (ecclesiam mean) (cf. Mt 16,18). Os Apóstolos e os primeiros cristãos sabiam que esta empresa de Cristo era para todo gênero humano. Não foi à toa que Cristo mandou pregrar o Evangelho à toda criatura (cf. Mt 28,19). Assim a Igreja de Cristo é a Igreja de todos, portanto Católica. O adjetivo “Católica” aplicado à Igreja deriva do adjetivo grego “katholiká” que significa geral, em oposição ao específico. Por isso a Igreja é Católica, porque é a Igreja de Todos e para todos.

O primeiro registro histórico do uso da expressão “Igreja Católica” (Ekklesia Katholiká) é ainda no início do segundo século. Santo Inácio de Antioquia ao escrever aos cristão de Esmirna – que estávam aos cuidados do Bispo Policarpo (discípulo pessoal de São João Apóstolo e Evangelista) – usa esta expressão:

“Onde quer que se apresente o Bispo, ali esteja também a comunidade, assim como a presença de Cristo Jesus nos assegura a presença da Igreja Católica” (Aos Esmirnenses 8,2).

A expessão “Igreja Católica” também é encontrada e outros escritos do séc II, como em outras cartas de Santo Inácio, “Martírio de Policarpo de Esmirna” e entre outros. Esta expressão foi consagrada durante o Concílio de Nicéia (325 DC), onde está escrito no credo “Creio na Igreja, Una, Santa, Católica e Apostólica” (Credo Niceno).

No entanto frente às crescentes heresias dos primeiros séculos foi necessário discernir que a Igreja além de Católica é também Apostólica. Os primeiros cristãos entendiam que somente nas Igreja que tinham origem na legítima sucessão dos apóstolos é que se conservava fielmente a Doutrina Apostólica. O Registro mais antigo desta ortodoxia também é do início do séc III:

“E quando, por nossa vez, os levamos [os hereges] à Tradição que vem dos apóstolos e que é conservada nas várias igrejas, pela sucessão dos presbíteros, então se opõe à Tradição, dizendo que, sendo eles mais sábios do que os presbíteros, não somente, mas até dos apóstolos, foram os únicos capazes de encontrar a pura verdade.” (Contra as Heresias, III,2,1, Santo Ireneu Bispo de Lião, + ou – 202 d.C)

“Portanto, a tradição dos apóstolos, que foi manifestada no mundo inteiro, pode ser descoberta e toda igreja por todos os que queiram ver a verdade. Poderíamos enumerar aqui os bispos que foram estabelecidos nas igrejas pelos apóstolos e seus sucessores até nós; e eles nunca ensinaram nem conheceram nada que se parecesse com o que essa gente [os hereges] vai delirando. […] Mas visto que seria coisa bastante longa elencar numa obrar como esta, as sucessões de todas as igrejas, limitar-nos-emos à maior e mais antiga e conhecida por todos, à igreja fundada e constituída em Roma, pelos dois gloriosíssimos apóstolos, Pedro e Paulo, e, indicando a sua tradição recebida dos apóstolos e a fé anunciada aos homens, que chegou até nós pelas sucessões dos bispos, refutaremos todos os que de alguma forma, quer por enfatuação ou vanglória, que por cegueira ou por doutrina errada, se reúnem prescindindo de qualquer legitimidade. Com efeito, deve necessariamente estar de acordo com ela, por causa da sua origem mais excelente, toda a igreja, isto é, os fiéis de todos os lugares, porque nela sempre foi conservada, de maneira especial, a tradição que deriva dos apóstolos.” (Contra as Heresias, III,3,1-2, Santo Ireneu Bispo de Lião, + ou – 202 d.C)

Assim a Igreja estabelecida por Cristo, fundamentada na confissão dos Apóstolos era identificada como Igreja Católica e Apostólica.

O registro mais antigo (creio eu) da expressão “Igreja Católica Apostólica Romana” é do Decreto Gelasiano, datado do final do século IV. Neste decreto o Papa Gelásio, além de confirmar o Cânon das Sagradas Escrituras – já estabelecidos nos sínodos de Hipona, Cartado e outros – confirma também a primazia da Igreja Romana sobre as demais Igrejas. Conforme vc mesmo viu no testemunho de Santo Ireneu, esta primazia não foi inventada por Gelásio, em por Constatino e nem pelo Papa Leão como pensam alguns.

Até o quarto século a Igreja Católica Apostólica Romana era comumente referida como a Igreja de Roma.

Autor: Alessandro Lima – Articulista do Site Veritatis Splendor

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Cuidado: A Igreja Católica Apostólica Carismática não tem nada a ver com a Igreja Católica Apostólica Romana

Alerta aos católicos: Uma nova doutrina está sendo semeada no meio do povo de Deus. É o famoso lobo vestido de pele de ovelhas. E ele tem um nome: Igreja Católica Apostólica Carismática. Esses dias eu recebi um panfleto na minha residência avisando de uma missa celebrada por um cidadão que se denomina padre e ordenado por outro cidadão que se intitula bispo. Coisa estranha. Engraçado que quando perguntei aos panfleteiros se eles eram ligados a Igreja Católica Apostólica Romana eles disseram que todos os católicos eram bem-vindos. Sairam pela tangente.

Eis o folheto recebido: Convite para uma missa onde o Bispo em nada parece com Dom Ercílio Turco, Bispo da Diocese de Osasco.

Não escreveria sobre essa doutrina aqui, senão percebesse ai uma má fé: Denominar-se Igreja Católica Apostólica sem a devida diferenciação entre as igrejas, podendo alguns católicos, por serem menos esclarecidos na fé, vir a se deixar levar pelo nome “parecido”. Esclareço: O episódio dos panfletos foi um tanto estranho. Ainda que a ICAC ensine em seus templos as diferenças, os panfleteiros foram um tanto ambíguos.

Por isso, baseado em informações dos sites dos padres da tal igreja, resolvi escrever para alertar os irmãos menos esclarecidos na fé. Depois se desejarem, veja nestes links os pronunciamentos oficiais dos bispos da Diocese de Osasco e da Diocese de Santos sobre elas.

Na pesquisa efetuada, não consta uma data de fundação da tal igreja ou seita. Portanto não temos como saber quando começaram as suas atividades. Solicitei a procuradoria da ICAC um institucional sobre a mesma para conhecer sua doutrina. Mas até então o que conheci foi através de informações encontradas nos blogs e sites dos “padres” da mesma. Existe um homem intitulado bispo, chamado Dom Euclides Nunes, todavia não sabemos quem o ordenou e quando. Todos nós católicos sabemos que bispo para se tornar “bispo”, precisa ser ordenado por outro bispo já ordenado e ligado a Igreja Católica Apostólica Romana. Ninguém pode chamar-se de bispo. Dom Euclides Nunes não faz parte da Sucessão Apostólica de Pedro. Ele não é bispo de nenhuma Diocese da Igreja Católica Apostólica Romana. Portanto nenhum padre ordenado por ele pode consagrar o pão e o vinho.

A ICAC (Sigla da Igreja Católica Apostólica Carismática) tem como preceitos:

1 – Não possui os sete sacramentos da Igreja Católica Apostólica Romana. Para eles o Matrimônio pode ser recebido mais de uma vez e a confissão não é sacramento. Por isso os fiéis desta seita, segundo eles, não precisam confessar seus pecados aos padres. Segundo o site de um dos pseudos-padres da Igreja:

“A missão de um padre é pregar o Evangelho, aconselhar e rezar pelo povo e não ficar ouvindo pecados.”

Isso difere da Doutrina da Igreja Católica Apostólica Romana, que ensina o que o próprio Cristo ordenou:

Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos. (São João 20,23)

2 – Não existe a lei do celibato. Para eles, o bispo, padre ou diácono pode ser casado ou solteiro, ele decide qual o estado de vida.

3 – Segundo eles não existe purgatório e, portanto os mortos não precisam de oração. Isso contraria a fé católica da Comunhão dos Santos. Se quiser saber mais sobre isso clique aqui!

4 – Para eles, o Papa não é tido como o Chefe (Visível) supremo da Igreja. Para eles o Papa é um primus inter pares – primeiro entre os iguais, é apenas o bispo de Roma e tem um “peso” igual ao bispo deles.

5 – Segundo a ICAC o aborto é repreensível, embora admitido quando a gestante possa ter sua vida posta gravemente em risco. Ou seja, para eles o pecado do aborto pode não ser pecado. A Igreja Católica Apostólica Romana é contra todo tipo de morte, incluindo o aborto.

6 – Métodos anticoncepcionais para a ICAC são permitidos. É uma decisão do casal acabar com a possibilidade de fecundação ou não. Para eles isso não é pecado. Não há qualquer pronunciamento da seita a respeito. Eles não tem um posicionamento definido. Ou seja, quem cala consente.

7- A Igreja Católica Apostólica Romana não realiza, a não ser em casos especiais, batizados, casamentos e crismas fora das igrejas e espaços normalmente destinados ao culto e às celebrações sagradas, como, por exemplo, chácaras, buffets e outros locais. Já a ICAB realiza casamento em qualquer lugar, porém o seu sacramento não é válido para a Fé Católica Apostólica Romana.

Ah, e tem mais coisa! Embora ela tenha o nome de “carismática”, ela não tem nenhum vínculo com a RCC (Renovação Carismática Católica), que um movimento que está dentro da Igreja Católica Apostólica Romana e lhe é obediente. O nome é também para confundir os fiéis. Fique esperto!

Esta não é a primeira e nem a última vez que termos parecidos com os da Igreja Católica aparecem causando confusão entre os católicos. Dentro das seitas protestantes já é normal vermos seus líderes se autodenominando “bispos”, “bispas” e “apóstolos”, e alguns deles chegando a usar o “clerygman” em suas aparições televisivas.

Estamos em um tempo onde a cada dia surgem novas seitas querendo afastar o povo de Deus do verdadeiro caminho. Fiquemos atentos! Abaixo, cito os nomes dos bispos das dioceses católicas apostólicas romanas da província eclesiástica de São Paulo. Se não constam nesta lista, fique esperto! Alguma coisa de errado tem!

  • Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano de São Paulo
  • Dom Tomé Ferreira da Silva, bispo auxiliar de São Paulo
  • Dom Tarcísio Scaramussa, bispo auxiliar de São Paulo
  • Dom Edmar Peron, bispo auxiliar de São Paulo
  • Dom Milton Kenan Júnior, bispo auxiliar de São Paulo
  • Dom Júlio Endi Akamine, bispo auxiliar de São Paulo
  • Dom Ercílio Turco, bispo de Osasco
  • Dom Fernando Antônio Figueiredo, bispo de Santo Amaro
  • Dom Nelson Westrupp, bispo de Santo André
  • Dom Jacyr Francisco Braido, bispo de Santos
  • Dom Joaquim Justino Carreira, bispo nomeado de Guarulhos
  • Dom Luiz Antônio Guedes, bispo de Campo Limpo
  • Dom Airton José dos Santos, bispo de Mogi das Cruzes
  • Dom Manuel Parrado Carral, bispo de São Miguel Paulista
  • Dom Vartan Waldir Boghossian, bispo do exarcado armênio, para os católicos apostólicos romanos de rito armênio residentes no Brasil
  • Dom Farès Maakaroun, bispo da eparquia Nossa Senhora do Paraíso, dos católicos apostólicos romanos de rito greco-melquita
  • Dom Edgard Madi, bispo da eparquia Nossa Senhora do Líbano, dos católicos apostólicos romanos de rito maronita.
Obs.: Depois de trocar alguns e-mails com a procuradoria da ICAC, resolvi atualizar o texto, moderando o linguajar. Acredito que o importante é esclarecer as diferenças para que ninguém seja induzido a uma fé diferente da que professa. Ainda falaremos mais sobre este fato. Peço desculpas se exagerei no peso das palavras. Mas a intenção de mostrar a verdade continua a mesma.

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Evangelho do Dia:: Dar também a outra face

Imagem: Jornal Insólito (http://jornaldoinsolito.blogspot.com.br)

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: Ouvistes o que foi dito: Olho por olho e dente por dente. Eu, porém, digo-vos: Não oponhais resistência ao mau. Mas, se alguém te bater na face direita, oferece-lhe também a outra. Se alguém quiser litigar contigo para te tirar a túnica, dá-lhe também a capa. E se alguém te obrigar a acompanhá-lo durante uma milha, caminha com ele duas. Dá-a quem te pede e não voltes as costas a quem te pedir emprestado. (Mt 5,38-42)

Comentário feito por São Cipriano (c. 200-258), bispo de Cartago e mártir

Suportai-vos uns aos outros no amor, esforçando-vos por manter a unidade do espírito mediante o vínculo da paz (Ef 4,2). Não é possível manter a unidade e a paz, se os irmãos não se encorajarem uns aos outros para o apoio mútuo, mantendo um bom entendimento graças à paciência. […]

Perdoar ao irmão que nos ofende, não só setenta vezes sete vezes, mas todas as faltas, amar os inimigos, rezar pelos adversários e pelos perseguidores (Mt 5,39.44; 18,22) – como chegar aí se não formos firmes na paciência e na benevolência? É o que vemos em Estêvão […]: em vez de pedir a vingança, pediu o perdão para os seus carrascos, dizendo: Senhor, não lhes imputes este pecado (Ac 7,60). Eis o que fez o primeiro mártir de Cristo […], que se tornou, não só pregador da Paixão do Senhor, mas também imitador da Sua paciente doçura.

Que dizer da cólera, da discórdia, da rivalidade? Que não têm lugar entre os cristãos. A paciência deve preencher o seu coração; nele não se encontrará nenhum destes males. […] O apóstolo Paulo avisa-nos: Não entristeçais o Espírito Santo de Deus […]: fazei desaparecer da vossa vida tudo o que é amargura, raiva, cólera, gritos ou insultos (Ef 4,30-31). Se o cristão foge dos assaltos da nossa natureza caída como de um mar em fúria, e se estabelece no porto de Cristo, na paz e na calma, não deve admitir no seu coração nem a cólera nem a desordem. Não lhe é permitido pagar o mal com o mal (Rm 12,17), nem conceber o ódio.

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Saiba mais sobre a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus

Do Evangelho Quotidiano

O culto à humanidade de Cristo e ao Seu Coração sempre existiu na Igreja. Porém a partir das revelações privadas a Santa Margarida Maria Alacoque (1673-75), este culto foi bastante divulgado entre os cristãos, fazendo com que os mesmos tivessem uma consciência mais viva do mistério do amor de Cristo.

A devoção ao Sagrado Coração de Jesus foi reconhecida pela Igreja cerca de um século mais tarde: em 1765, Clemente XIII aprovou a Solenidade do Sagrado Coração e, em 1856, Pio IX inseriu-a no calendário da Igreja universal.

A devoção ao Coração de Jesus foi “um meio providencial” pra a renovação da vida cristã. Com efeito, certas doutrinas tinham desfigurado uma das verdades essenciais ao cristianismo – o amor de Deus para com todos os homens. Pela devoção ao Sagrado Coração, o Povo de Deus reagiu “contra uma concepção demasiado rigorista das relações entre Deus e o homem – concepção que, levada às últimas consequências, seria o renascer da ideia pagã de um Deus vingador e, portanto, a anulação da história da salvação e da incessante misericórdia divina” (Thierry Maertens).

Levando-nos a amar a Cristo e a compartilhar do Seu amor pelo Pai e pelos homens, a devoção ao Coração de Jesus leva-nos também a promover aquela solidariedade universal que é uma exigência da fraternidade. O mistério do Coração de Cristo torna-se, assim, o caminho para a plena libertação do homem, libertação tantas vezes procurada através de caminhos que só conduzem à degradação da mesma dignidade humana.

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Evangelho do Dia:: E brotaram sangue e água do seu peito

Do Evangelho Quotidiano

Por ser a Preparação da Páscoa, e para evitar que no sábado ficassem os corpos na cruz, porque aquele sábado era um dia muito solene, os judeus pediram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados. Os soldados foram e quebraram as pernas ao primeiro e também ao outro que tinha sido crucificado juntamente. Mas, ao chegarem a Jesus, vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas. Porém, um dos soldados traspassou-lhe o peito com uma lança e logo brotou sangue e água. Aquele que viu estas coisas é que dá testemunho delas e o seu testemunho é verdadeiro. E ele bem sabe que diz a verdade, para vós crerdes também. É que isto aconteceu para se cumprir a Escritura, que diz: Não se lhe quebrará nenhum osso. E também outro passo da Escritura diz: Hão-de olhar para aquele que transpassaram. (Jo 19,31-37)

Comentário feito por São Columbano (563-615), monge

Irmãos, sigamos o nosso chamamento: somos chamados pela Vida à fonte da vida; esta fonte não é apenas fonte de água viva (Jo 4,10), mas da vida eterna, fonte de luz e de claridade. Com efeito, dela vêm todas as coisas: sabedoria, vida e luz eterna. […] Senhor, és Tu mesmo esta fonte, sempre e para sempre desejável, e da qual nos é sempre permitido e sempre necessário aurir. Dá-nos sempre, Senhor Jesus, desta água para que, também em nós, ela se torne uma fonte de água a jorrar para a vida eterna (Jo 4,15.14). É verdade: peço-Te demasiado, como negá-lo? Mas Tu, Rei da glória, sabes dar grandes coisas e Tu mesmo as prometeste. Nada é maior do que Tu e é a Ti próprio que nos dás, foste Tu que Te deste por nós.

É por isso que é a Ti que pedimos […] porque não queremos receber senão a Ti mesmo. Tu és o nosso tudo: a nossa vida, a nossa luz e a nossa salvação, a nossa comida e a nossa bebida, o nosso Deus. Inspira os nossos corações, suplico-Te, ó Jesus nosso; pelo sopro do Teu Espírito, abençoa as nossas almas com o Teu amor, para que cada um de nós possa dizer com verdade: Vistes Aquele que o meu coração ama? (Ct 3,3), porque foi com o Teu amor que fui ferido.

Desejo que essas feridas estejam em mim Senhor. Feliz da alma a quem o amor assim fere ─ a alma que procura a fonte, a que bebe e que, no entanto, não cessa de ter sempre sede, mesmo bebendo, nem de ir sempre em busca dela pelo seu desejo, nem de sempre beber, na sua sede. É assim que ela sempre busca amando, pois encontra a cura na sua própria ferida.

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Virgindade Perpétua de Maria:: Escritos de São Jerônimo – Capítulos 13 e 14

Capítulo XIII

A última proposição de Helvídio era esta, e era o que ele queria demonstrar quando tratou dos primogênitos, afirmando que são citados nos Evangelhos os irmãos de Jesus. Por exemplo: “Ora, sua mãe e seus irmãos permaneciam procurando falar com Ele”. E em outro lugar: “Depois disso Ele foi para Cafarnaum, com sua mãe e seus irmãos”. E de novo: “Seus irmãos então lhe disseram: ‘Parte daqui e vai para a Judéia, porque teus discípulos podem também testemunhar as obras que fazes. Porque ninguém faz nada em segredo, mas procura ser conhecido abertamente. Se realizas tais coisas, manifesta-te ao mundo”. E João acrescenta: “Porque mesmo seus irmãos não acreditavam nele”.

Também Marcos e Mateus: “E indo à sua própria terra, ensinava em suas sinagogas, tanto que [sua gente] ficava atônita e dizia: ‘De onde tirou este homem tal sabedoria e miraculosas obras? Não é o filho do carpinteiro. Não é sua mãe chamada Maria e seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? E suas irmãs não moram conosco?'”. Lucas, também, nos Atos dos Apóstolos relata: “Todos aqueles com um só propósito continuaram firmes na oração, com as mulheres e Maria, a mãe de Jesus, e com seus irmãos”.

Paulo, o Apóstolo, também uma vez esteve com eles, e testemunha sua precisão histórica: “E cresci pela revelação, mas não vi os outros apóstolos, a não ser Pedro e Tiago, o irmão do Senhor”. E de novo, em outro lugar: “Não temos o direito de comer e beber? Não temos o direito de trabalhar com as viúvas, assim como o resto dos Apóstolos, os irmãos do Senhor e Pedro?”

E, por medo, ninguém aceitou o testemunho dos judeus, pois foi de sua boca que ouvimos o nome de Seus irmãos, mas mantivemos que seus conterrâneos ficaram decepcionados com esse mesmo erro a respeito dos irmãos pelo qual [os judeus] passaram a acreditar sobre o pai, Helvídio profere uma dura observação de advertência e grita: “Os mesmos nomes estão repetidos pelos Evangelistas em outro lugar e as mesmas pessoas são ali irmãos do Senhor e filhos de Maria”.

Mateus diz: “E muitas mulheres estavam ali (sem dúvida ao pé da cruz do Senhor), observando de alguma distância, e elas tinham seguido Jesus desde a Galiléia, ajudando-o, entre as quais estava Maria Madalena, Maria a mãe de Tiago menor e de José, e Salomé”; e no mesmo lugar, logo depois: “E muitas outras mulheres que subiram com Ele a Jerusalém”.

Lucas também diz: “Ali estavam Maria Madalena e Joana, e Maria, a mãe de Tiago, e as outras mulheres com elas”.

Capítulo XIV

Minha razão para repetir sempre a mesma coisa é para adverti-lo para não fazer uma falsa afirmação, divulgando que eu deixei de lado tais passagens, como propícias a você, e que essa interpretação foi desfigurada e desfeita não pela evidência da Escritura, mas por argumentos evasivos.

 “Observe:” – diz ele – “Tiago e José são filhos de Maria, e são as mesmas pessoas que são chamadas irmãos pelos judeus. Note que Maria é a mãe de Tiago o menor e de José. E Tiago é chamado o menor para distingui-lo de Tiago o maior que era filho de Zebedeu, como Marcos afirma em outro lugar; E Maria Madalena e Maria a mãe de José estavam onde ele (=Jesus) fora colocado. E quando passou o Sábado, elas compraram essências para irem ungi-lo”. E, como era de se esperar, ele diz: “Quão pobre e ímpia visão temos de Maria, se afirmamos que quando outras mulheres estavam ocupadas com o sepultamento de Jesus, ela, Sua mãe, estava ausente; ou se inventamos alguma outra Maria; e tudo o mais porque o Evangelho de São João testemunha que ela estava ali presente, quando o Senhor, do alto da cruz a recomendou como Sua mãe, agora uma viúva, aos cuidados de João. Ou deveríamos supor que o Evangelista caiu em tamanho erro e nos induziu a tamanho erro, chamando Maria a mãe daqueles que eram conhecidos dos judeus como irmãos de Jesus?”

Veja Também:: Capítulos 1 e 2 | Capítulos 3 e 4 | Capítulo 5 e 6 | Capítulos 7 e 8| Capítulos 9 e 10 | Capítulos 11 e 12 |

( Tradução: José Fernandes Vidal e Carlos Martins Nabeto – Central de Obras do Cristianismo Primitivo)

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