Evangelho do Dia:: O Bem aventurado João Paulo II nos explica o que é o pecado contra o Espírito Santo

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, Jesus chegou a casa com os seus discípulos. E de novo a multidão acorreu, de tal maneira que nem podiam comer. E quando os seus familiares ouviram isto, saíram a ter mão nele, pois diziam: Está fora de si! E os doutores da Lei, que tinham descido de Jerusalém, afirmavam: Ele tem Belzebu! E ainda: É pelo chefe dos demónios que expulsa os demónios. Então, Jesus chamou-os e disse-lhes em parábolas: Como pode Satanás expulsar Satanás? Se um reino se dividir contra si mesmo, tal reino não pode perdurar; e se uma família se dividir contra si mesma, essa família não pode subsistir. Se, portanto, Satanás se levanta contra si próprio, está dividido e não poderá subsistir; é o seu fim. Ninguém consegue entrar em casa de um homem forte e roubar-lhe os bens sem primeiro o amarrar; só depois poderá saquear-lhe a casa. Em verdade vos digo: todos os pecados e todas as blasfémias que proferirem os filhos dos homens, tudo lhes será perdoado; mas, quem blasfemar contra o Espírito Santo, nunca mais terá perdão: é réu de pecado eterno. Disse-lhes isto porque eles afirmavam: Tem um espírito maligno. Nisto chegam sua mãe e seus irmãos que, ficando do lado de fora, o mandam chamar. A multidão estava sentada em volta dele, quando lhe disseram: Estão lá fora a tua mãe e os teus irmãos que te procuram. Ele respondeu: Quem são minha mãe e meus irmãos? E, percorrendo com o olhar os que estavam sentados à volta dele, disse: Aí estão minha mãe e meus irmãos. Aquele que fizer a vontade de Deus, esse é que é meu irmão, minha irmã e minha mãe. (Mc 3,20-35)

Comentário feito pelo Bem-Aventurado João Paulo II

Por que razão é a blasfêmia contra o Espírito Santo imperdoável? Em que sentido devemos entender esta blasfêmia? São Tomás de Aquino responde que se trata de um pecado imperdoável pela sua própria natureza, porque exclui aqueles elementos graças aos quais é concedida a remissão dos pecados. Segundo tal exegese, a blasfêmia não consiste propriamente em ofender o Espírito Santo com palavras; consiste, antes, na recusa de aceitar a salvação que Deus oferece ao homem mediante o mesmo Espírito Santo, que age em virtude do sacrifício da Cruz. Se o homem rejeita este deixar-se convencer quanto ao pecado, que provém do Espírito Santo e tem carácter salvífico, rejeita contemporaneamente a vinda do Consolador: aquela vinda que se efetuou no mistério da Páscoa, em união com o poder redentor do Sangue de Cristo, o Sangue que purifica a consciência das obras mortas.

Sabemos que o fruto desta purificação é a remissão dos pecados. Por conseguinte, quem rejeita o Espírito e o Sangue permanece nas obras mortas, no pecado. E a blasfêmia contra o Espírito Santo consiste exactamente na recusa radical desta remissão de que Ele é o dispensador íntimo, e que pressupõe a conversão verdadeira, por Ele operada na consciência. Se Jesus diz que o pecado contra o Espírito Santo não pode ser perdoado, nem nesta vida nem na futura, é porque esta não-remissão está ligada, como à sua causa, à não-penitência, isto é, à recusa radical da conversão.

A blasfêmia contra o Espírito Santo é o pecado cometido pelo homem, que reivindica o seu pretenso direito de perseverar no mal — em qualquer pecado — e recusa por isso mesmo a Redenção. O homem fica fechado no pecado, tornando impossível da sua parte a própria conversão e também, consequentemente, a remissão dos pecados, que considera não essencial ou não importante para a sua vida. É uma situação de ruína espiritual, porque a blasfêmia contra o Espírito Santo não permite ao homem sair da prisão em que ele próprio se fechou.

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Congresso dissidente no Brasil promove teologia contrária à doutrina católica

Você lembra da Legião do Mal do desenho Super Amigos?

Quando eu era pequeno, costumava assistir um desenho da Liga da Justiça, onde os Super-Heróis como Superman e Batman, se uniam para enfrentar a Legião do Mal, comandada por Lex Luthor, Coringa, Charada, Homem Brinquedo e muitos outros. Estes bandidos tinham uma espécie de nave que emergia de um tenebroso pântano e lá eles se reuniam para planejar o próximo plano fatal para dominar o mundo.

Essa foi a imagem que tive tão logo saber da notícia que vou descrever agora: Dos dias 7 a 11 de outubro, teólogos e pensadores sancionados pela Igreja por espalhar ideias contrárias a doutrina católica irão se reunir para participar de um congresso que deseja equiparar o Concílio Vaticano II a famigerada teologia (marxista) da libertação. Sente só o tema: Aos 50 anos do Vaticano II e 40 anos da Teologia Latino-americana e Caribenha”.

Eis a escalação da Legião do Mal

Agora vamos a apresentação dos organizadores, palestrantes e afiliados:

Pontifícia Universidade Javeriana da Colômbia – que há poucos dias apoiou a adoção de crianças por casais homossexuais.

Grupo de pressão Amerindia e a agência informativa de cunho marxista Adital – Tem entre seus colunistas o frade dominicano brasileiro Carlos Alberto Libânio Christo, mais conhecido como “Frei Betto”, que promove a despenalização do aborto.

Andrés Torre Queiruga – Teólogo cujas obras foram recentemente consideradas incompatíveis com a doutrina da Igreja pela Conferência Episcopal Espanhola.

Leonardo Boff – Considerado um dos principais promotores da teologia marxista da liberação, quem na década de 90 abandonou o sacerdócio, casou-se, e se afastou da Igreja Católica para converter-se em “ecoteólogo de matriz católica” dedicado a escrever livros de ecologia e “espiritualidade”.

Jon Sobrino – sacerdote jesuíta e líder entre os teólogos marxistas, também se apresentará no congresso latino-americano apesar da suas idéias “não estarem de acordo com a doutrina da Igreja”, como opinou a Congregação para a Doutrina da Fé no ano 2007 através de uma notificação oficial.

O Bispo de Jales (SP), Dom Luiz Demétrio Valentini – Conhecido por suas posturas favoráveis à teologia marxista da libertação. Este bispo causou repúdio dos católicos em abril deste ano ao dar uma palestra em uma loja maçônica e anteriormente por ter criticado Dom Luiz Gonzaga Bergozini, bispo emérito de Guarulhos, por ter defendido o direito à vida contra o aborto durante toda a campanha presidencial de 2010.

María del Pilar Aquino – Teóloga que qualificou o pontificado do hoje Beato Papa João Paulo II como autoritário, centralista, conservador e imperialista, dará uma exposição sobre “Teologia e Espiritualidade libertadora”.

Víctor Codina – O jesuíta espanhol e radicado na Bolívia que em um escrito considerou a Igreja Católica como uma velha míope, surda e com Alzheimer, dará a conferência “As Igrejas no Continente 50 anos depois do Vaticano II: questões pendentes”.

Raúl Fornet Betancourt – Filósofo que sustenta que para a realização da “opção pelos pobres” difundida pelos teólogos marxistas da libertação é necessária uma opção “por outro mundo, e por outra Igreja e por outro cristianismo”, participará do congresso com a exposição “Novos sujeitos e interculturalidade”.

A conferência aberta será dada pelo sacerdote Gustavo Gutiérrez, teólogo peruano considerado o pai da teologia marxista da liberação, no dia 9 de outubro.

O congresso, apesar de seu suposto caráter religioso, não prevê a celebração de Missa em nenhum dos seus cinco dias, neles apenas serão realizados “momentos de espiritualidade”, os quais estão baseados em temáticas como a entronização da Bíblia, o ecumênico e o indígena.

Agora pense comigo: Parece ou não parece a Legião do Mal que se reunia no pântano tenebroso para acabar com a Liga da Justiça? Eu particularmente prefiro a dos desenhos. Me causava menos medo!

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