As Sagradas Escrituras – Segundo livro da série Dominus Vobiscum

Graças a Deus consegui nesta semana publicar o segundo livro da série Dominus Vobiscum. Neste segundo volume vamos conversar sobre as Sagradas Escrituras ou simplesmente a Bíblia. A idéia aqui é mostrar aos católicos o que é a Palavra de Deus como nós devemos tratar a Bíblia.

É um livro para aqueles que estão começando a conhecer a fé católica, para evangelizadores e catequistas em geral, e sobretudo para os católicos que desejam conhecer a posição da Igreja com relação a mesma.

Eis a sinopse do livro:

Todos os católicos são chamados a se alimentar assiduamente da Palavra de Deus, buscando nela um crescimento da sua fé e respostas as suas dúvidas. Porém para que isso realmente aconteça, é necessário saber o que ela é, e o que ela representa para nós católicos.

Este livro fala da Bíblia de um modo diferente. Quer mostrar ao leitor católico como a Igreja vê a palavra de Deus e como fazer um bom uso dela, inclusive nos momentos individuais de espiritualidade.

Mergulhe no Universo da Palavra de Deus, que junto com a Tradição Apostólica e o Magistério da Igreja, constitui o “trio” que mostra ao povo de Deus a vontade de Senhor para nós!

Este livro tem o prefácio escrito pelo querido amigo Carlos Martins Nabeto, um dos pioneiros na defesa da Fé Católica pela internet (que para mim foi um misto de honra e alegria). A correção ortográfica ficou por conta da amiga Mônica Jesus.

Outra novidade deste volume, é que os momentos de oração ao término de cada capítulo serão baseados no livro dos Salmos, para que o leitor comece a rezar a Santa Igreja o faz.

Assim como o primeiro livro, As Sagradas Escrituras só pode ser comprado pela internet. Convido você a conferir a página do livro e deixar lá o seu recado de apoio, e se puder, adquirir um exemplar.

Agradeço ao Senhor Jesus por mais este material de evangelização que chega a mão dos leitores. Que Nossa Senhora e todos os padroeiros do blog possam abençoar a todos que desejarem através deste livro, conhecer mais da palavra de Deus.

Para adquirir o livro As Sagradas Escrituras clique aqui

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Virgindade Perpétua de Maria:: Escritos de São Jerônimo – Capítulos 11 e 12

Ainda estudando a Carta de São Jerônimo contra Helvídio, vamos ler agora o que ele fala sobre a expressão “até que” e sobre o fato de vermos na Bíblia a palavra “primogênito”.

Capítulo XI

Darei agora uma resposta mais ampla a respeito das palavras “antes que coabitassem” e “não a conheceu até que deu à luz a um filho”. Mas devo observar primeiro que a minha resposta segue a ordem do argumento dele até o terceiro ponto, pois ele dirá que Maria teve outros filhos quando cita a passagem: “E José se dirigiu até a cidade de Davi, para se inscrever com Maria, sua noiva, que estava grávida. Enquanto lá estavam, completaram-se os dias para o parto e ela deu à luz ao seu filho primogênito”. Esforça-se, assim, para provar que o termo “primogênito” só pode ser aplicado a uma pessoa que teve outros irmãos e que, no caso, seriam filhos de seus pais.

Capítulo XII

Nossa posição é esta: todo filho único é primogênito mas nem todo primogênito é filho único. Por primogênito entendemos não apenas aquele que pode ser sucedido por outros, mas aquele que não teve predecessor. Assim diz o Senhor a Abraão: “Todo aquele que abrir o útero, de toda a carne, será oferecido ao Senhor; tanto de homens como de animais, será teu. Contudo, os primogênitos dos homens deverão ser resgatados; também os primogênitos dos animais impuros resgatarás”.

A palavra de Deus define “primogênito” como todo aquele que abriu o útero. Ora, se o título pertence apenas àqueles que têm irmãos mais jovens, então os sacerdotes não poderiam reivindicar o primogênito até que outros sucessores nascessem, pois, caso contrário, isto é, se não houvesse outros partos, seria necessário provar o estado de primogênito e não simplesmente o de filho único.

“E aqueles que devem ser resgatados com um mês de idade, devem ser resgatados , de acordo com tua estimativa por cinco siclos [de moedas], além do siclo do santuário. Mas o primogênito de um boi ou de uma ovelha ou de uma cabra, não deverás resgatar; eles são sagrados”. A palavra de Deus me compele a dedicar a Deus o que quer que abra o útero se for o primogênito de animais puros; se de animais impuros, devo resgatá-lo, dando o valor devido ao sacerdote.

Poderia replicar: Por que me sujeitais ao curto espaço de um mês? Por que falais do primogênito, quando não posso dizer que há irmãos que irão nascer? Esperai até que nasça o segundo filho.

Não explico nada ao sacerdote, como se apenas o nascimento do segundo desse ao primeiro que tive a condição de primogênito. Não deveria, ao pé da letra, chamar-me e convencer-me de louco, se em vez de declarar que primogênito é um título devido àquele que rompe o útero, pretendesse restringir essa condição àqueles que após terão irmãos? Então, tomando o caso de João: estamos de acordo que ele foi filho único; eu precisaria saber se ele não foi também filho primogênito, e se não foi absolutamente sujeito à lei. Não há dúvidas quanto a isso.

À toda hora a Escritura assim fala do Salvador: “E quando chegou o dia de sua purificação, de acordo com a lei de Moisés, eles o levaram a Jerusalém para apresentá-lo ao Senhor [como está prescrito na lei do Senhor, todo macho que abre o útero deve ser consagrado ao Senhor] e para oferecer em sacrifício de acordo com o que é prescrito na lei do Senhor, um par de rolinhas ou duas pombas novas”. Se esta lei se refere somente aos primogênitos, e esses deveriam ser os primogênitos com irmãos sucessores, ninguém seria obrigado pela lei se não pudesse afirmar que houve sucessores. Mas visto que, como aquele que não tem irmãos mais novos, é sujeito à lei do primogênito, deduzimos que é chamado primogênito aquele que abre o útero da mãe e que não foi precedido por ninguém, e não aquele cujo nascimento foi seguido por outro de irmão mais novo.

Moisés escreve no Êxodo: “E acontecerá ao passar da meia-noite que o Senhor ferirá todos os primogênitos das terras do Egito, desde o primogênito do Faraó que reina em seu trono até os primogênitos dos cativos que estiverem nas prisões; e todos os primogênitos do acampamento”. Diga-me: eram os que pereceram pelas mãos do Exterminador somente seus primogênitos, ou alguém mais, ou seja, os filhos únicos? Se somente aqueles que tinham irmãos eram chamados primogênitos, somente os filhos únicos escaparam da morte. E se, de fato, os filhos únicos foram trucidados, isso se opõe à sentença pronunciada, porque nascidos para morrer eram somente os primogênitos. Você deverá ou livrar os filhos únicos da pena, e nesse caso, se tornará ridículo; ou, se concorda que eles foram mortos, ganhamos a questão, embora não tenhamos de lhe agradecer isso, porque os filhos únicos eram também primogênitos.

Veja Também:: Capítulos 1 e 2 | Capítulos 3 e 4 | Capítulo 5 e 6 | Capítulos 7 e 8| Capítulos 9 e 10

( Tradução: José Fernandes Vidal e Carlos Martins Nabeto – Central de Obras do Cristianismo Primitivo)

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