Cenáculo de Nossa Senhora da Visitação retorna as suas atividades

Depois um tempo de paralisação em virtude do meu casamento, retomamos hoje o Cenáculo de Nossa Senhora da Visitação. Para quem não conhece este apostolado, um breve relato: Desde novembro de 2011, com a autorização do Pároco da Santa Isabel – Padre Henrique, começamos a levar aos lares da nossa comunidade a imagem de Nossa Senhora da Visitação Peregrina. A visita começa com a recitação do Santo Terço. Durante uma semana, a imagem permanece junto àquela família, que se compromete a rezar com a imagem.

Pois bem, nessa retomada do Cenáculo tive a alegria de acolher a imagem em minha casa. Preparamos uma mesinha para Nossa Senhora da Visitação. Alguns amigos vieram rezar o terço conosco. Cada um com sua história, suas dores e alegrias foram depositando seus pedidos a Nossa Senhora que nos visitava.

A cada mistério, intercalávamos com uma música e ao final do terço partilhamos o evangelho de hoje e rezamos uns pelos outros. Para mim, foi uma noite alegre e especial. Estar com os irmãos pedindo a intercessão da Santíssima Virgem é um motivo de felicidade.

Aqueles que moram nas proximidades da Paróquia Santa Isabel e desejam receber a imagem em suas casas, entrem em contato conosco. Agendaremos a visita.

Que a Santíssima Virgem nos abençoe sempre! Veja mais algumas fotos.

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O Nome verdadeira da Igreja de Cristo

Do Site Veritatis Splendor

Algumas pessoas me perguntam qual era a Igreja, o ou nome da Igreja fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Sabemos que Nosso Senhor ao fundar a Igreja não lhe deu um nome, mas apenas a chamou de “minha Igreja ” (ecclesiam mean) (cf. Mt 16,18). Os Apóstolos e os primeiros cristãos sabiam que esta empresa de Cristo era para todo gênero humano. Não foi à toa que Cristo mandou pregrar o Evangelho à toda criatura (cf. Mt 28,19). Assim a Igreja de Cristo é a Igreja de todos, portanto Católica. O adjetivo “Católica” aplicado à Igreja deriva do adjetivo grego “katholiká” que significa geral, em oposição ao específico. Por isso a Igreja é Católica, porque é a Igreja de Todos e para todos.

O primeiro registro histórico do uso da expressão “Igreja Católica” (Ekklesia Katholiká) é ainda no início do segundo século. Santo Inácio de Antioquia ao escrever aos cristão de Esmirna – que estávam aos cuidados do Bispo Policarpo (discípulo pessoal de São João Apóstolo e Evangelista) – usa esta expressão:

“Onde quer que se apresente o Bispo, ali esteja também a comunidade, assim como a presença de Cristo Jesus nos assegura a presença da Igreja Católica” (Aos Esmirnenses 8,2).

A expessão “Igreja Católica” também é encontrada e outros escritos do séc II, como em outras cartas de Santo Inácio, “Martírio de Policarpo de Esmirna” e entre outros. Esta expressão foi consagrada durante o Concílio de Nicéia (325 DC), onde está escrito no credo “Creio na Igreja, Una, Santa, Católica e Apostólica” (Credo Niceno).

No entanto frente às crescentes heresias dos primeiros séculos foi necessário discernir que a Igreja além de Católica é também Apostólica. Os primeiros cristãos entendiam que somente nas Igreja que tinham origem na legítima sucessão dos apóstolos é que se conservava fielmente a Doutrina Apostólica. O Registro mais antigo desta ortodoxia também é do início do séc III:

“E quando, por nossa vez, os levamos [os hereges] à Tradição que vem dos apóstolos e que é conservada nas várias igrejas, pela sucessão dos presbíteros, então se opõe à Tradição, dizendo que, sendo eles mais sábios do que os presbíteros, não somente, mas até dos apóstolos, foram os únicos capazes de encontrar a pura verdade.” (Contra as Heresias, III,2,1, Santo Ireneu Bispo de Lião, + ou – 202 d.C)

“Portanto, a tradição dos apóstolos, que foi manifestada no mundo inteiro, pode ser descoberta e toda igreja por todos os que queiram ver a verdade. Poderíamos enumerar aqui os bispos que foram estabelecidos nas igrejas pelos apóstolos e seus sucessores até nós; e eles nunca ensinaram nem conheceram nada que se parecesse com o que essa gente [os hereges] vai delirando. […] Mas visto que seria coisa bastante longa elencar numa obrar como esta, as sucessões de todas as igrejas, limitar-nos-emos à maior e mais antiga e conhecida por todos, à igreja fundada e constituída em Roma, pelos dois gloriosíssimos apóstolos, Pedro e Paulo, e, indicando a sua tradição recebida dos apóstolos e a fé anunciada aos homens, que chegou até nós pelas sucessões dos bispos, refutaremos todos os que de alguma forma, quer por enfatuação ou vanglória, que por cegueira ou por doutrina errada, se reúnem prescindindo de qualquer legitimidade. Com efeito, deve necessariamente estar de acordo com ela, por causa da sua origem mais excelente, toda a igreja, isto é, os fiéis de todos os lugares, porque nela sempre foi conservada, de maneira especial, a tradição que deriva dos apóstolos.” (Contra as Heresias, III,3,1-2, Santo Ireneu Bispo de Lião, + ou – 202 d.C)

Assim a Igreja estabelecida por Cristo, fundamentada na confissão dos Apóstolos era identificada como Igreja Católica e Apostólica.

O registro mais antigo (creio eu) da expressão “Igreja Católica Apostólica Romana” é do Decreto Gelasiano, datado do final do século IV. Neste decreto o Papa Gelásio, além de confirmar o Cânon das Sagradas Escrituras – já estabelecidos nos sínodos de Hipona, Cartado e outros – confirma também a primazia da Igreja Romana sobre as demais Igrejas. Conforme vc mesmo viu no testemunho de Santo Ireneu, esta primazia não foi inventada por Gelásio, em por Constatino e nem pelo Papa Leão como pensam alguns.

Até o quarto século a Igreja Católica Apostólica Romana era comumente referida como a Igreja de Roma.

Autor: Alessandro Lima – Articulista do Site Veritatis Splendor

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