JMJ Rio 2013 lança o Manual de Inscrições de Peregrinos

Atenção, caros leitores do Blog Dominus Vobiscum:

A corrida para as inscrições da JMJ já começou e o Manual de Inscrições de Peregrinos (abaixo) foi publicado hoje no site rio2013.com . O link para as inscrições ainda não foi disponibilizado, mas logo estará no ar. Organize seu grupo, prepare o coração e vamos lá!

É hora de começar a organizar o grupo, preparar o coração e unir os amigos para embarcar juntos nesta ‘aventura da fé’. Dentro de pouco tempo as inscrições estarão abertas para a JMJ Rio2013 e você não poderá ficar fora dessa. A partir de hoje, 31 de julho, o Manual de Inscrições de Peregrinos poderá ser visto no item “Tire suas Dúvidas” no portal oficial: http://www.rio2013.com. Nele você terá todas as orientações necessárias para preparar da melhor forma o seu grupo.Segundo a diretora do Setor de Inscrições da JMJ Rio2013, Irmã Maria Shaiane Machado, o documento descreve o sistema de inscrição e ajudará o peregrino. As inscrições serão feitas em grupo por meio de um responsável (chamado de “responsável principal”). Além desse, haverá um “segundo responsável”. Para grupos mistos, preferencialmente um responsável masculino e um feminino. Os valores têm variações, tanto da modalidade dos pacotes (que poderão ou não incluir hospedagem e alimentação), quanto por classificação dos países. Para ajudar que peregrinos de países economicamente mais pobres possam participar das JMJs, eles são classificados nas classes A, B e C.

A classificação dos países e os tipos de pacotes definem os valores. Serão 21 tipos de pacotes com valores que variam de R$ 100,70 a R$ 577,60. Esses valores são válidos até 31 de janeiro de 2013, incluindo um desconto de 5%. Após esse período as variações são de R$ 106,00 a R$ 608,00.

Os grupos deverão ter até 50 peregrinos, incluindo os responsáveis. Grupos maiores deverão ser divididos em subgrupos de até 50 pessoas, que poderão estar vinculados entre si por um grupo principal. A vinculação entre os grupos não garante que todos ficarão juntos. A hospedagem oferecida pelo COL será por região linguística. Também outros fatores podem ser decisórios, como por exemplo, a distância dos pagamentos entre os grupos.

As inscrições serão realizadas exclusivamente online, através do portal oficial da Jornada – http://www.rio2013.com. “Incentivamos a todos a fazerem inscrições em grupo, que podem ser formados nas paróquias, comunidades, movimentos católicos, escolas, universidades”, diz irmã Shaiane.

Os candidatos ao voluntariado que não foram selecionados deverão fazer a inscrição como peregrinos.

A formação de grupos de peregrinos reforça um dos principais frutos da JMJ, a União. “Esse é um dos valores da Jornada Mundial da Juventude”, diz irmã Shaiane. “União faz parte da sua vida” é a primeira mensagem da JMJ para divulgar as inscrições, na campanha também lançada hoje. Venha para o Rio de Janeiro. Una-se a milhões de jovens do todo mundo rumo à JMJ Rio2013. (Artigo extraído do site rio2013.com)

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Virgindade Perpétua de Maria:: Escritos de São Jerônimo – Capítulo 18

Posto aqui mais um capítulo da Carta de São Jerônimo a Helvídio a respeito da Virgindade Perpétua da Virgem Maria. A idéia central desta capítulo é que nossas ações é para a Glória de Deus e não para nos envaidecer.

CAPÍTULO XVIII

Há coisa que, em sua extrema ignorância, você nunca leu e, portanto, você negligenciou toda a imensidade da Escritura e usou sua maldade para ultrajar a Virgem, como o homem da história que sendo desconhecido de todo mundo e achando que poderia tramar um mau ato pelo qual ganhasse renome, incendiou o templo de Diana; e quando ninguém revelou o ato sacrílego, diz-se que ele próprio apareceu e se proclamou como aquele que nele pusera fogo. Os administradores de Éfeso ficaram curiosos em saber o que o levara a agir de tal modo, quando então ele respondeu que se não tinha fama por boas obras, todos poderiam lhe dar crédito por uma má. A história grega relata o incidente.

Mas você fez pior. Você pôs fogo no templo do corpo do Senhor, você aviltou o santuário do Espírito Santo, do qual se propôs a fazer gerar um grupo de quatro irmãos e uma porção de irmãs. Numa palavra, juntando-se ao coro dos judeus, você diz: “Não é este o filho do carpinteiro Não é sua mãe chamada Maria? E seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? E suas irmãs não moram todas conosco?”. A palavra “todas” não seria usada se não houvesse um grande número delas. Rogo-te: diga-me quem, antes de você surgir, tinha conhecimento desta blasfêmia? Quem imaginou essa teoria digna de dois centavos? Você obteve seu propósito e se tornou notório por um crime. Pois eu mesmo que sou seu oponente, embora vivamos na mesma cidade, eu não o conheço como o autor disso, não sei se você é branco ou negro.

Omito as faltas de dicção que abundam em todos os livros que escreveu. Não digo nada sobre sua introdução absurda. Bons céus! Eu não procuro eloquência, embora você mesmo não a tenha; você contou para isso com a ajuda de seu irmão, Cratério. Eu não procuro graça e estilo, mas busco pureza de alma, porque entre cristãos é o maior dos solecismos e dos vícios de estilo fundamentar algo na palavra ou ação. Chego à conclusão de meu argumento. Concordarei com você em que eu não ganhei nada; e você se encontrará num dilema.

É claro que os irmãos de Nosso Senhor usaram o nome da mesma maneira como José era chamado seu pai: “Eu e teu pai te procurávamos preocupados”; foi Sua mãe que disse isso, não os judeus. O Evangelista relata que Seu pai e Sua mãe ficaram admirados com as coisas que se falavam a Seu respeito, e há uma passagem semelhante, que já citamos, na qual José e Maria são chamados Seus pais. Sabendo que você tem sido louco o bastante para se persuadir que os manuscritos gregos estão corrompidos, agora você talvez alegue a diversidade de interpretações.

Então procuro o Evangelho de João e ali está claramente escrito: “Filipe encontrou Natanael, e lhe disse, nós encontramos aquele de quem Moisés na lei, e os profetas escreveram, Jesus de Nazaré, o filho de José”. Você encontrará certamente isso em seu manuscrito. Agora me diga: como Jesus é filho de José quando está claro que Ele fora gerado pelo Espírito Santo? Era José seu verdadeiro pai? Obtuso como você é, não se aventurará a dizer isso. Era seu suposto pai? Se era, que a mesma regra que você aplica a José, seja aplicada àqueles que eram chamados irmãos, assim como você chama José de pai.

( Tradução: José Fernandes Vidal e Carlos Martins Nabeto – Central de Obras do Cristianismo Primitivo)

Veja Também:: Capítulos 1 e 2 | Capítulos 3 e 4 | Capítulo 5 e 6 | Capítulos 7 e 8|Capítulos 9 e 10 | Capítulos 11 e 12 | Capítulos 13 e 14 | Capítulo 15 | Capítulo 16 | Capítulo 17

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Santo do Dia: Santo Inácio de Loyola

Hoje celebramos um grande Santo que foi reconhecido como tendo uma alma maior que o mundo! Você conhece algum Santo ou é devoto e tem curiosidade de saber mais sobre ele? Deixa seu comentário para que possamos trazer até você histórias, curiosidades e muitos mais!

Santo Inácio de Loyola, rogai por nós!

Santo Inácio de Loyola

Inácio nasceu em Loyola na Espanha, no ano de 1491, e pertenceu a uma nobre e numerosa família religiosa (era o mais novo de doze irmãos), ao ponto de receber com 14 anos a tonsura, mas preferiu a carreira militar e assim como jovem valente entregou-se às ambições e às aventuras das armas e dos amores. Aconteceu que, durante a defesa do castelo de Pamplona, Inácio quebrou uma perna, precisando assim ficar paralisado por um tempo; desse mal Deus tirou o bem da sua conversão, já que depois de ler a vida de Jesus e alguns livros da vida dos santos concluiu: “São Francisco fez isso, pois eu tenho de fazer o mesmo. São Domingos fez isso, pois eu tenho também de o fazer”.

Realmente ele fez, como os santos o fizeram, e levou muitos a fazerem “tudo para a maior glória de Deus”, pois pendurou sua espada aos pés da imagem de Nossa Senhora de Montserrat, entregou-se à vida eremítica, na qual viveu seus “famosos” Exercícios Espirituais, e logo depois de estudar Filosofia e Teologia lançou os fundamentos da Companhia de Jesus. A instituição de Inácio iniciada em 1534 era algo novo e original, além de providencial para os tempos da Contra-Reforma. Ele mesmo esclarece: “O fim desta Companhia não é somente ocupar-se com a graça divina, da salvação e perfeição da alma própria, mas, com a mesma graça, esforçar-se intensamente por ajudar a salvação e perfeição da alma do próximo”.

Com Deus, Santo Inácio de Loyola conseguiu testemunhar sua paixão convertida, pois sua ambição única tornou-se a aventura do salvar almas e o seu amor a Jesus. Foi para o céu com 65 anos e lá intercede para que nós façamos o mesmo agora “com todo o coração, com toda a alma, com toda a vontade”, repetia.

Foi canonizado a 12 de Março de 1622 pelo Papa Gregório XV.

Em 1922, poucos meses após ser eleito papa, Pio XI declarou e constituiu Santo Inácio de Loyola “celestial Patrono de todos os Exercícios Espirituais e, por conseguinte, de todos os institutos, associações e congregações de qualquer classe que ajudam e atendem aos que praticam Exercícios Espirituais”.

Oração de Santo Inácio de Loyola:

Tomai Senhor, e recebei toda minha liberdade, a minha memória também. O meu entendimento e toda minha vontade. Tudo que tenho e possuo,Vós me destes com amor. Todos os dons que me destes, com gratidão vos devolvo: disponde deles, Senhor, segundo vossa vontade. Dai-me somente o vosso amor, vossa graça. Isto me basta, nada mais quero pedir.

Santo Inácio de Loyola, rogai por nós!

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Como são as atividades de uma Jornada Mundial da Juventude?

As JMJs mais solenes reúnem jovens de diversas dioceses do mundo em determinado país para, aproximadamente, duas semanas de atividades. Na primeira semana, ocorrem os “Dias nas Dioceses”, ou “Semana Missionária da JMJs”, durante os quais os jovens peregrinos se reúnem nas diversas dioceses do país sede. Na segunda semana, todos os jovens se concentram, na cidade sede do evento,para momentos celebrativos, catequeses, Eucaristia, Via-Sacra, atividades culturais, vigílias e encontros com o Papa. A JMJ é o momento máximo de “Cenáculo” da juventude católica mundial. Como Igreja jovem, nos reunimos ao redor de Jesus Cristo ressuscitado, não como uma massa disforme e passiva, mas como grupos organizados em suas diversas Igrejas locais. É o rosto jovem da Igreja de Jesus Cristo reunida nele, em multidão. Por esse motivo, a JMJ não é um evento fechado em si, nem se espera apenas dela a solução plena para a evangelização da juventude de um país ou de uma diocese. Ela se insere num processo mais amplo de evangelização, que inclui a organização de grupos nas diversas comunidades e o acompanhamento constante da juventude, a fim de que descubra em Jesus Cristo – o Caminho a Verdade e a Vida – com a ajuda da JMJ, mas também com os diversos encontros e atividades que acontecem, constantemente, nas bases, antes e depois da realização da jornada. A JMJ se insere no contexto das atividades permanentes (Texto retirado do subsídio Caminhando para a JMJ 2013 – adultos, das Edições CNBB).

Acompanhe aqui as notícias da semana:

O Santo Padre lembrou, no Angelus deste domingo, que dentro de um ano, precisamente neste período, será celebrada a JMJ na cidade do Rio do Janeiro, no Brasil.

“Trata-se de uma preciosa ocasião para tantos jovens experimentarem a alegria e a beleza de pertencer à Igreja e viverem a fé”.

Na presença dos peregrinos presentes em Castelgandolfo, Bento XVI afirmou:

“Aguardo com esperança este evento, e desejo animar e dar as graças aos organizadores, especialmente à Arquidiocese do Rio do Janeiro, por seu compromisso na preparação com vivacidade a acolhida de quão jovens de todo o mundo tomarão parte neste encontro eclesial tão importante” (Adaptado de ACI Digital, 29/07).

Assista ao pronunciamento do Papa Bento XVI:

Cardeal Rylko aos jovens brasileiros: “A Igreja conta com vocês!”

O Presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, Card. Stanislaw Rylko, enviou uma mensagem ao Núncio Apostólico no Brasil, Dom Giovanni d’Aniello, ao Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta e, de modo especial, aos jovens que participaram este final de semana do evento “Preparai o Caminho”, que marcou a contagem regressiva para a JMJ Rio 2013.

“A Igreja conta convosco! Possa desde já ecoar em vossos corações o mandato de Cristo expresso no tema da JMJ 2013: “Ide e fazei discípulos entre todas as nações!” (MT 28,19)” , escreve o Card. Rylko. Ele destaca a série de atividades está sendo realizada faltando um ano para este acontecimento “extraordinário”. Cita a divulgação da “Oração Oficial da Jornada”, ressaltando a Jornada Mundial da Juventude é uma peregrinação de fé e que a sua próxima edição realizar-se durante o “Ano da Fé”.

O Cardeal recorda o acolhimento, que “será fundamental”, assim como a ajuda e engajamento nos mais diversos serviços de preparação técnica, logística e pastoral à JMJ.

“Mais ainda, será sobretudo o vosso entusiasmo e a alegria da vossa fé, o vosso compromisso missionário que contagiarão os jovens vindos dos mais diversos países. A alegria é uma característica própria das JMJs. Se por um lado os jovens buscam a felicidade, de sua parte a Igreja pode oferecer o tesouro da Igreja autêntica, que nasce do encontro com Jesus.”
“Para vós, esta será uma grande oportunidade de crescer na fé e no amor pelo Senhor e pelo próximo.
Que o Cristo Redentor, do alto do Corcovado, abençoe-vos, bem como aos jovens do mundo inteiro. E que a Virgem de Aparecida vos cubra com o seu manto protetor”, assim se conclui a mensagem do Card. Rylko (Extraído de Rádio Vaticana, 30/07).

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Os justos resplandecerão como o Sol, no Reino do Pai

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, afastando-se das multidões, Jesus foi para casa. E os seus discípulos, aproximando-se dele, disseram-lhe: Explica-nos a parábola do joio no campo. Ele, respondendo, disse-lhes: Aquele que semeia a boa semente é o Filho do Homem; o campo é o mundo; a boa semente são os filhos do Reino; o joio são os filhos do maligno; o inimigo que a semeou é o diabo; a ceifa é o fim do mundo e os ceifeiros são os anjos. Assim, pois, como o joio é colhido e queimado no fogo, assim será no fim do mundo: o Filho do Homem enviará os seus anjos, que hão-de tirar do seu Reino todos os escandalosos e todos quantos praticam a iniquidade, e lançá-los na fornalha ardente; ali haverá choro e ranger de dentes. Então os justos resplandecerão como o Sol, no Reino de seu Pai. Aquele que tem ouvidos, ouça! (Mt 13,36-43)

Comentário feito por Santo Hilário (c. 315-367), bispo de Poitiers, doutor da Igreja

[Diz S. Paulo que] Cristo entregará o reino a Seu Pai (1Cor 15,24), não no sentido em que renunciará ao Seu poder entregando-Lhe o Seu Reino, mas no sentido em que o Reino de Deus seremos nós, assim que tivermos sido conformados à glória do Seu Corpo, constituídos Reino de Deus através da glorificação do Seu Corpo. E assim nos entregará ao Pai enquanto Reino, segundo diz o Evangelho: Vinde, benditos de Meu Pai! Recebei em herança o Reino que vos está preparado desde a criação do mundo (Mt 25,34).

E os justos resplandecerão como o Sol, no Reino de seu Pai porque o Filho colocará nas mãos de Deus aqueles que, sendo o Reino, para ele convidara, aqueles a quem foram prometidas as bem-aventuranças próprias deste mistério com estas palavras: Felizes os puros de coração, porque verão a Deus» (Mt 5,8). […] Serão estes quem, enviados a Seu pai como Seu Reino, verão a Deus.

O próprio Senhor dissera aos Apóstolos em que consistia este Reino: O Reino de Deus está no meio de vós (Lc 17,21). E se alguém inquirir quem é Aquele que entregará o Reino, preste atenção: Cristo ressuscitou dos mortos, como primícias dos que morreram. Porque, assim como por um homem veio a morte, também por um homem vem a ressurreição dos mortos (1Cor 15,20-21). Tudo isto diz respeito ao mistério do Corpo, uma vez que Cristo é o primeiro Ressuscitado dentre os mortos. […] Por isso [é que] Deus será tudo em todos (1 Cor 15,28), para o progresso da [nossa] humanidade assumida por Cristo.

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Série Espiritualidade: De como devemos suportar todas as coisas graves pela vida eterna

Do livro “Imitação de Cristo”

Jesus: Filho não te deixes quebrantar pelos trabalhos empreendidos por meu amor, nem desanimes nas tribulações; mas em tudo que te suceder, te consolem e fortifiquem minhas promessas. Sou assaz poderoso para te recompensar além de todo limite e medida. Não lidarás aqui muito tempo, nem sempre estarás acabrunhado de dores. Espera um pouco e verás em breve o fim de teus males. Hora virá em que cessará todo trabalho e inquietação. É de pouco valor e duração o que passa com o tempo.

Faze o que podes fazer, trabalha fielmente em minha vinha, e “eu serei tua recompensa” (Gên 15,1). Escreve, lê, canta, geme, cala, ora e sofre varonilmente toda adversidade; a vida eterna é digna dessas e outras maiores pelejas. Virá a paz um dia que o Senhor sabe, e não haverá mais nem dia nem noite, como no presente, mas luz perpétua, claridade infinita, paz firme e seguro repouso. Não dirás então: Quem me livrará deste corpo de morte? (Rom 7,24), nem exclamarás: Ai de mim, que se tem prolongado o meu desterro! (Sl 119,5). Porque a morte será destruída e a salvação será eterna; livre de toda ansiedade gozarás deliciosa alegria, em meio de agradável e brilhante companhia.

Oh! se visses as coroas imarcescíveis dos santos no céu, e a glória em que já exultam aqueles que outrora, aos olhos do mundo, eram desprezados e reputados quase indignos da vida; com certeza, logo te humilharias até ao pó e desejarias antes obedecer a todos que a um só a mandar. Nem cobiçarias os dias felizes desta vida, mas antes te alegrarias de ser atribulado por amor de Deus, e considerarias grande vantagem o ser tido por nada entre os homens.

Oh! Se achasses gosto nessas coisas e elas penetrassem profundamente no coração, como poderias ousar proferir uma só queixa? Porventura haverá pena que não se deva sofrer pela vida eterna? Certo que não é pouco perder ou ganhar o reino de Deus. Ergue, pois, os olhos ao céu. Eis-me aqui com todos os meus santos; eles, que neste mundo sustentaram grandes combates, ora se rejubilam, ora estão consolados e estão seguros, ora gozam o repouso e permanecerão para sempre comigo no reino de meu Pai.

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Santo do Dia: São Pedro Crisólogo, doutor da Igreja!

Nesta Segunda-Feira celebramos um Santo doutor da Igreja que se deixou consumir-se pelo dom da pregação do Evangelho: São Pedro Crisólogo! Vamos conhecer um pouco mais sobre ele?

São Pedro Crisólogo, rogai por nós!

São Pedro Crisólogo

Ele nasceu em Ímola, na Itália, no ano de 380 e se dedicou ao máximo ao Evangelho, a ponto de ser reconhecido pela Igreja como Doutor da Igreja no ano de 1729, pelo Papa Bento XIII. São Pedro Crisólogo tinha este nome por ter se destacado principalmente pelo dom da pregação – Crisólogo significa ‘O homem da palavra de ouro’ (este cognome lhe foi dado a partir do séc IX).

Diante da morte do bispo de Ravena, o escolhido para substituí-lo foi Pedro, que neste tempo vivia num convento, aonde queria oferecer-se como vítima no silêncio; mas os planos do Senhor fizeram dele bispo. Pastor prudente e zeloso da Igreja usou do dom da pregação como instrumento do Espírito para a conversão de pagãos, hereges e cristãos indiferentes na vivência da própria fé.

Dele se conservam cerca de 200 sermões. Numa homilia define o avarento como “escravo do dinheiro, mas o dinheiro – acrescenta – é o escravo do misericordioso. ” É fácil entender o significado desta prédica. Sua pregação colocava insistentemente em evidência o amor paternal de Deus: “Deus prefere ser amado a ser temido”. Humildes e poderosos escutava-os ele com igual condescendência e caridade. A imperatriz Gala Placídia teve-o como conselheiro e amigo.

São Pedro Crisólogo disse certa vez: “Os que passaram, viveram para nós; nós, para os vindouros; ninguém para si”

São Pedro Crisólogo, com o seu testemunho de santidade, conhecimento das ciências teológicas e dom de comunicação venceu a heresia do Monofisismo, a qual afirmava Jesus ter apenas uma só natureza, e não a misteriosa união da natureza divina e humana como o próprio nos revelou. Um homem que tinha o pecado no coração, porém, Pedro lutou com as armas da oração, jejum e mortificações para assim desfrutar e transmitir pela Palavra o tesouro da graça.

São Pedro Crisólogo morreu no dia 31 de Julho do ano 451, em Ímola.

São Pedro Crisólogo, rogai por nós!

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Ter a fé como um grão de mostarda

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, Jesus disse ainda à multidão a seguinte parábola: O Reino do Céu é semelhante a um grão de mostarda que um homem tomou e semeou no seu campo. É a mais pequena de todas as sementes; mas, depois de crescer, torna-se a maior planta do horto e transforma-se numa árvore, a ponto de virem as aves do céu abrigar-se nos seus ramos. Jesus disse-lhes outra parábola: O Reino do Céu é semelhante ao fermento que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha, até que tudo fique fermentado. Tudo isto disse Jesus, em parábolas, à multidão, e nada lhes dizia sem ser em parábolas. Deste modo cumpria-se o que fora anunciado pelo profeta: Abrirei a minha boca em parábolas e proclamarei coisas ocultas desde a criação do mundo. (Mt 13,31-35)

Comentário feito por São Josemaría Escrivá de Balaguer (1902-1975), presbítero

Tenho vontade de recordar a grandeza de atuar com espírito divino no cumprimento fiel das obrigações habituais de cada dia, com essas lutas que enchem Nosso Senhor de alegria e que só Ele e cada um de nós conhece. Convencei-vos de que normalmente não encontrareis ocasiões para grandes façanhas, entre outros motivos porque não é habitual que surjam essas oportunidades. Pelo contrário, não faltam ocasiões para demonstrarmos o nosso amor a Jesus Cristo através do que é pequeno, do normal. […]

Ao meditar as palavras de Nosso Senhor: Por amor deles santifico-Me a Mim mesmo, para que eles também sejam santificados na verdade (Jo 17,19), percebemos claramente o nosso único fim: a santificação, isto é, que temos de ser santos para santificar. Simultaneamente, como tentação subtil, talvez nos assalte o pensamento de que muito poucos estamos decididos a responder a esse convite divino, além de nos vermos como instrumentos de muito fraca categoria. É verdade, somos poucos, em comparação com o resto da humanidade e pessoalmente não valemos nada; mas a afirmação do Mestre ressoa com autoridade: o cristão é luz, sal, fermento do mundo e um pouco de fermento faz levedar
toda a massa (Mt 5,13-14).

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Papa Bento XVI fala sobre sua expectativa para a JMJ 2013

Hoje antes da oração do Ângelus, o Papa pediu aos fiéis que redescubram a importância de saciar não só a fome material, mas também, e, sobretudo, a fome mais profunda que é a de Deus, da verdade e de amor através da participação na Santa Mesa Eucarística, sempre de forma fiel e responsável.

O Papa salientou que “Jesus não é um rei da terra que exerce o domínio, mas um rei que serve, que se curva até o homem para saciar não só a fome material, mas, sobretudo, a fome de algo profundo, a fome de orientação, de sentido, de verdade, a fome de Deus”, disse.

Ao explicar o milagre dos pães, o Santo Padre assinalou que “Jesus não nos pede aquilo que não temos, mas nos faz ver que se cada um oferece aquele pouco que tem, o milagre pode sempre acontecer: Deus é capaz de multiplicar o nosso pequeno gesto de amor e nos tornar participantes do seu dom”?

A insistência sobre o tema do “pão” que é partilhado e o render graças evocam a Eucaristia, o Sacrifício de Cristo para a salvação do mundo. O evangelista observa que a, Páscoa, a festa, estava próxima. O olhar se orienta para a Cruz, o dom de amor, e para a Eucaristia, a perpetuação deste dom: Cristo se faz pão de vida para os homens”, completou o Pontífice.
Citando Santo Agostinho, o Papa afirmou que “para que o homem pudesse comer o pão dos anjos, o Senhor dos anjos se fez homem. Se Ele não se fizesse homem não teríamos seu corpo; não tendo o corpo propriamente dele, não comeríamos o pão do altar”, assim sendo a Eucaristia “é o permanente grande encontro do homem com Deus, no qual o Senhor se faz alimento, dá a Si mesmo para nos transformar Nele”.

O Papa ressaltou que na cena da multiplicação, se destaca também a presença de um garoto que, diante da dificuldade de alimentar tanta gente, coloca em comum o pouco que tinha: cinco pães e dois peixes. “O milagre não se realiza do nada, mas de uma primeira e modesta partilha daquilo que um simples garoto tinha consigo. Jesus não nos pede aquilo que não temos, mas nos faz ver que se cada um oferece aquele pouco que tem, o milagre pode sempre acontecer: Deus é capaz de multiplicar o nosso pequeno gesto de amor e nos tornar participantes do seu dom”, afirmou o Papa.

E finalizou: “Queridos irmãos e irmãs, peçamos ao Senhor que nos faça redescobrir a importância de nos nutrir do corpo de Cristo, participando fielmente e com grande consciência da Eucaristia, para estarmos sempre mais intimamente unidos a Ele. Ao mesmo tempo, rezemos para que jamais falte a ninguém o pão necessário para uma vida digna e sejam abatidas as desigualdades não com as armas da violência, mas com a partilha e o amor”.

Ao final do Ângelus o Pontífice lembrou a todos os jovens do mundo que dentro de um ano tem um encontro marcado entre os dias 23 e 28 julho de 2013 no Brasil, na Jornada Mundial da Juventude (JMJ) que acontecerá no Rio de Janeiro. “Trata-se de uma preciosa ocasião para tantos jovens experimentarem a alegria e a beleza de pertencer à Igreja e viverem a fé”.

O Papa falou de sua expectativa: “Aguardo com esperança este evento, e desejo animar e dar as graças aos organizadores, especialmente à Arquidiocese do Rio do Janeiro, por seu compromisso na preparação com vivacidade a acolhida de quão jovens de todo o mundo tomarão parte neste encontro eclesial tão importante”.

Neste final de semana aconteceu o maior evento pré-JMJ realizado até o momento no Brasil. O Encontro “Preparai o Caminho”, que reuniu milhares de jovens no estádio do Maracanãzinho, no Rio de janeiro.

O Encontro foi marcado pelas celebrações eucarísticas com a participação do Núncio Apostólico no Brasil, Dom Giovanni d’Aniello, do Arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta e de Dom Raymundo Damasceno, presidente da CNBB. Bem como, pelos concertos, conferências e o lançamento de uma campanha de arrecadação de fundos para a JMJ.
Para mais informações sobre a campanha de doação e como ajudar, visite o site.

Texto adaptado do site acidigital.com
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Ele multiplicou o pão…

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, Jesus foi para a outra margem do lago da Galileia, ou de Tiberíades. Seguia-o uma grande multidão, porque presenciavam os sinais miraculosos que realizava em favor dos doentes. Jesus subiu ao monte e sentou-se ali com os seus discípulos. Estava a aproximar-se a Páscoa, a festa dos judeus. Erguendo o olhar e reparando que uma grande multidão viera ter com Ele, Jesus disse então a Filipe: Onde havemos de comprar pão para esta gente comer? Dizia isto para o pôr à prova, pois Ele bem sabia o que ia fazer. Filipe respondeu-lhe: Duzentos denários de pão não chegam para cada um comer um bocadinho. Disse-lhe um dos seus discípulos, André, irmão de Simão Pedro: Há aqui um rapazito que tem cinco pães de cevada e dois peixes. Mas que é isso para tanta gente? Jesus disse: Fazei sentar as pessoas. Ora, havia muita erva no local. Os homens sentaram-se, pois, em número de uns cinco mil. Então, Jesus tomou os pães e, tendo dado graças, distribuiu-os pelos que estavam sentados, tal como os peixes, e eles comeram quanto quiseram. Quando se saciaram, disse aos seus discípulos: Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca. Recolheram-nos, então, e encheram doze cestos de pedaços dos cinco pães de cevada que sobejaram aos que tinham estado a comer. Aquela gente, ao ver o sinal milagroso que Jesus tinha feito, dizia: Este é realmente o Profeta que devia vir ao mundo! Por isso, Jesus, sabendo que viriam arrebatá-lo para o fazerem rei, retirou-se de novo, sozinho, para o monte. (Jo 6,1-15)

Comentário feito por Santo Efrém (c. 306-373), diácono da Síria, doutor da Igreja

No deserto, Nosso Senhor multiplicou o pão e em Caná transformou a água em vinho. Deste modo, habituou a boca dos Seus discípulos ao Seu pão e ao Seu vinho, até à altura em que lhes daria o Seu corpo e o Seu sangue. Fez-lhes provar um pão e um vinho transitórios para fazer nascer neles o desejo do Seu corpo e do Seu sangue vivificantes. Deu-lhes estas pequenas coisas generosamente para que eles soubessem que a Sua dádiva suprema seria gratuita. Deu-lhas gratuitamente embora eles tivessem podido comprar-Lhas, para que ficassem a saber que não lhes pediria que pagassem uma coisa inestimável: porque, embora eles pudessem pagar o preço do pão e do vinho, não poderiam pagar o Seu corpo e o Seu sangue.

Não só nos ofereceu gratuitamente as Suas dádivas, como ainda nos tratou com afeição. Porque nos deu estas pequenas coisas gratuitamente para nos atrair, para irmos até Ele e recebermos gratuitamente o enorme bem que é a Eucaristia.  Estas pequenas porções de pão e de vinho que ofereceu eram agradáveis à boca, mas a dádiva do Seu corpo e do Seu sangue é útil ao espírito. Ele atraiu-nos através daqueles alimentos agradáveis ao paladar, a fim de nos chamar para aquilo que dá vida à nossa alma. […]

A obra do Senhor abarca tudo: num abrir e fechar de olhos, multiplicou um pedaço de pão. O que os homens fazem e transformam em dez meses de trabalho, fazem os Seus dez dedos num instante. […] De uma pequena quantidade de pão nasceu uma quantidade enorme de pães; foi como na primeira bênção: crescei e multiplicai-vos, enchei e dominai a terra (Gn 1,28).

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