Como assim? Crianças fazendo uso do seu corpo como querem? Ah para!

As crianças são o símbolo da pureza. Que continuem assim sempre!

Melhor lhe seria que se lhe atasse em volta do pescoço uma pedra de moinho e que fosse lançado ao mar, do que levar para o mal a um só destes pequeninos. Tomai cuidado de vós mesmos. (Lc 17,2)

A missão da Igreja Católica Apostólica Romana é cuidar de todos os Filhos de Deus, preferencialmente dos menos favorecidos. Por isso desenvolvemos em todas as paróquias um trabalho para ajudar àqueles que precisam de uma ajuda, sejam eles os nascituros, as crianças, os pobres, os doentes e os idosos. Essa missão foi-nos confiada pelo próprio Cristo.

A criança é considerada por todos os seres humanos sensatos como o ser mais puro, mais frágil e mais indefeso que existe. Ela é capaz de fazer o mais rude dos homens se emocionar. É capaz de devolver a vida a uma família que por ventura tenha se perdido nos contratempos da vida! Por elas, muitos pais e mães dariam própria a vida. A fragilidade de uma criança é algo totalmente perceptível: Ao vê-la pequenina querendo colocar o dedo nas tomadas, mexer com fogo, ou até quando adolescente a fazer besteiras características da sua idade, somos tomados de uma atitude irracional de não deixar que elas cometam aqueles erros. É fato: Uma criança não tem possibilidade de decidir sobre sua vida. Ou tem?

Hoje aconteceu um fato inusitado: Em uma troca de emails entre o filósofo Olavo de Cavalho e alguém que se passava pelo Deputado Jean Wyllys esse assunto veio a tona. Tudo começou com um email que seria uma resposta do deputado a críticas feitas por outro deputado (Jair Bolsonaro) no programa True Outspeak do dia, 12/07/2012. O email dizia entre outras coisas:

“Defendo, sim, o direito de qualquer pessoa poder dispor do seu corpo da forma que bem entender – inclusive as crianças, pois estas têm as mesmas necessidades que os adultos e não são propriedades de ninguém.” 

No email, a pessoa que se passava pelo deputado prometia ir até as últimas consequencias contra o apresentador, dizendo que abriria um processo contra o mesmo, pois estaria injustamente sendo acusado de pedofilia. Hoje a tarde o próprio Deputado Jean Wyllys afirmou que o email não era de sua autoria e prometeu investigar.

Segundo o site Wikipédia, a pedofilia (também chamada de paedophilia erotica ou pedosexualidade) é a perversão sexual, na qual a atração sexual de um indivíduo adulto ou adolescente está dirigida primariamente para crianças pré-púberes (ou seja, antes da idade em que a criança entra na puberdade) ou no início da puberdade. A palavra pedofilia vem do grego παιδοφιλια (paidophilia) onde παις (pais, “criança”) e φιλια (philia, “amizade”, “afinidade”, “amor”, “afeição”, “atração”, “atração ou afinidade patológica” ou “tendência patológica”, segundo o Dicionário Aurélio).

A pedofilia faz parte de um grupo de preferências sexuais chamado Cronofilia, junto a Nepiofilia, Hebefilia, Efebofilia, Teleiofilia e Gerontofilia. O termo Cronofilia não é muito usado pelos sexologistas e refere-se por atrações sexuais fora da sua faixa de idade.

Segundo o critério da OMS, adolescentes de 16 ou 17 anos também podem ser classificados como pedófilos, se eles tiverem uma preferência sexual persistente ou predominante por crianças pré-púberes pelo menos cinco anos mais novas do que eles.

Pois bem. Não quero entrar em questão quanto à briga dos dois. Apenas gostaria que você que é católico ou não, mas que é pai ou mãe parasse para pensar: Você acha que seu filho sendo um menor de idade, pode dispor do seu corpo da forma que bem entende? Acha normal que seu filho, sendo uma criança ou um adolescente seja livre para se relacionar com um homem ou uma mulher maior de idade?

A questão é: A criança ou o adolescente tem a capacidade de decidir este tipo de coisa? Se existe sexo entre um menor e uma pessoa com mais idade, ainda que com o consentimento do menor, isso seria lícito? Feriria a moral da nossa sociedade? Macularia a criança e o adolescente? Este tipo de ato fere formação deste menor? Que riscos esta criança poderia correr?

Defender as crianças é uma missão de todo povo de Deus. Não podemos, em hipótese nenhuma permitir que esse tipo de coisa chegue aos nossos lares! Ainda que essa estória seja fruto de um email falso, uma coisa nós temos que admitir: É algo bem maquiavélico!

Que a Sagrada Família venha em nosso auxílio, proteja nossas crianças e livre a nossa sociedade dessas ideias malignas.

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Oração de Santa Teresa de Jesus dos Andes a Virgem Maria

Hoje pela manhã, publicamos a biografia de Santa Teresa de Jesus dos Andes, que foi escolhida – junto com outros 26 santos – como uma das intercessoras para JMJ 2013.

Fazendo minhas tradicionais pesquisas na internet, encontrei no site da Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares, uma oração feita por esta Santa à Bem Aventurada Virgem Maria. Esta prece se encontra no livro Santa Teresa dos Andes, Diário, §19  (tradução © Edições Loyola). Achei interessante publicá-la aqui. E já que você está visitando este blog, por que não parar agora e rezar junto esta belíssima oração?

Coloque aos pés da Santíssima Virgem todas as intenções do seu coração: Suas inquietações, dúvidas, tristezas, alegrias, sonhos, lutas e esperanças. Aproveite e peça também pela sua família. Rezemos juntos:

“Sim. Tu és, Mãe… Tu deixaste cair de tuas mãos maternais raios de céu. Minha alma, extasiada a teus pés virginais, te escutava. Eras tu que falavas e tua linguagem de Mãe era tão terna. Era de céu, quase divino. Quem não se anima ao ver-te tão pura, tão terna, tão compassiva, a revelar seus íntimos tormentos? Quem não te pede que sejas estrela nesse tormentoso mar? Quem que não chora em teus braços sem que no mesmo instante receba teus beijos imaculados de amor e de consolo? Se é pecador, tuas carícias o enternecem. Se é teu fiel devoto, somente tua presença acende a chama viva do amor divino. Se é pobre, Tu com tua mão poderosa o socorres e lhe mostras a pátria verdadeira. Se é rico, o sustentas com teu alento contra os perigos de sua vida agitadíssima. Se é aflito, Tu, com teus olhares lacrimosos, lhe mostra a Cruz e, nela, teu divino Filho. E quem não encontra o bálsamo de seus sofrimentos ao considerar os tormentos de Jesus e de Maria? O doente, por fim, acha em teu seio maternal a água da saúde que deixas brotar com teu sorriso encantador, que o faz sorrir de amor e de felicidade.

Sim, Maria, és a Mãe do universo inteiro. Teu coração está cheio de doçura. A teus pés se prostram com a mesma confiança o sacerdote e a virgem, para achar entre teus braços o Amor de tuas entranhas. O rico e o pobre, para encontrar em teu coração seu céu. O aflito e o venturoso, para encontrar em tuas mãos doces carícias. E, por fim, o pecador, como eu, encontra em Ti a Mãe protetora que sob os pés imaculados tem esmagada a cabeça do dragão: enquanto em teus olhos descobre a misericórdia, o perdão e o farol luminoso para não cair nas águas lamacentas do pecado.”

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Santa Teresa de Jesus dos Andes, intercessora JMJ 2013.

Hoje celebrando o dia de Santa Teresa de Jesus dos Andes encontramos grande devoção a esta santa mulher na JMJ 2013 (www.rio2013.com) que foi escolhida como Intercessora da Jornada do próximo ano.

Contemplativa de Cristo e intercessora da JMJ 2013!

Grandes exemplos de vida cristã, protetores e intercessores. Esses são os santos padroeiros, presentes há séculos na tradição católica. É tão grande a devoção popular que também as jornadas mundiais da juventude também têm seus padroeiros. Os santos e beatos patronos e intercessores da JMJ Rio2013 foram divulgados no dia 27 de maio, durante a festa no Santuário da Penha.

Se você não conhece a vida desta santa, clique aqui e saiba mais!

O que diz a Igreja sobre o céu, o inferno, o purgatório e o juízo final?

Senhor vós vireis nos fins dos tempos. Vinde ao meu encontro e deixai-me ir para vós! Sede para mim um juiz clemente e fazei que no dia da minha morte eu veja o Pai. Concedei-me ser feliz junto de vós!

Na linha dos profetas e de João Batista, Jesus anunciou em sua pregação o Juízo do último Dia. Então será revelada a conduta de cada um e o segredo dos corações. Será também condenada a incredulidade culpada que fez pouco caso da graça oferecida por Deus. A atitude em relação ao próximo revelará o acolhimento ou a recusa da graça e do amor divino Jesus dirá no último Dia: “Cada vez que o fizestes a um desses meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes” (Mt 25,40). (CIC§678)

Sobre o julgamento é importante que o católico se atenha ao que professa a nossa fé:

  1. Juízo Final – A Igreja também chama de “O Dia de Deus”. É, segundo a nossa fé, o dia que Deus fixou para o velho mundo dos homens. A partir disso, Deus criará um novo céu e uma nova Terra.
  2. Céu – Embora vejamos em filmes, pinturas ou livros a imagem do céu como um lugar sereno, cheio de nuvens e de anjinhos tocando harpa, não é essa a definição que a Igreja Católica Apostólica Romana tem a respeito do mesmo. A nossa doutrina afirma que O Céu é a vida em comunhão definitiva com Jesus; a bem-aventurança e a felicidade de ver a Deus e de estar junto a ele. Segundo a nossa fé, não há e jamais haverá na Terra um lugar tão bom e tão feliz como no céu e a alma que para lá for levada experimentará um gozo e uma felicidade sem igual.
  3. Inferno – Também na visão criada pelos artistas, o inferno seria um lugar quente, agitado e ruim, cercado por demônios que não dão sossego as almas que lá estão. Todo caso, não essa a imagem correta que a doutrina nos ensina. Para a Igreja Católica Romana, o inferno existe sim e é um lugar onde as almas que conscientemente se apartaram do Senhor Jesus em vida irão habitar. Segundo ela, o inferno é a exclusão definitiva da comunhão com Jesus.
  4. Purgatório – Segundo a fé católica, o purgatório não é um lugar, mas um estado. A pessoa que no dia da sua morte não for levada ao inferno, mas ainda não estiver preparada para encontrar-se com Deus e viver uma plena comunhão com ele irá esperar um tempo para “purgar” seus pecados no purgatório. É um lugar de misericórdia aonde a alma vai se preparar para encontrar-se com Deus. Podemos dizer que é a anti-sala do céu, pois aquele que está no purgatório já “escapou” do inferno.

Não precisamos temer o dia do julgamento, mas ao contrário, uma vez que busquemos viver a santidade no dia a dia, aguardar este dia com alegria, pois será o momento glorioso do triunfo do Senhor sobre todo o mal.

Cristo é Senhor da Vida Eterna. O pleno direito de julgar definitivamente as obras e os corações dos homens pertence a Ele enquanto Redentor do mundo. Ele “adquiriu” este direito por sua Cruz. O Pai entregou “todo o julgamento ao Filho” (Jo 5,22). Ora, o Filho não veio para julgar, mas para salvar e para dar a vida que está nele. É pela recusa da graça nesta vida que cada um já  se julga a si mesmo recebe de acordo com suas obras e pode até condenar-se para a eternidade ao recusar o Espírito de amor.(CIC§679)

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O “gosto” de Deus…

Deus não é abstrato. Deus é concreto! E a gente pode sentir o ‘gostinho’ Dele. A hóstia tem o ‘gosto’ de Deus!

Quando estudava no primário, hoje o início do ensino fundamental, aprendi, nas aulas de português, um conceito que pode ter sido responsável pela minha caminhada e formação espiritual. Se não de uma forma concreta, mas ao menos de maneira abstrata, ou inconsciente. Eu explico…

Aprendi, desde pequeno, acerca da classificação dos substantivos, que estes poderiam ser concretos ou abstratos.

Concretos seriam os substantivos que se podiam pegar, tocar. E abstratos, por conseguinte, seriam aqueles que não poderíamos ver ou tocar.

E foi aí, nessa classificação (equivocada), que Deus me foi definido pela minha mestra nas letras como substantivo abstrato, pelo menos na gramática. É claro que em meus estudos posteriores de português, corrigiu-se tal imprecisão daquela professora, tanto na gramática quanto na minha visão acerca de Deus. E isso foi algo em que não mais pensei… Até um dia desses!

Fomos eu e minha esposa à missa, e, após a comunhão, recebi dela uma pequena e inesperada aula de teologia, e de vida! Estava eu meditando e fazendo minhas orações pós-comunhão quando ela olha para mim e diz: “Deus não é abstrato. Deus é concreto!”

À primeira vista isto pareceu-me um tanto óbvio, tanto que eu disse: “É claro! Eu sei!”

Ela me disse, então, que aprendeu que Deus era um substantivo concreto, pois existia de forma real, e podíamos ver as suas obras. Mas, como dito anteriormente, eu não havia tido contato com este conceito na minha infância! E foi aí que caiu a ficha!! Foi aí que eu vi que, para mim, até aquele momento, eu não havia processado tudo o que sentia de Deus de uma forma tão simples e clara. Que aquele conceito errado nas aulas de português na infância, pode ter sido responsável por toda a minha caminhada em busca de Deus. Em busca de algo concreto na minha vida!

Pois, se ficou gravado naquela mente de menino que Deus era abstrato, que eu não podia vê-Lo ou tocá-Lo, equiparando-O com palavras como sonho, ou ilusão, a minha busca inconsciente por algo a mais, a minha caminhada espiritual, era para provar a mim mesmo que eu podia, sim, tocá-Lo, vê-Lo, e não apenas senti-Lo, como um sonho.

E aí a minha esposa vai mais além, mais a fundo que os conceitos gramaticais, perpassando por uma teologia pura, simples, mas profunda. Olha para mim e diz: “E a gente pode sentir o ‘gostinho’ Dele! A hóstia tem o ‘gosto’ de Deus!”

Não que antes de ouvi-la eu duvidasse do Santíssimo Sacramento da Eucaristia (como já duvidei há um tempo), mas aquela frase ficou ressoando na minha mente e no meu coração. Eu pensava: “Deus tem um ‘gosto’! E eu posso senti-Lo!”

Quando comungamos, além de recebermos a salvação, pois recebemos o corpo e o sangue do Nosso Salvador, podemos, de uma forma bem humana, sentir o Seu “gosto”… E aí tudo muda, pois vemos também que outro substantivo também abstrato (o amor), passa a ser concreto, passa ter um gosto, um sabor. Pois não há maior amor que Jesus Cristo, que é o amor feito carne, feito homem, com sabor, com gosto, naquela cruz de dois milênios atrás, e da mesma forma naquela hóstia, naquele sacrifício do altar.

Fiquei ali, olhando para ela e agradecendo a Deus, pela graça de poder senti-Lo com meus singelos e falhos sentidos.

Digam o que quiser os ateus, os nossos irmãos evangélicos, ou quem quer que seja… Deus existe, sim, e tem um gosto! Ele tem sabor de amor, de entrega, compaixão, de vida! Um sabor que se faz presente naquele pão e naquele vinho, que, após a fórmula da consagração, muda sua substância (transubstancia-se) no verdadeiro corpo e sangue do Salvador!

E é por isto que estou aqui tecendo estas palavras. Para louvar a Deus que me dá a conhecer que Ele não é abstrato, que eu posso senti-Lo sim, mas que eu posso ir mais além, também podendo vê-Lo, tocá-lo, pois Ele é concreto, real!

Que eu posso ver as Suas obras, vê-Lo no meu irmão, que eu posso levá-Lo ao meu irmão, mas ver também que Ele não está tão longe quanto supõe nossa mente vã… Pois na Santa Missa proclamamos, sim, que Ele está sentado à direita do Pai, mas podemos vê-Lo alí presente também, e da mesma forma, no sacrifício do altar. Pois no Santíssimo Sacramento da Eucaristia eu posso sentir, sim o gosto de Deus!

Alex Cardoso Vasconcelos
Colaborador do Blog Dominus Vobiscum
Escreve também no blog Sacrifício Vivo e Santo

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