Cuidado: Você pode estar jogando Jesus no chão!

Sabemos que aqueles que gostam de receber a Santa Comunhão em suas mãos podem fazê-lo se assim desejarem, desde que obedeçam os requisitos recomendados pela Santa Sé. Mas eu sou um dos árduos defensores de que os católicos recebam a comunhão na boca. Recentemente circulou no youtube, um vídeo tratando deste assunto. Confesso que fiquei emocionado com a primeira parte dele. Por isso resolvi postá-lo aqui. Gostaria que você visse e tirasse as suas conclusões. Afinal de contas, as partículas da Santa Hóstia que caem das suas mãos também são Jesus!

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Onde podemos aprender sobre o Espírito Santo?

É na Igreja Católica Apostólica Romana que encontramos o verdadeiro ensinamento sobre o Espírito Santo.

Felizmente vivemos em tempos onde mais do que nunca se fala no Espírito Santo. Mesmo aqueles que têm suas ressalvas contra a RCC é preciso que se diga que nos tempos em que vivemos, foi este o movimento que mais divulgou entre os católicos a Terceira Pessoa da Trindade.

Eu posso testemunhar que antes da RCC eu só conhecia o Espírito Santo porque fazia o sinal da cruz. Naquele tempo pouco se fala sobre Ele. É bem verdade que a paróquia em que fiz minha primeira eucaristia era infestada pela famigerada Teologia da Libertação. Falava-se muito de pobres e protestos e pouco sobre a doutrina. Mas com muitas pessoas com quem converso, tem o mesmo parecer que eu: Foi com a chegada da RCC que se começou a falar mais sobre o Espírito Santo.

Porém nem tudo são flores. Mesmo se falando muito sobre o Espírito, é preciso fazer uma ressalva: Muitos dos ensinamentos que vemos e ouvimos, seja na RCC ou em outros movimentos que difundem a devoção ao Santo Espírito, tem seu fundamento na doutrina protestante, porque o dito pregador, ao invés de se buscar informações, ensinamentos e experiências com o Espírito Santo pautados na doutrina católica, acaba indo a livrarias protestantes e ensinando aos menos esclarecidos na fé uma doutrina diferente, fazendo do Espírito Santo uma espécie de “cura tudo” e “faz tudo”.

O Catecismo da Igreja Católica no parágrafo 688 nos diz:

A Igreja, comunhão viva na fé dos apóstolos, que ela transmite, é o lugar de nosso conhecimento do Espírito Santo:

  • Nas Escrituras que ele inspirou;
  • Na Tradição, da qual os Padres da Igreja são as testemunhas sempre atuais;
  • No Magistério da Igreja, ao qual ele assiste;
  • Na Liturgia sacramental, por meio de suas palavras e de seus símbolos, na qual o Espírito Santo nos coloca em Comunhão com Cristo;
  • Na oração, na qual Ele intercede por nós;
  • Nos carismas e nos ministérios, pelos quais a Igreja é edificada;
  • Nos sinais de vida apostólica e missionária;
  • No testemunho dos santos, no qual ele manifesta sua santidade e continua a obra da salvação.

Certa vez em uma pregação na Canção Nova, o padre Paulo Ricardo nos fez uma alerta que me vale até hoje e que pode ajudar você, sobretudo que é pregador da RCC ou que difunde a devoção ao Divino Espírito Santo.

Na ocasião, ele dizia que na RCC existem duas linhas teológicas: A linha teológica norte-americana e a linha teológica européia. Segundo ele, a Renovação Carismática Católica cresceu usando destas duas vertentes.

A linha teológica norte-americana tem a sua pregação muito próxima dos protestantes e consequentemente muito próxima da famigerada teologia da prosperidade. Já a linha teológica européia, tem o seu fundamento amparado na história dos santos, dos padres do deserto e é muito mais próxima a doutrina católica. Hoje o grande divulgador dessa forma de pregar é o Frei Raniero Cantalamessa, pregador da Casa Pontifícia.

Hoje o grande desafio dos católicos é esse: Viver uma intimidade com o Espírito Santo, pautando esta relação no que ensina a Santa Doutrina e não em livretos protestantes. Penso que já passou o tempo dos católicos largarem os livros protestantes e se dedicarem aos ensinamentos e as experiências que a nossa Santa Igreja Católica Apostólica Romana teve e tem (já a mais de dois mil anos) com este mesmo Espírito.

Eu sempre me posicionei muito claramente a este respeito, inclusive quando missionário: Acho que os católicos precisam começar a se dedicar aos ensinamentos que a nossa Igreja nos dá. Eu, Cadu, sou totalmente contra um católico que busca conhecimento de fé na doutrina protestante.

Alguns afirmam: Mas Cadu, os livros e documentos da Igreja são difíceis de entender! Tem uma linguagem complicada!

Em geral eu digo: Houve um tempo em que andar de bicicleta também era difícil para você. Mas com a prática (e algumas quedas) você aprendeu a pedalar. Houve um tempo em que dirigir um automóvel era algo muito difícil. Mas com o estudo, aulas práticas e um bom êxito no teste, você tirou a carteira e agora é motorista. Então disso tiramos uma conclusão: Se aplique no conhecimento do Espírito Santo que a Igreja Católica te dá e logo estes livros e documentos serão fáceis para você.

Católico conhece a Fé e a Doutrina lendo os livros e ensinamentos católicos! Entendeu ou deseja que eu desenhe? Chega de católico falando do Espírito Santo como se fosse algo mágico e sensacionalista! Já foi este tempo. Agora é hora de conhecer a pessoa do Espírito com a Santa Igreja Católica Apostólica Romana. Alguém topa o desafio?

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Mensagem do Papa ao Bispo de Ávila

 O site Zenit, publicou ontem a tradução de uma mensagem, publicada pelo Serviço de Informação do Vaticano (VIS), do Santo Padre, o Papa, Bento XVI destinada ao bispo Jesús García Burillo, de Ávila, Espanha. A mensagem é em virtude do jubileu de 450 anos de fundação do Mosteiro de São José de Ávila e do começo da reforma da ordem Carmelitana feminina, iniciada por Santa Teresa de Jesus (Santa Teresa d’Ávila).  Ela foi grande amiga de São João da Cruz, que foi o responsável pela reforma na parte masculina do Carmelo, e foi com suas orientações que aos 40 anos iniciou, mesmo com saúde abalada, a reforma, iniciando com a fundação deste Mosteiro de São José, fora dos muros de Ávila.

 Bento XVI lembrou que “a reforma do Carmelo, cujo aniversário nos enche de alegria interior, nasce da oração e tende à oração. Ao promover um retorno radical à Regra primitiva, afastando-se da Regra mitigada, Santa Teresa de Jesus procurou promover uma forma de vida que levasse ao encontro pessoal com o Senhor, que precisa de ‘solidão e de um olhar para dentro de si mesmo, e do não afastamento de tão Bondoso Hóspede’”.

Santa Teresa propôs um novo estilo de vida carmelita em um novo mundo. Eram tempos difíceis. Naqueles dias, como disse essa mestra de espiritualidade (…), ‘o mundo está ardendo, querem voltar a condenar Cristo, querem destruir a sua Igreja. Não, minhas irmãs, não é hora de tratarmos com Deus de assuntos de pouca monta. Não nos é acaso familiar, na situação em que vivemos, uma reflexão tão luminosa que nos desafie, feita de mais de quatro séculos da santa mística? 

O objetivo final da reforma teresiana e da criação de novos mosteiros, num mundo pobre de valores espirituais, era promover pela oração o agir apostólico, propondo uma maneira de viver o evangelho que fosse modelo para quem procurava um caminho de perfeição, convencido de que toda autêntica reforma pessoal e eclesial reproduz cada vez melhor em nós a ‘forma’ de Cristo. (…) Mesmo agora, tal como no século XVI, entre as rápidas transformações, é a oração a alma do apostolado, para que ressoe com clareza e grande dinamismo a mensagem salvadora de Jesus Cristo. É urgente que a Palavra de vida vibre nas almas com harmonia, com notas sonoras e atraentes.

Nesta missão apaixonante, o exemplo de Teresa de Ávila é de grande valia. Podemos dizer que, no seu tempo, a santa evangelizou sem tibieza, com ardor vívido, com métodos distantes da inércia, impregnada de luz. Isto preserva o seu frescor no mundo de hoje, que sente a urgência de renovação do coração dos batizados através da oração pessoal, centrada, seguindo os ditames da mística de Ávila, na contemplação da Humanidade Sacratíssima de Cristo como a única estrada para se chegar à glória de Deus.

O poder de Cristo levou a santa de Ávila a redobrar os esforços para que o povo de Deus reencontrasse o seu vigor da única forma possível: abrindo espaço em seu íntimo para os sentimentos do Senhor Jesus, procurando em todas as circunstâncias viver de forma radical o seu evangelho.

O Papa segue afirmando que “isto significa, em primeiro lugar, permitir que o Espírito Santo nos torne amigos do Mestre e nos configure com ele. Também significa acolher todos os seus mandados e adotar critérios como a humildade de vida, a renúncia ao supérfluo, o não ferir os outros e o proceder com simplicidade e mansidão de coração“.

Finalizando o Papa assegurou que os que estão ao nosso lado poderão experimentar a alegria “que vem da nossa adesão ao Senhor, do não antepor coisa alguma ao seu amor, estando sempre dispostos a dar a razão da nossa esperança“.

Texto baseado em artigo do site zenit

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Oração Oficial JMJ 2013

O texto abaixo é retirado e adaptado do site: http://www.rio2013.com/pt/

Deu para sentir o gostinho de como será Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro. Os jovens tomaram as ruas do centro da cidade na noite do dia 13 de julho para proclamar a presença de Jesus em um testemunho autêntico de fé.

Oração Oficial havia acabado ser lançada no Largo da Carioca e a procissão transformou a noite de muitos que estavam Lapa e arredores, tradicional ponto de encontro da noite carioca. O convite, impresso no folheto que contém a oração, com as figuras dos patronos e intercessores, dizia: “Eles decidiram ser discípulos de Jesus. Você pode ser discípulo também!”. Para os jovens foi ‘missão dada, missão cumprida’.

Era palpável o amor à JMJ e o desejo de estarem prontos para acolher o mundo inteiro, que naquele momento já se unia ao Rio, através da oração nas diversas línguas, partilhada nas redes sociais.

Conduzidos à frente pelos rostos dos patronos e intercessores e guiados pelo pastor da Igreja no Rio, o arcebispo e o presidente do Comitê Organizador Local (COL), Dom Orani João Tempesta, os jovens cantaram e rezaram sem parar até a Igreja de Sant’Ana, onde teve prosseguimento a 9ª Vigília dos Jovens Adoradores.

Para Sílvia Amoedo, 27 anos, voluntária na Nossa Senhora da Paz, a noite não foi só de oração, mas de muita animação. “Essa minha alegria faz parte da contagem regressiva desde o anúncio feito em Madri”. A jovem chamou atenção para o encontro nos Arcos da Lapa. “Foi o ponto alto da noite. O contraste da geração de Cristo e os que ainda não se encontraram com Ele… A presença de Dom Orani e a santa audácia de um bispo que não temeu a noite… senti que era Cristo confortando aquela juventude. Essa juventude aqui hoje, reunida, deve ser e já é o anúncio de Deus. A juventude é o próprio anúncio!”, afirmou Sílvia.

Um dos momentos fortes da procissão em frente à Cruz Vermelha e o Instituto Nacional do Câncer (Inca), momento em que todos ficaram em silêncio para a benção do arcebispo aos enfermos.

Antonio Marcos disse que ficou impressionado com a presença dos bispos na procissão. “O que mais me marcou foi quando paramos no Inca. Só então eu percebi que Dom Orani estava o tempo todo lá”, comentou.

Já no santuário Dom Orani convidou os jovens a não deixarem o entusiasmo apagar. “Somos chamados a viver a cada dia aquilo que vivemos juntos hoje; de maneira profunda viver a firmeza da fé. Estamos chamados a estar sempre disponíveis”, disse ele ao encerrar a missa.

“Só consegue fazer discípulo, aquele que aprendeu a ser discípulo”

O clima de contagem regressiva para a Jornada não terminou com a procissão. Dentro do Santuário de Adoração Perpétua, banners em pelo menos sete línguas distintas, divulgavam a Oração Oficial, simbolizando a unidade que ela representa.

O ministério Aliança de Misericórdia animou a primeira parte da vigília. Às 2h, a equipe de retiro Fonte de Vida, do Vicariato Suburbano, assumiu o louvor até às 6h.

“Este é um momento solene, porque o jovem está fazendo história na Igreja”, disse Pitter D’Laura, da Canção Nova, que conduziu a pregação onde destacou o tema da JMJ Rio2013: “Ide e fazei discípulos entre todas as nações”. Entoando a música “Amigos para sempre”, ele disse que temos que nos espelhar na relação de confiança de Pedro com Jesus. “Ninguém é feliz sozinho. Só consegue fazer discípulo, aquele que aprendeu a ser discípulo. Só consegue fazer discípulo, aquele que aprendeu a ser discípulo.”, ressaltou.

Pitter falou ainda da importância de rezar e falar de Deus nessa caminhada que falta até a Jornada. “Ide! A palavra de Deus é clara. Ele não diz como, só pede que a gente vá. Não é preciso saber falar bem, é preciso saber ouvir. Feliz aquele que já estendeu um ombro e fez diferença na vida de alguém.”, completou.

Na sua pregação, ele ainda conscientizou os jovens adoradores sobre a responsabilidade de sediar um evento tão grande. “Foi providencial a JMJ ser aqui, Deus não quer gente perfeita, mas sim amigos para ajudá-lo a evangelizar, um povo parceiro como o povo do Rio de Janeiro”, enfatizou.

Kit vigília

Quem foi pela primeira vez à vigília, promete voltar mais vezes e ainda dá dicas de como aproveitar o momento até às 6h. “Eu vou voltar sempre e ainda quero trazer uma amiga de Cabo Frio para ela conhecer e rezar junto comigo. Acordei cedo hoje para trabalhar, mas dá para ter uns truques para persistir até o fim. Basta dar um cochilo de 20 minutos e isso revigora a gente. Nas próximas vou montar um kit vigília: vou trazer minha manta, um travesseiro compacto e um lanchinho.”, brinca Celso Luis Felix, 28 anos, do grupo jovem Cristo Rei, em Vaz Lobo, Vicariato Suburbano.

André Luis de Sousa, 23 anos, da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Niterói, conta que a vigília é um de seus propósitos com Deus “Eu vou vir a todas as vigílias até a jornada. Só através da oração que tudo vai acontecer como Deus quer. A Oração Oficial é perfeita. Eu entendo que é como se estivéssemos dando boas vindas a quem vem para o Rio. Agora estou na expectativa do hino”, revela o jovem.

Pitter afirmou que a melhor forma de evangelização é por contágio. E o ônibus com 48 jovens vindos de Barbacena, Minas Gerais, foi uma prova disso. “Nós enfrentamos essa viagem e viemos direto para cá. Agora partimos para o acampamento Thalita Kum. Não podemos vir sempre por causa da distância, mas sem dúvida estaremos juntos pela oração”, acredita Aline Milene Garcia, ministra externa do Arco-Íris, segunda ala da Aliança de Misericórdia.

Oração Oficial da JMJ 2013:

Ó Pai, enviaste o Teu Filho Eterno para salvar o mundo e escolheste homens e mulheres para que, por Ele, com Ele e nEle, proclamassem a Boa-Nova a todas as nações. Concede as graças necessárias para que brilhe no rosto de todos os jovens a alegria de serem, pela força do Espírito, os evangelizadores de que a Igreja precisa no Terceiro Milênio.

Ó Cristo, Redentor da humanidade, Tua imagem de braços abertos no alto do Corcovado acolhe todos os povos. Em Tua oferta pascal, nos conduziste pelo Espírito Santo ao encontro filial com o Pai. Os jovens, que se alimentam da Eucaristia, Te ouvem na Palavra e Te encontram no irmão, necessitam de Tua infinita misericórdia para percorrer os caminhos do mundo como discípulos-missionários da nova evangelização.

Ó Espírito Santo, Amor do Pai e do Filho, com o esplendor da Tua Verdade e com o fogo do Teu Amor, envia Tua Luz sobre todos os jovens para que, impulsionados pela Jornada Mundial da Juventude, levem aos quatro cantos do mundo a fé, a esperança e a caridade, tornando-se grandes construtores da cultura da vida e da paz e os protagonistas de um mundo novo. Amém!

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Felipe Aquino receberá o título de ‘Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno’

Foto: Portal Canção Nova

Acabei de ler no blog redação da Canção Nova uma notícia que muito me alegrou: Na próxima quinta feira – dia 19 de julho, o Professor Felipe Aquino vai receber o título de ‘Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno’, nomeação concedida apenas pelo Papa, em reconhecimento aos serviços prestados à Igreja, feitos notáveis, apoio à Santa Sé e ao bom exemplo dado à sociedade.

O título não implica nenhuma obrigação particular com a Igreja, mas é preciso manter a reputação e a confiança depositadas no escolhido, provando ser merecedor da honraria, servindo a Deus e ao Pontífice.

Nós da Equipe Dominus Vobiscum queremos parabenizar o Professor Felipe Aquino pelo prêmio e dizer que aprendemos muito com ele. Sua caminhada como evangelizador realmente é notável e digna de tal honraria. Que Deus o abençoe ricamente e que ele continue firme na sua caminhada ensinando aos católicos do Brasil e do mundo a Doutrina da Santa Igreja Católica Apostólica Romana.

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Santo do Dia: Bem-aventurado Inácio de Azevedo e companheiros mártires!

Hoje celebramos o martírio de bravos homens que ao verem a necessidade da missão que deveria ser realizada nas nossas terras abandonam toda a vida no seu país, seu povo para evangelizar fora… a fé não tem fronteiras, vamos ler um pouco este Bem-aventurado Inácio de Azevedo e os seus companheiros mártires!

Bem-aventurado Inácio de Azevedo e companheiros mártires!

Bem-aventurado Inácio de Azevedo e companheiros mártires, rogai por nós!

Inácio de Azevedo nasceu em Portugal, no Porto, no ano de 1527, era filho de D. Emanuel e Dona Violante, descendentes de famílias lusitanas ricas e nobres. Aos dezoito anos de idade, tornou-se administrador dos bens familiares.

Em 1548, após um retiro em Coimbra, decidiu-se pela vida religiosa, entrando na Companhia de Jesus. Revelou-se excelente religioso, tendo sido nomeado reitor do Colégio Santo Antônio em Lisboa, antes mesmo de terminar o curso de teologia, apenas com 26 anos de idade. Após o fim do seu curso, foi mandado a Braga, para assessorar o bispo da cidade na reforma da Diocese.

No ano de 1565, São Francisco Borja confiou a Inácio a inspeção das missões das Índias e do Brasil, durando esta visita cerca de três anos. No seu relatório, Inácio pedia reforços e São Francisco de Borja ordenou-lhe que recrutasse em Portugal e Espanha elementos para o Brasil. Após cinco meses de intensos preparativos religiosos, no dia 5 de Junho de 1570, Inácio e mais 39 companheiros, partiram no navio mercante São Tiago enquanto outros trinta companheiros seguiam em barcos de guerra.

Bem-aventurado Inácio de Azevedo

Jacques Sourie, que partiu de La Rochelle para capturar os jesuítas, alcançou-os e estes, após muita luta, foram dominados pelos calvinistas; Sourie declarou salvar a vida de todos os sobreviventes com excepção dos jesuítas; estes foram cruelmente degolados. O número de mártires chegou a 40, pois também foi degolado um postulante que havia sido recrutado durante a viagem.

Dos seus quarenta companheiros de martírio, nove eram espanhóis e os demais portugueses. O culto desses mártires foi confirmado pelo Papa Pio IX em 1854.

Bem-aventurado Inácio de Azevedo e companheiros mártires, rogai por nós!

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Série Espiritualidade: Contra a vã ciência do século

Do livro “Imitação de Cristo”

Jesus: Não te deixes cativar pela elegância e sutileza dos dizeres humanos, porque o reino de Deus não consiste em palavras, mas na virtude (1 Cor 2, 4). Atende às minhas palavras, que inflamam o coração, iluminam o espírito, levam à compunção e produzem muitas consolações. Nunca leias minha palavra com o fim de pareceres mais douto ou sábio. Aplica-te a mortificar teus vícios, porque isso te traz mais proveito que o conhecimento das mais difíceis questões.

Por muito que estudes e aprendas, terás que referir tudo sempre ao único princípio. Sou eu que ensino ao homem a ciência, e dou aos pequeninos mais clara compreensão, do que os homens são capazes de ensinar. Aquele a quem eu ensinar, depressa será sábio e muito aproveitará espiritualmente. Ai daqueles que indagam dos homens muitas coisas curiosas, e tratam pouco dos meios de me servir. Tempo virá em que aparecerá o Mestre dos mestres, Cristo, Senhor dos anjos, para tomar lições de todos, isto é, para examinar a consciência de cada um. E com a lâmpada na mão perscrutará então Jerusalém, e revelará o segredo das trevas, fazendo calar as objeções das línguas humanas.

Eu sou o que levanta num instante o espírito humilde, de maneira que compreenda melhor as razões das verdades eternas, do que se houvera estudado dez anos nas escolas. Eu ensino sem ruído de palavras, sem confusão de opiniões, sem espalhafato, sem contenda de argumentos. Eu sou o que ensina a desprezar as coisas terrenas, a aborrecer as coisas presentes, a buscar e apreciar as eternas, a fugir às honras, sofrer as injúrias, pôr em mim toda esperança, a não desejar coisa alguma fora de mim e amar só a mim, com todo fervor, acima de tudo.

Alguns, amando-me inteiramente, aprenderam com isso coisas divinas e falavam coisas maravilhosas. Mais aproveitaram em deixar tudo, do que em estudar questões sutis. A uns, porém, falo coisas comuns, a outros, mais particulares; a alguns revelo-me docemente em sinais e figuras, a outros descubro os meus mistérios com muita luz. A mesma voz fala em todos os livros, mas não ensina a todos da mesma maneira; pois eu sou o que interiormente ensina a verdade, perscruta o coração, penetra os pensamentos. Inspira as ações, distribuindo a cada um segundo me apraz.

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Converte-nos a Ti, Senhor, e nos converteremos

Naquele tempo, começou Jesus a censurar duramente as cidades em que se tinha realizado a maior parte dos seus milagres, por não se terem arrependido: Ai de ti, Corozaim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se os milagres realizados entre vós, tivessem sido feitos em Tiro e em Sídon, de há muito se teriam convertido, vestindo-se de saco e com cinza. Aliás, digo-vos Eu: No dia do juízo, haverá mais tolerância para Tiro e Sídon do que para vós. E tu, Cafarnaúm, julgas que serás exaltada até ao céu? Serás precipitada no abismo. Porque, se os milagres que em ti se realizaram tivessem sido feitos em Sodoma, ela ainda hoje existiria. Aliás, digo-vos Eu: No dia do juízo, haverá mais tolerância para os de Sodoma do que para ti. (Mt 11,20-24)

Comentário feito por Catecismo da Igreja Católica

Jesus convida à conversão. Este apelo é parte essencial do anúncio do Reino: Cumpriu-se o tempo e o Reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e crede no Evangelho (Mc 1,15). Na pregação da Igreja, este apelo é feito em primeiro lugar aos que ainda não conhecem a Cristo e o seu Evangelho. Além disso, o Batismo é o principal lugar da primeira e fundamental conversão. […]

Ora, o apelo de Cristo à conversão continua a soar na vida dos cristãos. Esta segunda conversão é uma tarefa ininterrupta para toda a Igreja, que reúne em seu próprio seio os pecadores e que, ao mesmo tempo santa e sempre na necessidade de purificar-se, busca sem cessar a penitência e a renovação (Vaticano II LG 8). Este esforço de conversão não é apenas uma obra humana. É o movimento do coração contrito (Sl 50,19), atraído e movido pela graça a responder ao amor misericordioso de Deus, que nos amou primeiro (cf 1 Jo 4,10). […]

O coração do homem apresenta-se pesado e endurecido. É preciso que Deus dê ao homem um coração novo (Ez 36,26ss). A conversão é antes de tudo uma obra da graça de Deus que reconduz nossos corações a Ele: Converte-nos a Ti, Senhor, e nos converteremos (Lam 5,21). Deus dá-nos a força de começar de novo. É descobrindo a grandeza do amor de Deus que o nosso coração experimenta o horror e o peso do pecado, e começa a ter medo de ofender a Deus pelo mesmo pecado e de ser separado d’Ele. O coração humano converte-se olhando para Aquele que foi traspassado pelos nossos pecados (cf Zac 12,10; Jo 19,37).

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