Converte-nos a Ti, Senhor, e nos converteremos

Naquele tempo, começou Jesus a censurar duramente as cidades em que se tinha realizado a maior parte dos seus milagres, por não se terem arrependido: Ai de ti, Corozaim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se os milagres realizados entre vós, tivessem sido feitos em Tiro e em Sídon, de há muito se teriam convertido, vestindo-se de saco e com cinza. Aliás, digo-vos Eu: No dia do juízo, haverá mais tolerância para Tiro e Sídon do que para vós. E tu, Cafarnaúm, julgas que serás exaltada até ao céu? Serás precipitada no abismo. Porque, se os milagres que em ti se realizaram tivessem sido feitos em Sodoma, ela ainda hoje existiria. Aliás, digo-vos Eu: No dia do juízo, haverá mais tolerância para os de Sodoma do que para ti. (Mt 11,20-24)

Comentário feito por Catecismo da Igreja Católica

Jesus convida à conversão. Este apelo é parte essencial do anúncio do Reino: Cumpriu-se o tempo e o Reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e crede no Evangelho (Mc 1,15). Na pregação da Igreja, este apelo é feito em primeiro lugar aos que ainda não conhecem a Cristo e o seu Evangelho. Além disso, o Batismo é o principal lugar da primeira e fundamental conversão. […]

Ora, o apelo de Cristo à conversão continua a soar na vida dos cristãos. Esta segunda conversão é uma tarefa ininterrupta para toda a Igreja, que reúne em seu próprio seio os pecadores e que, ao mesmo tempo santa e sempre na necessidade de purificar-se, busca sem cessar a penitência e a renovação (Vaticano II LG 8). Este esforço de conversão não é apenas uma obra humana. É o movimento do coração contrito (Sl 50,19), atraído e movido pela graça a responder ao amor misericordioso de Deus, que nos amou primeiro (cf 1 Jo 4,10). […]

O coração do homem apresenta-se pesado e endurecido. É preciso que Deus dê ao homem um coração novo (Ez 36,26ss). A conversão é antes de tudo uma obra da graça de Deus que reconduz nossos corações a Ele: Converte-nos a Ti, Senhor, e nos converteremos (Lam 5,21). Deus dá-nos a força de começar de novo. É descobrindo a grandeza do amor de Deus que o nosso coração experimenta o horror e o peso do pecado, e começa a ter medo de ofender a Deus pelo mesmo pecado e de ser separado d’Ele. O coração humano converte-se olhando para Aquele que foi traspassado pelos nossos pecados (cf Zac 12,10; Jo 19,37).

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