Rumo à Jornada Mundial da Juventude

Falta um pouquinho mais de um ano! Nos dias 23 a 28 de julho de 2013 o Brasil sediará a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), o maior evento mundial católico para jovens. Estamos em festa! E você, já está preparado? Já conhece a história deste acontecimento? Está por dentro dos preparativos que estão correndo durante este ano? Fique ligado nos próximos posts!

Tudo começou com um encontro promovido pelo Papa João Paulo II em 1984. Foi um encontro de amor, sonhado por Deus e abraçado pelos jovens. Vozes que precisavam ser ouvidas e um coração pronto para acolhê-las.

A Jornada Mundial da Juventude (JMJ), como foi denominada a partir de 1985, continua a mostrar ao mundo o testemunho de uma fé viva, transformadora e a mostrar o rosto de Cristo em cada jovem.

Cerca de 300 mil jovens estiveram unidos ao Santo Padre na Praça de São Pedro, no Vaticano, em 1984, quando ele entregou aos jovens a Cruz da Jornada. E os encontros continuaram: novamente em Roma, (1986 – Diocesana), em Buenos Aires (Argentina – 1987), em Santiago de Compostela (Espanha – 1989), em Czestochowa (Polônia – 1991), em Denver (Estados Unidos – 1993), em Manila (Filipinas – 1995), em Paris (França -1997), em Roma (Itália – 2000), em Toronto (Canadá – 2002). Com Bento XVI em Colônia (Alemanha – 2005), em Sidney (Austrália – 2008) e em Madri (Espanha – 2011).

As cidades que sediam uma Jornada ganham, de verdade, um ‘colorido’ diferente. São centenas de nacionalidades misturadas e integradas. Coisas que são consideradas empecilhos em outras situações como o desconhecimento da língua e a diversidade cultural tornam-se atrativos em uma JMJ.

Além do fato de estar em outro país, com seus encantos turísticos, a participação na Jornada requer um corpo preparado para a peregrinação e um coração aberto para as maravilhas que Deus tem reservado para cada um. São catequeses, testemunhos, partilhas, exemplos de amor ao próximo e à Igreja, festivais de música e atividades culturais. Enfim, um encontro de corações que creem, movidos pela mesma esperança de que a fraternidade na diversidade é possível (Texto retirado do site da JMJ 2013)

Acontecendo no Brasil:

Arquidiocese de Juiz de Fora realiza Pré-Jornada – Cerca de 2000 jovens são esperados na Pré-Jornada que a Arquidiocese de Juiz de Fora realiza neste domingo, 22/07, na cidade de Ewbank da Câmara (MG). O evento é uma preparação da juventude da Igreja Particular para a Jornada Mundial da Juventude* (JMJ), que será realizada em 2013, no Rio de Janeiro.

A concentração da Pré-Jornada está marcada para as 14h, na Avenida Santo Antônio (Ewbank da Câmara). Será uma festa com direito a abadá, trio elétrico com DJ, coreografias e show com a banda de axé católico, Tribo Maranatá. O destaque é a missa, marcada para as 16h, e a acolhida das réplicas dos símbolos da JMJ, o que acontece antes da missa.

A organização é do Grupo Jovens Jovens Apaixonados por Cristo (JAC), da Paróquia de Santo Antônio – Ewbank da Câmara (MG) e do Setor Juventude da Forania Nossa Senhora da Conceição de Juiz de Fora. (Adaptado do site CN Notícias)

Arquidiocese da Paraíba realiza evento “Bote Fé na Vida” – No dia 22/07 será realizado na Orla de João Pessoa o evento “Bote Fé na Vida”. Trata-se de uma corrida de rua na Av. Cabo Branco.

A largada está prevista para as 8h no Busto de Tamandaré. Todos seguem pela Av. Cabo Branco até as imediações da Fundação Casa José Américo. Voltam pela mesma avenida até o ponto de partida.

Durante a prova, um grupo de músicos, do Ministério Shalom e Ministério Jovem de Mangabeira, vai animar o público.

Segundo o Pe. Pedro Geraldo Targino da Cunha, Referencial para a Juventude da Arquidiocese da Paraíba, “O Bote Fé na Vida tem entre os diversos objetivos divulgar a JMJ, promover a qualidade de vida e evangelizar através do esporte, como canal de prevenção às drogas e promoção de saúde, inserindo, assim, todos os nossos jovens no momento histórico que o Brasil vai viver com a Jornada Mundial. A realização deste evento é uma parceria entre a Arquidiocese da Paraíba, através do Conselho Arquidiocesano de EJC, e a Prefeitura Municipal de João Pessoa” (Adaptado do site da Arquidiocese da Paraíba).

JMJ Rio 2013: Abertas inscrições para a Feira Vocacional – Estão abertas, até o dia 31 de agosto, as inscrições para que congregações, movimentos e comunidades religiosas possam ter um espaço na Feira Vocacional da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Rio2013. A Feira, que será montada ao lado de um dos mais conhecidos pontos turísticos cariocas – o Pão de Açúcar – vai abrigar 80 estandes individuais e 20 balcões para exposição conjunta.

Os organizadores explicam que a escolha dos inscritos obedecerá alguns critérios, como presença ativa no Brasil e em outros países e classificação da instituição dentro do Código de Direito Canônico. Os movimentos que não possuem reconhecimento pontifício ou diocesano também poderão se inscrever, mas só serão selecionados após a escolha das entidades canonicamente regularizadas.

De acordo com o padre Leonardo Lopes, responsável direto pela organização da Feira, esse “é um momento muito importante, porque é uma oportunidade especial para os jovens se perguntarem o que Deus espera da vida de cada um deles”.

As congregações, movimentos e comunidades religiosas que se interessarem em expor o seu carisma aos futuros visitantes, seja em um dos estandes, seja nos balcões de exposição conjunta, podem se inscrever através do e-mail feiravocacional@rio2013.com ou através da ficha de inscrição que está disponível no portal oficial da JMJ Rio2013.

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A visíta do Papa Bento XVI a Síria pode ajudar a promover a paz!

Gregorio III Laham, Patriarca dos Greco-Melquitas,  revelou seu anseio para que a visita do Papa Bento XVI  ao Líbano em setembro próximo, ajude para que haja paz e reconciliação na Síria, e recriminou a acusação de que a Igreja local é conivente com o regime de Bashar Al Assad.

Na mensagem que foi enviada a Fides (agência vaticana), ele afirma: “necessitamos do apoio do Papa e esperamos que a próxima visita do Papa ao Líbano seja uma ajuda para a Síria, para que o conflito possa cessar e o país possa florescer. Para isso pedimos a ajuda de todos nossos irmãos cristãos no Oriente Médio e no mundo todo”.

Gregorio III Laham reafirmou ainda o comprometimento da Igreja na promoção do diálogo e da reconciliação em pleno conflito que continua causando a morte de centenas de cidadãos no país do Oriente Médio.

Por isso, recriminou uma determinada “campanha contra os Pastores das Igrejas de Síria”, acusados de serem coniventes com o regime, reafirmando “a credibilidade, a transparência, a lealdade e a objetividade dos Pastores que estão em contato constante com sacerdotes, monges, religiosas e leigos”.

De igual maneira, afirmou que não há um conflito entre cristãos e muçulmanos, pois as vítimas são civis de qualquer religião que sofrem pela anarquia, a insegurança e o aumento da violência graças ao tráfico de armas.

“Os cristãos vivem os mesmos perigos, mas são o elo mais fraco. Indefesos, são os mais vulneráveis à exploração, à extorsão, ao seqüestro, ao abuso. Apesar disto, não há conflitos entre cristãos e muçulmanos. Não há perseguição, e os cristãos não são alvo de agressões como tais, mas estão entre as vítimas do caos e da falta de segurança”.

O Patriarca Gregorio III Laham finalizou informando  que “as Igrejas católicas na Síria elevaram suas vozes, exigindo reformas, liberdade, democracia, combate à corrupção, ajuda ao desenvolvimento, liberdade de expressão. Hoje pedimos que o ciclo de assassinatos e destruição cesse, especialmente os ataques contra os civis necessitados, de todas as religiões, que na realidade são as verdadeiras vítimas”.

“A Igreja sempre rechaçou o sectarismo, sem tomar nenhuma parte, e assinalando os valores éticos e evangélicos”.

De acordo com o Vaticano, a visita do Santo Padre está prevista para acontecer de 14 a 16 de setembro ao Líbano, no Oriente Médio.

Um dos motivos da viagem do Papa será assinar a exortação apostólica pós-sinodal da Assembléia Especial para o Oriente Médio do Sínodo dos Bispos,  celebrada no Vaticano de 14 a 24 de outubro de 2010 sobre o tema “A Igreja Católica no Oriente Médio: comunhão e testemunho. A multidão dos fiéis tinha um só coração e uma só alma”.

Texto baseado em noticia do site http://www.acidigital.com

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Oração para os momentos de agitação

Oração retirada do livro Orações de Todos os Tempos da Igreja – Prof. Felipe Aquino.

Para nós que vivemos nesses tempos de imensa agitação, no qual se trabalha muito e quase não sobra tempo para a oração, fica o convite para sempre que possível ou necessário, aquietar-se e conversar Deus. Importante saber que quando o coração está atribulado, jamais se deve tomar decisões importantes! Então, que tal parar agora mesmo rezar junto conosco? A oração abaixo é propícia para os momentos onde a agitação e barulho interior nos tira do sentido pleno de Deus. Reze…

Parar…
Como é bom parar!
Senhor, eu gostaria de parar agora mesmo.
Porque tanta agitação?
Para que todo esse frenesi?
Já não sei parar.
Esqueço-me de rezar. Fecho agora os meus olhos,
Quero falar Contigo Senhor.
Quero abrir-me para Teu Universo, mas os meus olhos não querem ficar fechados.
Sinto que uma agitação frenética invade todo o meu corpo, que vai e vem, escrevo da pressa.
Senhor, eu gostaria de parar agora mesmo.
Porque tanta pressa?
Porque tanta agitação?
Eu não posso salvar o mundo.
Sou apenas uma gota de água no oceano imenso de Tua maravilhosa criação.
Verdadeiramente importante é buscar Teu rosto abençoado.
Verdadeiramente importante é parar de vez em quando, é esforçar-se para proclamar que Tu és a grandeza e formosura, a magnificiência, que Tu és o Amor
O urgente é fazer e deixar que Tu fales dentro de mim.
Viver na profundidade das coisas e no esforço contínuo para buscar-Te no silêncio de Teu mistério.
Meu coração continua batendo, mas de um jeito diferente.
Não estou fazendo nada, não estou com pressa.
Simplesmente, estou diante de Ti, Senhor.
E como é bom estar diante de Ti,
Amém.

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Colombiano afirma que o Beato João Paulo II o curou de Mal de Parkinson. Canonização pode estar próxima

Beato João Paulo II: Canonização pode estar mais perto do que pensávamos!

Uma excelente notícia para os católicos que como eu amam o Beato João Paulo II: Um colombiano que sofria de Parkinson e que teria sido curado “milagrosamente” por intercessão do Beato João Paulo II pode ser o testemunho que faltava que que o Papa polonês seja enfim canonizado. O testemunho “foi enviado ao escritório vaticano encarregado da causa de canonização de João Paulo II, onde devem estudar um novo milagre para que seja proclamado santo”.

Conheça melhor o caso

Conforme relatou Marco Fidel Rojas, tudo começou no dia 8 de dezembro de 2005 quando sentiu os primeiros sintomas da enfermidade que fora confirmada posteriormente. Segundo os médicos ele sofreu um AVC (acidente vascular cerebral) que desencadeou o mal de Parkinson. O tempo foi passando e a doença se agravando. Várias vezes ele chegou a cair na rua em decorrência da enfermidade.

Na noite do dia 27 de dezembro de 2010, Marco Fidel recordou que conheceu, em uma viagem a Roma o então Papa João Paulo II numa missa e que falou com ele uns poucos segundos. Ele então pensou: “Tenho um amigo no céu. E teve Parkinson. Por que não o tinha invocado antes? Venerável Padre João Paulo II: venha e cura-me, ponha suas mãos na minha cabeça”, disse essa noite no meio da sua dor. Nesta mesma noite ele dormiu profundamente e no dia seguinte já não tinha os sintomas da enfermidade.

“Sim, João Paulo II fez o milagre de me curar” (Marco Fidel Rojas)

A cura de Marco Fidel é certificada pelo “neurologista Antonio Schlesinger Piedrahita”, que no certificado expedido no dia 26 de setembro de 2011 assinala: “Atualmente encontro o paciente em boas condições de saúde. Apresenta tremor de repouso nas mãos. Resto do exame neurológico, normal”.

Como sabemos, o milagre que permitiu a beatificação do Papa João Paulo II foi a cura da religiosa francesa Marie Simon-Pierre, que também padecia de Parkinson, a enfermidade que durante anos padeceu o falecido Pontífice.

Agora resta-nos rezar e aguardar o pronunciamento do Vaticano a respeito do caso. Se você tem algum milagre em sua vida que aconteceu pela intercessão do Beato João Paulo II também pode se pronunciar. Mas atenção: É preciso que a prece tenha sido exclusivamente a ele e que você tenha a cura atestada por um médico. Caso isso tenha acontecido, procure o sacerdote da sua paróquia e ele saberá como proceder.

Pax Domini

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Virgindade Perpétua de Maria:: Escritos de São Jerônimo – Capítulo 16

Posto aqui mais um capítulo da Carta de São Jerônimo a Helvídio a respeito da Virgindade Perpétua da Virgem Maria. Aqui ele explica o sentido da palavra “irmão” na Bíblia.

CAPÍTULO XV

Agora aqui temos a explicação do que eu me esforcei por mostrar, como foi que os filhos de Maria, a irmã da mãe de Nosso Senhor, que anteriormente eram tidos por não crentes, e que depois passaram a acreditar, podem ser chamados irmãos do Senhor. Possivelmente, o caso foi que um dos irmãos acreditou imediatamente enquanto os outros não acreditaram senão muito depois, e que uma Maria era a mãe de Tiago e José, chamada “Maria de Cléofas”, que é a mesma dita esposa de Alfeu, e a outra, a mãe Tiago o menor. De qualquer modo, se ela (esta última) fosse a mãe do Senhor, São João teria lhe concedido seu sublime título, como em todos os demais lugares, e não teria passado uma impressão errônea, chamando-a mãe de outros filhos. Mas neste ponto não desejo argüir a favor ou contra a suposição de que Maria, a esposa de Cléofas, e Maria, a mãe de Tiago e José, eram mulheres diferentes, uma vez que está claramente entendido que Maria, a mãe de Tiago e José não era a mesma pessoa que a mãe do Senhor.

“Como, então” – pergunta Helvídio – “explica você que eram chamados irmãos do Senhor aqueles que não eram seus irmãos?” Mostrarei como.

Na Sagrada Escritura há quatro espécies de irmãos: pela natureza, pela raça, pelo parentesco e pelo amor. Exemplos de irmãos pela natureza foram Esaú e Jacó, os doze patriarcas, André e Pedro, Tiago e João.

Irmãos de raça, eram todos os judeus que assim se chamavam um ao outro, como no Deuteronômio: “Se teu irmão, um homem hebreu, ou uma mulher hebréia, te for vendida, ele servirá por seis anos; então, no sétimo ano, deixarás que ele se vá livre”. E antes, no mesmo livro: “Deverás de qualquer maneira fazê-lo teu rei aquele que o Senhor teu Deus escolher: um dentre teus irmãos deverá ser feito teu rei; não porás um estrangeiro acima de ti, que não é teu irmão”. E de novo: “Não deverás ver o boi ou a ovelha de teu irmão se extraviar e ficares omisso; deverás com segurança levá-los de novo para teu irmão. E se teu irmão não morar perto de ti, ou se não o conheces, então deves trazê-los para tua casa, e ficarão contigo até que teu irmão venha procurá-los, e tu deves devolvê-los a ele de volta”. E o Apóstolo Paulo diz: “Desejaria eu mesmo ser reprovado por Cristo pela salvação de meus irmãos, meus próximos pela carne, que são os israelitas”.

E ainda mais: são chamados irmãos por parentesco aqueles que são de uma família, que é pátrio, que corresponde à palavra latina “paternidade”, porque de uma única raiz procede uma numerosa progênie. No Gênese, lemos: “E Abraão disse a Lot: ‘Que não haja luta, eu te peço, entre mim e ti, e entre meus pastores e os teus, porque somos irmãos'”. E de novo: “Assim Lot escolheu para si toda a planície do Jordão, e se direcionou para leste. E eles se separaram, um irmão do outro”. Certamente Lot não era irmão de Abraão, mas o filho do irmão Aram de Abraão. Porque Terah gerou Abraão, Nahor e Arão. E Arão gerou Lot. De novo, lemos: “E Abraão tinha setenta e cinco anos quando partiu de Haram. E Abraão levou Sarai sua esposa, e Lot, filho de seu irmão”.

Mas se você (Helvídio) ainda duvida que um sobrinho possa ser chamado filho, permita-me dar-lhe um outro exemplo: “E quando Abraão ouviu que seu irmão fora feito escravo, tomou seus experimentados homens, nascidos em sua casa, trezentos e dezoito”. E depois de descrever o ataque e o massacre noturno ele acrescenta: “E trouxe de volta todos os bens, assim como seu irmão Lot”. Que isso seja suficiente como prova de minha afirmação. Mas por medo, você pode levantar alguma objeção cavilosa, e se contorcer em seu aperto como uma cobra; assim devo imobilizá-lo rapidamente com as garantias de provas para fazê-lo parar de sibilar e murmurar, porque sei que você gostaria de dizer que está baseado não tanto na verdade da Escritura mas em complicados argumentos.

Jacó, o filho de Isaac e Rebeca, quando por medo da perfídia de seu irmão tinha ido para a Mesopotâmia, retirou-se para perto [de Labão], rolou a pedra da tampa do poço e bebeu da fonte de Labão, irmão de sua mãe. “E Jacó beijou Raquel, ergueu sua voz e chorou. E Jacó disse a Raquel que ele era irmão de seu pai, que era filho de Rebeca”. Aqui está um exemplo da regra já referida, pela qual um sobrinho é chamado de irmão. E mais: “Labão disse a Jacó: ‘Porque tu és meu irmão, poderias doravante trabalhar para mim sem pagamento? Diga-me qual o teu propósito'”. E assim, quando ao fim de 12 anos, sem conhecimento de seu tio e acompanhado por suas esposas e filhos estava retornando para sua terra, quando Labão os alcançou na montanha de Gilead e não conseguiu encontrar os ídolos que Raquel escondera em sua bagagem, Jacó fez uma pergunta a Labão: “Qual é minha transgressão? Qual é meu pecado, para que tu me venhas tão irado e me persigas? Procuraste tudo em minhas bagagens! O que encontraste em todos meus utensílios? Digas aqui, irmãos perante irmãos, para que eles julguem a nós dois”.

Diga-me [Helvídio] quem são esses irmãos de Jacó e Labão que estão aqui presentes? Esaú, irmão de Jacó, certamente não estava lá, e Labão, o filho de Bethuel, não tinha irmãos, embora tivesse uma irmã, Rebeca.

Veja Também:: Capítulos 1 e 2 | Capítulos 3 e 4 | Capítulo 5 e 6 | Capítulos 7 e 8| Capítulos 9 e 10 | Capítulos 11 e 12 | Capítulos 13 e 14 | Capítulo 15

( Tradução: José Fernandes Vidal e Carlos Martins Nabeto – Central de Obras do Cristianismo Primitivo)

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Evangelho do Dia:: Acautelemo-nos da sabedoria que leva a insensatez

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, Jesus exclamou: Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do Céu e da terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque isso foi do teu agrado. Tudo me foi entregue por meu Pai; e ninguém conhece o Filho senão o Pai, como ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar. (Mt 11,25-27)

Comentário feito por São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero de Antioquia, bispo de Constantinopla, doutor da Igreja

Bendigo-Te, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e aos entendidos. Como? Regozijar-Se-á com a perda daqueles que não acreditam n’Ele? Nada disso: são admiráveis os desígnios do Senhor para a salvação dos homens! Quando eles se opõem à verdade, e se recusam a recebê-la, Deus nunca os contraria, deixa-os na sua vontade. A perdição em que caem leva-os a encontrar o caminho; entrando em si mesmos, procuram com ardor a graça da chamada à fé que num primeiro momento haviam desprezado. Quanto aos que continuaram fiéis, mais forte ainda se revela, então, o seu ardor. Cristo regozija-Se, portanto, por estas coisas serem reveladas a alguns, mas atormenta-Se por ficarem escondidas a outros; percebe-se bem que é assim quando, ao aproximar-Se da cidade, Ele chora sobre ela (Lc 19,41). No mesmo espírito, escreve São Paulo: Demos graças a Deus: éreis escravos do pecado, mas obedecestes de coração ao ensino que vos foi transmitido como norma de vida (Rm 6,17).

A que sábios está Jesus a referir-Se? Aos escribas e aos fariseus. Diz isto para encorajar os discípulos, mostrando-lhes os privilégios de foram julgados dignos; os simples pescadores receberam as luzes que os sábios e os entendidos desdenharam. Sábios, estes são-no só de nome; crêem-se sábios mas não passam de falsos eruditos. É por isso que Cristo não diz: Revelaste-as aos insensatos mas aos pequeninos, isto é, a pessoas simples e sem argúcia. […] Ensina-nos assim a renunciar à loucura das grandezas e a procurar a simplicidade. São Paulo vai mais longe: Se algum de entre vós se julga sábio à maneira deste mundo, torne-se louco para ser sábio (1Cor 3,18).

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Santo do Dia: Beato Bartolomeu dos Mártires

Hoje celebramos de modo especial o Beato Bartolomeu dos Mártires (mártires é um bairro de Lisboa, Portugal) que participou do Concilio de Trento, dedicou-se para a formação dos novos sacerdotes fundando o Seminário. Será que hoje em dia, nos seminários que temos os jovens são preparados conforme o que João Paulo II disse ao beatificar o bispo Bartolomeu dos Mártires?

Vamos conhecer a história deste Santo hoje!

Beato Bartolomeu dos Mártires

Beato Bartolomeu dos Mártires

Nasceu em Lisboa (na freguesia dos Mártires), em 3 de Maio de 1514 e entrou para a ordem dominicana com 14 anos apenas. Foi feito arcebispo de Braga em 1559. Entre 1561 e 1563, participou no Concílio de Trento. Resignou em 1582, tendo-se recolhido ao Convento de Santa Cruz, em Viana do Castelo, onde morreria em 1590.

Abaixo um trecho do discurso de João Paulo II no dia da sua beatificação:

“O Beato Bartolomeu dos Mártires, dominicano por vocação e ideal de vida, ardia de zelo pela causa de Deus, que é a salvação dos homens, iluminando-lhes o caminho com o Evangelho. Fiel à norma apostólica, “entrega-se assiduamente à oração e ao serviço da palavra” (cf. At 6, 4), arrastando consigo o clero: promove a sua formação permanente, ao seu alcance poe meios para pregar ao povo e funda o Seminário para preparar dignamente os futuros sacerdotes.

Beato Bartolomeu dos Mártires, rogai por nós!

O Seminário era apenas uma das medidas da reforma preconizada pelo Concílio de Trento, a cuja realização o Beato Arcebispo se consagrou de alma e coração, não sem obstáculos, alguns com ressonância em Roma. O Papa Pio IV assim respondeu, falando de Dom Frei Bartolomeu: “Tal satisfação nos deu, no tempo que participou no Concílio, com a sua bondade, religião e devoção, que o ficámos tendo em grande conta, com tamanho conceito da sua honra e virtude que não poderão alterá-lo queixumes de ninguém” (Carta ao rei de Portugal, Cardeal Dom Henrique). Ontem pude assinalar, com o ato da sua beatificação, estes sentimentos do meu Predecessor. Saúdo a Igreja de Lisboa, que lhe deu o berço, e a de Viana do Castelo, que o acolheu nos seus últimos anos e conserva a relíquia venerável do seu corpo; saúdo a Arquiodiocese bracarense na sua extensão de então e Portugal inteiro, que ele serviu e amou, sobretudo na pessoa dos pobres.”

Em 1702 o Arcebispo D. João de Sousa mandou organizar o processo relativo à heroicidade das suas virtudes e aos milagres atribuídos à sua intercessão. Ficou concluído felizmente em 1845, pela promulgação do Decreto sabre a heroicidade das suas virtudes. Foi beatificado por João Paulo II no dia 4 de Novembro de 2002.

Há, em várias línguas, numerosas biografias de D. Fr. Bartolomeu dos Mártires. A mais conhecida é a do clássico Fr. Luís de Sousa, da Ordem dominicana.

Beato Bartolomeu dos Mártires, rogai por nós!

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