Santa Sé retira os títulos de “Pontifícia” e “Católica” da Universidade do Peru. Imagina se a moda pega?

Agora a Universidade do Peru terá que tirar os títulos “Pontificio” e “Católico” da sua nomenclatura.

Provavelmente você já deve ter lido esta notícia em algum lugar por ai na internet. Infelizmente a minha falta de tempo não me permitiu comentá-la. Não que ela não seja importante, muito pelo contrário, mas por causa da correria do dia a dia não pude falar sobre isso. Mas antes tarde do que nunca não é mesmo?

A notícia veio a tona no dia 20 de julho. A Santa Sé através da sua Sala de Imprensa comunicou que resolveu retirar da Universidade do Peru, que é sediada em Lima, os títulos de “Pontifícia” e “Católica”.

Para quem não sabe, as universidades pontifícias têm como missão, colaborar com o Papa e entre si na evangelização da cultura e na formação de alto nível dos sacerdotes, religiosos e leigos cristãos, para que o mundo conheça Jesus Cristo. Pelo jeito a PUC Peru não vem fazendo isso a um bom tempo…

A discussão vem desde 1967, quando a universidade modificou seus estatutos, se colocando em muitos pontos, em posição diferente do que a Igreja Católica Apostólica Romana ensina. Em 1990 a Santa Sé solicitou que a Universidade do Peru readequasse seus estatutos, colocando-os dentro dos padrões da Constituição Apostólica Ex-Corde Ecclesiae. Os pedidos da Igreja foram todos rejeitados de forma que se tornou iminente as medidas que foram tomadas recentemente.

>>Mais sobre o caso você pode ler clicando aqui.

Agora isso me leva a pensar e posteriormente questionar as diversas universidades aqui no Brasil que carregam os títulos de “Pontíficia” e de “Católica”. Embora elas tenham seus estatutos na mais perfeita ordem, muitas delas não cumprem a missão a que foram destinadas. Muitos dos alunos que entram nelas com uma fé embasada, saem delas perdidos e às vezes sem fé alguma. É verdade que boa parte delas formam grandes profissionais que saem aptos para o mercado, mas muitos deles com ideias contrárias a Doutrina Cristã, ideias essas pregadas muitas vezes pelo próprio corpo docente das ditas PUCs.

Eu particularmente estudei em uma delas pouco antes me tornar missionário. Confesso que ver a ação evangelizadora e missionária dentro da mesma foi algo deveras decepcionante. Por muito pouco não perco a fé!

Se você é universitário sabe como é difícil levar a palavra de Deus em uma universidade que tem o título de “Católica”, mas que de católica mesmo pouca coisa tem. Sei que isso não é neurose minha. Evangelizar em uma universidade é “dose pra leão” e se a universidade se diz católica, deveria cuidar melhor da formação religiosa dos seus alunos. Na PUC que eu estudei, por exemplo, o que tinha de concreto a nível de evangelização era uma sala chamada de animação vocacional, onde alguns jovens que se reuniam para falar de mais de política do que de doutrina, e muita, mas muita heresia!

Ali Boff e Betto reinavam tranqüilos, solenes e absolutos. A Teologia da Libertação dava as cartas no lugar esbofeteando a Santa Doutrina. Naquele tempo, outros jovens que não eram da TL passavam maus bocados quando tentavam levar a Boa Nova dentro da Universidade. Não digo que eram perseguidos, mas muitas vezes tinham as portas fechadas quando tentavam anunciar Jesus aos demais alunos. Ali se questionava o Papa, a Hierarquia da Igreja, a Santa Doutrina e era muito difícil para mim, católico apostólico romano, viver dentro daquele ambiente acadêmico. De um lado os universitários e professores com suas bravatas ateístas e do outro lado, católicos progressistas amparados pelos padres locais que tolhiam todos os que tentavam fazer algo diferente da velha e caduca Teologia da Libertação.

Agora fica a pergunta: Será que estas universidades podem também ser chamadas de “Pontifícias”? Será que devem ser chamadas de “Católicas”?

Que o digam os alunos católicos destas universidades. A Universidade do Peru perdeu os títulos por uma mudança de estatuto. Mas será que não é o tempo da Igreja Católica Apostólica Romana exigir uma postura mais condizente das universidades no Brasil que portam este título?

Não estou dizendo aqui que as universidades devem impor a Fé Católica a todos os alunos, mas estou dizendo que elas devem atentar para a formação que se dá dentro e fora sala de aula, bem colaborar com a iniciativa dos alunos católicos que desejam utilizar do espaço acadêmico para também levar a palavra de Deus. Acho absurdo que uma instituição dita católica pague professores para espalhar mentiras iluministas contra a mesma Igreja que aquela instituição faz parte. Poxa, se não pode ajudar, também não atrapalha!

Precisamos que as instituições que portem títulos como “Pontifício” e “Católico” dêem um verdadeiro testemunho. Se de nós, simples leigos, é cobrada uma postura condizente com a fé que professamos, o que dizer de uma instituição universitária?

As universidades pontifícias católicas precisam ser para os católicos uma referência segura de aprendizado e de formação humana e religiosa. Espero em Deus o dia em que saiam das universidades católicas mais jovens católicos do que os que lá entraram. É um sonho! Quem sabe não se torna uma realidade?

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3 comentários sobre “Santa Sé retira os títulos de “Pontifícia” e “Católica” da Universidade do Peru. Imagina se a moda pega?

  1. Faz tempo que eu me pergunto se existe, de verdade, uma universidade Católica no Brasil.
    Não é pra menos meu questionamento, haja visto que hoje em dia as dita Univ. Católicas, não apenas empregam não católicos como parte de seu corpo docente, mas pior, “católicos” que abertamente fazem oposição aos valores católicos, como o direito a vida do nascituro, a indissolubilidade do matrimonio sacramental, oposição à união gay…e veja só, até questões elementares como a utilização do crucifixo em suas premissas….
    Particularmente frequentei uma universidade católica no Rio de Janeiro, que de católica mesmo, só o nome! O mesmo vale para a centenas de “escolas católicas” por ai a fora..

    Pax Domini

  2. Ola…

    Voltei apenas para fazer um adendo ao meu comentário anterior:

    Qdo eu mencionei que as Universidade Católicas não empregam estritamente professores católicos, implicando que deveriam fazê-lo, não quero que esse meu ponto de vista seja entendido como discriminatório e preconceituoso. Eu explico.

    Como pode-se esperar que pessoas que não professam a fé católica sejam leais ao que a Igreja ensina? Não há, ao menos do ponto de vista prático, como monitorar o que cada professor ensina no meio acadêmico. Portanto, como esperar de um professor agnóstico ou ateu que ele seja fiel ao ensinamento da Igreja sobre a crença cristã sobre a existência de Deus, por exemplo? Como esperar que uma pessoa que acredita que o feto não é um ser humano seja fiel ao ensinamento católico contra o aborto? Eu não consigo imaginar a possibilidade de um professor católico convicto e praticante lecionando numa instituição judia ou secular? Eis o meu argumento… Cada macaco no SEU galho!

    Pax Domini,

  3. Pingback: Íntegra da Carta do Cardeal Tarcísio Bertone ao Reitor da PUCP « Sacrifício Vivo e Santo

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