Casamento no campo? Na fazenda? Na praia? Sai fora católico! É furada!

Via de regra a Igreja Católica Apostólica Romana não permite matrimônios fora de uma igreja ou capela devidamente provisionados.

Então você aceitou o pedido do(a) noivo(a) e enfim vai se casar… Que lindo! Preparem-se: Vem ai uma maratona que vai tirar você do sério! Roupa, convites, padrinhos, doces, festa, salão, decoração, igreja, celebrante… Só de lembrar a maratona que travamos para realizar nosso casamento já me sinto cansado! É bem verdade que minha esposa correu mais do que eu. Dizem que as mulheres se envolvem mais do que os homens, e no meu caso isso foi bem real!

Porém você que é católico apostólico romano e deseja se casar dentro das normas da Igreja Católica Apostólica Romana fique atento: Casamento feito dentro da Igreja Católica Apostólica Romana não pode ser realizado fora de uma Igreja Católica Apostólica Romana (estou repetindo várias vezes para reforçar que essa observação é para membros da nossa igreja).

Se você é membro da Igreja Católica Apostólica Romana e sempre sonhou casar em um belo jardim, ou em uma praia, ou no topo de uma montanha me desculpe, mas este tipo de casamento em geral não é permitido! Se o padre com quem você conversou disse que você pode casar a vontade, ele está errado. Das duas uma: Ou ele não é um Padre da Igreja Católica Apostólica Romana, ou ele está em desobediência a Igreja. Na minha opinião, padres desobedientes precisam ser denunciados!

Segundo as normas da Igreja, (Cân. 1118, § 1 do Direito Canônico):

O Sacramento do Matrimônio deve ser celebrado na própria Igreja Paroquial de um dos Noivos, ou em outra Igreja ou Oratório provisionado pelo Bispo para a celebração do Culto Religioso.

Trata-se, de fato, de um Sacramento, ato religioso solene, que faz parte da vida da Igreja. Por isso o Direito Canônico sublinha a importância de celebração num lugar sagrado, onde se manifesta principalmente a vida de fé e de oração do Povo cristão. Portanto:

  1. O matrimônio deve ser celebrado somente nas Matrizes e Capelas provisionadas.
  2. É proibido em clubes, hotéis, sítios, chácaras, fazendas e locais de lazer ou recepção.

Caso você deseje casar em um local fora da Igreja, e tenha um bom motivo para isso (e é preciso um excelente motivo), você tem uma possibilidade muito, mas muito pequena. Para isso, você deve solicitar ao bispo da sua diocese essa possibilidade e é bom ter “o” motivo, porque em geral 99,9% dos pedidos são recusados. Se ele liberar seu casamento fora da Igreja então tudo bem.

Agora se o bispo fizer o trivial rejeitando seu pedido em casar fora de uma igreja, e ainda assim o padre, ligado a Igreja Católica Apostólica Romana desobedecer ao bispo diocesano, veja o que pode ocorrer com ele:

  1. O Sacerdote, ou Diácono, que assistir o casamento, ou der bênção nupcial ou qualquer outra bênção que possa criar interpretação de casamento em locais impróprios, pode ser suspenso de Ordem, isto é, fica proibido de exercer seu ministério sagrado.
  2. E quem fizer isso por dinheiro, incorre no reato de Simonia, pelo qual pode ser punido com Interdito ou com Suspensão de Ordem, à norma do Cânon 1380 do Direito Canônico.
  3. E o Sacerdote, ou Diácono, que sugerir essas práticas de casamento a Leigos, também incorre na mesma pena.

E o que a Igreja quer fazer com isto?

Ela quer preservar o sacramento. Sim caríssimos, o matrimônio é um sacramento que precisa ser respeitado! O Matrimônio não é uma festinha legal de uns amigos que resolveram “juntar os trapos”. É um sacramento indissolúvel! E para tal, deve acontecer dentro de uma Igreja ou capela, na qual acontecem celebrações litúrgicas (missas). É algo que é selado por Deus e precisa acontecer na Casa de Deus!

Por isso você que é católico apostólico romano e vai casar, fique atento com esses “padres” que querem fazer seu casamento fora das nossas igrejas. Repito: Se aparecer algum padre maluco querendo realizar seu casamento fora da Igreja, denuncie! Lembrando ainda que casamentos feitos por “padres” da Igreja Católica Apostólica BRASILEIRA, Igreja Católica Apostólica CARISMÁTICA e outras do tipo não são reconhecidos pela Igreja Católica Apostólica Romana. É sempre bom checar se o “padre” que vai realizar seu casamento é de fato ligado a Igreja Católica Apostólica Romana. Prudência e caldo de galinha nunca fizeram mal a ninguém.

A você que vai casar, desejo muito sucesso e felicidades! É uma decisão para todo sempre! Mas reitero: Cuidado com esses sonhos malucos. O que torna um casamento inesquecível não é o lugar onde ele é celebrado, mas o amor que os noivos tem um pelo outro e a fé que ambos tem no Senhor Jesus! Casamento você encontra em várias igrejas e lugares. Matrimônio como um sacramento somente na Igreja Católica Apostólica Romana em uma igreja onde se celebra missas. Entendeu ou quer que eu desenhe?

Pax Domini

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Podeis beber o cálice que Eu estou para beber?

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, aproximou-se então de Jesus a mãe dos filhos de Zebedeu, com os seus filhos, e prostrou-se diante dele para lhe fazer um pedido. “Que queres?” perguntou-lhe Ele. Ela respondeu: “Ordena que estes meus dois filhos se sentem um à tua direita e o outro à tua esquerda, no teu Reino”. Jesus retorquiu: “Não sabeis o que pedis. Podeis beber o cálice que Eu estou para beber?” Eles responderam: “Podemos”. Jesus replicou-lhes: “Na verdade, bebereis o meu cálice; mas, o sentar-se à minha direita ou à minha esquerda não me pertence a mim concedê-lo: é para quem meu Pai o tem reservado”. Ouvindo isto, os outros dez ficaram indignados com os dois irmãos. Jesus chamou-os e disse-lhes: “Sabeis que os chefes das nações as governam como seus senhores, e que os grandes exercem sobre elas o seu poder. Não seja assim entre vós. Pelo contrário, quem entre vós quiser fazer se grande, seja o vosso servo; e quem, no meio de vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo. Também o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para resgatar a multidão”. (S. Mateus 20,20-28)

Comentário do Evangelho do dia feito por São Gregório Magno (c. 540-604), papa, doutor da Igreja

Uma vez que hoje celebramos a festa dum mártir, irmãos, devemos preocupar-nos com a forma de paciência praticada por ele. Com efeito, se com a ajuda do Senhor nos esforçarmos por manter essa virtude, obteremos sem dúvida a palma do martírio ainda que vivamos na paz da Igreja. Porque há dois tipos de martírio: o primeiro consiste numa disposição do espírito; o segundo alia a essa disposição os atos da existência. Por isso, podemos ser mártires mesmo sem morrermos executados pelo gládio do carrasco. Morrer às mãos dos perseguidores é o martírio em ato, na sua forma visível; suportar as injúrias amando quem nos odeia é o martírio em espírito, na sua forma oculta. Que haja dois tipos de martírio, um oculto, o outro público, a própria Verdade o comprova quando pergunta aos filhos de Zebedeu: “Podeis beber o cálice que Eu estou para beber?” E à sua asserção, “Podemos”, o Senhor riposta: “Na verdade, bebereis o Meu cálice”. Ora, que pode significar para nós este cálice senão os sofrimentos da Sua Paixão, da qual diz noutro sítio: “Meu Pai, se é possível, afaste-se de Mim este cálice” (Mt 26,39)? Os filhos de Zebedeu, Tiago e João, não morreram os dois mártires, mas foi a ambos que o Senhor disse que haviam de beber esse cálice. De fato, se bem que não viesse a morrer mártir, João acabou por sê-lo todavia, já que os sofrimentos que não sentiu no corpo os sentiu na alma. Devemos então concluir do seu exemplo que nós próprios podemos ser mártires sem passar pela espada se conservarmos a paciência da alma.

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Oração para antes de se tomar uma decisão

ImagemQuantas vezes ao dia temos que tomar decisões? Muitas vezes. Porém, nem sempre sabemos se estamos nos decidindo conforme a vontade de Deus, nem mesmo sabemos qual escolha devemos tomar, pois simplesmente não entendemos os desígnios de Deus com aquela situação.

Por isso, convido-vos a orar e pedir que Deus nos dê a graça de cumprir a Sua vontade, não só em escolhas e decisões importantes de nossas vidas, mas também em nossas escolhas mais corriqueiras e espontâneas. Esta oração é retirada de um livro muito antigo e tradicional da Nossa Santa Igreja chamado Imitação de Cristo. Rezemos juntos!

Oração para pedir a Deus a graça de cumprir a sua vontade

Concedei-me, bom Jesus, a Vossa graça; que ela esteja em mim, que aja comigo, e que permaneça comigo até o fim. Fazei com que eu deseje e queira sempre o que Vos é mais agradável, e o que preferis. Que Vossa vontade seja a minha; e que minha vontade siga sempre a Vossa, e jamais se afaste dela, em nada. Que, unido a Vós, eu nada queira, nem possa querer, senão o que quereis; e que assim seja quanto ao que não quereis. Dai-me morrer para tudo o que é do mundo e amar, ser esquecido e desprezado pelo século, por causa de Vós. Fazei com que eu repouse em Vós para além de tudo o que se pode desejar, e que meu coração busque a paz somente em Vós. Sois a verdadeira paz do coração, meu único repouso; fora de Vós, tudo pesa e inquieta. Nessa paz, isto é, só em Vós, eterno e soberano bem, dormirei e repousarei!

Assim seja!

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Santo do Dia: São Tiago Maior, apóstolo e mártir!

Olá irmãos, tudo bem? Mais um dia que começa, vamos juntos neste dia celebrar e fazer memória a este grande homem santo chamado: São Tiago Maior! Você com certeza já escutou falar sobre ele, não é? Vamos juntos aprender mais um pouco!

São Tiago, rogai por nós!

São Tiago Maior, apóstolo e mártir

Tiago (o Maior), filho de Zebedeu e de Salomé, era irmão do evangelista São João. Seu pai estava presente quando os dois irmãos, dentro de em um barco no lago de Genesaré, receberam o pedido de Jesus para O acompanharem: “Eles, abandonaram o barco e seu pai e seguiram-nO,” demonstrando vontade decidida e índole forte. Talvez por isso, receberam de Jesus o apelido de “filhos do trovão”. Dentre os doze apóstolos, São Tiago foi um grande amigo de Nosso Senhor fazendo parte daquele grupo mais íntimo de Jesus (formado por Pedro, Tiago e João) testemunhando, assim, milagres e acontecimentos como a cura da sogra de Pedro, a Transfiguração de Jesus, entre outros. Procurou viver com fidelidade o seu discipulado. No entanto, foi somente após a vinda do Espírito Santo em Pentecostes que São Tiago correspondeu concretamente aos desígnios de Deus. No livro dos Atos dos Apóstolos, vemos o belo testemunho de São Tiago, o primeiro dentre os doze apóstolos a derramar o próprio sangue pela causa do Evangelho:

“Por aquele tempo, o rei Herodes tomou medidas visando maltratar alguns membros da Igreja. Mandou matar à espada Tiago, irmão de João” (At 12,1-2).

Segundo uma tradição, antes de ser martirizado, São Tiago abraçou um carcereiro desejando-lhe “a Paz de Cristo”. Este gesto converteu o carcereiro que, assumindo a fé em Jesus, foi martirizado juntamente com o apóstolo. Existe ainda outra tradição sobre os lugares em que São Tiago passou, levando a Boa Nova do Reino. Dentre estes lugares, a Espanha onde, a partir do Século IX, teve início a devoção a São Tiago de Compostela.

Tiago, além de Patrono da Galiza e da Espanha, é também o santo protetor:

  • dos cavaleiros, dos peregrinos, das peregrinações e dos caminhos;
  • do exército espanhol;
  • de inúmeras profissões: camionistas, chapeleiros, fabricantes de peles, tanoeiros, farmacêuticos, alquimistas, veterinários…;
  • do Chile, da Guatemala e da Nicarágua, Colômbia, Cuba, México, Peru para além de inúmeras localidades ibero-hispanas;
  • é também invocado para a prosperidade das macieiras e outras árvores de fruto e contra o reumatismo.
  • Santo padroeiro de uma seção de escuteiros, os exploradores.

São Tiago Maior, rogai por nós!

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A Liturgia na Doutrina da Igreja Católica Apostólica Romana

Saudações, caríssimos irmãos. Voltamos com a nossa série sobre a Liturgia.

Hoje vamos nos aprofundar um pouco mais no tema proposto nesta série, tratando da Liturgia de acordo com a Doutrina da Igreja Católica Apostólica Romana. Uma Doutrina tão rica, e por vezes, tão renegada. Me acompanhe, então, nesta jornada!

A Liturgia na Doutrina da Igreja Católica Apostólica Romana

Antes de adentrarmos na Liturgia propriamente dita, faz-se necessário defirnirmos o que é a Doutrina Católica, visto que é onde se insere a Liturgia.

Tem-se por Doutrina da Igreja Católica Apostólica Romana, ou apenas Doutrina Católica, o conjunto de princípios e verdades de fé, objetos de estudo da Santa Igreja.

De acordo com o Catecismo de São Pio X, nos seus tópicos 4 e 5, a Doutrina da Igreja Católica foi revelada diretamente por Jesus Cristo “para nos mostrar o caminho da Salvação”, e que “é necessário aprender a doutrina ensinada por Jesus Cristo, e cometem falta grave aqueles que se descuidam de o fazer”.

Todavia, o estudo e compreensão deste conjunto de verdades de fé, professados pela nossa Santa Igreja Católica, não é algo estático, devendo, pois, ser objeto de estudo progressivo da Teologia, de acordo com a Revelação Divina, orientados pela Igreja Católica, por meio da Tradição Apostólica, que se realiza, de acordo com o Compêndio do Catecismo da Ugreja Católica (nº 13) “mediante a transmissão viva da Palavra de Deus (chamada também simplesmente a Tradição) e através da Sagrada Escritura que é o próprio anúncio da salvação transmitido por escrito”.

Pois bem, definido o conceito de Doutrina Católica, onde se insere a Liturgia?

De acordo com o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica (nº 218), “a liturgia é a celebração do Mistério de Cristo e em particular do seu Mistério Pascal. Na liturgia, pelo exercício da função sacerdotal de Jesus Cristo, a santificação dos homens é significada e realizada mediante sinais, e é exercido, pelo Corpo místico de Cristo, ou seja pela Cabeça e pelos membros, o culto público devido a Deus”.

Assim, a Liturgia, presente na Doutrina Católica, é o cume para onde tendem todas as ações da Igreja e, simultaneamente, a fonte donde provém toda a sua força vital.

Através da Liturgia, Cristo continua, na sua Igreja, com ela e por meio dela, a obra da nossa redenção. Assim, na Liturgia e por meio dela, ocorre o exercício do sacerdócio supremo de Cristo, que é exercido pela Igreja, Seu Corpo Místico, onde a santificação dos homens é significada e realizada mediante os sete sacramentos, dos quais a própria Igreja é um deles, visto que, é por meio dela (Igreja) que o Cristo fala aos fiéis, perdoa-lhes os pecados e os santifica, notadamente por meio da Sagrada Eucaristia.

É o que preceitua o Código de Direito Canônico, no Cânon 834, assim dispondo:

“Cân. 834 § 1. A igreja desempenha seu múnus de santificar, de modo especial por meio da sagrada Liturgia, que é tida como exercício do sacerdócio de Jesus Cristo, na qual, por meio de sinais sensíveis, e significado, e, segundo o modo próprio de cada um, é realizada a santificação dos homens, e é exercido plenamente pelo Corpo místico de Jesus Cristo, isto é, pela Cabeça e pelos membros, o culto público de Deus.

§ 2. Esse culto se realiza quando é exercido em nome da Igreja por pessoas legitimamente a isso destinadas e por atos aprovados pela autoridade da Igreja.”

E assim, as diversas Igrejas espalhadas pelo mundo, por meios das suas diversas liturgias, exercem o munus de santificar e abençoar o povo.

Já sei, você vai me perguntar: “diversas Liturgias”?! Como assim?! A Liturgia não é uma só?!

O culto a Deus, que se dá por meio da Liturgia, é, pois, somente um, apenas um único Mistério Pascal, mas vale ressaltar que toda a Liturgia, em especial a Missa, é celebrada através de gestos, palavras (incluindo as orações), canto, música, sinais e símbolos, tendo todos estreita correlação, e assim, apesar de o culto a Deus ser um só, a Igreja possui muitas tradições/ritos litúrgicos, em função do encontro da Tradição e Magistério com as demais culturas e povos espalhados pelo mundo.

Portanto, se você estiver num outro país, ou numa outra Igreja que guarde relações com a Igreja Católica, como a Igreja Maronita, por exemplo, você participará de um mesmo culto a Deus, de uma mesma Missa, mas com outra tradição litúrgica, com outro rito, conforme abordaremos posteriormente.

Mas atenção, não estou falando aqui de qualquer Igreja. Note bem: a Igreja deve guardar relações dogmáticas, doutrinárias e teológicas com a Igreja Católica Apostólica Romana, ou seja, tal Igreja onde o culto é prestado, para ter e ser um sacramento válido deve estar em consonância com a Igreja Católica, com o primado de Pedro exercido pelo Sumo Pontífice, o Papa.

É por isso que as Igrejas Protestantes e demais denominações, não têm em seus cultos sacramentos validamente reconhecidos pela Igreja Católica Apostólica Romana, visto que não têm seus atos realizados nem aprovados pela autoridade eclesial do Papa, o sucessor de Pedro, visto que, novamente de acordo com o Catecismo de São Pio X (nº 8):

“Temos a certeza de que a Doutrina Cristã, que recebemos da Igreja Católica, é verdadeira, porque Jesus Cristo, autor divino desta doutrina, a confiou por meio dos seus Apóstolos à Igreja Católica, por Ele fundada e constituída Mestra infalível de todos os homens, prometendo-Lhe a sua divina assistência até à consumação dos séculos.”

Pois bem, entendido o significado e importância da Liturgia na Doutrina Católica, como celebração pública e oficial do Mistério Pascal de Cristo, que, como Cabeça, o celebra com Seu Corpo, ou seja, a Igreja terrestre (nós) e celeste (os santos e mártires), devemos, pois, atentar para onde e quando prestamos tal culto público.

Tal ponto diz respeito aos aspectos espacial e temporal do culto litúrgico.

No que concerne ao espaço da celebração litúrgica, embora o culto católico não esteja ligado a nenhum lugar exclusivo, porque Cristo, e logo toda a Igreja, é o verdadeiro templo de Deus, a Igreja terrestre necessita de lugares onde se possa reunir para celebrar a Liturgia. Estes lugares (igrejas, capelas, catedrais), de acordo com o Catecismo da Igreja Católica, são as casas de Deus e símbolo da Igreja que vive num lugar e também da morada celeste”.

É lá, na Igreja (espaço físico consagrado a Deus), onde encontramos recolhimento, paz, oração, e a presença viva de Jesus Cristo nos Sacrários e na consagração da hóstia pelos presbíteros.

E temos também, por fim, o aspecto temporal da Liturgia.

Apesar de a Igreja celebrar o Mistério de Cristo durante todo o ano, o seu culto centra-se no Domingo, o qual é o centro do tempo litúrgico, e tem seu cume a Páscoa, “festa das festas”. Por isso, baseando-se no terceiro mandamento da Lei de Deus (guardar os domingos e festas de guarda), a Igreja Católica preceitua que todos os católicos devem ir à Missa em todos os domingos e festas de guarda. Preceito este que se encontra presente também nos “Cinco Mandamentos da Igreja Católica”.

Estes tema será retomado posteriormente, quando formos tratar do Tempo Litúrgico. Por hoje é só, mas nos encontramos no próximo artigo, cujo tema é o “Culto Cristão”. Um grande abraço, e que Deus nos abençoe!

In corde Iesu et Mariae semper,
Equipe “Dominus Vobiscum”

Veja Também:: Afinal, o que é a Liturgia?

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