Santo do Dia: São Pedro Crisólogo, doutor da Igreja!

Nesta Segunda-Feira celebramos um Santo doutor da Igreja que se deixou consumir-se pelo dom da pregação do Evangelho: São Pedro Crisólogo! Vamos conhecer um pouco mais sobre ele?

São Pedro Crisólogo, rogai por nós!

São Pedro Crisólogo

Ele nasceu em Ímola, na Itália, no ano de 380 e se dedicou ao máximo ao Evangelho, a ponto de ser reconhecido pela Igreja como Doutor da Igreja no ano de 1729, pelo Papa Bento XIII. São Pedro Crisólogo tinha este nome por ter se destacado principalmente pelo dom da pregação – Crisólogo significa ‘O homem da palavra de ouro’ (este cognome lhe foi dado a partir do séc IX).

Diante da morte do bispo de Ravena, o escolhido para substituí-lo foi Pedro, que neste tempo vivia num convento, aonde queria oferecer-se como vítima no silêncio; mas os planos do Senhor fizeram dele bispo. Pastor prudente e zeloso da Igreja usou do dom da pregação como instrumento do Espírito para a conversão de pagãos, hereges e cristãos indiferentes na vivência da própria fé.

Dele se conservam cerca de 200 sermões. Numa homilia define o avarento como “escravo do dinheiro, mas o dinheiro – acrescenta – é o escravo do misericordioso. ” É fácil entender o significado desta prédica. Sua pregação colocava insistentemente em evidência o amor paternal de Deus: “Deus prefere ser amado a ser temido”. Humildes e poderosos escutava-os ele com igual condescendência e caridade. A imperatriz Gala Placídia teve-o como conselheiro e amigo.

São Pedro Crisólogo disse certa vez: “Os que passaram, viveram para nós; nós, para os vindouros; ninguém para si”

São Pedro Crisólogo, com o seu testemunho de santidade, conhecimento das ciências teológicas e dom de comunicação venceu a heresia do Monofisismo, a qual afirmava Jesus ter apenas uma só natureza, e não a misteriosa união da natureza divina e humana como o próprio nos revelou. Um homem que tinha o pecado no coração, porém, Pedro lutou com as armas da oração, jejum e mortificações para assim desfrutar e transmitir pela Palavra o tesouro da graça.

São Pedro Crisólogo morreu no dia 31 de Julho do ano 451, em Ímola.

São Pedro Crisólogo, rogai por nós!

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Ter a fé como um grão de mostarda

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, Jesus disse ainda à multidão a seguinte parábola: O Reino do Céu é semelhante a um grão de mostarda que um homem tomou e semeou no seu campo. É a mais pequena de todas as sementes; mas, depois de crescer, torna-se a maior planta do horto e transforma-se numa árvore, a ponto de virem as aves do céu abrigar-se nos seus ramos. Jesus disse-lhes outra parábola: O Reino do Céu é semelhante ao fermento que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha, até que tudo fique fermentado. Tudo isto disse Jesus, em parábolas, à multidão, e nada lhes dizia sem ser em parábolas. Deste modo cumpria-se o que fora anunciado pelo profeta: Abrirei a minha boca em parábolas e proclamarei coisas ocultas desde a criação do mundo. (Mt 13,31-35)

Comentário feito por São Josemaría Escrivá de Balaguer (1902-1975), presbítero

Tenho vontade de recordar a grandeza de atuar com espírito divino no cumprimento fiel das obrigações habituais de cada dia, com essas lutas que enchem Nosso Senhor de alegria e que só Ele e cada um de nós conhece. Convencei-vos de que normalmente não encontrareis ocasiões para grandes façanhas, entre outros motivos porque não é habitual que surjam essas oportunidades. Pelo contrário, não faltam ocasiões para demonstrarmos o nosso amor a Jesus Cristo através do que é pequeno, do normal. […]

Ao meditar as palavras de Nosso Senhor: Por amor deles santifico-Me a Mim mesmo, para que eles também sejam santificados na verdade (Jo 17,19), percebemos claramente o nosso único fim: a santificação, isto é, que temos de ser santos para santificar. Simultaneamente, como tentação subtil, talvez nos assalte o pensamento de que muito poucos estamos decididos a responder a esse convite divino, além de nos vermos como instrumentos de muito fraca categoria. É verdade, somos poucos, em comparação com o resto da humanidade e pessoalmente não valemos nada; mas a afirmação do Mestre ressoa com autoridade: o cristão é luz, sal, fermento do mundo e um pouco de fermento faz levedar
toda a massa (Mt 5,13-14).

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