Santo do Dia: São Raimundo Nonato.

Olá irmãos, tudo bem? Vamos conhecer um pouco sobre este padre santo?!

São Raimundo Nonato

Ingressou, com 24 anos, na Ordem dos Mercedários, destinada ao resgate de cativos. Ofereceu-se voluntariamente para ficar escravo entre os mouros, a fim de permitir a libertação de um católico que estava periclitando na fé. Visava também exercer seu ministério entre os demais pobres cativos e, mais ainda, pregar aos próprios maometanos. Para impedi-lo de pregar, os mouros furaram-lhe os lábios com um ferro quente, e mantinham sua boca fechada com um cadeado.

Passou oito meses prisioneiro, sofrendo atrozmente. Depois de libertado, foi nomeado cardeal, em reconhecimento pelos seus méritos. Faleceu com apenas 36 anos. Recebeu o nome de Nonato (do latim “non natus”, isto é, não nascido) porque sua mãe morreu antes de dá-lo à luz e ele precisou ser extraído do corpo já inerte da mãe. É reconhecido como padroeiro das parteiras.

São Raimundo Nonato, rogai por nós!

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Bento XVI ensina que rezar não é perder tempo!

O Papa Bento XVI afirmou que o martírio de São João Batista, cuja morte a Igreja recorda neste 29 de agosto, ensina aos cristãos de hoje que a Verdade não se negocia e que seguir a Cristo exige o “martírio” da fidelidade cotidiana. O Papa também lembrou aos presentes que rezar nunca é uma perda de tempo.

O Santo Padre fez uma intensa reflexão sobre a vida de São João Batista, o precursor de Jesus, em sua catequese da audiência geral celebrada na manhã de quarta feira, 29 de agosto,em Castel Gandolfo diante de milhares de fiéis  reunidos na Piazza della Libertà.

Bento XVI explicou que: “celebrar o martírio de São João Batista lembra também a nós, cristãos do nosso tempo, que não podemos nos esquivar do compromisso com o amor de Cristo, sua Palavra, a Verdade. “A Verdade é a verdade e não pode ser negociada“, asseverou.

A vida cristã, continuou o Papa, “exige, por dizê-lo de algum jeito, o ‘martírio’ da fidelidade cotidiana ao Evangelho, quer dizer, o valor de deixar que Cristo cresça em nós e Ele seja quem oriente nosso pensamento e nossas ações“.

O Santo Padre precisou que tudo isto só é possível quando em nossa vida a relação com Deus é sólida.

Oração não é tempo perdido, não é tirar o tempo das nossas atividades, incluindo as apostólicas, é exatamente o contrário: só se formos capazes de ter uma vida de oração fiel, constante, confiante, será o próprio Deus que nos dará a força e a capacidade para viver de modo feliz e sereno, superar as dificuldades e testemunhá-Lo com coragem”, enfatizou.

Bento XVI disse ademais que “São Marcos narra sua morte trágica no Evangelho de hoje. João Batista inicia sua pregação sob o imperador Tibério, no ano 27-28, e o convite dirigido às pessoas que se reuniam para ouvi-lo é o de preparar o caminho para acolher o Senhor, para endireitar as veredas tortuosas da própria vida através de uma conversão radical de coração”.

Mas João Batista não se limita a pregar o arrependimento, mas a reconhecer Jesus como o “Cordeiro de Deus” que veio tirar o pecado do mundo. Tem em si a profunda humildade de mostrar Jesus como o verdadeiro Mensageiro de Deus, colocando-se à parte para que Cristo possa crescer, ser escutado e seguido“, afirmou.

Como último ato, João Batista testemunha com o sangue sua fidelidade aos mandamentos de Deus, sem hesitar ou retroceder, cumprindo até o final sua missão. São Beda, monge do século IX, diz de João Batista em sua  homilia: A [Cristo] deu a sua vida, ainda que não tenha sido obrigado a negar Jesus Cristo, foi condenado apenas por calar a verdade. Mas calou a verdade, morreu por Cristo, que é a Verdade. Exatamente por amor à verdade, não cedeu a seus valores e não teve medo de dirigir palavras fortes àqueles que tinham se perdido no caminho de Deus“.

João é o dom divino que seus pais, Zacarías e Isabel tinham invocado durante muito tempo, um grande dom, humanamente inesperado, porque ambos eram de idade avançada e Isabel era estéril, “mas nada é impossível para Deus“.

O Santo Padre disse logo que “o anúncio do nascimento ocorre exatamente num lugar de oração, o templo de Jerusalém, quando toca a Zacarias o grande privilégio de entrar no lugar mais sagrado do templo para fazer a oferta do incenso ao Senhor”.

O nascimento de João Batista também foi marcado pela oração: o cântico de alegria, de louvor e de gratidão que Zacarias eleva ao Senhor e que recitamos todas as manhãs nas Laudes, o “Benedictus”, exalta a ação de Deus na história e indica profeticamente a missão de seu filho João, preceder o Filho de Deus feito carne, a fim de preparar seu caminho“.

O Papa ressaltou também que “toda a existência do Precursor de Jesus é alimentada por um relacionamento com Deus, especialmente o tempo vivido no deserto regiões desérticas que são locais de tentação, mas também lugar onde o homem sente a própria pobreza por estar privado de recursos e seguranças materiais e então compreende que o único ponto de referência seguro é o próprio Deus. Mas João Batista não é apenas um homem de oração, de contato constante com Deus, mas também um guia para este relacionamento”.

O evangelista Lucas, recordando a oração que Jesus ensinou aos seus discípulos, o “Pai Nosso”, observa que o pedido é feito pelos discípulos com estas palavras: “Senhor, ensina-nos a orar, como João ensinou os seus discípulos“.

Para concluir, o Papa Bento XVI fez votos para que “São João Batista interceda por nós, a fim de que saibamos conservar sempre a primazia de Deus em nossa vida“.

Após a alocução o Papa Bento XVI saudou os peregrinos de diversas línguas, entre elas o português:

Amados peregrinos de Portugal e do Brasil, e demais pessoas de língua portuguesa, sede bem-vindos! Uma saudação particular aos fiéis de Chã Grande, Natal e do Rio de Janeiro. Que o exemplo e a intercessão de São João Batista vos ajudem a viver a vossa entrega a Deus sem reservas, sobretudo por meio da oração e da fidelidade ao Evangelho, para que Cristo cresça em vós, guiando os vossos pensamento e ações. Com estes votos, de bom grado a todos abençoo”.

Texto original em http://www.acidigital.com

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Série Espiritualidade: Devemos renunciar a nós mesmos e seguir a Cristo pela cruz

Do livro “Imitação de Cristo”

Jesus: Quanto mais saíres de ti mesmo, tanto mais poderás chegar-te a mim. Assim como o não desejar coisa alguma exterior produz paz interior, assim o desprendimento interior de si mesmo causa a união com Deus. Quero que aprendas a perfeita abnegação de ti mesmo, submetendo-te, sem resistência e sem queixa, à minha vontade. Segue-me, eu sou o caminho, a verdade e a vida (Jo 14,6). Sem caminho não se anda, sem verdade não se conhece, sem vida não se vive. Eu sou o caminho que deves seguir, a verdade que deves crer, a vida que deves esperar. Eu sou o caminho seguro, a verdade infalível, a vida interminável. Eu sou o caminho direito, a verdade suprema, a vida verdadeira, a vida ditosa, a vida incriada. Se perseverares no meu caminho, conhecerás a verdade, e a verdade te livrará (Jo 8,32), e alcançarás a vida eterna.

Se queres entrar na vida, guarda os mandamentos (Mt 19,17). Se queres conhecer a verdade, crê em mim. Se queres ser perfeito, vende tudo (Mt 19,21). Se queres ser meu discípulo, renuncia a ti mesmo. Se queres possuir a vida bemaventurada, despreza a presente. Se queres ser exaltado no céu, humilha-te na terra. Se queres reinar comigo, carrega comigo a cruz, porque só os servos da cruz acham o caminho da bem-aventurança e da luz verdadeira.

A alma: Senhor, Jesus Cristo! Porque vossa vida foi tão oprimida e desprezada no mundo, concedei-me o imitar-vos com o desprezo do mundo. Pois o servo não é maior que seu senhor, nem o discípulo mais do que o mestre (Mt 10,24). Trabalhe vosso servo por conformar-me à vossa vida, porque nela está a minha salvação e a verdadeira santidade. Tudo quanto fora dela leio ou ouço não me pode recrear ou deleitar plenamente.

Jesus: Filho, pois que sabes e lês todas estas coisas, bem-aventurado serás se as puseres em prática. Quem conhece os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; também eu o amarei e me manifestarei a ele (Jo 14,21), e o farei assentar comigo no reino de meu Pai.

A alma: Senhor Jesus! Faça-se em mim segundo vossa palavra e promessa, e seja-me dado merecê-lo. Recebi a cruz, da vossa mão a recebi; hei de carregá-la, carregar até à morte, como vós ma impusestes. Na verdade, a vida do bom religioso é uma cruz, mas o conduz ao Paraíso. O começo está feito; não posso voltar atrás sem desistir.

Eia, irmãos! Marchemos unidos, Jesus está conosco, por Jesus abraçamos a cruz, por Jesus queremos nela perseverar. Ele, que é nosso chefe e guia, será também nosso auxílio. Eis o nosso Rei, que marcha à nossa frente, Ele por nós combaterá. Varonilmente queremos segui-lo, ninguém se espante; estejamos prontos para morrer, com denodo, no combate, e não manchemos nossa glória, desertando da cruz.

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Martírio de São João Batista

Irmãos, estou sem muito tempo esses dias. Por isso não estou postando cedo!

Martírio de São João Batista

Com satisfação lembramos a santidade de São João Batista que, pela sua vida e missão, foi consagrado por Jesus como o último e maior dos profetas: “Em verdade eu vos digo, dentre os que nasceram de mulher, não surgiu ninguém maior que João, o Batista…De fato , todos os profetas, bem como a lei, profetizaram até João. Se quiserdes compreender-me, ele é o Elias que deve voltar.” (Mt 11,11-14)

São João Batista, rogai por nós!

Filho de Zacarias e Isabel, João era primo de Jesus Cristo, a quem “precedeu” como um mensageiro de vida austera, segundo as regras dos nazarenos.

São João Batista, de altas virtudes e rigorosas penitências, anunciou o advento do Cristo e ao denunciar os vícios e injustiças deixou Deus conduzí-lo ao cumprimento da profecia do Anjo a seu respeito: “Pois ele será grande perante o Senhor; não beberá nem vinho, nem bebida fermentada, e será repleto do Espírito Santo desde o seio de sua mãe. Ele reconduzirá muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus: e ele mesmo caminhará à sua frente…” ( Lc 1, 15)

São João Batista desejava que todos estivessem prontos para acolher o Mais Forte por isso, impelido pela missão profética, denunciou o pecado do governador da Galileia: Herodes, que escandalosamente tinha raptado Herodíades – sua cunhada – e com ela vivia como esposo.

Preso por Herodes Antipas em Maqueronte, na margem oriental do Mar Morto, aconteceu que a filha de Herodíades (Salomé) encantou o rei e recebeu o direito de pedir o que desejasse, sendo assim, proporcionou o martírio do santo, pois realizou a vontade de sua vingativa mãe: “Quero que me dês imediatamente num prato, a cabeça de João, o Batista”(Mc 6,25)

Desta forma, através do martírio, o Santo Precursor deu sua vida e recebeu em recompensa a Vida Eterna reservada àqueles que vivem com amor e fidelidade os mandamentos de Deus.

São João Batista, rogai por nós!

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Contra Vigilâncio:: Escritos de São Jerônimo – Capítulo 2

Coloco aqui mais um capítulo dos discursos de São Jerônimo contra Vigilâncio. Neste podemos ler o modo veemente que São Jerônimo descreve a vida dos bispos da sua época.

Capítulo II

Vergonhoso de se mencionar é que alguns bispos, segundo dizem, se associaram a ele em sua iniqüidade – se é que esses homens podem mesmo ser chamados de bispos – e não ordenam diáconos a não ser que tenham eles sido previamente casados. Eles não honram o celibato exigindo mais castidade, ou melhor, eles mostram claramente que a medida da santidade de vida que querem se dá indulgenciando as piores dúvidas do homem e, exceto que os candidatos à ordenação apareçam perante eles com esposas grávidas e bebês chorando no colo de suas mães, não administrarão a estes a ordenação de Cristo. O que estão fazendo as igrejas do Oriente? E as que pertencem às igrejas egípcias ou à Sé Apostólica: aceitam para o ministério apenas homens virgens, ou que praticam a continência ou, se casados, abandonaram seus direitos conjugais? Eis o ensinamento de Dormilâncio, que lança as rédeas sobre o pescoço da luxúria e por seu incentivo duplica o calor natural da carne, que na juventude atinge o ponto máximo e que se sacia pelo intercurso [sexual] com mulheres. Daí, nada nos separa dos porcos, nada aqui nos difere da criação bruta, ou dos cavalos, a respeito do que está escrito: “Eles se dirigiram às mulheres como cavalos selvagens; todos relincharam após [conhecerem] a esposa de seu vizinho”. Isto é o que foi dito pelo Espírito Santo através da boca de Davi: “Não sejais como o cavalo e a mula que não compreendem”. E, novamente, acerca de Dormilâncio e seus amigos: “Amarrem a maxilar daqueles que se aproximam de vocês com freios e rédeas”.

( Tradução: José Fernandes Vidal e Carlos Martins Nabeto – Central de Obras do Cristianismo Primitivo)

Veja Também:: Capítulos 1

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Estão abertas as inscrições para a Jornada Mundial da Juventude Rio 2013!

Caros amigos, este post é para lembrar que o link para as inscrições para a Jornada já está no ar!

A inscrição é a porta de entrada para o peregrino. É por meio da inscrição que o jovem passa a fazer parte oficialmente da JMJ Rio2013. Através dela a comissão organizadora pode acolher e melhor atender as necessidades do peregrino (hospedagem, alimentação,transporte…), por isso a importância de se inscrever com antecedência.

Portanto, não perca tempo! Você, que é coordenador de grupo, acesse o site oficial e inscreva sua caravana: http://www.rio2013.com/pt/inscricao .

Lembrando: se você ainda não faz parte de nenhum grupo de peregrinos, procure o Setor Juventude de sua paróquia ou Diocese. Juntos somos mais, viver a experiência da JMJ em comunidade será inesquecível!

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Vivendo a JMJ: dois movimentos, ir aos jovens e acolher os jovens que vêm…

(Por D. Raymundo Damasceno, Arcebispo de Aparecida)

“A Jornada está ligada à saudosa memória do Beato João Paulo II, que dedicava atenção privilegiada para a juventude e para sua evangelização. De fato, a sintonia existente entre esse grande Papa e os jovens impressionava o mundo. Basta-nos recordar como, nos últimos momentos de sua vida, os jovens lotaram a praça de São Pedro em vigília de oração. Ele, ouvindo as orações e as palavras que os jovens lhe diziam em coro, respondeu: “eu fui até os jovens, agora eles vêm até mim”. Baseando-nos nesse fato e nessas palavras, podemos penetrar no significado das JMJ. Nelas, a Igreja, como a Virgem Maria, se coloca em estado de missão para “ir até os jovens”. Em seguida, acolhe os jovens que “vêm” até ela para se “encontrar com Cristo”.

Esses dois movimentos, ir aos jovens e acolher os jovens que vêm, estão bem presentes na preparação para a 27ª Jornada, de cuja realização estamos apenas a um ano. O lema escolhido pelo Papa Bento XVI: “Ide e fazei discípulos entre todas as nações” (Mt 28, 19), indica o movimento de ida até os jovens. O outro movimento está descrito em uma sessão do site criado pela Arquidiocese para a Jornada, ali se lê: “Cristo os espera de braços abertos”. Trata-se da vinda dos Jovens até Cristo e de seu acolhimento. Aí está a finalidade dessa extraordinária iniciativa!” (Retirado do site CN Notícias, em 28/07/12)

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Santo do Dia: Santo Agostinho, bispo e Doutor da Igreja.

Olá irmãos! Hoje além de comemorar 6 anos de namoro (tô pensando em casar!) celebramos também Santo Agostinho, dispensa comentários, mas vamos conhecer um pouco mais sobre o bispo e Doutor da Igreja!

Santo Agostinho

Agostinho nasceu em Tagaste, no norte da África, em 354, filho de Patrício (convertido) e da cristã Santa Mônica, a qual rezou durante 33 anos para que o filho fosse de Deus.

Aconteceu que Agostinho era de grande capacidade intelectual, profundo, porém, preferiu saciar seu coração e procurar suas respostas existentes tanto nas paixões, como nas diversas correntes filosóficas, por isso tornou-se membro da seita dos maniqueus.

Santo Agostinho, rogai por nós!

Com a morte do pai, Agostinho procurou se aprofundar nos estudos, principalmente na arte da retórica. Sendo assim, depois de passar em Roma, tornou-se professor em Milão, onde envolvido pela intercessão de Santa Mônica, acabou frequentando, por causa da oratória, os profundos e famosos Sermões de Santo Ambrósio. Até que por meio da Palavra anunciada, a Verdade começou a mudar sua vida.

O seu processo de conversão recebeu um “empurrão” quando, na luta contra os desejos da carne, acolheu o convite: “Toma e lê”, e assim encontrou na Palavra de Deus (Romanos 13, 13ss) a força para a decisão por Jesus:“…revesti-vos do Senhor Jesus Cristo…não vos abandoneis às preocupações da carne para lhe satisfazerdes as concupiscências”.

Santo Agostinho, que entrou no Céu com 76 anos de idade (no ano 430), converteu-se com 33 anos, quando foi catequizado e batizado por Santo Ambrósio. Depois de “perder” sua mãe, voltou para a África, onde fundou uma comunidade cristã ocupada na oração, estudo da Palavra e caridade. Isto, até ser ordenado Sacerdote e Bispo de Hipona, santo, sábio, apologista e fecundo filósofo e teólogo da Graça e da Verdade.

Santo Agostinho, rogai por nós!

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Pode um católico ser espírita ao mesmo tempo?

Pax Domini! Depois de uma ausência necessária para descansar e colocar os estudos em ordem, estou retomando aos poucos as postagens no blog Dominus Vobiscum. Aos amigos que visitam este espaço virtual, sabem que eu havia passado no vestibular de Licenciatura em Filosofia. Pois é, as aulas começaram e agora eu terei que reorganizar o tempo para tudo, pois são muitas leituras. Como já ando bastante cansado com a correria que tive no começo do ano por causa do casamento, precisei dar uma descansada. Aproveito para agradecer a equipe do Blog que continuou postando e não deixou a peteca cair!

Quero muito postar este vídeo, para dar um pontapé em um assunto que vem me preocupando: Essa história de ver católico dizer que também é espírita, ou que é católico mas acredita na reencarnação. Embora quisesse respeitar a sequência do Catecismo, acho importante falar sobre isso.

Assistam este vídeo e reflitam sobre ele. Em breve voltarei com mais postagens sobre o tema.

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Série Espiritualidade: Da corrupção da natureza e da eficácia da graça divina

Do livro “Imitação de Cristo”

A alma: Senhor, meu Deus, que me criastes à vossa imagem e semelhança, concedei-me a graça que declarastes ser tão importante e necessária para a salvação: que eu vença minha péssima natureza, que me arrasta ao pecado e à perdição. Porque sinto em minha carne a lei do pecado, que é contrária à lei do espírito e me cativa, querendo me levar a obedecer, em muitas coisas, à sensualidade; nem poderei resistir às paixões, se não me assistir vossa santíssima graça, e me inflamar o coração.

É necessária vossa graça, e grande graça, para vencer a natureza, propensa sempre ao mal desde a infância. Porque, viciada pelo primeiro homem, Adão, e corrompida pelo pecado, transmite a todos os homens a pena desta mancha, de sorte que a mesma natureza, por vós criada boa e reta, agora deve ser considerada como enferma e enfraquecida pela corrupção, visto que seus movimentos, abandonados a si mesmos, a arrastam ao mal e às coisas baixas, Porque a módica força que lhe ficou é como uma centelha oculta debaixo da cinza. Esta centelha é a razão natural, que, embora envolta em densas trevas, discerne ainda o bem do mal, a verdade do erro, mas não é capaz de fazer tudo que aprova, já que não possui a plena luz da verdade, nem a primitiva pureza de seus afetos.

Daí vem, ó meu Deus, que “segundo o homem interior me deleito em vossa lei” (Rom 7, 22), sabendo que vosso mandato é bom, justo e santo, que reprova todo mal e ensina que se deve fugir ao pecado. Segundo a carne, porém, estou escravizado à lei do pecado, pois obedeço mais à sensualidade que à razão. Daí vem que “tenho vontade de fazer o bem, mas não sei realizá-lo” (Rom 7, 18). Por isso faço muitos bons propósitos, mas faltando-me vossa graça que auxilie minha fraqueza, com o menor obstáculo desfaleço e desisto. Assim sucede que bem conheço o caminho da perfeição e vejo claramente o que devo fazer. Entretanto, oprimido com o peso da corrupção, não me elevo ao que é mais perfeito.

Oh! Como me é necessária, Senhor, vossa graça, para começar, continuar e completar o bem. Porque sem ela nada posso fazer, mas tudo posso em vós, se me confortar vossa graça, Ó graça verdadeiramente celestial, sem a qual nada valem os próprios merecimentos, nem apreço merecem os dons naturais! Nada valem diante de vós, Senhor, as artes e a riqueza, a formosura e a fortaleza, o engenho e a eloqüência – sem a graça. Porque os dons da natureza são comuns aos bons e aos maus; mas a graça ou caridade é peculiar dos escolhidos, porque os torna dignos da vida eterna. Tão excelente é esta graça, que nem o dom da profecia, nem o poder de fazer milagres, nem a mais alta contemplação tem valor algum sem ela. Nem mesmo a fé, nem a esperança, nem as outras virtudes vos agradam, sem a graça e sem a caridade.

Ó graça beatíssima, que fazes rico de virtudes o pobre de espírito e tornas humilde de coração o rico dos bens de fortunas: vem, desce sobre mim e enche minha alma de tua consolação, para que não desfaleça, de cansaço e aridez, meu espírito. Suplico-vos, Senhor, que eu ache graça em vossos olhos, porque me basta a vossa graça, embora me falte tudo que deseja a natureza. Ainda que seja tentado e vexado com muitas tribulações, nada temerei, enquanto estiver comigo a vossa graça. Ela é a minha fortaleza, me dá conselho e amparo. Ela é mais poderosa que todos os inimigos e mais sábia que todos os sábios.

Ela é a mestra da verdade e da disciplina, a luz do coração e o alívio nas tribulações; ela afugenta a tristeza, dissipa o temor, nutre a devoção, gera santas lágrimas. Que sou eu sem a graça, senão um lenho seco e um tronco inútil, que se atira ao fogo? Previna-me, pois, Senhor, a vossa graça e me acompanhe sempre e me conserve continuamente na prática das boas obras, por Jesus Cristo, vosso Filho. Amém.

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Contra Vigilâncio:: Escritos de São Jerônimo – Capítulo 1

Iniciaremos, a partir desta semana, uma nova leitura. Iremos manter-nos dentro dos escritos de São Jerônimo. Convido-os a leitura dos discursos de São Jerônimo contra Vigilâncio.

No discurso Contra Vigilâncio, observamos em Jerônimo a presença do combatedor de heresias, desta vez investido do discurso satírico contra os costumes de um personagem gaulês, Vigilâncio. Em outras palavras, pela habilidade satírica de Jerônimo, podemos conhecer a deformidade da heresia pela apresentação que Jerônimo faz do “monstro” Vigilâncio. Como combatedor de heresias, pelo viés da sátira, temos uma imagem do advogado ajustada à fé católica ortodoxa, da qual busca defender a pureza e a vigência no mundo cristão e sua consolidação.

Capítulo I

O mundo pariu muitos monstros. Em Isaías lemos sobre centauros, corujas e pelicanos. Jó, em linguagem mística, descreve Leviatã e Behemoth. Cérbero e os pássaros de Estínfalo, o porco de Erimantéia e o leão de Neméia, a Chimera e a Hidra de muitas cabeças são citadas em fábulas poéticas. Virgílio descreve Caco. A Espanha criou Gerion, com seus três corpos. Somente a Gália não teve monstros e sempre contou com homens ricos em coragem e grande eloquência… Isto até Vigilâncio – ou, mais propriamente, “Dormilâncio” – que surgiu, animado por um espírito imundo, para lutar contra o Espírito de Cristo e negar aquela reverência religiosa que devemos prestar aos túmulos dos mártires. As vigílias – afirma ele – devem ser condenadas. O “Aleluia” nunca deve ser cantado senão na Páscoa. A continência é uma heresia. A castidade, uma cama preparada para a concupiscência. E assim como dizem que Eufórbio renasceu na pessoa de Pitágoras, então temos que neste (=Vigilâncio) ressuscitou a mente corrompida de Joviniano. Nele, não menos que em seu predecessor, encontramos as ciladas do demônio. A Palavra pode ser justamente aplicada a ele: “Raça de malfeitores, preparai vossos filhos para o massacre por causa dos pecados do vosso pai”. Joviniano, condenado pela autoridade da Igreja de Roma, entre a carne de faisão e a de porco, exalou, ou melhor, vomitou o seu espírito. E agora, este sustentador das tavernas do Calagurre, que conforme o nome de sua vila nativa é Quintiliano, estúpido ao invés de eloqüente, quer combinar água com vinho. Segundo a armadilha que ele há muito já conhece, tenta agora misturar seu veneno com a fé católica: ele agride a virgindade e odeia a castidade; se regozija com o mundano e prega contra o jejum dos santos; serve o filósofo em sua bandeja e se alivia com as doces melodias da salmodia enquanto lambe os lábios após comer seus bolos de queijo. Alías, não poderia ele dignar-se a ouvir as canções de Davi, Jeduth, Asaf e os filhos de Coré a não ser na mesa do banquete. Isto eu tenho dito com mais pesar que alegria, pois não posso me conter, tornando-me surdo ao ouvir as coisas erradas que ele atira contra os apostólos e mártires.

( Tradução: José Fernandes Vidal e Carlos Martins Nabeto – Central de Obras do Cristianismo Primitivo)

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