Bento XVI prepara uma nova encíclica sobre Fé

O Secretário de estado do Vaticano, Cardeal Tarcisio Bertone, afirmou no dia 02 de agosto que o Papa Bento XVI prepara uma nova encíclica sobre a Fé, como “um grande presente pelo Ano da Fé”.

Ao celebrar a Missa na Igreja Paroquial de Introd, no Vale d’Aosta (Itália), onde passa uns dias de repouso, o Cardeal Bertone comunicou aos assistentes que

o Santo Padre após concluir terceiro volume de sua trilogia sobre a vida de Jesus, possivelmente escreverá uma encíclica que estaria dentro do contexto do Ano da Fé, estabelecido pelo Pontífice para ser celebrado de 11 de outubro de 2012 a 24 de novembro de 2013, comemorando os 50 anos do início do Concílio Vaticano II e os 20 anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica.

Depois de escrever sobre a caridade e a esperança, uma encíclica dedicada à fé completaria as cartas que o Santo Padre dedicou às outras duas virtudes teologais: Deus caritas est (Deus é amor), de 25 de dezembro de 2005; Spe salvi (Salvos na esperança), de 2007, e Caritas in veritate (Caridade na verdade) de 2009.

Em sua homilia, o Cardeal Tarcisio Bertone assinalou, que o ministério do Papa significa “cuidar de outros, defender os mais fracos, os necessitado, e à imagem e semelhança do bom pastor, fazer resplandecer a realeza de Cristo”.

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Santos do dia:: S. Sisto II, papa, e companheiros mártires

Hoje celebramos a vida de São Sisto e também de todos os seus companheiros mártires.

São Sisto, procurou unir a igreja cristã em torno dos sacramentos e da palavra de Deus. Perdoou aos delatores, fortaleceu o espírito dos condenados pelo “crime capital de professar a fé em Jesus Cristo”. Reatou as relações com os bispos africanos e da Ásia Menor, interrompidas pela controvérsia sobre o batismo dos hereges. Efetuou a transladação dos restos de São Pedro e São Paulo. Foi mártir durante as perseguições ordenadas pelo imperador Valeriano, sendo assassinado enquanto efetuava a cerimônia da consagração do pão como fizera Jesus Cristo, encontrando a morte junto de muitos fiéis e inúmeros ministros sacramentados.

São Sisto II e seus companheiros, rogai por nós!

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Série Espiritualidade: Do desejo da vida eterna e quantos bens estão prometidos aos que combatem

Do livro “Imitação de Cristo”

Jesus: Filho, quando sentires que o céu te inspira saudades da bem-aventurança e o desejo de deixar o tabernáculo do corpo para contemplar minha glória sem sombra de mudanças, alarga o teu coração e recebe esta santa inspiração com todo afeto. Dá muitas graças à Bondade soberana, que usa de tanta liberdade para contigo, com tanta clemência te visita, tanto te anima, tão poderosamente te levanta, para que teu próprio peso não te arraste para as coisas terrenas. Pois isto não te vem por teus pensamentos ou esforços, mas só pela mercê da graça celeste e do beneplácito divino para que te adiantes nas virtudes, sobretudo na humildade, e te prepares para futuras pelejas; para que te entregues a mim com todo o afeto do teu coração e me sirvas com ardente amor.

Filho, muitas vezes arde o fogo, mas não sobe a chama sem fumo. Assim tambem os desejos de alguns se abrasam pelas coisas celestiais, e, contudo, não estão livres da tentação e dos afetos carnais. Por isso não fazem unicamente pela glória de Deus o que, aliás, com tanto desejo lhe pedem. Tal é também muitas vezes teu desejo, que manifestastes com tanta ansiedade; pois não é puro nem perfeito o que está contaminado de algum interesse próprio.

Pede-me, não o que te é agradável e cômodo, senão o que a mim me é aceito e honroso; pois, se julgares retamente, deves preferir minha lei a todos os teus desejos e cumpri-la. Conheço teus desejos e ouvi teus freqüentes gemidos. Quiseras já agora estar na gloriosa liberdade dos filhos de Deus, já te deleita o pensamento da morada eterna, na pátria celestial repleta de gozo; – mas não é ainda chegada essa hora, outro é o tempo atual, tempo de guerra, trabalho e provação. Desejas gozar a plenitude do Sumo Bem, mas por enquanto ainda não o podes conseguir. Sou eu esse Bem supremo; espera-me, diz o Senhor, até que venha o reino de Deus.

Hás de passar ainda por muitas provações na terra e ser exercitado em muitas coisas. Consolações se te darão de vez em quando, mas plena satisfação não podes receber. Esforça-te, pois, e tem coragem, para fazer e sofrer o que repugna à natureza. Importa que te revistas do homem novo e te transformes em outro homem. Cumpre-te fazer muitas vezes o que não queres e deixar o que queres. O que agrada aos outros terá bom sucesso; o que te agrada não se fará. O que os outros dizem está atendido; o que tu dizes será desprezado. Pedirão os outros e receberão; tu pedirás, e não alcançarás.

Serão grandes os outros na boca dos homens; mas de ti nem se dirá palavra. Os outros serão encarregados de diversas comissões, e tu não serás julgado capaz de coisa alguma. Com isto se contristará, às vezes, a natureza; mas muito ganharás, se o sofreres calado. Nessas e noutras coisas semelhantes costuma ser aprovado o servo fiel do Senhor, para ver como sabe negar-se e mortificar em tudo. Dificilmente haverá coisa em que mais te seja preciso morrer a ti mesmo, do que em ver e sofrer o que é contrário à tua vontade, mormente quando te mandam fazer coisas que te parecem inúteis ou desarrazoadas. E porque não ousas resistir à autoridade do superior, sob cujo governo estás, duro te parece andar à vontade de outrem e deixar de todo o teu próprio parecer.

Mas considera, filho, o fruto destes trabalhos, o fim breve e o prêmio excessivamente grande, e não te serão molestos, mas acharás neles consolo para teus sofrimentos. Pois, por um pequeno desejo que agora sacrificas, tua vontade será sempre satisfeita no céu onde acharás tudo que quiseres, tudo o que podes desejar. Ali possuirás todo o bem, sem medo de o perder. Ali tua vontade, sempre unida com a minha, nada desejará fora de mim, nada que te seja próprio. Ali ninguém te fará oposição ou de ti se queixará, ninguém te causará estorvo ou contrariedades; antes, tudo quanto desejares já estará presente, para preencher e satisfazer plenamente todos os teus desejos. Ali te darei a glória pela injúria padecida, uma túnica de honra pela tristeza, e, pela escolha do ínfimo lugar, um trono em meu reino para sempre. Ali brilhará o fruto da obediência, alegrar-se-á a austera penitência e será gloriosamente coroada a sujeição humilde.

Sujeita-te, pois, agora, humildemente à vontade de todos, sem te importar quem foi que tal disse ou mandou. Mas cuida muito em acolher de bom grado qualquer pedido ou aceno, seja de teu superior, ou embora de teu igual ou inferior, e trata de o cumprir com sincera vontade. Busque um isto, outro aquilo; glorie-se este numa coisa, aquele em outra, e receba mil louvores; tu, porém, não te deleites numa nem noutra coisa, mas só no desprezo de ti mesmo e na minha vontade e glória. Este deve ser o teu desejo: que tanto na vida como na morte Deus seja sempre por ti glorificado.

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Recordando as primeiras JMJs

Caros amigos, neste ano em que nos preparamos para a Jornada Mundial da Juventude, somos convidados também a recordarmos a história e a mensagem das JMJs. Fazer memória enche-nos de fé ao recordarmos os feitos de Deus no nosso passado, enche-nos de amor como retribuição ao amor de Deus recordado, e enche-nos de esperança por todas as bênçãos que ainda estão por vir.

Como tudo começou…

Em 1984, foi celebrado na Praça São Pedro, no Vaticano, o Encontro Internacional da Juventude com o Papa João Paulo II, por ocasião do ano Santo da Redenção. Neste data, o Papa entregou aos jovens a Cruz que se tornaria um dos principais símbolos da JMJ, conhecida como Cruz da Jornada.

O ano de 1985 foi declarado Ano Internacional da Juventude pelas Nações Unidas. Em março houve outro encontro internacional de jovens no Vaticano e no mesmo ano o Papa anunciou a instituição da Jornada Mundial da Juventude.

O hino “Resta qui con noi” – do Grupo Gen Rosso marcou esta época, trazendo-nos à memória do Caminho de Emaús (cf. Lc 24)

Voltamos então, ao ano de 1986, quando em 23 de março, Domingo de Ramos, o querido Beato João Paulo II, convocou a 1ª Jornada Mundial da Juventude, que foi realizada em Roma e teve como lema “Estejam sempre preparados para responder a qualquer que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês”(1Pd 3, 15).

Naquele domingo, durante a Oração do Angelus, o Papa fez esse belo pronunciamento que transcrevo abaixo:

Perto da cruz de Jesus estava sua Mãe… Jesus, então, vendo sua mãe e, perto dela, o discípulo a quem amava, disse à sua mãe: “Mulher, eis o teu filho!”. Depois disse ao discípulo: “Eis a tua mãe!” E a partir dessa hora, o discípulo a recebeu em sua casa. (cf Jo 19,25-27)

Rezando, ao meio-dia “o Angelus”, voltamos a trazer diante dos olhos de nossas almas este acontecimento, este momento que pertence também ao mistério pascal de Jesus Cristo.

O Crucificado confia à sua Mãe o discípulo. É o discípulo “a quem Ele (Jesus) amava”, o mesmo que em outra ocasião demonstrou amor pelo jovem do Evangelho, depois de ter fixado nele o olhar (cf. Mc 10,21). O discípulo que ficou aos pés da cruz, o Evangelista João, escreve as palavras do testamento de Jesus.

Todos vocês, queridos jovens, discípulos de Cristo, foram confiados, junto com S. João, à Mãe do vosso Mestre: foram confiados a Ela na hora da redenção do mundo.

É necessário, pois, que vocês acolham Maria em suas jovens vidas, da mesma forma que o Apóstolo João a acolheu “em sua casa”. Permitam que ela seja a sua mãe. Abram diante dela os seus corações e suas consciências. Que Ela ajude vocês a encontrar sempre a Cristo, para “seguir-lhe” por cada um dos caminhos de suas vidas.

Quero recordar-lhes por ocasião desta oração do Ângelus que o ano de 1986, por iniciativa da ONU, é o Ano da Paz.

Desde o primeiro dia deste ano, a Igreja tem posto em relevo esta iniciativa, que manifesta os temores, mas também as esperanças, de toda a família humana.

Este ano, pois, é também o ano da oração pela paz e nesta oração queremos nos unir não só com todos os seguidores de Cristo, mas também com os que professam religiões não-cristãs em todo o mundo. Desta forma, foi dirigido o convite a todos os responsáveis das mesmas, e se elegeu um lugar, Assis, para um encontro de oração, no mês de outubro.

“A paz e os jovens caminham juntos”. Assim anunciava a mensagem do primeiro dia do ano de 1986. Peço, pois, ao Senhor que a oração pela paz conte de modo especial com a participação de vocês, jovens. Que deste modo cresça a grande força moral, neste mundo tão ameaçado pelos armamentos, ódio, terrorismo, violação dos direitos humanos, especialmente do direito à vida desde o momento da concepção até a morte.

Bem-aventurados pelos que trabalham pela paz!

Ao nos encontrarmos às portas da Semana Santa, junto com Maria aos pés da cruz de Cristo, abracemos com nossa oração os jovens de todo o mundo, a todos, especialmente os que sofrem.

Deus exaltou a Cristo, nascido da Virgem Maria, por meio da cruz. Na cruz de Cristo desejamos encontrar de novo a força de Deus e a sabedoria de Deus. Disso depende o futuro do homem e do mundo.

***

Para todos os presentes de língua portuguesa, vão igualmente as minhas saudações cordiais! Que a presença em Roma vos sirva para crescer na fé, caríssimos jovens, e para o encontro pessoal com Deus, em Jesus Cristo!
Desejo a todos, às vossas famílias e aos amigos jovens de seus países, graça, paz e alegria, no Senhor Ressuscitado!

(Retirado do site do Vaticano, tradução e adaptação por Taís)

É interessante lembrar o contexto histórico e político da época: o mundo dividido entre capitalismo e socialismo, ainda vivendo a corrida armamentista, muitos países do mundo sendo regidos por ditaduras, um mundo ferido e que ainda sofria as consequências da Segunda Guerra Mundial. Podemos dizer então que as preces do Papa e daqueles jovens foi largamente atendida nos anos seguintes, com a queda do Muro de Berlim (novembro de 1989), desmantelamento da União Soviética e queda do socialismo (dezembro de 1991) e tantas outras graças alcançadas… Rezemos para que a JMJ Rio 2013 possa render muitos frutos de fé e esperança!

Notícias da semana:

Comitê Organizador fala sobre a estrutura da JMJ Rio 2013

 A programação da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) estará dividida em uma sequência de atos centrais, culturais e especiais. A agenda oficial, com horários, ainda não foi divulgada.

“Os atos centrais são a coluna dorsal da Jornada”, explicou o coordenador geral do Comitê Organizador Local (COL), monsenhor Joel Portella Amado. “Acontecem, em geral, com a participação do Papa”.

A primeira grande cerimônia da JMJ Rio2013 é a acolhida com o arcebispo local, Dom Orani João Tempesta, no primeiro dia do evento (23 de julho). O peregrino estará chegando e esse é o seu primeiro contato com a Jornada.
Abrindo a Jornada, ocorre a acolhida dos jovens pela Arquidiocese, na Praia de Copacabana.
Nos dias 24, 25 e 26 de julho, acontecem as catequeses. “É a parte que aprofunda o tema divulgado pelo Papa”, explica monsenhor Joel. “As catequeses são ministradas pelos bispos de vários países para atender todos os idiomas”. Os nomes desses bispos são indicados pelo Pontifício Conselho para os Leigos (que é o Comitê Organizador Central das Jornadas) e deverão ser divulgados 30 dias antes da JMJ.

Atos centrais – Ainda no dia 25, quinta-feira, é celebrada a cerimônia de acolhida do Sumo Pontífice. “Não é uma missa. É uma liturgia da palavra, um rito de acolhida em que a palavra de Deus é proclamada. O arcebispo dá uma saudação ao Papa, que falará para todos os jovens”.
No dia 26, sexta-feira, é realizada a Via-Sacra. “Trata-se de uma antiga tradição da igreja. A Via-Sacra ocorre porque a Jornada é um encontro com Cristo. Então, nos voltamos para o mistério máximo de Jesus que é a sua morte e ressureição”, explica o monsenhor.
O atos centrais do final de semana acontecerão na Base Aérea de Santa Cruz. No dia 27, sábado, é a vigília com o Papa, reunindo todos os peregrinos. No dia 28, domingo, será celebrada a Missa de Envio. “Atendendo o lema ‘Ide e fazei discípulos entre todas as nações’, a missa envia os jovens. A Jornada não acabou. É um ponto de partida. O peregrino volta para casa, anuncia o Evangelho e até a próxima Jornada”, concluiu.

Atos especiais – Os atos especiais são aqueles que não fazem parte da Jornada, mas são característicos de cada uma. “Em Madri, o Papa visitou um hospital, a família real”, relembra o coordenador. “Aqui no Brasil, a agenda depende ainda de definição da Santa Sé, o que deve sair no final do ano” (Adaptado do site Rio2013.com, 03/08).

Visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Nazaré

A Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Nazaré visitou nesta sexta-feira, 3, o Comitê Organizador Local (COL) da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), no Rio de Janeiro. A iniciativa faz parte das atividades do Círio de Nazaré que, teve início nessa quinta-feira, 2, com a chegada da imagem na Base Aérea do Galeão, na capital carioca.

Durante a visita, o arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, jovens voluntários e visitantes rezaram diante da imagem, pedindo a Nossa Senhora que cuide da Jornada Mundial e ensine a todos a acolher os jovens, da mesma forma como em Belém, no Pará, são acolhidos mais de quatro milhões de pessoas, a cada ano, para o Círio de Nazaré (Adaptado de CN Notícias, 03/08).

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Então os que estavam na barca prostraram-se diante d’Ele

Do Evangelho Quotidiano

Depois de ter saciado a fome à multidão, Jesus obrigou os discípulos a embarcar e a ir adiante para a outra margem, enquanto Ele despedia as multidões. Logo que as despediu, subiu a um monte para orar na solidão. E, chegada a noite, estava ali só. O barco encontrava-se já a várias centenas de metros da terra, açoitado pelas ondas, pois o vento era contrário. De madrugada, Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar. Ao verem-no caminhar sobre o mar, os discípulos assustaram-se e disseram: É um fantasma! E gritaram com medo. No mesmo instante, Jesus falou-lhes, dizendo: Tranquilizai-vos! Sou Eu! Não temais! Pedro respondeu-lhe: Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter contigo sobre as águas. Vem! – disse-lhe Jesus. E Pedro, descendo do barco, caminhou sobre as águas para ir ter com Jesus. Mas, sentindo a violência do vento, teve medo e, começando a ir ao fundo, gritou: Salva-me, Senhor! Imediatamente Jesus estendeu-lhe a mão, segurou-o e disse-lhe: Homem de pouca fé, porque duvidaste? E, quando entraram no barco, o vento amainou. Os que se encontravam no barco prostraram-se diante de Jesus, dizendo: Tu és, realmente, o Filho de Deus! Após a travessia, pisaram terra em Genesaré. Ao reconhecerem-no, os habitantes daquele lugar espalharam a notícia por toda a região. Trouxeram-lhe todos os doentes, suplicando-lhe que, ao menos, os deixasse tocar na orla do seu manto. E todos aqueles que a tocaram, ficaram curados. (Mt 14,22-36)

Comentário feito por Beata Isabel da Trindade (1880-1906), carmelita

Eles prostravam-se, eles adoravam e lançavam as suas coroas diante do trono, dizendo: “Digno és, Senhor e nosso Deus, de receber a glória, a honra e a força” (Ap 4,10ss). Como imitar, no céu da minha alma, esta ocupação dos bem-aventurados no céu da glória? Como prosseguir este louvor, esta adoração ininterrupta? São Paulo dá-me uma luz sobre isso quando deseja para os seus que Ele vos conceda, de acordo com a riqueza da Sua glória, que sejais cheios de força, pelo Seu Espírito, […] enraizados e alicerçados no amor (Ef 3,16-17). Estar enraizado e alicerçado no amor: tal é, me parece, a condição para exercer dignamente o ofício de louvor à glória (Ef 1,6). A alma que penetra e habita nestas profundezas de Deus […], que consequentemente tudo faz n’Ele, com Ele, por Ele e para Ele […],enraíza-se mais profundamente n’Aquele que ama com cada um dos seus movimentos, das suas aspirações e dos seus atos, por muito comuns que sejam. Tudo nela presta homenagem ao Deus três vezes santo: ela é, por assim dizer, um Sanctus perpétuo, um incessante louvor à glória!

Eles prostravam-se, eles adoravam e lançavam as suas coroas. Primeiramente, a alma deve prostrar-se, mergulhar no abismo do seu nada, afundar-se tão profundamente que […] encontre a verdadeira paz, imutável e perfeita, que nada transtorna, pois precipitou-se tão fundo que ninguém irá buscá-la. Poderá então adorar.

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