Então os que estavam na barca prostraram-se diante d’Ele

Do Evangelho Quotidiano

Depois de ter saciado a fome à multidão, Jesus obrigou os discípulos a embarcar e a ir adiante para a outra margem, enquanto Ele despedia as multidões. Logo que as despediu, subiu a um monte para orar na solidão. E, chegada a noite, estava ali só. O barco encontrava-se já a várias centenas de metros da terra, açoitado pelas ondas, pois o vento era contrário. De madrugada, Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar. Ao verem-no caminhar sobre o mar, os discípulos assustaram-se e disseram: É um fantasma! E gritaram com medo. No mesmo instante, Jesus falou-lhes, dizendo: Tranquilizai-vos! Sou Eu! Não temais! Pedro respondeu-lhe: Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter contigo sobre as águas. Vem! – disse-lhe Jesus. E Pedro, descendo do barco, caminhou sobre as águas para ir ter com Jesus. Mas, sentindo a violência do vento, teve medo e, começando a ir ao fundo, gritou: Salva-me, Senhor! Imediatamente Jesus estendeu-lhe a mão, segurou-o e disse-lhe: Homem de pouca fé, porque duvidaste? E, quando entraram no barco, o vento amainou. Os que se encontravam no barco prostraram-se diante de Jesus, dizendo: Tu és, realmente, o Filho de Deus! Após a travessia, pisaram terra em Genesaré. Ao reconhecerem-no, os habitantes daquele lugar espalharam a notícia por toda a região. Trouxeram-lhe todos os doentes, suplicando-lhe que, ao menos, os deixasse tocar na orla do seu manto. E todos aqueles que a tocaram, ficaram curados. (Mt 14,22-36)

Comentário feito por Beata Isabel da Trindade (1880-1906), carmelita

Eles prostravam-se, eles adoravam e lançavam as suas coroas diante do trono, dizendo: “Digno és, Senhor e nosso Deus, de receber a glória, a honra e a força” (Ap 4,10ss). Como imitar, no céu da minha alma, esta ocupação dos bem-aventurados no céu da glória? Como prosseguir este louvor, esta adoração ininterrupta? São Paulo dá-me uma luz sobre isso quando deseja para os seus que Ele vos conceda, de acordo com a riqueza da Sua glória, que sejais cheios de força, pelo Seu Espírito, […] enraizados e alicerçados no amor (Ef 3,16-17). Estar enraizado e alicerçado no amor: tal é, me parece, a condição para exercer dignamente o ofício de louvor à glória (Ef 1,6). A alma que penetra e habita nestas profundezas de Deus […], que consequentemente tudo faz n’Ele, com Ele, por Ele e para Ele […],enraíza-se mais profundamente n’Aquele que ama com cada um dos seus movimentos, das suas aspirações e dos seus atos, por muito comuns que sejam. Tudo nela presta homenagem ao Deus três vezes santo: ela é, por assim dizer, um Sanctus perpétuo, um incessante louvor à glória!

Eles prostravam-se, eles adoravam e lançavam as suas coroas. Primeiramente, a alma deve prostrar-se, mergulhar no abismo do seu nada, afundar-se tão profundamente que […] encontre a verdadeira paz, imutável e perfeita, que nada transtorna, pois precipitou-se tão fundo que ninguém irá buscá-la. Poderá então adorar.

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