Recordando as primeiras JMJs

Caros amigos, neste ano em que nos preparamos para a Jornada Mundial da Juventude, somos convidados também a recordarmos a história e a mensagem das JMJs. Fazer memória enche-nos de fé ao recordarmos os feitos de Deus no nosso passado, enche-nos de amor como retribuição ao amor de Deus recordado, e enche-nos de esperança por todas as bênçãos que ainda estão por vir.

Como tudo começou…

Em 1984, foi celebrado na Praça São Pedro, no Vaticano, o Encontro Internacional da Juventude com o Papa João Paulo II, por ocasião do ano Santo da Redenção. Neste data, o Papa entregou aos jovens a Cruz que se tornaria um dos principais símbolos da JMJ, conhecida como Cruz da Jornada.

O ano de 1985 foi declarado Ano Internacional da Juventude pelas Nações Unidas. Em março houve outro encontro internacional de jovens no Vaticano e no mesmo ano o Papa anunciou a instituição da Jornada Mundial da Juventude.

O hino “Resta qui con noi” – do Grupo Gen Rosso marcou esta época, trazendo-nos à memória do Caminho de Emaús (cf. Lc 24)

Voltamos então, ao ano de 1986, quando em 23 de março, Domingo de Ramos, o querido Beato João Paulo II, convocou a 1ª Jornada Mundial da Juventude, que foi realizada em Roma e teve como lema “Estejam sempre preparados para responder a qualquer que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês”(1Pd 3, 15).

Naquele domingo, durante a Oração do Angelus, o Papa fez esse belo pronunciamento que transcrevo abaixo:

Perto da cruz de Jesus estava sua Mãe… Jesus, então, vendo sua mãe e, perto dela, o discípulo a quem amava, disse à sua mãe: “Mulher, eis o teu filho!”. Depois disse ao discípulo: “Eis a tua mãe!” E a partir dessa hora, o discípulo a recebeu em sua casa. (cf Jo 19,25-27)

Rezando, ao meio-dia “o Angelus”, voltamos a trazer diante dos olhos de nossas almas este acontecimento, este momento que pertence também ao mistério pascal de Jesus Cristo.

O Crucificado confia à sua Mãe o discípulo. É o discípulo “a quem Ele (Jesus) amava”, o mesmo que em outra ocasião demonstrou amor pelo jovem do Evangelho, depois de ter fixado nele o olhar (cf. Mc 10,21). O discípulo que ficou aos pés da cruz, o Evangelista João, escreve as palavras do testamento de Jesus.

Todos vocês, queridos jovens, discípulos de Cristo, foram confiados, junto com S. João, à Mãe do vosso Mestre: foram confiados a Ela na hora da redenção do mundo.

É necessário, pois, que vocês acolham Maria em suas jovens vidas, da mesma forma que o Apóstolo João a acolheu “em sua casa”. Permitam que ela seja a sua mãe. Abram diante dela os seus corações e suas consciências. Que Ela ajude vocês a encontrar sempre a Cristo, para “seguir-lhe” por cada um dos caminhos de suas vidas.

Quero recordar-lhes por ocasião desta oração do Ângelus que o ano de 1986, por iniciativa da ONU, é o Ano da Paz.

Desde o primeiro dia deste ano, a Igreja tem posto em relevo esta iniciativa, que manifesta os temores, mas também as esperanças, de toda a família humana.

Este ano, pois, é também o ano da oração pela paz e nesta oração queremos nos unir não só com todos os seguidores de Cristo, mas também com os que professam religiões não-cristãs em todo o mundo. Desta forma, foi dirigido o convite a todos os responsáveis das mesmas, e se elegeu um lugar, Assis, para um encontro de oração, no mês de outubro.

“A paz e os jovens caminham juntos”. Assim anunciava a mensagem do primeiro dia do ano de 1986. Peço, pois, ao Senhor que a oração pela paz conte de modo especial com a participação de vocês, jovens. Que deste modo cresça a grande força moral, neste mundo tão ameaçado pelos armamentos, ódio, terrorismo, violação dos direitos humanos, especialmente do direito à vida desde o momento da concepção até a morte.

Bem-aventurados pelos que trabalham pela paz!

Ao nos encontrarmos às portas da Semana Santa, junto com Maria aos pés da cruz de Cristo, abracemos com nossa oração os jovens de todo o mundo, a todos, especialmente os que sofrem.

Deus exaltou a Cristo, nascido da Virgem Maria, por meio da cruz. Na cruz de Cristo desejamos encontrar de novo a força de Deus e a sabedoria de Deus. Disso depende o futuro do homem e do mundo.

***

Para todos os presentes de língua portuguesa, vão igualmente as minhas saudações cordiais! Que a presença em Roma vos sirva para crescer na fé, caríssimos jovens, e para o encontro pessoal com Deus, em Jesus Cristo!
Desejo a todos, às vossas famílias e aos amigos jovens de seus países, graça, paz e alegria, no Senhor Ressuscitado!

(Retirado do site do Vaticano, tradução e adaptação por Taís)

É interessante lembrar o contexto histórico e político da época: o mundo dividido entre capitalismo e socialismo, ainda vivendo a corrida armamentista, muitos países do mundo sendo regidos por ditaduras, um mundo ferido e que ainda sofria as consequências da Segunda Guerra Mundial. Podemos dizer então que as preces do Papa e daqueles jovens foi largamente atendida nos anos seguintes, com a queda do Muro de Berlim (novembro de 1989), desmantelamento da União Soviética e queda do socialismo (dezembro de 1991) e tantas outras graças alcançadas… Rezemos para que a JMJ Rio 2013 possa render muitos frutos de fé e esperança!

Notícias da semana:

Comitê Organizador fala sobre a estrutura da JMJ Rio 2013

 A programação da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) estará dividida em uma sequência de atos centrais, culturais e especiais. A agenda oficial, com horários, ainda não foi divulgada.

“Os atos centrais são a coluna dorsal da Jornada”, explicou o coordenador geral do Comitê Organizador Local (COL), monsenhor Joel Portella Amado. “Acontecem, em geral, com a participação do Papa”.

A primeira grande cerimônia da JMJ Rio2013 é a acolhida com o arcebispo local, Dom Orani João Tempesta, no primeiro dia do evento (23 de julho). O peregrino estará chegando e esse é o seu primeiro contato com a Jornada.
Abrindo a Jornada, ocorre a acolhida dos jovens pela Arquidiocese, na Praia de Copacabana.
Nos dias 24, 25 e 26 de julho, acontecem as catequeses. “É a parte que aprofunda o tema divulgado pelo Papa”, explica monsenhor Joel. “As catequeses são ministradas pelos bispos de vários países para atender todos os idiomas”. Os nomes desses bispos são indicados pelo Pontifício Conselho para os Leigos (que é o Comitê Organizador Central das Jornadas) e deverão ser divulgados 30 dias antes da JMJ.

Atos centrais – Ainda no dia 25, quinta-feira, é celebrada a cerimônia de acolhida do Sumo Pontífice. “Não é uma missa. É uma liturgia da palavra, um rito de acolhida em que a palavra de Deus é proclamada. O arcebispo dá uma saudação ao Papa, que falará para todos os jovens”.
No dia 26, sexta-feira, é realizada a Via-Sacra. “Trata-se de uma antiga tradição da igreja. A Via-Sacra ocorre porque a Jornada é um encontro com Cristo. Então, nos voltamos para o mistério máximo de Jesus que é a sua morte e ressureição”, explica o monsenhor.
O atos centrais do final de semana acontecerão na Base Aérea de Santa Cruz. No dia 27, sábado, é a vigília com o Papa, reunindo todos os peregrinos. No dia 28, domingo, será celebrada a Missa de Envio. “Atendendo o lema ‘Ide e fazei discípulos entre todas as nações’, a missa envia os jovens. A Jornada não acabou. É um ponto de partida. O peregrino volta para casa, anuncia o Evangelho e até a próxima Jornada”, concluiu.

Atos especiais – Os atos especiais são aqueles que não fazem parte da Jornada, mas são característicos de cada uma. “Em Madri, o Papa visitou um hospital, a família real”, relembra o coordenador. “Aqui no Brasil, a agenda depende ainda de definição da Santa Sé, o que deve sair no final do ano” (Adaptado do site Rio2013.com, 03/08).

Visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Nazaré

A Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Nazaré visitou nesta sexta-feira, 3, o Comitê Organizador Local (COL) da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), no Rio de Janeiro. A iniciativa faz parte das atividades do Círio de Nazaré que, teve início nessa quinta-feira, 2, com a chegada da imagem na Base Aérea do Galeão, na capital carioca.

Durante a visita, o arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, jovens voluntários e visitantes rezaram diante da imagem, pedindo a Nossa Senhora que cuide da Jornada Mundial e ensine a todos a acolher os jovens, da mesma forma como em Belém, no Pará, são acolhidos mais de quatro milhões de pessoas, a cada ano, para o Círio de Nazaré (Adaptado de CN Notícias, 03/08).

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Um comentário sobre “Recordando as primeiras JMJs

  1. Pingback: Beato João Paulo II: o amigo dos jovens « Dominus Vobiscum

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