Divorciados que voltam a casar devem ir a Missa e comungar espiritualmente

O Secretário do Pontifício Conselho para a Família, Dom Jean Laffitte, recordou que as pessoas divorciadas que voltam a casar devem participar da Santa Missa e participar da Comunhão somente de maneira espiritual. Dom Laffitte assinalou, que as pessoas divorciadas que voltaram a casar, embora não possam receber a comunhão eucarística “continuam estando plenamente dentro da Igreja” e “sempre podem ter uma comunhão espiritual frutífera”.

Ao lembrar a Exortação Apostólica do Beato João Paulo II, Familiaris Consortio, o Prelado explicou que existe uma diferença entre a comunhão espiritual e a comunhão eucarística, que afirma que sem a primeira, não pode existir a segunda. Neste sentido, Dom Laffitte indicou que a comunhão espiritual é a forma em que a pessoa se une pessoalmente a Cristo no momento da redenção do Santo Sacrifício, para assim, depois, receber a comunhão eucarística.

“Isto não é uma disciplina inventada pela Igreja” e, portanto, no matrimônio, “os cônjuges fazem um pacto com Deus, e Deus faz um pacto com eles”, que cria um sacramento indissolúvel. Uma segunda união “o converteria em algo contraditório e contrário ao sacramental”.

Finalmente, Dom Laffite explicou, que para a comunhão é necessário preparar o coração para receber ao Senhor, e deste modo, quando os divorciados que voltaram a casar deixam de comungar, “dão muito mais honra ao Senhor com seu sacrifício e oferecendo-se eles mesmos, através da dor que têm nos seus corações, no sacramento da Eucaristia”.

“Eles sofrem por isso, mas, há mais honra dada pelo corpo de Cristo nesta situação, que quando os batizados vão de maneira superficial e às vezes, de maneira pouco digna, a receber a Comunhão, seja qual seja o estado de suas almas“, concluiu.

A Congregação da Doutrina para a Fé expressou na sua carta a todos os bispos do mundo de outubro de 1994, que uma pessoa divorciada que volta a casar não pode participar da Comunhão, porque o matrimônio “é a imagem da relação entre Cristo e a sua Igreja”.

Nesse aspecto, a Igreja explica que os divorciados que voltam a casar sem um decreto de nulidade para o primeiro matrimônio, encontram-se em uma relação de adultério que não lhes permite arrepender-se honestamente, para receber a absolvição de seus pecados e, por conseguinte, a Santa Comunhão.

Neste contexto, para aproximar-se dos Sacramentos da Penitência e da Eucaristia, devem resolver a irregularidade matrimonial pelo Tribunal dos Processos Matrimoniais ou outros procedimentos que se aplicam aos matrimônios dos não batizados, se for o caso.

Ao respeito o Beato João Paulo II assinala que “a Igreja deseja que estes casais participem da vida da Igreja até onde lhes seja possível (e esta participação na Missa, adoração Eucarística, devoções e outros serão de grande ajuda espiritual para eles) enquanto trabalham para obter a completa participação sacramental”.

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Ir mais além – Comunidade Obreiros da Tardinha

A ideia desta categoria é postar aqui músicas que ao longo da minha caminhada me ajudam a rezar. São músicas que trazem a essência da fé católica: Falam a nossa alma e nos levam a oração. Esta música é uma delas. Durante muito tempo essa linda canção da Comunidade Obreiros da Tardinha me ajudou a rezar. Gostaria que você ouvisse e opinasse. Deus te abençoe!

[youtube http://youtu.be/rELzI8A2ns8]

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E quando a doença chega?

ImagemDe repente, nos deparamos com uma doença na família… é comum nos desesperar e acabamos esquecendo que Deus está no controle de tudo. Não é fácil aceitar ou entender uma doença. Mas antes de tudo, lembremos que Jesus curou tantos doentes simplesmente porque tinham fé!

O Senhor diz: “Está alguém doente entre vós? Chame os sacerdotes da Igreja, e estes façam oração sobre o doente, ungindo-o com óleo, em nome do Senhor. E a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o aliviará. E se estiver em pecado, ser-lhe-ão perdoados” (Tg 5,14-15).

Assim, tenhamos a fé e coragem de pedir à Jesus:

Senhor Jesus, pela vossa palavra e pelos gestos de vossas mãos, curastes cegos, paralíticos, leprosos e tantos outros doentes. Animados pela fé, nós também vimos suplicar pelos nossos enfermos e nossas enfermidades, em especial por (colocar do enfermo). Dai-lhes, Senhor: A graça da perseverança na oração, apesar do desânimo próprio da doença e da espera.A graça da coragem para buscar a cura, mesmo depois de várias tentativas. A graça da simplicidade para aceitar a ajuda dos profissionais, familiares e amigos. A graça da humildade, para reconhecer as próprias limitações. A graça da paciência nas dores, dificuldades e prolongamento do tratamento. A graça de compreender, pela fé, a transitoriedade desta vida. A graça de entender que o pecado é a maior de todas as enfermidades. Que tenhamos todos a compreensão de que no sofrimento humano se completa Vossa Paixão Redentora. Se for para vossa glória, nós vos pedimos a cura de todos os nossos enfermos e de nossas enfermidades físicas e espirituais. Amém!

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Virgindade Perpétua de Maria:: Escritos de São Jerônimo – Capítulo 21

Posto aqui mais um capítulo da Carta de São Jerônimo a Helvídio a respeito da Virgindade Perpétua da Virgem Maria. Neste texto São Jerônimo exalta a castidade de São José

CAPÍTULO XXI

Mas como não negamos o que está escrito, assim também rejeitamos o que não está escrito. Acreditamos que Deus nasceu de uma Virgem, porque lemos assim. Não acreditamos que Maria teve união marital depois que deu à luz porque não lemos isso. Nem afirmamos tal para condenar o casamento, porque a virgindade é o fruto do casamento; mas porque quando estamos tratando de santos não devemos julgar apressadamente. Pois se adotássemos a possibilidade como padrão de julgamento, poderíamos sustentar que José teve várias esposas porque Abraão teve, e também Jacó, e que aqueles que eram irmãos do Senhor nasceram daquelas esposas, uma criação imaginária que alguns sustentam com uma temeridade que nasce da audácia e da piedade.

Você diz que Maria não continuou virgem. Eu brado ainda mais que José, ele mesmo, aceitou que Maria era virgem, de modo que de um casamento virgem nasceu um filho virgem. Porque se, como um homem santo, ele não se apresentou com a acusação de fornicação, e está escrito que ele não teve outra esposa, mas foi o guardião de Maria, aquela que foi tida por sua esposa mas não ele por seu marido; a conclusão é que aquele que foi julgado digno de ser chamado pai do Senhor, permaneceu casto.

( Tradução: José Fernandes Vidal e Carlos Martins Nabeto – Central de Obras do Cristianismo Primitivo)

Veja Também:: Capítulos 1 e 2 | Capítulos 3 e 4 | Capítulo 5 e 6 | Capítulos 7 e 8 | Capítulos 9 e 10 | Capítulos 11 e 12 | Capítulos 13 e 14 | Capítulo 15 | Capítulo 16 | Capítulo 17 | Capítulo 18 | Capítulo 19 | Capítulo 20

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Santo do dia:: São Domingos de Gusmão

São Domingos nasceu em Caleruega, em Castela-a-Velha, no ano de 1170. De família nobre, e de belo rosto, acostumou-se desde jovem a duras penitências. De caráter metódico e firmíssimo, deu grande importância aos estudos, como premissa indispensável ao dever apologético dos frades pregadores. Aos 14 anos de idade, foi enviado para Palência, onde estudou filosofia e teologia. Como sacerdote e cônego de Osma distinguiu-se pela rectidão, zelo, pontualidade nas funções e espírito de sacrifício. Pregou com êxito contra os hereges albigenses, que defendiam a existência de dois princípios, de duas divindades: o Bem e o Mal.

Estudo e pobreza são os dois pontos principais da Ordem dominicana, o programa de vida dos frades ’mendicantes’ que vestem o hábito de São Domingos, contemporâneo de outro grande e amado santo fundador, São Francisco de Assis.

São Domingos morreu em Bolonha no dia seis de Agosto do ano 1221 e foi proclamado santo, 13 anos após a morte, em 1234.

São Domingos de Gusmão, rogai por nós!

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Mulher, grande é a tua fé!

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, Jesus partiu dali e retirou-se para os lados de Tiro e de Sídon. Então, uma cananeia, que viera daquela região, começou a gritar: Senhor, Filho de David, tem misericórdia de mim! Minha filha está cruelmente atormentada por um demónio. Mas Ele não lhe respondeu nem uma palavra. Os discípulos aproximaram-se e pediram-lhe com insistência: Despacha-a, porque ela persegue-nos com os seus gritos. Jesus replicou: Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel. Mas a mulher veio prostrar-se diante dele, dizendo: Socorre-me, Senhor. Ele respondeu-lhe: Não é justo que se tome o pão dos filhos para o lançar aos cachorros. Retorquiu ela: É verdade, Senhor, mas até os cachorros comem as migalhas que caem da mesa de seus donos. Então, Jesus respondeu-lhe: Ó mulher, grande é a tua fé! Faça-se como desejas. E, a partir desse instante, a filha dela achou-se curada. (Mt 15,21-28)

Comentário feito por Santo Hilário (c. 315-367), bispo de Poitiers, doutor da Igreja

Esta cananeia pagã deixou de ter, pessoalmente, necessidade de ser curada, uma vez que reconheceu Cristo como Senhor e Filho de David, mas pede auxílio para a sua filha, isto é, para a multidão pagã prisioneira de espíritos impuros. O Senhor cala-Se, reservando com o Seu silêncio o privilégio de salvar Israel. […] Trazendo em Si o mistério da vontade do Pai, responde que não foi enviado senão às ovelhas perdidas de Israel, para que ficasse claro que a filha da cananeia é um símbolo da Igreja. […] Não é que a salvação não pudesse ser dada também aos pagãos, mas o Senhor tinha vindo para os Seus e ao mundo que era Seu (Jo 1,11), e esperava os primeiros indícios da fé deste povo de onde Ele próprio era originário, devendo os outros ser seguidamente salvos pela pregação dos apóstolos. […]

E, para que compreendêssemos que o silêncio do Senhor provém da consideração do tempo e não de um obstáculo colocado pela Sua vontade, acrescenta: Mulher, grande é a tua fé! Queria dizer que esta mulher, já certa da sua salvação, tinha fé – melhor ainda – na reunião dos pagãos no tempo que se aproxima, em que, pela sua fé, eles serão libertados de todo o tipo de espíritos impuros tal como a jovem o foi. E isso confirma-se: com efeito, após a prefiguração do povo dos pagãos na filha da cananeia, homens prisioneiros de diversos tipos de doenças são apresentados ao Senhor na montanha pelas multidões (Mt 15,30). São homens incréus, isto é, doentes, que são levados pelos crentes a adorar e a prostrar-se, e a quem é dada a salvação, para estudarem, louvarem e seguirem a Deus.

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