Sumo-Sacerdote da Nova Aliança

Do Evangelho Quotidiano

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: O Reino do Céu será semelhante a dez virgens que, tomando as suas candeias, saíram ao encontro do noivo. Ora, cinco delas eram insensatas e cinco prudentes. As insensatas, ao tomarem as suas candeias, não levaram azeite consigo; enquanto as prudentes, com as suas candeias, levaram azeite nas almotolias. Como o noivo demorava, começaram a dormitar e adormeceram. A meio da noite, ouviu-se um brado: ‘Aí vem o noivo, ide ao seu encontro!’ Todas aquelas virgens despertaram, então, e aprontaram as candeias. As insensatas disseram às prudentes: ‘Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas candeias estão a apagar-se.’ Mas as prudentes responderam: ‘Não, talvez não chegue para nós e para vós. Ide, antes, aos vendedores e comprai-o.’ Mas, enquanto foram comprá-lo, chegou o noivo; as que estavam prontas entraram com ele para a sala das núpcias, e fechou-se a porta. Mais tarde, chegaram as outras virgens e disseram: ‘Senhor, senhor, abre-nos a porta!’ Mas ele respondeu: ‘Em verdade vos digo: Não vos conheço.’ Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora. (Mt 25,1-13)

Comentário feito por Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein) (1891-1942), carmelita, mártir, co-padroeira da Europa

A nossa alma é um templo de Deus e isso, só por si, abre-nos uma perspectiva vasta e completamente nova. A vida de oração de Jesus é a chave para compreendermos a oração da Igreja. […] Cristo tomou parte no culto divino do Seu povo, levado a cabo publicamente no Templo e segundo as prescrições da Lei. […] Ele estabeleceu a mais profunda ligação entre essa liturgia e a oferenda da Sua própria pessoa e, ao atribuir-lhe assim o seu verdadeiro e pleno significado de acção de graças da Criação para com o seu Criador, conduziu a liturgia da Antiga à sua realização na Nova Aliança.

Por outro lado, Jesus não tomou parte apenas no culto divino público prescrito pela Lei. Os evangelhos fazem referências ainda mais numerosas à Sua oração solitária, no silêncio da noite, no cimo das montanhas ou em lugares desertos (Mt 14,23; Mc 1,35; 6,46; Lc 5,16). Quarenta dias e quarenta noites de oração precederam a Sua vida pública (Mt 4,1-2). Retirou-Se para o silêncio da montanha antes de escolher os Seus Apóstolos (Lc 6,12) e de os enviar em missão. Na hora do Monte das Oliveiras, preparou a Sua subida ao Gólgota. O brado com que Se dirigiu ao Pai nessa mais penosa de todas as horas da Sua vida é-nos revelado em poucas palavras […], palavras essas que são como que um relâmpago que por um instante ilumina e torna mais clara para nós a vida íntima da Sua alma, o insondável mistério do Seu ser de Homem-Deus e do Seu diálogo com o Pai.

Este diálogo durou toda a Sua vida, sem nunca sofrer qualquer interrupção. Jesus rezava interiormente, não só quando Se afastava das multidões, mas também quando Se encontrava entre as pessoas.

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