Santo do Dia: Santos Ponciano e Hipólito!

Paz irmãos! Tudo bem? Antes tarde do que nunca, vamos conhecer o Santo do Dia agora?

Santo Hipólito, rogai por nós!

Santos Ponciano e Hipólito

Os santos de hoje, viveram caminhos que se chocaram durante a vida, no entanto, Ponciano e Hipólito se reconciliaram quando enfrentaram o exílio. Ponciano foi zeloso Papa da Igreja de Cristo, eleito em 230, enquanto Hipólito, um fecundo escritor e orador.

Aconteceu que, naquele tempo, rompeu um cisma na Igreja, onde Hipólito defendia um tal rigorismo que os adúlteros, fornicadores e apóstatas não mereceriam perdão, mesmo diante de arrependimento. Ponciano, o Papa da Misericórdia, não concordava com este duro princípio e nem outras reflexíveis cheias de boa fé, porém que não revelavam o coração do Pai, o qual escolheu a Igreja como instrumento deste amor que perdoa e salva.

São Ponciano, rogai por nós!

Ponciano, que confirmava a fé nos cristãos, diante do clima de perseguição criado pelo imperador Maximiano, foi denunciado e, por isso, preferiu prudentemente renunciar ao serviço de Papa, visando o bem da Igreja e acolheu o exílio. Na ilha da Sardenha encontrou exilado também o sacerdote Hipólito e, em meio aos trabalhos forçados, se reconciliaram, sendo que Hipólito renunciou aos seus erros, antes de colherem em 235 o “passaporte” do Céu, ou seja o martírio.

Santos Ponciano e Hipólito, rogai por nós!

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Virgindade Perpétua de Maria:: Escritos de São Jerônimo – Capítulo 22

Posto aqui mais um capítulo da Carta de São Jerônimo a Helvídio a respeito da Virgindade Perpétua da Virgem Maria. Neste texto São Jerônimo disserta sobre a virgindade e o casamento.

CAPÍTULO XXII

E agora que vou fazer uma comparação entre virgindade e casamento, rogo a meus leitores para não suporem que louvando a virgindade, tenho em menor grau o casamento, e discrimino os santos do Antigo Testamento com relação àqueles do Novo, isto é, aqueles que tinham esposas daqueles que se mantiveram livres dos laços de mulheres; antes, penso que de acordo com a diferença de tempo e circunstâncias, uma regra foi aplicada aos primeiros, uma outra a nós, sobre quem sobrevirá o fim do mundo.

Tanto que continua vigorando a lei : “Sede férteis e multipliquai-vos e povoai a terra”; e: “Amaldiçoada é a mulher estéril que não gerou semente em Israel”; elas todas que casaram e foram dadas em matrimônio, deixaram pai e mãe, e se tornaram uma só carne.

Mas de repente com a força do trovão se fizeram ouvir essas palavras: “O tempo está se acabando, em que doravante aqueles que têm esposas sejam como se não tivessem”; aderindo ao Senhor, nós somos feitos um espírito com Ele. E por quê?

Porque “aquele que é solteiro está preocupado com as coisas do Senhor, de modo que poderá agradar ao Senhor; mas aquele que é casado está preocupado com as coisas do mundo, do modo como agradará a sua esposa. E aqui está a diferença também entre a esposa e a virgem. Aquela que é solteira está preocupada com as coisas do Senhor, porque será santa tanto no corpo como no espírito; mas aquela que é casada, está preocupada com as coisas do mundo, do modo como agradará a seu marido”.

Por que você sofisma? Por que resiste? O vaso de eleição disse isso. Disse-nos que há uma diferença entre a esposa e a virgem. Observe qual deva ser a felicidade daquele estado no qual mesmo a distinção de sexo desaparece. A virgem não é mais chamada mulher. “Aquela que é solteira está preocupada com as coisas do Senhor, de modo que é santa no corpo e no espírito”.

A virgem é definida como aquela que é santa no corpo e no espírito, porque não é bom ter uma carne virgem se a mulher se põe casada no espírito. “Mas aquela que é casada está preocupada com as coisas do mundo, do modo como agradará a seu marido”. Julga você que não há diferença entre uma que gasta seu tempo em oração e jejuns daquela que se sente impelida, ao aproximar-se seu marido, a arranjar sua aparência, andar com passos afetados, e demonstrar atos de carinho?

O objetivo da virgem é aparecer menos faceira; ela quer se guardar de modo a esconder suas atrações naturais. A mulher casada tem seu pincel preparado ante seu espelho, e em desacordo com seu Criador, esforça-se para adquirir algo mais do que sua beleza natural. Então lhe chegam as conversas de seus filhos, o barulho da casa, as crianças buscando sua palavra e pedindo seus beijos, a lista das despesas, o cuidado para acertar as despesas. De um lado você a vê na companhia dos cozidos, cercada de gritos e preparando o alimento; você ali ouve o barulho de uma multidão de fiandeiras. Enquanto isso, chega uma mensagem que o marido e seus amigos estão chegando. A esposa, como uma andorinha, voa por toda a casa. Ela deve cuidar de todas as coisas. Está o sofá arrumado? Está o piso varrido? Estão as flores nas jarras? E o jantar está pronto?

Diga-me, rogo-lhe, onde entre tudo isso há lugar para pensar em Deus? São essas casas tranqüilas? Onde há as batidas do tambor, o barulho e a algazarra do órgão e do alaúde, o tinir dos címbalos, pode se encontrar alguma preocupação com o temor de Deus? O parasita é repreendido e se sente orgulhoso da honra. Entram depois as vítimas meio despreparadas para as paixões, uma referência para todo olhar lúbrico. A infeliz esposa ou deve achar prazer neles e perecer, ou ficar desgostosa e provocar seu marido. Disso surge a discórdia, a semente conspiratória do divórcio.

Ou suponha que você encontre uma casa onde essas coisas são desconhecidas, o que acontece em pequena proporção! Contudo, mesmo ali, o desempenho do dono da casa, a educação das crianças, as necessidades do marido, a correção dos servos, não falham em afastar a mente do pensamento de Deus. “Deixou de ficar com Sara como se fica com as mulheres” – assim diz a Escritura, e mais tarde Abraão recebeu a ordem: “Presta atenção em tudo o que Sara te disser”. [Porque] ela não está tomada de ansiedades e dor de parto e, tendo passado pela mudança de vida [sexual], deixou de exercer as funções de uma mulher, estando liberta do esquecimento de Deus; não tem desejo por seu marido, mas, pelo contrário, seu marido se torna sujeita a ela, e a voz do Senhor lhe ordena: “Presta atenção em tudo o que Sara te disser”. Então, começam a ter tempo para rezar. Porque enquanto demorou a ser pago o dever do matrimônio, a determinação de rezar foi negligenciada.

( Tradução: José Fernandes Vidal e Carlos Martins Nabeto – Central de Obras do Cristianismo Primitivo)

Veja Também:: Capítulos 1 e 2 | Capítulos 3 e 4 | Capítulo 5 e 6 | Capítulos 7 e 8 | Capítulos 9 e 10 | Capítulos 11 e 12 | Capítulos 13 e 14 | Capítulo 15 | Capítulo 16 | Capítulo 17 | Capítulo 18 | Capítulo 19 | Capítulo 20 | Capítulo 21

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Virgem Mãe do Perpétuo Socorro “presente” nas Olimpíadas de Londres!

Algo inusitado aconteceu no mundo dos esportes durante esta semana que passou!

Nos Jogos Olímpicos de Londres, a atleta etíope Meseret Defar ao cruzar, em primeiro lugar, a linha de chegada na final feminina dos 5 mil metros, tirou de seu peito uma estampa da Virgem Maria (Virgem Mãe do Perpétuo Socorro), exibindo-a para as câmeras de todo o mundo, para depois colocá-la sobre o rosto em um momento de muita oração e emoção.

Na atual situação mundial, onde os valores do Cristianismo em muitos casos são esquecidos, ter uma Cristã Ortodoxa, afirmando mundialmente sua fé, é realmente algo que precisa ficar assinalado em nossos corações como um belo exemplo a seguir.

O relato a seguir está no site acidigital.com: “Defar, cristã ortodoxa, encomendou sua carreira a Deus com um sinal da cruz  e completou a distância em 15:04:25, vencendo sua compatriota e tradicional rival Tirunesh Dibaba, quem chegou como favorita da prova. 

Com lágrimas de emoção, Defar mostrou ao mundo a imagem da Virgem com o Menino Jesus nos braços que a acompanhou em todo o percurso. Durante toda a corrida, três corredoras etíopes e três do Quênia disputavam os primeiros lugares, Defar acelerou no último trecho e conseguiu separar-se do grupo“.

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Papa Bento XVI: “Jesus é o alimento que dá a vida eterna”

Antes da oração do Angelus, na residência de verão em Castel Gandolfo, o Papa Bento XVI afirmou que Jesus é “o alimento que dá a vida eterna”. Ele enfatizou que Jesus “é o Filho unigênito de Deus, que está no seio do Pai, que veio para dar ao homem a vida em plenitude, para introduzir o homem na própria vida de Deus”.

Ao refletir sobre a passagem do Evangelho do João que relata a multiplicação milagrosa de cinco pães e dois peixes, Bento XVI indicou que Cristo convidou os que se saciaram a “empenhar-se por um alimento que permanece para a vida eterna”.

Ele quer ajudá-los a compreender o significado profundo do prodígio que realizou: não saciar de maneira milagrosa sua fome física, predispõe-os a receber o anúncio de que Ele é o pão descido do céu que sacia de forma definitiva”.

O Papa lembrou que “também o povo judeu, durante o comprido caminho no deserto, tinha provado um pão descido do céu, o maná, que o tinha mantido com vida, até a chegada à terra prometida. Agora, Jesus fala de si como do verdadeiro pão descido do céu, capaz de manter com vida não por um momento ou por um trecho do caminho, a não ser para sempre”.

Na mentalidade judia era claro que o verdadeiro pão do céu, que nutria Israel, era a Lei, a palavra de Deus”, e Jesus Cristo ao “manifestar-se como o pão do céu, testemunha ser a Palavra de Deus encarnada, através da qual o homem pode fazer da vontade de Deus sua comida, que orienta e sustenta sua existência”.

Bento XVI declarou que duvidar, nos dias de hoje, da divindade do Jesus, como os judeus do evangelho deste domingo,  “significa opor-se à obra de Deus”.

O Papa ressaltou que “só quem é atraído por Deus Pai, quem o escuta e se deixa instruir por Ele, pode acreditar em Jesus, encontrá-lo e nutrir-se Dele para ter a vida em plenitude, a vida eterna”.

Texto baseado no original do site: http://acidigital.com
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