Bento XVI: “Maria tem um coração tão grande como o próprio Deus”

Na manhã do dia 15 de agosto, Solenidade da Assunção de Maria, o Papa Bento XVI celebrou, a Santa Missa na paróquia pontifícia de “São Tomás de Villanova”, na localidade de Castel Gandolfo onde o Pontífice passa suas férias. Em sua homilia, o Papa indicou que na Assunção podemos ver que a Virgem Maria,  totalmente unida a Deus, tem um coração tão grande como o do próprio Deus.

Em 1º de novembro de 1950, o Venerável Papa Pio XII proclamava como dogma que a Virgem Maria “terminado o curso da vidaterrena, foi assunta à glória celeste em alma e corpo”. Esta verdade de fé era conhecida pela Tradição, afirmada pelos Padres da Igreja, e era, sobretudo, um aspecto relevante do culto rendido à Mãe de Cristo. O elemento cultual constitui, por assim dizer, a força motora que determinou a formulação deste dogma: o dogma parece um ato de louvor e de exaltação em relação à Virgem Santa. Este emerge também do próprio texto da Constituição apostólica, onde se afirma que o dogma é proclamado “em honra ao Filho, para a glorificação da Mãe e a alegria de toda a Igreja”, recordou Bento XVI aos presentes na celebração eucarístia que presidiu.

É expresso assim na forma dogmática algo que já foi celebrado no culto da devoção do Povo de Deus como a mais alta e estável glorificação de Maria: o ato de proclamação da Assunta se apresentou quase como uma liturgia da fé. E no Evangelho que escutamos agora, Maria mesma pronuncia profeticamente algumas palavras que orientam nesta perspectiva. Diz: “Todas as gerações, de agora em diante, me chamarão feliz” (Lc 1,48). é uma profecia para toda a história da Igreja. Esta expressão do Magnificat, referida por São Lucas, indica que o louvor à Virgem Santa, Mãe de Deus, intimamente unida a Cristo, seu filho, diz respeito à Igreja de todos os tempos e de todos os lugares”, sublinhou.

Segundo o Santo Padre, “a anotação destas palavras da parte do Evangelista pressupõe que a glorificação de Maria estivesse já presente no período de São Lucas e ele a considerou um dever e um compromisso da comunidade cristã para todas as gerações. As palavras de Maria indicam que é um dever da Igreja recordar a grandeza de Nossa Senhora para a fé”.
Esta solenidade é um convite, portanto, a louvar Deus, e a olhar para a grandeza de Nossa Senhora, para que conheçamos Deus na face dos seus”, completou.

“Mas, por que Maria é glorificada na assunção ao Céu? São Lucas, como ouvimos, vê a raiz da exaltação e do louvor à Maria na expressão de Isabel: “Feliz aquela que acreditou” (Lc 1, 45). E o Magnificat, este canto ao Deus vivo e operante na história é um hino de fé e de amor, que brota do coração da Virgem. Ela viveu com fidelidade exemplar e guardou no mais íntimo do seu coração as palavras de Deus ao seu povo, as promessas feitas a Abraão, Isaac e Jacó, fazendo do seu conteúdo sua oração: a Palavra de Deus estava no Magnificat transformada em Palavra de Deus, lâmpada do seu caminho, até torná-la disponível a acolher também em seu ventre o Verbo de Deus feito carne”.

Respondendo à pergunta sobre a relação da solenidade com a vida do homem na terra Bento XVI disse que “A primeira resposta é: na Assunção vemos que em Deus há espaço para o homem, Deus mesmo é a casa com muitas moradas da qual fala Jesus (Jo 14, 2). O próprio Deus é a casa do homem, em Deus há espaço de Deus. E Maria, unindo-se a Deus, não se distancia de nós, não vai para uma galáxia desconhecida, mas quem vai a Deus se aproxima, porque Deus está perto de todos nós, e Maria, unida a Deus, participa da presença de Deus, está muito perto de nós, cada um de nós”.

Há uma bela palavra de São Gregório Magno sobre São Bento que podemos aplicar ainda também a Maria: São Gregório Magno diz que o coração de São Bento tornou-se grande que toda a criação podia entrar neste coração. Isso vale ainda mais para Maria: Maria, unidade totalmente a Deus, tem um coração tão grande que toda a criação pode entrar neste coração, e os testemunhos em todas as partes da terra o demonstram”, afirmou o Papa.

Em Deus, há espaço para o homem, e Deus está perto, e Maria, unida a Deus, está muito perto, tem um coração alargado como o coração de Deus”, frisou.

Mas tem também outro aspecto: não só em Deus há espaço para o homem; no homem há espaço para Deus. Também vemos isso em Maria, a Arca Santa que porta a presença de Deus. Em nós, há espaço para Deus e nesta presença de Deus em nós, tão importante para iluminar o mundo na sua tristeza, em seus problemas, esta presença se realiza na fé: na fé abrimos as portas do nosso ser para que Deus entre em nós, para que Deus possa ser a força que dá vida e caminho ao nosso ser”, ressaltou.

O que dizer, portanto? Coração grande, presença de Deus no mundo, espaço de Deus em nós e espaço de Deus para nós, esperança, ser esperados: esta é a sinfonia desta festa, a indicação que a meditação desta Solenidade nos dá. Maria é aurora e esplendor da Igreja triunfante; ela é a consolação e a esperança para o povo ainda em caminho, diz o Prefácio de hoje”.

Vamos nos confiar à sua materna intercessão, para que o Senhor nos ajude a reforçar nossa fé na vida eterna; nos ajude a viver bem o tempo que Deus nos oferece com esperança. Uma esperança cristã, que não é somente nostalgia do Céu, mas vivo e operoso desejo de Deus aqui no mundo, desejo de Deus que nos torna peregrinos incansáveis, alimentando em nós a coragem e a força da fé que, ao mesmo tempo, é coragem e força no amor”.

Texto baseado em texto do site: acidigital.com

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Papa Bento XVI fala sobre a Solenidade da Assunção da Virgem Maria

Antes da Oração do Ângelus, ontem, na Solenidade da Assunção da Virgem Maria, o Papa Bento XVI afirmou que esta celebração nos leva a fortemente confiar em Deus, seguir sua Palavra e fazer sua vontade para assim poder chegar ao Céu.

O Papa explicou que “para entender a Assunção temos que olhar à Páscoa, o grande Mistério da nossa salvação, que marca a passagem de Jesus para a glória do Pai através da paixão, morte e ressurreição“.

Maria, que engendrou ao Filho de Deus na carne, é a criatura mais inserida neste mistério, redimida desde o primeiro momento da sua vida, e associada de uma maneira especial à paixão e a glória do seu Filho. A Assunção de Maria ao Céu é, pois, o mistério pascal de Cristo realizado plenamente nela. Maria está intimamente unida a seu Filho ressuscitado, vencedor sobre o pecado e a morte, plenamente conformada com ele“.

O Papa afirmou ainda que “A Assunção é uma realidade que toca também a nós, porque nos indica de modo luminoso o nosso destino, o da humanidade e da história. Em Maria, de fato, contemplamos aquela realidade de glória a que cada um de nós também está chamado e toda a Igreja“.

O Evangelho de São Lucas que lemos na liturgia desta solenidade nos mostra o caminho que a Virgem de Nazaré percorreu para estar na glória de Deus. É a narração da visita de Maria a Isabel, em que a Virgem é proclamada bendita entre todas as mulheres e bendita porque acreditou no cumprimento das palavras que foram ditas pelo Senhor. E no canto do ‘Magnificat’, que eleva com a alegria a Deus brilha sua profunda fé“.

De acordo com o Santo Padre Maria “coloca-se entre os ‘pobres’ e ‘humildes’, que não podem confiar nas suas próprias forças, mas confiam em Deus, e na sua ação, capaz de obrar grandes coisas na debilidade“.

Se a Assunção nos abre ao futuro luminoso que nos espera, convida-nos também fortemente a confiar-nos mais a Deus, a seguir sua Palavra, a procurar e cumprir sua vontade cada dia: este é o caminho que nos faz ‘benditos’ na nossa peregrinação terrena, e nos abre as portas do Céu“.

Bento XVI disse também que “o Concílio Vaticano II afirma: ‘Maria, depois de elevada ao céu, não abandonou esta missão salvadora, mas, com a sua multiforme intercessão, continua a alcançar-nos os dons da salvação eterna. Ela cuida, com amor materno, dos irmãos de seu Filho que, entre perigos e angústias, caminham ainda na terra, até chegarem à pátria bem-aventurada’”.

 E concluiu com a exortação: “Invoquemos a Virgem Santa, que ela seja a estrela que guia nossos passos ao encontro com seu Filho em nosso caminho para chegar à glória do Céu, à alegria eterna“.

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Série Espiritualidade: Que o homem não se repute digno de consolação, mas merecedor de castigo

Do livro “Imitação de Cristo”

A alma: Senhor, eu não sou digno da vossa consolação, nem de visita alguma espiritual, e por isso me tratais com justiça, quando me deixais pobre e desconsolado. Porque, mesmo que pudesse derramar um mar de lágrimas, ainda assim não seria digno de vossa consolação. Outra coisa não mereço, pois, senão ser flagelado e punido por tantas ofensas e tão graves delitos que cometi. Assim, portanto bem considerado tudo, não sou digno nem da menor consolação. Vós, porém, Deus clemente e misericordioso, que não quereis que pereçam vossas obras, para manifestar as riquezas de vossa bondade nos vasos de misericórdia, vos dignais de consolar vosso servo, sem merecimento algum, de todo sobre-humano. Porque vossas consolações não são como as consolações humanas.

Que fiz eu, Senhor, para que me désseis alguma consolação celestial? Não me lembra ter feito bem algum, mas antes fui sempre inclinado a pecados, e tardio na emenda. É esta a verdade, não há negá-lo. Se dissesse outra coisa, vós estaríeis contra mim e não haveria quem me defendesse. Que outra coisa mereci pelos meus pecados, senão o inferno e  o fogo eterno? Confesso com sinceridade que sou digno de todo escárnio e desprezo, e que não mereço ser contado no número de vossos servos. E ainda que ouça isso muito a contragosto, por amor à verdade, acusarei contra mim os  meus pecados, para alcançar mais facilmente a vossa misericórdia.

Que direi eu, coberto de culpa e confusão? Não posso abrir a boca senão para dizer esta palavra: Pequei, Senhor, pequei; tende piedade de mim, perdoai-me! Deixai-me um pouco de tempo para desafogar a minha dor, antes de descer para a terra tenebrosa, coberta das sombras da morte (Jó 10, 20.21). Que mais exigis do culpado e mísero pecador senão que se humilhe e tenha contrição dos seus pecados? Pela contrição sincera e humilde do coração nasce a esperança do perdão, reconcilia-se a consciência perturbada, recupera-se a graça perdida, preserva-se o homem da ira futura, em ósculo santo une-se Deus à alma arrependida.

A humilde contrição dos pecados é para vós, Senhor, sacrifício muito aceito, que rescende mais suave em vossa presença do que o perfume do incenso. É este também o precioso bálsamo que quisestes ver derramado em vosso pés sagrados, pois nunca desprezastes o coração contrito e humilhado (Sl 50, 19). Lá se encontra o refúgio contra o furor do inimigo, ali se emendam e lavam as manchas algures contraídas.

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Santo do Dia: Santo Estevão da Hungria.

Hoje celebramos Santo Estevão da Hungria, vamos conhecer um pouco sobre a vida deste santo?

O santo de hoje, nascido no ano de 979, foi filho do primeiro duque húngaro convertido ao Cristianismo através da pregação de Santo Adalberto, Bispo de Praga.

Santo Estevão da Hungria

Voik (que significa “herói”) era o seu nome, até ser batizado na adolescência, recebendo o nome de Estevão, o primeiro mártir cristão, tendo sempre como guia e mestre o Bispo de Praga. Santo Estevão casou-se, por volta do ano de 995, com a beata Gisela da Baviera, filha doHenrique II da Baviera e de Gisela da Borgonha, a qual muito lhe ajudou no governo do povo húngaro, já que precisou unificar muitas tribos dispersas e até mesmo bem usar a ação militar para conter oposições internas e externas. Deixou por escrito normas de governo para seu filho e herdeiro, Américo, o qual não chegou a reinar pois faleceu antes do pai.

Santo Estevão da Hungria, rogai por nós!

Ele, até entrar no Céu em 1038, não precisou preocupar-se com a evangelização inicial do povo, mas ocupou-se do aprofundamento do seu povo na graça chamada Cristianismo. De todo o coração, alma e espírito, estreitou cada vez mais a comunhão com o Papa e a Igreja de Roma, isto sem esquecer de ajudar na formação de uma hierarquia eclesiástica húngara, assim como na construção de igrejas, mosteiros e na propagação da Sã Doutrina Católica e devoção a Nossa Senhora.

Santo Estevão, por ser “o primeiro Rei que consagrou a sua nação a Nossa Senhora”, tem uma estátua na Basílica de Nossa Senhora de Fátima e um vitral na capela do Calvário húngaro.

Sua canonização foi no dia 20 de agosto de 1083, Esztergom, Hungria pelo Papa Gregório VII.

Santo Estevão da Hungria, rogai por nós!

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