Contra Vigilâncio:: Escritos de São Jerônimo – Capítulo 2

Coloco aqui mais um capítulo dos discursos de São Jerônimo contra Vigilâncio. Neste podemos ler o modo veemente que São Jerônimo descreve a vida dos bispos da sua época.

Capítulo II

Vergonhoso de se mencionar é que alguns bispos, segundo dizem, se associaram a ele em sua iniqüidade – se é que esses homens podem mesmo ser chamados de bispos – e não ordenam diáconos a não ser que tenham eles sido previamente casados. Eles não honram o celibato exigindo mais castidade, ou melhor, eles mostram claramente que a medida da santidade de vida que querem se dá indulgenciando as piores dúvidas do homem e, exceto que os candidatos à ordenação apareçam perante eles com esposas grávidas e bebês chorando no colo de suas mães, não administrarão a estes a ordenação de Cristo. O que estão fazendo as igrejas do Oriente? E as que pertencem às igrejas egípcias ou à Sé Apostólica: aceitam para o ministério apenas homens virgens, ou que praticam a continência ou, se casados, abandonaram seus direitos conjugais? Eis o ensinamento de Dormilâncio, que lança as rédeas sobre o pescoço da luxúria e por seu incentivo duplica o calor natural da carne, que na juventude atinge o ponto máximo e que se sacia pelo intercurso [sexual] com mulheres. Daí, nada nos separa dos porcos, nada aqui nos difere da criação bruta, ou dos cavalos, a respeito do que está escrito: “Eles se dirigiram às mulheres como cavalos selvagens; todos relincharam após [conhecerem] a esposa de seu vizinho”. Isto é o que foi dito pelo Espírito Santo através da boca de Davi: “Não sejais como o cavalo e a mula que não compreendem”. E, novamente, acerca de Dormilâncio e seus amigos: “Amarrem a maxilar daqueles que se aproximam de vocês com freios e rédeas”.

( Tradução: José Fernandes Vidal e Carlos Martins Nabeto – Central de Obras do Cristianismo Primitivo)

Veja Também:: Capítulos 1

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Estão abertas as inscrições para a Jornada Mundial da Juventude Rio 2013!

Caros amigos, este post é para lembrar que o link para as inscrições para a Jornada já está no ar!

A inscrição é a porta de entrada para o peregrino. É por meio da inscrição que o jovem passa a fazer parte oficialmente da JMJ Rio2013. Através dela a comissão organizadora pode acolher e melhor atender as necessidades do peregrino (hospedagem, alimentação,transporte…), por isso a importância de se inscrever com antecedência.

Portanto, não perca tempo! Você, que é coordenador de grupo, acesse o site oficial e inscreva sua caravana: http://www.rio2013.com/pt/inscricao .

Lembrando: se você ainda não faz parte de nenhum grupo de peregrinos, procure o Setor Juventude de sua paróquia ou Diocese. Juntos somos mais, viver a experiência da JMJ em comunidade será inesquecível!

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Vivendo a JMJ: dois movimentos, ir aos jovens e acolher os jovens que vêm…

(Por D. Raymundo Damasceno, Arcebispo de Aparecida)

“A Jornada está ligada à saudosa memória do Beato João Paulo II, que dedicava atenção privilegiada para a juventude e para sua evangelização. De fato, a sintonia existente entre esse grande Papa e os jovens impressionava o mundo. Basta-nos recordar como, nos últimos momentos de sua vida, os jovens lotaram a praça de São Pedro em vigília de oração. Ele, ouvindo as orações e as palavras que os jovens lhe diziam em coro, respondeu: “eu fui até os jovens, agora eles vêm até mim”. Baseando-nos nesse fato e nessas palavras, podemos penetrar no significado das JMJ. Nelas, a Igreja, como a Virgem Maria, se coloca em estado de missão para “ir até os jovens”. Em seguida, acolhe os jovens que “vêm” até ela para se “encontrar com Cristo”.

Esses dois movimentos, ir aos jovens e acolher os jovens que vêm, estão bem presentes na preparação para a 27ª Jornada, de cuja realização estamos apenas a um ano. O lema escolhido pelo Papa Bento XVI: “Ide e fazei discípulos entre todas as nações” (Mt 28, 19), indica o movimento de ida até os jovens. O outro movimento está descrito em uma sessão do site criado pela Arquidiocese para a Jornada, ali se lê: “Cristo os espera de braços abertos”. Trata-se da vinda dos Jovens até Cristo e de seu acolhimento. Aí está a finalidade dessa extraordinária iniciativa!” (Retirado do site CN Notícias, em 28/07/12)

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Santo do Dia: Santo Agostinho, bispo e Doutor da Igreja.

Olá irmãos! Hoje além de comemorar 6 anos de namoro (tô pensando em casar!) celebramos também Santo Agostinho, dispensa comentários, mas vamos conhecer um pouco mais sobre o bispo e Doutor da Igreja!

Santo Agostinho

Agostinho nasceu em Tagaste, no norte da África, em 354, filho de Patrício (convertido) e da cristã Santa Mônica, a qual rezou durante 33 anos para que o filho fosse de Deus.

Aconteceu que Agostinho era de grande capacidade intelectual, profundo, porém, preferiu saciar seu coração e procurar suas respostas existentes tanto nas paixões, como nas diversas correntes filosóficas, por isso tornou-se membro da seita dos maniqueus.

Santo Agostinho, rogai por nós!

Com a morte do pai, Agostinho procurou se aprofundar nos estudos, principalmente na arte da retórica. Sendo assim, depois de passar em Roma, tornou-se professor em Milão, onde envolvido pela intercessão de Santa Mônica, acabou frequentando, por causa da oratória, os profundos e famosos Sermões de Santo Ambrósio. Até que por meio da Palavra anunciada, a Verdade começou a mudar sua vida.

O seu processo de conversão recebeu um “empurrão” quando, na luta contra os desejos da carne, acolheu o convite: “Toma e lê”, e assim encontrou na Palavra de Deus (Romanos 13, 13ss) a força para a decisão por Jesus:“…revesti-vos do Senhor Jesus Cristo…não vos abandoneis às preocupações da carne para lhe satisfazerdes as concupiscências”.

Santo Agostinho, que entrou no Céu com 76 anos de idade (no ano 430), converteu-se com 33 anos, quando foi catequizado e batizado por Santo Ambrósio. Depois de “perder” sua mãe, voltou para a África, onde fundou uma comunidade cristã ocupada na oração, estudo da Palavra e caridade. Isto, até ser ordenado Sacerdote e Bispo de Hipona, santo, sábio, apologista e fecundo filósofo e teólogo da Graça e da Verdade.

Santo Agostinho, rogai por nós!

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Pode um católico ser espírita ao mesmo tempo?

Pax Domini! Depois de uma ausência necessária para descansar e colocar os estudos em ordem, estou retomando aos poucos as postagens no blog Dominus Vobiscum. Aos amigos que visitam este espaço virtual, sabem que eu havia passado no vestibular de Licenciatura em Filosofia. Pois é, as aulas começaram e agora eu terei que reorganizar o tempo para tudo, pois são muitas leituras. Como já ando bastante cansado com a correria que tive no começo do ano por causa do casamento, precisei dar uma descansada. Aproveito para agradecer a equipe do Blog que continuou postando e não deixou a peteca cair!

Quero muito postar este vídeo, para dar um pontapé em um assunto que vem me preocupando: Essa história de ver católico dizer que também é espírita, ou que é católico mas acredita na reencarnação. Embora quisesse respeitar a sequência do Catecismo, acho importante falar sobre isso.

Assistam este vídeo e reflitam sobre ele. Em breve voltarei com mais postagens sobre o tema.

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Série Espiritualidade: Da corrupção da natureza e da eficácia da graça divina

Do livro “Imitação de Cristo”

A alma: Senhor, meu Deus, que me criastes à vossa imagem e semelhança, concedei-me a graça que declarastes ser tão importante e necessária para a salvação: que eu vença minha péssima natureza, que me arrasta ao pecado e à perdição. Porque sinto em minha carne a lei do pecado, que é contrária à lei do espírito e me cativa, querendo me levar a obedecer, em muitas coisas, à sensualidade; nem poderei resistir às paixões, se não me assistir vossa santíssima graça, e me inflamar o coração.

É necessária vossa graça, e grande graça, para vencer a natureza, propensa sempre ao mal desde a infância. Porque, viciada pelo primeiro homem, Adão, e corrompida pelo pecado, transmite a todos os homens a pena desta mancha, de sorte que a mesma natureza, por vós criada boa e reta, agora deve ser considerada como enferma e enfraquecida pela corrupção, visto que seus movimentos, abandonados a si mesmos, a arrastam ao mal e às coisas baixas, Porque a módica força que lhe ficou é como uma centelha oculta debaixo da cinza. Esta centelha é a razão natural, que, embora envolta em densas trevas, discerne ainda o bem do mal, a verdade do erro, mas não é capaz de fazer tudo que aprova, já que não possui a plena luz da verdade, nem a primitiva pureza de seus afetos.

Daí vem, ó meu Deus, que “segundo o homem interior me deleito em vossa lei” (Rom 7, 22), sabendo que vosso mandato é bom, justo e santo, que reprova todo mal e ensina que se deve fugir ao pecado. Segundo a carne, porém, estou escravizado à lei do pecado, pois obedeço mais à sensualidade que à razão. Daí vem que “tenho vontade de fazer o bem, mas não sei realizá-lo” (Rom 7, 18). Por isso faço muitos bons propósitos, mas faltando-me vossa graça que auxilie minha fraqueza, com o menor obstáculo desfaleço e desisto. Assim sucede que bem conheço o caminho da perfeição e vejo claramente o que devo fazer. Entretanto, oprimido com o peso da corrupção, não me elevo ao que é mais perfeito.

Oh! Como me é necessária, Senhor, vossa graça, para começar, continuar e completar o bem. Porque sem ela nada posso fazer, mas tudo posso em vós, se me confortar vossa graça, Ó graça verdadeiramente celestial, sem a qual nada valem os próprios merecimentos, nem apreço merecem os dons naturais! Nada valem diante de vós, Senhor, as artes e a riqueza, a formosura e a fortaleza, o engenho e a eloqüência – sem a graça. Porque os dons da natureza são comuns aos bons e aos maus; mas a graça ou caridade é peculiar dos escolhidos, porque os torna dignos da vida eterna. Tão excelente é esta graça, que nem o dom da profecia, nem o poder de fazer milagres, nem a mais alta contemplação tem valor algum sem ela. Nem mesmo a fé, nem a esperança, nem as outras virtudes vos agradam, sem a graça e sem a caridade.

Ó graça beatíssima, que fazes rico de virtudes o pobre de espírito e tornas humilde de coração o rico dos bens de fortunas: vem, desce sobre mim e enche minha alma de tua consolação, para que não desfaleça, de cansaço e aridez, meu espírito. Suplico-vos, Senhor, que eu ache graça em vossos olhos, porque me basta a vossa graça, embora me falte tudo que deseja a natureza. Ainda que seja tentado e vexado com muitas tribulações, nada temerei, enquanto estiver comigo a vossa graça. Ela é a minha fortaleza, me dá conselho e amparo. Ela é mais poderosa que todos os inimigos e mais sábia que todos os sábios.

Ela é a mestra da verdade e da disciplina, a luz do coração e o alívio nas tribulações; ela afugenta a tristeza, dissipa o temor, nutre a devoção, gera santas lágrimas. Que sou eu sem a graça, senão um lenho seco e um tronco inútil, que se atira ao fogo? Previna-me, pois, Senhor, a vossa graça e me acompanhe sempre e me conserve continuamente na prática das boas obras, por Jesus Cristo, vosso Filho. Amém.

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