Conexão JMJ Rio 2013 – clipping de notícias

Queridos jovens, já sabeis que o cristianismo não é uma opinião e não consiste em palavras vãs. O cristianismo é Cristo! É uma Pessoa, é o que Vive! Encontrar a Jesus, amá-lo e fazê-lo amar: eis aqui a vocação cristã.” (João Paulo II)

Hoje: no Rio, jovens em vigília por Nossa Senhora Aparecida e pela JMJ

No dia dedicado à padroeira do Brasil e patrona da JMJ Rio2013, Nossa Senhora Aparecida, os jovens se unirão mais uma vez em oração pela Jornada. A 11ª edição da Vigília dos Jovens Adoradores será realizada sexta-feira, dia 12 de outubro, a partir das 22h, na Igreja de Sant’Ana, no centro da cidade do Rio de Janeiro.

A vigília começará com a Santa Missa presidida pelo vigário episcopal para as Novas Comunidades, Dom Roberto Lopes. Além disso, ela contará com um momento sobre a história Nossa Senhora Aparecida, organizado pela Iniciação Cristã.

Os jovens aprofundarão o tema da JMJ de Denver (EUA), de 1993, com a pregação “Eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente” (Jo 10,10), ministrada pelo consagrado da Canção Nova, Adriano Gonçalves. O ministério da Fraternidade Toca de Assis conduzirá o momento de oração.

Segundo uma das organizadoras desta edição da vigília e assistente geral de produção do Setor de Atos Centrais do COL, Mariá Luna Azeredo, é importante a existência de um momento que lembre Nossa Senhora Aparecida na vigília porque Maria leva os jovens a Jesus. “Não temos como ir a Jesus sem ir a Maria. Precisamos estar juntos a Mãe de Jesus para chegar a Deus” – destacou.

Jovens de várias partes do país e do mundo poderão acompanhar a transmissão ao vivo através da WebTv Redentor (Retirado de Radio Vaticana, 11/10)

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CNBB prepara Encontro Nacional com responsáveis de juventude

A Comissão para a Juventude, da CNBB, realizará, de 29 de novembro a 2 de dezembro de 2012, em Brasília, o Encontro Nacional de Assessores da Pastoral Juvenil. A temática do evento é “A Juventude no Ano da Fé” e busca auxiliar os assessores na missão de acompanhar os jovens na educação da fé, por conta do “Ano da Fé”, proposto pelo papa Bento XVI.

O objetivo é “melhor consolidar a evangelização da juventude no país por meio dos valores humanos, cristãos e éticos no contexto social em que vivemos”. Segundo a organização do evento, o encontro acontece em preparação a dois grandes momentos que acontecerão em 2013, voltados à juventude: a próxima Jornada Mundial da Juventude (JMJ), no Rio de Janeiro e a Campanha da Fraternidade. De acordo com a organização, o grande evento que acontecerá no ano que vem, a Jornada, “é de toda a Igreja e quer ser uma oportunidade especial de convocar a todos para uma renovada opção pelos jovens”.

No evento, em Brasília, estarão presentes membros do Comitê Organizador Local (COL) – responsável pela JMJ no Rio –, o Cardeal Stanislaw Rylko – presidente do Pontifício Conselho para os Leigos – e Dom Giovanne D’Aniello – núncio apostólico do Brasil.

As inscrições serão abertas de 10 de outubro  a 10 de novembro. Mais informações pelo telefone (61) 3322-7761 (Adaptado  do site Jovens Conectados, 05/10).

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Novas Comunidades do Brasil e do mundo vão se encontrar na JMJ

As novas comunidades da Igreja Católica do mundo inteiro vão conhecer como a realidade leiga cresce no Brasil. O Comitê Organizador Local (COL) da JMJ Rio2013 teve, nesta quarta-feira, 3 de outubro, a segunda reunião com o arcebispo da Arquidiocese do Rio de Janeiro e presidente do COL, Dom Orani João Tempesta, e com o presidente da Catholic Fraternity e membro do Pontifício Conselho para os Leigos (PCL), o italiano Matteo Calisi, para finalizar os pontos principais do encontro entre as novas comunidades do mundo inteiro, que vai acontecer no dia 24 de julho de 2013, dentro da Jornada Mundial da Juventude.

Segundo Calisi, nesta JMJ haverá um elemento novo: as comunidades de fora do Brasil vão perceber como as comunidades brasileiras estão florescendo no país. “O Papa Bento XVI falou para os padres em Roma que, quando veio ao Brasil, ficou impressionado porque, ao mesmo tempo em que se dizia que nasciam seitas aqui no Brasil, estavam nascendo também as novas comunidades, que são um grande recurso para a Nova Evangelização. Queremos que esse encontro seja para edificação de todos aqueles que vêm para essa Jornada”, destacou.

De acordo com o italiano, Dom Orani afirmou que dará suporte para esse encontro e hospitalidade para quem chegar ao Rio para participar dele.(Adaptado de Rio2013.com, 08/10).

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JMJ quer chegar ao público fora da Igreja

Com o slogan «O coração do mundo bate aqui», a organização da próxima Jornada Mundial da Juventude (JMJ) lança uma campanha institucional que começa a ser difundida este mês. Segundo Graziele Lacquaneti, secretária-executiva do setor de Comunicação da JMJ Rio2013, o objetivo da ação é atingir o público de «fora da Igreja». «Até agora, a comunicação era para o público católico», explicou Graziele. Neste momento, «entramos numa nova fase, com uma linguagem abrangente, para dizer o que vai acontecer no Rio de Janeiro em 2013», disse.

Um vídeo com imagens dos milhões de jovens que participaram nas Jornadas, mas também anúncios em jornais e revistas, ‘outdoors’, mobiliário urbano, na rádio e internet, vão ser difundidos pelos principais meios de comunicação do Brasil. A propaganda reforça o carácter internacional do evento e destaca os pontos fortes da JMJ, como o fator social, humano e o turístico, de acordo com a mesma fonte. Nos próximos meses, a campanha vai focar aspetos como o voluntariado e a hospedagem dos peregrinos, até atingir uma etapa internacional (Adaptado de do site Fátima Missionária – texto: Juliana Batista, 10/10.)

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Os Ritos Litúrgicos

Saudações, caríssimos! Pax Domini! Na seção de Liturgia de hoje, vamos falar um pouco dos Ritos Litúrgicos. Essa riquíssima fonte de devoção do povo de Deus!

A expressão “ritos litúrgicos” está intimamente ligada ao conceito de Liturgia, visto referem-se às diversas formas de celebração do culto a Deus, por meio da Liturgia, os quais podem variar de acordo com fatores como a língua, a etnia, o país, a cultura dos povos, e muitos outros, conforme já observado.

Existem, basicamente, duas espécies de ritos litúrgicos: os ritos latinos e os ritos orientais.

A Santa Igreja Católica Apostólica Romana tem, por exemplo, como rito, o romano, o qual faz parte dos ritos litúrgicos latinos.

Tais ritos litúrgicos (latinos) originaram-se na Europa Ocidental e Norte da África, em países que em sua maioria tinham como língua o latim, em contrapartida aos ritos litúrgicos orientais, os quais se originaram na Europa Oriental e Oriente Médio.

Os ritos litúrgicos latinos são:

o rito romano: utilizado na Igreja de Roma, é o mais conhecido e utilizado na Igreja Católica em todo o mundo, o qual segue uma espécie de “manual”, o Missal Romano;

o rito ambrosiano: atribuído a Santo Ambrósio, é também chamado de “rito milanês”, por ser utilizado nas Dioceses de Milão e Lodi, na Itália;

o rito galicano: rito utilizado na Gália (França) do século IV a VIII, mas que ainda subsiste em algumas partes daquele país;

o rito dos Cartuxos: rito utilizado pela Ordem dos Cartuxos (ordem religiosa semi-eremítica fundada por São Bruno e outros seis companheiros, em 1084);

o rito bracarense: rito semelhante ao romano, mas utilizado na Arquidiocese de Braga, em Portugal, por concessão de diversas Bulas Papais e por decisão do Sínodo de 1918;

o rito moçárabe: também chamado de rito hispano-moçárabe, foi criado e praticado pelos primeiros cristãos hispânicos ou ibéricos, que estavam ainda sob o domínio de Roma. É ainda utilizado na Catedral de Toledo, na Espanha.

Diversos, porém, são os ritos litúrgicos orientais católicos, os quais foram objeto do Decreto Orientalium ecclesiarum do Concílio Vaticano II [1], o qual dispôs que:

Tais igrejas particulares, tanto do Oriente como do Ocidente, embora difiram parcialmente entre si em virtude dos ritos, isto é, pela liturgia, disciplina eclesiástica e patrimônio espiritual, são, todavia, de igual modo confiadas o governo pastoral do Pontífice Romano, que por instituição divina sucede ao bem-aventurado Pedro no primado sobre a Igreja universal. Por isso, elas gozam de dignidade igual, de modo que nenhuma delas precede as outras em razão do rito; gozam dos mesmos direitos e têm as mesmas obrigações, mesmo no que diz respeito à pregação do Evangelho em todo o mundo (cf. Mc 16, 15), sob a direção do Pontífice Romano.

Estes ritos (orientais), não diferem, pois, em matéria de fé, dos demais ritos latinos, mas apenas no que diz respeito á tradição, usos e costumes, e são assim dispostos entre as diversas Igrejas Católicas Orientais, de acordo com o Anuário Pontifício da Santa Sé:

Tradição Litúrgica Alexandrina:

– Igreja Católica Copta (1741);

– Igreja Católica Etíope (1846).

Tradição Litúrgica de Antioquia:

Rito litúrgico maronita:

– Igreja Maronita (1182).

Rito litúrgico siríaco:

– Igreja Católica Siro-Malancar (1930);

– Igreja Católica Siríaca (1781).

Tradição Litúrgica Armênia:

– Igreja Católica Armênia (1742).

Tradição Litúrgica Caldeia (ou Siríaca Oriental):

– Igreja Católica Caldeia (1692);

– Igreja Católica Siro-Malabar (1599).

Tradição Litúrgica Bizantina:

– Igreja Greco-Católica Melquita (1726);

– Igreja Católica Bizantina Grega (1829);

– Igreja Greco-Católica Ucraniana (1595);

– Igreja Católica Bizantina Rutena (1646);

– Igreja Católica Bizantina Eslovaca (1646);

– Igreja Católica Búlgara (1861);

– Igreja Greco-Católica Croata (1646);

– Igreja Greco-Católica Macedônica (1918);

– Igreja Católica Bizantina Húngara (1646);

– Igreja Greco-Católica Romena (1697);

– Igreja Católica Ítalo-Albanesa;

– Igreja Católica Bizantina Russa (1905);

– Igreja Católica Bizantina Albanesa (1628);

– Igreja Católica Bizantina Bielorrussa (1596).

Vale ressaltar, entretanto, que, mesmo estando sob a hierarquia do Sumo Pontífice, tais Igrejas Católicas de rito oriental têm estruturas organizacionais as mais diversas, face à sua condição sui generis [2]. Desta feita:

– as Igrejas Católicas Copta, Siríaca, Greco-Católica Melquita, Maronita, Caldeia e Armênia são governadas por Patriarcas, os quais são eleitos pelos seus Sínodos e depois reconhecidos pelo Papa;

– as Igrejas Greco-Católica Ucraniana, Siro-Malabar, Siro-Malancar e Greco-Católica Romena são governadas por Arcebispos Maiores, os quais são eleitos pelos seus Sínodos e depois, ao contrário dos Patriarcas, necessitam da aprovação do Papa;

– as Igrejas Etíope, Bizantina Eslovaca e Bizantina Rutena são governadas por Arcebispos Metropolitas, os quais são eleitos da seguinte maneira: os seus Concílios de Hierarcas escolhem três candidatos, sendo apenas um deles escolhido e nomeado pelo Papa;

– as demais Igrejas são governadas por um ou mais Eparcas, administradores apostólicos, Exarcas ou por outros prelados, todos estes diretamente nomeados e supervisionados pelo Papa, por não existirem sínodos nem concílios de hierarcas.

Contudo, detenhamo-nos mais oportunamente no rito latino romano, por ser este o mais utilizado na Igreja Católica no mundo inteiro, inclusive no Brasil, nas celebrações da Santa Missa, dos demais sacramentos, do Ofício Divino e demais celebrações litúrgicas.

Dentro do rito romano existem duas formas de celebração da Santa Missa:

– a Ordinária: é a Missa que praticamente todo o povo conhece, em vernáculo e com o altar como uma mesa, em torno da qual celebrante e povo (fiéis) se reúnem. O sacerdote fica, pois, de frente para o povo (Versus populum). Tal forma é fruto do Concílio Vaticano II, e foi instituída com o advento da Constituição Sacrosanctum Concilium [3] sobre a Sagrada Liturgia, que teve como consequência a revisão do Missal Romano, em 3 de abril de 1963, com a promulgação do Missale Romanum ex decreto Sacrosancti Œcumenici Concilii Vaticani II instauratum auctoritate Pauli PP. VI promulgatum;

– a Extraordinária: também chamada de Missa Tridentina (gentílico de Trento, na Itália), rito antigo, rito tradicional, Missa de sempre, “usus antiquior” (uso antigo), e “forma antiquior” (forma antiga). Ainda é celebrada em latim, de acordo com o rito do Missal aprovado pela Bula Papal Quo Primum Tempore, de autoria do Papa Pio V, datada de 1570. O celebrante posiciona-se entre o povo e o altar, ficando, pois, de frente para Deus (Versus Deum).

Diversamente do que afirmam alguns, na Missa Tridentina o celebrante não está de costas para o povo, mas ambos (sacerdote e povo de Deus) estão de frente para o altar, em louvor e adoração.

Isto não diminui ou aumenta o valor, tanto da Missa ordinária quanto da Missa Tridentina, pois não existe Missa antiga e Missa nova, mas apenas “O Sacrifício Cruento da Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo”.

Tais Missas não constituem ritos diferentes, mas “formas diferentes do mesmo rito” [4], e que, por meio do Motu Proprio Summorum Pontificum o Papa Bento XVI regulamentou a possibilidade do uso da liturgia tridentina, nas seguintes condições: no rito romano nas missas privadas celebradas sem o povo, os padres podem usar livremente a liturgia tridentina [5]; ela também pode ser usada publicamente em paróquias, se houver um grupo estável de fiéis (coetus fidelium) que a assista [6].

Conforme dito anteriormente, o Concílio Vaticano II (que se deu de 1962 a 1965), na constituição Sacrosanctum Concilium, mandou rever o rito da Santa Missa, assim como os livros litúrgicos, segundo os princípios enunciados na mesma constituição.

Tal ordem [7] foi executada por um grupo de especialistas em Liturgia, Bíblia e Teologia, nomeados pelo Papa Paulo VI, o qual promulgou, em 1969, o novo Ordo Missae (“Ordinário da Missa”, parte invariável de todas as celebrações da missa) e em 1970 o novo Missal Romano, o qual teve, até hoje, três edições, em 1970, 1975 e 2002.

Por hoje é só! No próximo post vamos falar um pouquinho da língua utilizada na Santa Missa.

Fiquem todos com Deus, e até lá!


[1] CONCILUM OECUMENICUM VATICANUM II, Orientalium ecclesiarum (21 Novembris 1964), n. 3.

[2]  “What All Catholics Should Know About Eastern Catholic Churches”, in http://www.americancatholic.org/Newsletters/CU/ac0106.asp, acessado em 08 de agosto de 2012.

[3] CONCILUM OECUMENICUM VATICANUM II, Constitutio: Sacrosanctum Concilium (4 Dicembris 1963).

[4] BENEDICTUS PP. XVI, Carta aos Bispos por ocasião da publicação da Carta Apostólica Motu Proprio Data Summorum Pontificum sobre o uso da liturgia romana antes da reforma feita em 1970.

[5] BENEDICTUS PP. XVI, Motu Proprio: Summorum Pontificum (7 Dicembris 2007), in AAS MMVII (2007), n. 2 e 4.

[6] Ibid, n. 5.

[7] CONCILUM OECUMENICUM VATICANUM II, Constitutio: Sacrosanctum Concilium (4 Dicembris 1963), n. 50.
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